História As protetoras,aprendizes de bruxaria:A origem - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjo, Bruxas, Céu, Demônio, Drama, Encantadas, Encantos, Fantasia, Feiticeiras, Feitiços, Ficção, Inferno, Magia, Mestre, Origem, Protetoras, Revelaçoes, Romance, Sobrenatural, Submundo, Suspense
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Palavras 8.254
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Não exija que leitores editem ou continuem a história.É um conteúdo original e protegido pelos direitos autorais.É permitido compartilhar a história,mas proibido a venda sem autorização do autor.

Capítulo 1 - Segredo revelado


Uma noite forte de tempestade inundava as ruas e calçadas de Sinkesiwis, uma cidade grande em um estado tão pequeno de uma ilha distante de tudo que você possa imaginar. Uma bruxa curandeira que trabalha como enfermeira no hospital de Sinkesiwis voltava de seu trabalho para o prédio na qual morava. Ao chegar em seu lar, ela alimenta a sua gata e segue para perto do altar.

Filomena:_ Aqui está a sua comida, querida.

Chegando ao altar, ela senta em frente ao altar e começa a citar as palavras para o ritual de proteção.

¨Anciã da terra profunda, mestre da lua e do sol, eu te convoco pela moda das bruxas aqui em meu círculo. Pedindo para que proteja este espaço e ofereça a força do sol.¨

​Uma breve meditação acalma o espaço, mas um feiticeiro a observava do lado de fora e invade o apartamento silenciosamente. A bruxa sente uma energia negativa atrás dela e se assusta com o feiticeiro na qual ela pensa ser somente o namorado.

​Filomena:_ O que faz aqui?

​Sem responder a pergunta, o feiticeiro enfia um átame no coração da bruxa e suga os poderes sobrenaturais a ela destinado. O feiticeiro sai do apartamento e não esconde rastros de seu crime.

​Enquanto isso, Paula compra ingredientes no Grande Mercado Chinês e percebe estar atrasado para receber a irmã mais nova. Voltando para a Mansão Hecher, ela chama pela irmã.

​Paula:_ Alguém em casa?

​Priscila grita da sala de estar.

Priscila:_ Estou aqui trabalhando com o lustre!

Paula:_ Desculpe estar atrasada.

​Priscila:_ E isso são novidades?

​Paula:_ Não, mas...

​Priscila:_ Paula, eu estaria aqui para receber o eletricista, mas você sabe que só posso deixar a Casa de Leilões somente às seis da tarde. Nem tive tempo para trocar de roupa.

​Paula:_ Eu só não percebi o tempo passar rápido no Grande Mercado Chinês. O Jeremias ligou?

Priscila:_ Não, mas ele deixou algumas rosas e um pacote entregue. O que estava fazendo no Grande Mercado? Pensei que tivesse uma entrevista.

Paula:_ Eu tive, mas eu fui para lá após a minha entrevista para conseguir ingredientes suficientes para a minha audição amanhã.

Priscila:_ Então aquele Yongsee sem vergonha não te contratou hoje?

Paula:_ Não, mas talvez eu consiga o trabalho com essa receita.

Paula abre o pacote e Priscila olha surpresa.

Priscila:_ O seu namorado te mandou um vinho do porto?

Paula:_ É o ingrediente principal da minha receita.

Priscila:_ Que namorado gentil.

Paula desvia a atenção para a Copa e fica surpresa como que vê.

Paula:_ Ai meu deus! Não me diga que essa é a nossa velha tábua espiritual!

Priscila:_ É sim, eu encontrei ela jogada com outras coisas no porão enquanto procurava pelo gerador.

Paula lê a descrição atrás da tábua espiritual.

Paula:_ ¨Para as minhas três garotas lindas. Que isso lhes dê a luz para achar as sombras. O poder sagrado e unido as libertará. Com amor, mamãe.¨ Nunca descobrimos o que isso quer nos dizer.

Priscila:_ Mande isso para a Pérola, ela está tão perdida no escuro que precisa de um pouco dessa luz para ajudar ela.

