História As pétalas de Sakura - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Chiyo, Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Gyuuki, Hana Inuzuka, Hanabi Hyuuga, Hashirama Senju, Hidan, Hinata Hyuuga, Hizashi Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Inochi Yamanaka, Itachi Uchiha, Itama Senju, Izumi Uchiha, Jiraiya, Juugo, Kabuto, Kagami Uchiha, Kakashi Hatake, Karin, Kawarama Senju, Kiba Inuzuka, Kidoumaru, Kimimaru, Kizashi Haruno, Konan, Konohamaru, Kurama (Kyuubi), Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Madara Uchiha, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Mito Uzumaki, Moegi, Nagato, Naruto Uzumaki, Nawaki Senju, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Pain, Personagens Originais, Rin Nohara, Rock Lee, Sai, Sakumo Hatake, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Sarutobi, Sasuke Uchiha, Shibi Aburame, Shikaku Nara, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Shion, Shisui Uchiha, Shizune, Shukaku, Suigetsu Hozuki, Temari, TenTen Mitsashi, Tobirama Senju, Tsunade Senju, Yahiko, Yamato, Yugito Nii
Tags Alcateia, Alphas, Amizade, Ancestrais, Bruxaria, Bruxas, Coiotes, Companheiros, Feiticeiras, Gaaino, Hanaki, Harry Potter, Itaizu, Kitsunes, Lobisomens, Lobos, Lycans, Magia, Marcada, Naruhina, Naruto, Nejiten, Profecias, Promessas, Romance, Sasodei, Sasusaku, Shikatema, Suika, Traição
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Palavras 2.074
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Minna-san, após delongas, lhes apresento o II ato. 

M
E

D
I
G
A
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😘



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É

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P
R
Ó
X
I
M
A

💙

Capítulo 3 - Ato II


- Vovó, o que aconteceu? – Youko perguntou assustada.

- Você está bem, meu anjo? – falou, virando-se para olhá-la e, após vê-la confirmar, voltou a falar. – Por favor, querida, fique no carro. A vovó vai lá fora ver se está tudo bem, ok?

Mikoto abriu a porta e tratou de tirar a chave da ignição e levá-la consigo antes de sair do carro e travar as portas, deixando uma Youko apreensiva para trás.

Aproximou-se cautelosamente da frente do veículo, mas ao focar sua audição e perceber que as únicas respirações presentes eram a sua, um tanto quanto abalada, a nervosa de sua neta e a fraca e entrecortada que vinha de sua frente, constatou não haver perigo real, então correu em direção ao corpo.

- Ai, meus deuses. – levou as mãos a boca, enquanto olhava o corpo pequeno, magrelo e frágil da jovem desconhecida. – Vou ligar para a emergência. – pensou em voz alta, sem conseguir evitar que os olhos marejassem, pois querendo ou não a jovem moça, ferida e inconsciente, era responsabilidade sua e jamais conseguiria deixá-la nesse estado, principalmente ali, sozinha, naquela estrada escura e engolida pela noite fria.

- Por favor, eu preciso de uma ambulância para a estrada xxxx.

- Poderia descrever o ocorrido, senhora?

- Um atropelamento. – respondeu aflita.

- E qual sua relação com a vítima?

- Não a conheço. Por favor, mande alguém logo, ela não me parece bem e eu não sei se conseguiria me perdoar se algo acontecesse com ela por minha culpa.

- Por favor, senhora, se acalme. A ambulância já está a caminho. Lhe peço apenas que permaneça no local até que ela chegue.

- Não se preocupe, não a deixarei sozinha. – afirmou antes de desligar.

Mikoto encarava a moça profundamente, sentindo um afeto intrigante pela mesma, então pegou em sua mão, enquanto a outra lhe acaricia a face e sussurrou docilmente.

- Não se preocupe, τριαντάφυλλο μου, eu estou aqui, você não está sozinha.

(...)