Paula:_ Você sempre foi rígida com ela.

Priscila:_ Paula, a garota não tem visão do futuro. Ela não tem nenhum senso do que o futuro a espera.

Paula:_ Eu sinto que ela mudou com o tempo.

Priscila:_ Desde que ela não passe por aqui, não vejo problemas.

Paula fica nervosa por um tempo, mas depois disfarça o seu olhar.

No local do crime cometido pelo feiticeiro maligno, policiais circulam e fecham a área. André vai chegando ao local e seu colega de trabalho fica aliviado.

Daniel:_ Já não era sem tempo!

André: Tá bom, tá bom. Temos que nos focar nos três crimes que foram cometidos só esse mês agora. Vim assim que soube para investigar esse caso. Outra mulher foi morta, certo?

Daniel:_ Sim, parece que o crime foi cometido há duas horas atrás atrás hoje mesmo. O legista disse que encontraram marcas de esfaqueamento e um símbolo estranho. Fiquei te esperando por aqui faz horas.

André:_ Você quis dizer uma hora e meia. Desculpe se cheguei atrasado, não vai querer saber onde estive.

Daniel:_ Onde você esteve?

André:_ Talvez você não acredite em mim, mas eu segui as pistas dos outros crimes e todas elas me levaram para uma loja de ocultismo. Evidências que me levaram pro nada.

Daniel:_ Você me odeia, não é? Você quer me ver sofrer?

André:_ Eu apenas quero resolver esses crimes. Alguém está atrás de bruxas.

Daniel:_ Mulheres.

André:_ Aquela mulher ali, aposto que ela foi morta por um átame.

Daniel:_ Errado. Foi uma faca de dois gumes.

André:_ É a mesma coisa. O átame é uma faca cerimonial usada em rituais. As bruxas a usam para passar energia.

Daniel:_ Aquela mulher não passou nada. Ela apenas foi esfaqueada e ponto final, simples assim.

André:_ Ela foi encontrada perto de um altar?

Daniel:_ Sim, ela foi.

André:_ Havia entalhes pelo altar?

Daniel:_ Apenas me faça um favor, tudo bem? Nunca siga pistas sem me procurar primeiro.

André:_ Você quer visitar a loja de ocultismo comigo?

Daniel:_ Apenas... Volte ao trabalho, tudo bem?

O feiticeiro aparece em sua forma humana no local do crime e procura pelos detetives.

Jeremias:_ Detetive Tenório! Jeremias Silva do jornal de Sinkesiwis. Quer fazer algum comentário sobre a cena do crime?

André:_ Uma mulher foi esfaqueada, simples assim.

Jeremias:_ Essa já é a terceira vez que acontece o mesmo.

André dispensa o feiticeiro e continua com o trabalho.

Na Mansão Hecher, Priscila fica confusa com o lustre sem energia.

Priscila:_ Eu não entendo. Eu já chequei tudo e não há razões para esse lustre não estar funcionando.

Paula:_ Conversamos sobre o que fazer com o quarto vago?

Priscila:_ Sim, precisamos de uma empregada para trabalhar pelo menos duas vezes na semana e um espaço para ela ficar aconchegada.

Paula:_ A Pérola é boa em limpeza.

Priscila:_ Pérola mora em Nova Iorque agora.

Paula não consegue mais esconder o segredo e solta a novidade sem querer.

Paula:_ Não mais.

Priscila:_ Como é que é?

Paula:_ Ela está voltando para morar conosco.

Priscila:_ Você só pode estar brincando comigo?

Paula:_ Bem, eu não podia dizer não. É o lar dela também. Foi construída para nós todas.

Priscila:_ Sim, e meses atrás não tivemos contato e nem nos encontramos com ela.

Paula:_ Bem, você que não quis ligar para ela.

Priscila:_ Não, claro que não quero. Talvez você tenha se esquecido a razão pela qual estou brava com ela.