- Então Supremo, o que aconteceu, para que nos chamasse assim, às pressas? – perguntou Rasa no Sabaku, após estarem todos na sala de reuniões.

- Acho que quem deve tomar a palavra não sou eu, mas sim, Chie, que teve com seus próprios olhos o desprazer de ver a cena. – o tom firme e imponente de Fukagu Uchiha fez todos se mexerem inquietos, o desgosto estava presente em seu tom de voz, deixando claro o sinal de que algo realmente estava errado.

- Eu... – fungou. – Eles... Todos eles. – Chie tentava falar, mas os soluços e lágrimas a detinham.

- Tenha calma, respire fundo e tome o tempo que precisar. – aconselhou Minato Namikaze, Supremo Beta da alcateia e pai de Naruto.

Passou-se uns dois minutos até que pelo menos os soluços cessassem.

- Hoje a tarde estive na floresta para buscar as plantas necessárias para fazer as poções que me foram pedidas. – as lágrimas ainda caiam e precisou respirar fundo algumas vezes antes de continuar. – E apenas por isso, por essa simples troca de caminho, eu ainda estou viva.

Um murmurinho se vez presente dentro da sala, de modo que apenas Chie, Fugaku, Sasuke, Minato, Shikaku e Rasa ficassem em silêncio.

- Calados. – ordenou o Uchiha mais velho. - Deixem-na continuar antes de começarem com os questionamentos.

- Como estava dizendo, as tardes de quinta-feira nosso Coven entra em congresso então todas as bruxas deveriam estar presentes na sede, mas eu me enrolei com a busca por ervas e cheguei atrasada.- fungou. – Não foram mais que 30 minutos, meia hora, mas foi o suficiente para ter todas as minhas irmãs e irmãos tirados de mim.

- O que quer dizer com isso? – questionou Ayako, nervoso.

- Meu Coven foi exterminado, os únicos membros que restaram foram eu e meu filho, ambos que porventura não estávamos presentes.

- Que absurdo!

- Mas quem faria uma coisa dessas?!

- Pelos deuses, pobre das crianças.

- Isso é um completo contrassenso.

- Isso não é tudo. – Chie falou mais firme, chamando a atenção de volta pra si. – A Alta Sacerdotisa ainda estava viva quando cheguei... E em seu último fragmento de vida me confidenciou uma profecia.

- Ó deuses, coisa boa não pode ser.

Novamente a sala foi tomada por vozes desordenadas e nervosas.

- Fiquem quietos. – o Supremo Alpha mau aumentou a voz, mas não fora preciso mais que isso para reaver o silêncio. – Deixem que Chie termine antes de surtarem. – completou rudemente.

- “A chegada dela anunciará, procure pelo rosa que lhe marcará, pode ser pequena, mas a guerra é capaz de desmembrar. A chave das cinzas se erguerá e usada contra a flor será, mas não esqueça o corvo, pois perante ele a verdade despertará. Ela é a...” – Chie soltou, deixando a curiosidade se espalhar e junto dela um Sasuke totalmente chocado.

“Não, não poderia ser.” Pensava. “Procure pela rosa que lhe marcará” A frase se repetia freneticamente em sua mente. “Não, não pode ser ela. Os deuses não seriam tão cruéis. Não pode ser αγάπη μου, αγάπη μου não.”

- Acho melhor darmos um tempo e nos reunirmos amanhã para falarmos melhor sobre o assunto. – indagou o Supremo Fugaku. – Podem se retirar. – disse por fim, vendo todos deixando a sala, restando apenas seu filho, que ainda se encontrava transtornado.

- Sasuke, meu filho, você viu sua mãe quando estava vindo para cá? – perguntou.

- Ela ainda não chegou? – questionou com os olhos arregalados.

(...)

Mikoto tinha a neta adormecida nos braços, enquanto aguardava por notícias da jovem que atropelara.