Paula:_ Não, é claro que não. Mas precisamos dar uma chance para ela, ela perdeu o emprego, não tinha mais lugar para ficar e ela está endividada.

Priscila:_ E isso são novidades? Há quanto tempo você sabe disso?

Paula:_ Por que você sempre fala isso?

Priscila:_ Isso o que?

Paula:_ E isso são novidades? Você sempre diz isso quando brava.

Priscila:_ Obrigada por me lembrar, mas agora responda a minha pergunta.

Paula:_ Já sabia há algumas semanas, talvez duas ou três.

Priscila:_ Quando ela chega?

Pérola chega de táxi na Mansão Hecher e se surpreende com a nova aparência do lado de fora. Ela sobe as escadas da varanda aberta e procura pela chave escondida.

Achando a chave, ela abre a porta da Mansão e assusta as irmãs.

Pérola:_ SURPRESA! Eu encontrei a chave escondida.

Paula:_ Pérola! Bem-vinda de volta! É tão bom te ver de novo. Não é mesmo, Priscila?

Priscila:_ Estou sem palavras no momento.

O táxi buzina esperando pelo pagamento.

Pérola:_ Opa, esqueci do táxi.

Paula:_ Eu pago pra você.

Pérola:_ Obrigada, eu te pago de volta depois.

Priscila:_ Isso é tudo o que trouxe?

Pérola:_ Eu só tenho isso, e uma bicicleta.

Priscila a encara com raiva.

Pérola:_ Olha, eu sei que você não me quer aqui, dá para perceber pelo seu olhar. Mas...

Priscila:_ Não iremos vender a Mansão.

Pérola:_ Foi por isso que você acha que voltei?

Priscila:_ A única razão para a Paula e eu desistir dos nossos apartamentos foi para proteger essa Mansão que está na nossa família há gerações.

Pérola:_ Sem lições de história. Eu também cresci nessa Mansão e não quero perde-la. Agora vamos falar do que realmente a incomoda?

Priscila:_ Não, ainda estou com raiva pelo que fez.

Paula entra de volta para a Mansão e fala animada.

Paula:_ Eu tive uma grande ideia, que tal cozinharmos juntas para comemorar a chegada de Pérola com um grande banquete de família?

Pérola:_ Estou sem fome.

Priscila:_ Eu também.

Paula:_ Tudo bem, tentamos um abraço em grupo mais tarde.

Ainda na cena do crime, André conversa com o seu colega de trabalho.

André:_ O nosso chefe ligou avisando sobre os crimes dessa semana e como vai a investigação do que aconteceu com aquelas mulheres.

Daniel:_ O que mais ele disse?

André:_ Ele disse que a terceira vítima era uma enfermeira que trabalhava em tempo integral durante a semana e em meio período durante os finais de semana.

Daniel:_ Como isso poderá nos ajudar?

André:_ Todas as vítimas foram esfaqueadas e não há registros de digitais do assassino. É muito estranho dizer isso, mas acho que houve ataques sobrenaturais por aqui. Elas sempre se encontravam esfaqueadas e mortas em seu próprio apartamento, não há indícios de transporte ou arrastões.

Daniel:_ Precisamos verificar isso direito antes de preencher a ficha.

Na Mansão Hecher, Paula bate na porta do quarto novo de Pérola e traz uma bandeja cheia de especialidades culinárias dela. Pérola agradece.

Paula:_ Aqui está o seu jantar.

Pérola:_ Graças a deus! Estou faminta.

Paula:_ Eu imaginei pelo seu olhar lá embaixo.

Paula desvia a tenção para a televisão ligada.

Paula:_ Hei, aquele é o meu namorado, o Jeremias. O que houve?

Pérola:_ Uma mulher foi apagada.

Paula:_ Apagada? Pérola passou muito tempo em Nova Iorque?

Pérola:_ É, e acho que devia ter ficado por lá mais um tempo. Por que você não avisou a Priscila que eu estava voltando?

Paula:_ E arriscar dela trocar as fechaduras? Nada disso! Além disso, era pra você ter avisado a ela e não eu.

Pérola:_ Bem lembrado, mandou bem irmã. Mas sabe, é tão difícil convencer ela, ela sempre foi mais mãe do que irmã.

Paula:_ Isso não é sua culpa. Ela praticamente teve que sacrificar a vida dela para...

Pérola:_ Nos criar na infância. Sim, sim, sim.

Paula:_ Mas por outro lado somos sortudas. Ela sempre foi a mais responsável desde que a nossa mãe e avó se foram. tudo que tínhamos que fazer era estar lá.

Pérola:_ Sim, mas eu não preciso mais de uma mãe, preciso de uma irmã.

Priscila traz um cobertor e bate na porta aberta do quarto de Pérola.

Priscila:_ Hei, esse sempre foi o quarto mais frio. Te trouxe essa coberta para dormir tranquila à noite.

Pérola:_ Obrigada.

No local do crime, André dá uma olhada no corpo da vítima.

André:_ O mesmo símbolo foi encontrado tatuado nas outras mulheres.

Daniel:_ Então o assassino está matando ocultistas?

André:_ Não. O assassino está realizando uma caça às bruxas.

Daniel:_ Mas é claro, ele tem quinhentos anos e mora em Salem. É loucura!

André:_ Olhe a sua volta, Daniel.

Daniel:_ Estou olhando, e tudo o que vejo são pentagramas, altares, oferendas. Tudo coisa de loucos e insanos.

André:_ Eles se chamam Sabás e é quase incomum encontrar rituais como esse pelo ano todo. Ela era uma bruxa solitária, ela praticava bruxaria sozinha. Deixa te perguntar uma coisa. Você acredita em Óvnis?

Daniel:_ Não.

André:_ Mas você acredita em pessoas que acreditam em Óvnis?

Daniel:_ Sim.

André:_ Então como você pode não acreditar que existem pessoas que acreditam em bruxaria?

Daniel:_ Olha, tudo que eu sei é que se você não parar de falar em bruxaria agora mesmo eu irei enlouquecer. E também vou começar a duvidar de você.

André sorri ironicamente e uma gata aparece.

Daniel:_ Fique longe dessa gata, André. Ela está afetando a todos.

André pega por um momento o felino e observa o símbolo que esse encontra na coleira da gata.

Daniel:_ Eu te vejo lá no carro.

Na Mansão Hecher, Paula e Priscila batem papo na sala de estar.

Priscila:_ Estou tão aliviada que você e Jeremias ainda estão juntos. Onde você o conheceu mesmo?

Paula:_ Na cafeteria do hospital quando a vovó foi levada.

Priscila:_ E o que ele fazia por lá? Nem é médico.

Paula:_ Ele estava encobrindo um caso e eu estava tomando café. De repente ele me passou um guardanapo.

Priscila:_ Que romântico.

Paula:_ De fato foi sim, tinha o número do telefone dele.

Priscila deixa a sala de estar e passa pela sala de jantar enquanto a Pérola tentava se comunicar com a tábua espiritual.

Priscila:_ Pare de puxar a seta.

Pérola:_ Eu quase não toquei nela.

Priscila:_ Você sempre puxou a seta.

Paula aparece oferecendo pipoca.

Paula:_ Quer pipoca, Pérola?

Pérola:_ Não, eu realmente quero que ela me diga alguma coisa.

Priscila:_ Mas que loucura.

As irmãs desviam o olhar por alguns segundos e a seta se move sozinha sem a Pérola encostar nela. Pérola fica assustada e grita pelas irmãs.

Pérola:_ Paula! Priscila! A seta se moveu sozinha! Ela se moveu para as letras v e a.

Priscila:_ Você mexeu a seta?

Pérola:_ Não!

Priscila:_ Eu tenho certeza que se moveu.

Pérola:_ Não! Eu juro que não encostei nela. Olhem.