Queria ligar para alguém e comunicar sobre a situação, mas o celular sem bateria não cooperava em nada a seu favor, então tudo que lhe restou fazer foi sentar e resperar por noticias.

Passou-se uma hora e nada de notícias, até que os deuses pareceram ouvir suas preces.

- Senhora Uchiha. – uma médica a chamou, fazendo-a se levantar e lhe dirigir total atenção. – A paciente está estável, digo, ela sofre de uma anemia fortíssima, sem contar a desnutrição, a exaustão e as três costelas quebradas, e claro, os outros ferimentos do acidente, mas ela ficará bem. Nada que um bom descanso e uma alimentação melhorada não resolva.

- Ela está tão mal assim? – perguntou com lástima.

- Bem... – hesitou por um momento. – Não deveria comentar, mas, enquanto travamos de seus ferimentos, vimos algumas, na verdade, muitas, cicatrizes pelo corpo da menina. E isso é bastante preocupante, dado que ela não aparenta ter mais do que 18 anos. – suspirou tristonha. - Nos faz pensar pelo que a jovem já não passou. – comentou com pesar.

- Eu posso vê-la?

- Sim, ela já está no quarto, mas não se empolgue muito, a menina foi medicada então não conseguirá falar com ela. – terminou de falar, fazendo um gesto para a morena segui-la.

A doutora a acompanhou até o quarto, mas logo deixou-a sozinha.

Mikoto pôs a neta cuidadosamente sobre o pequeno sofá que tinha no quarto e tirou seu casaco para cobri-la. E após beijar-lhe a testa, caminhou até a jovem desconhecida.

- Ó querida, quem será que lhe fez mal? – questionou-se, enquanto acariciava o belo rosto da menina.

Alguns minutos se passaram, Mikoto se sentou na poltrona ao lado da cama e se deixou preencher pelas dúvidas e o silêncio, até que a voz infantil fosse ouvida.

- Vovó, quem é ela? – Youko perguntou, já ao lado do leito da moça e olhando diretamente para a mesma.

- Que susto, meu anjo. – a morena levou a mão ao peito assustada, pois estava tão entretida com o mistério da garota que não tinha percebido que a neta já não dormia. – Venha cá, querida. - chamou-a para o seu colo. – Eu ainda não sei quem ela é, teremos que esperar que acorde para descobrir.

- Ela parece uma princesa. – comentou, acomodando-se no peito da mais velha. – Eu gosto dela. – revelou, antes de cair no sono novamente.

- Eu também, querida, eu também. – disse, enfim se rendendo ao cansaço e caindo no sono.


- Okaasan, já estou em casa. – a rosada dizia, após adentrar na residência.

Sakura estranhou, além de não obter resposta, o silêncio não costumeiro lhe trouxe uma inundação de sensações ruins, sensações essas que lhe fizeram recordar de um dia que preferia nunca relembrar.

- Okaasan?! – chamou, ficando nervosa.

Preocupada, a Haruno começou uma busca apressada pelo andar de baixo. Sem encontrar vestígios da mãe, subiu rapidamente a escada e saiu abrindo todas as portas.

Mas a verdade era, ela não estava pronta para o que veria, e não importa quanto tempo passasse, ela jamais estaria pronta para o que viu, ou para a dor que se sucedeu.

- OKAASAN!! - gritou, tomada pelo desespero.


Sakura acordou extremamente ofegante, e os falsos fios loiros grudados na testa mostravam o quão estava suada.

Mas a garota não se prendeu muito a lembrança traga pelo pesadelo, pois assim que olhou ao redor se deu conta de que estava em um hospital e não fazia ideia de como chegara ali.

Levantou-se com dificuldade, devido a extensa dor no corpo, e pôs-se a frente do espelho do banheiro.

Pode ver o cansaço estampado em seu rosto e então olhou para seu corpo, que tinha faixas por alguns lugares, como seus pés, uma das coxas, costelas, braço esquerdo e testa.