Pérola tenta fazer com que a seta se mexa novamente, mas nada acontece. As irmãs olham preocupadas e desapontadas desviando o olhar novamente. A seta se move para as letras p, a, r, a, o, s, o, t, a e o rapidamente.

Pérola:_ Ah! Aconteceu de novo.

Priscila:_ Não quero ficar aqui perdendo meu tempo com isso, eu tenho que terminar de arrumar o lustre.

A energia da Mansão acaba e todas se separam uma da outra.

Pérola:_ Paula! Priscila! Cade vocês?

Paula:_ Estou na cozinha!

Priscila:_ Já estou indo!

As irmãs se encontram na cozinha e resolvem ir para a sala de estar onde bate a luz do luar.

Pérola:_ E agora fazemos o que?

Paula:_ Será que é o calor?

Pérola:_ Estou com medo.

Priscila:_ Não fique assustada, estamos completamente seguras na Mansão.

Paula:_ Nunca mais diga isso, a primeira pessoa a dizer isso em filmes de terror, morre.

Priscila:_ Está chovendo lá fora. Deve ser falha na antena. Há um assassino há solta, o seu namorado não irá vir buscar você hoje e eu preciso ir ver o gerador pra ver se consigo ligar as luzes de emergência.

Paula:_ Priscila! Eu vi a seta da tábua espiritual se mover da cozinha.

Priscila:_ Errado. O que você viu era a Pérola movendo a seta para te assustar. Não há nada no porão, já tentamos abrir aquela porta diversas vezes e não há chave específica para ela.

Paula:_ Não sabemos ao certo. Moramos nessa Mansão há anos e nunca conseguimos abrir aquela porta, deve ter alguma razão para não abrir.

Paula tenta telefonar para o Jeremias, mas o telefone não liga.

Paula:_ Ai que ótimo, estamos sem telefone.

Priscila:_ Sim, estamos sem energia. Por que você não vem comigo até o porão e me ajuda segurando uma lanterna para ligar o gerador?

Pérola aparece subindo as escadas.

Paula:_ Pérola pode ir com você.

Pérola:_ Não, eu vou subir para o porão.

Priscila:_ Não, você não vai. Já concordamos em não ir.

Pérola:_ Errado, você e Paula que combinaram isso. E além do mais, não vou esperar um eletricista para acender as luzes de volta e também não vou esperar até o amanhecer para abrir o sótão. Eu vou agora!

Priscila ignora e segue para o porão.

Paula:_ Priscila, me espera!

Pérola sobe até o sótão e tenta abrir a porta, mas ela se encontra trancada. Pérola tenta abrir mais uma vez, após três tentativas desiste e se vira. A porta do sótão se abre sozinha e ela volta entrando no sótão um pouco assustada.

O espelho no sótão brilha e cria uma imagem de um livro com símbolo na capa. Pérola olha para trás de seu reflexo, mas não encontra nada e toca no espelho sem querer.

O espelho aparenta ter seu vidro aguado e o braço de Pérola atravessa o espelho.

Pérola:_ Será que...

Pérola é puxada para dentro do espelho e repara que o sótão mudou na decoração. Sendo que na verdade ela se encontra na dimensão dos espelhos.

Pérola:_ Eu juro que aquele sofá estava do lado esquerdo.

Pérola encontra o livro de magia flutuando pelo ar e decide dar uma olhada.

Pérola:_ Encanté, livro de magia ancestral.

Pérola abre o livro de magia e lê um encantamento escrito na primeira página.

Pérola:_ O que se foi e o que é agora, torna se visível o invisível. Libere os poderes das feiticeiras e traga com eles a magia ancestral. Os poderes que nós recebemos, serão agora revelados, seja pro bem ou pro mal, o legado continuará sendo levado. 

As irmãs aparecem no sótão e não encontram a Pérola. Priscila olha para o espelho e pensa ser apenas um reflexo da Pérola.

Os lustres da sala de estar iluminam intensamente e chacoalham provocando barulho.

Paula:_ O que foi isso?

Priscila:_ Eu vou dar uma conferida, procura pela Pérola.

Pérola olha para o reflexo de dentro do espelho e vê a sua irmã do outro lado do espelho.

Pérola:_ AQUI! PAULA,AQUI! ENTRA NO ESPELHO, ACHEI UM LIVRO INTERESSANTE.

Paula:_ Pérola? É você mesmo? O que faz dentro do espelho?

Pérola:_ Não sei, ele me puxou pra dentro de alguma forma.

Paula:_ Espelhos não puxam ninguém pra dentro. Acho que estou ficando louca.

Pérola:_ Não, eu juro. Eu vou provar para você.

Pérola se aproxima do espelho na dimensão de espelhos e atravessa ele novamente. Dessa vez, o livro de magia atravessa junto com ela.

Paula:_ O que você está segurando?

Pérola:_ Isso se chama Encanté, é um livro de magia ancestral.

Priscila aparece no sótão e vê as irmãs conversando.

Priscila:_ Parece que não tem mais ninguém na casa e já chequei todas as entradas e janelas, não há nenhum vidro quebrado e nem portas destrancadas. Que livro é esse na sua mão e como entrou aqui?

Pérola:_ A porta se abriu e isso é um livro de magia.

Paula:_ Deixe me ver isso.

Pérola:_ Eu li um feitiço que falava sobre essências e fases da lua, algo sobre poderes sobrenaturais destinados a três irmãs que viriam após uma geração de bruxas. Bruxas poderosas o suficiente para proteger os inocentes.

Priscila:_ Espera um minuto, um feitiço?

Pérola:_ Na verdade, um encantamento.

Priscila:_ Pior ainda!

Pérola:_ Ele também diz que se fizermos o encantamento aqui, agora e na lua cheia, será o momento perfeito.

Priscila:_ Perfeito pra que?

Pérola:_ Receber os nossos poderes.

Paula:_ E você me incluiu nisso também?

Priscila toma o livro de magia das mãos de Paula e lê rapidamente.

Priscila:_ Não, ela incluiu a todas nós. Os poderes que nós recebemos, serão agora revelados, seja pro bem ou pro mal, o legado continuará sendo levado. Está em terceira pessoa do plural, por que você foi mexer com isso? É um livro de bruxaria!

Paula:_ Tábua espiritual, livro de magia, energia falhando e a Mansão parecendo uma casa mal assombrada. Não é coincidência, mas tudo isso começou assim que a Pérola chegou.

Pérola:_ Eu não encontrei a tábua espiritual. E também não eram meus dedos mexendo a seta.

Paula:_ Isso não importa agora, por que nada de ruim ou diferente aconteceu, não é Pérola? Quando você fez esse feitiço?

Pérola:_ Bem, eu fui puxada para dentro do meu próprio reflexo e li um encantamento em um livro de magia. Como vou saber?

Paula:_ Bom, tudo parece estar normal. Você está bem?

Priscila:_ Sim, a Mansão ainda precisa de algumas reformas, é melhor irmos dormir.

Pérola:_ Estou sem sono, vão na frente.

Amanhece em Sinkesiwis e Paula sai para respirar o ar. Ela encontra Pérola tomando chá sentada na mesinha.

Paula:_ Você acordou cedo.

Pérola:_ Eu não consegui dormir.

Paula:_ Não me diga que saiu montada em uma vassoura voando pela cidade.

Pérola:_ Não, e a única vassoura que eu tinha estava na área de serviço do meu antigo apartamento em Nova Iorque.

Paula:_ Então o que ficou fazendo a noite toda?

Pérola:_ Lendo. A Prue ainda está?

Paula:_ Não, ela teve que sair mais cedo para o trabalho dela.

Pérola:_ De acordo com aquele livro, um dos nossos ancestrais se chamava Merlin Warrior.

Paula:_ Mas é claro, e também temos um primo bêbado, uma tia maníaca, uma mãe e avó morta e um pai invisível.