Ignorando as vestes e os pés desnudos, Sakura abriu a porta do banheiro e se surpreendeu ao ver a criança lhe encarando.

- Você está bem? – Youko perguntou com a voz ainda rouca por ter acabado de acordar, enquanto coçava os olhos.

- Eu... Quem é você? – sua voz soou falha demais para o seu próprio gosto, mas nada Sakura podia fazer, era esse o resultado de meses sem dormir e de semanas sendo caçada.

- Youko. – sorriu, inocente. – E você?

- Bem, eu me chamo Sakura. - respondeu, um tanto inquieta. – Sabe me dizer aonde estamos, Youko-chan?

- No hospital? – perguntou confusa, fazendo Sakura sorrir da doçura da criança.

- Me refiro a cidade. - explicou-se. – Sabe em qual estamos.

- Estamos em Konoha, Saruya-chan. – respondeu contente, mas errando-lhe o nome.

- Por que não me chama apenas de Saky, hum? – sorriu-lhe, compreendendo que Youko ainda era pequena e cometia esses erros. – Minhas amigas me chamavam assim. – sorriu fraco, tentando dissipar a amargura das lembranças. – E aquela moça, quem é? - questionou, apontando para a morena.

- Aaahh, é a vovó. – respondeu radiante, deixando Sakura encabulada com tamanha animação. – Vovó, vovó, acorda. – correu e pulou em cima de Mikoto.

- Youko? O que houve? – perguntou, ainda sonolenta.

- Você precisa conhecer a princesa Saky, vovó. – respondeu como se fosse óbvio.

“Princesa Saky?” Sakura pensou, arqueando a sobrancelha.

- Quem? – Mikoto questionou, confusa.

- A princesa, vovó. – apontou para Sakura, que até então encarava tudo quieta.

- Ó, deuses. – se levantou rapidamente, finalmente despertando. – Você acordou. Está bem? Dói em algum lugar? Precisa de algo? Está com fome? – encheu-a de perguntas.

- Calma, uma pergunta de cada vez. – falou risonha. – Sim, estou bem. Meu corpo está dolorido, mas já era de se imaginar. E não, não estou com fome.

- Ora essas, você precisa se alimentar, está desnutrida e não pode piorar a situação. - deu-lhe um sermão, deixando Sakura surpresa.

A rosada imediatamente se sentiu tonta, aquilo era demais para si. Fazia tanto tempo em que ninguém se importava consigo, quer dizer, ela tinha Haruka, mas mesmo com seu ex-namorado lhe dando carinho, nada se comparava ao afeto de uma mãe. Afeto este, que aquela moça desconhecida a direcionava.

- Você está bem, querida? - ajudou-a a sentar-se na cama.

- Já passou, foi apenas uma tontura. – sorriu fraco, tentando acalmá-la.

- Sinto muito. Você está assim por mim causa, se não tivesse me distraído enquanto dirigia...

- Não. – a interrompeu, balançado a cabeça em negação. – A culpa foi inteiramente minha, acabei aparecendo de repente na estrada e por consequência, diante de seu caminho. Então, por favor, não se culpe.

- O que você fazia andando por ai, sozinha, já tarde da noite? – questionou repreensiva.

“Como se pudesse dizer a ela que estava fugindo dos Caçadores.” Pensou.

- Mas que gafe a minha, eu me chamo Mikoto e aquela é a minha neta Youko. – desconversou ao vê-la ficar tensa.

- Sou Sakura. - sorriu, agradecida.

– Vamos arrumar uma roupa para você e sair para comer, sim? – sequer deu tempo da menina responder, pois já lhe jogou outra pergunta. – Quer avisar alguém do que aconteceu?

- Sim. – sua voz soou como um sussurro.

- Quem, querida?

- Tsunade. Tsunade Sasaki.


Notas Finais


τριαντάφυλλο μου = minha rosa.


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