Pérola:_ Estou falando sério! Ele também era um bruxo com três poderes sobrenaturais, congelar ou parar o tempo, mover objetos e pessoas com a mente e premonições de eventos futuros. Antes de ser descoberto por outro feiticeiro que trabalhou com ele por um tempo, Merlin já havia previsto o destino das próximas gerações Warrior que ficariam fortes ao longo do tempo até chegar nas três bruxas irmãs que seriam consideradas como as bruxas mais poderosas do mundo. Elas seriam boas bruxas e lutariam com cada encarnação do mal. Eu acho que nós somos elas.

Paula:_ Olha! Eu sei que o que aconteceu noite passada foi inexplicável, mas nós não somos bruxas. E pelo que eu saiba, a vovó não era uma bruxa e nem a mamãe. Então aprenda essa lição, Fairy Dylan.

Pérola:_ Nós protegemos os inocentes. Somos conhecidas como as protetoras!

Paula entra no carro e segue para o restaurante.

Na casa de leilões, Priscila conversa sobre os objetos que foram curados para uma exposição do Museu de Sinkesiwis.

Rogério:_ Houve uma mudança de planos?

Priscila:_ Mudança de planos? Como assim?

Rogério:_ O dinheiro que você investiu para a exposição dos objetos indianos foram devolvidos para uma instituição interessada nas peças. Nesse caso, as peças curadas por você não farão mais parte da exposição que aconteceria no Museu e passarão a ser objetos para serem vendidos para os clientes da nossa Casa de Leilões.

Priscila:_ Uau, que terrível notícia.

Rogério:_ A outra notícia é que o Museu quer alguém mais qualificado para inspecionar as peças que serão expostas semana que vem. Parece surpresa.

Priscila:_ Não sei o por que, mas eu estive trabalhando com esse projeto há anos e nunca soube de nenhuma instituição que se interessasse nisso além do Museu.

Rogério sorri sarcasticamente e feliz da vida. Priscila observa a expressão do rosto de Rogério e percebe furiosa.

Priscila:_ Você é a pessoa mais qualificada para isso, não é mesmo?

Rogério:_ Eu não poderia dizer não para todo o conselho, poderia? Mas fique feliz por mim, afinal, o que é bom para mim, certamente é bom para você.

Priscila:_ Eu me demito.

Rogério:_ Você não pode! Não me deixe.

Priscila:_ É claro que posso e tenho certeza que você ficará e feliz em trabalhar com os meus quinhentos disquetes que estão em cima da mesa do meu escritório.

Priscila sai furiosa e Rogério olha um pouco triste. A tinta da caneta esferográfica espirra no rosto de Rogério. Rogério estranha.

Rogério:_ Mas o que foi isso?

No restaurante chinês, o chefe Yongsee aparece gritando na cozinha.

Yongsee:_ O seu tempo... Acabou. Vejamos... Receita de frango empanado com molho de porto e salsa.

Paula:_ Chefe Yongsee, o molho.

Yongsee:_ Sim, sim. Sem ele a receita é nada menos que uma receita de revista feminina.

Paula:_ Eu não tive tempo suficiente para...

Yongsee interrompe.

Paula:_ Mas...

Paula sem querer congela o tempo e Yongsee fica parado como uma estátua. Paula estranha e passa a mão na frente do rosto de Yongsee e nada acontece.

Paula:_ Chefe Yongsee! Chefe Yongsee!

Aproveitando a situação, Paula coloca o molho no frango na qual Yongsee irá experimentar e o tempo descongela de repente. Yongsee prova do frango e o admira.

Yongsee:_ Hum...Hum... Mais que delícia! Você está contratada!

Paula fica feliz, mas ao mesmo tempo preocupada com o que houve. Ela decide ligar para a Pérola, mas Pérola não atende.

Paula:_ Pérola atenda o telefone, vamos lá. Atenda ao telefone!

Paula desiste e sai da cabine do orelhão. Jeremias a surpreende.

Paula:_ Ai, Jeremias! Que susto!

Jeremias:_ Estou vendo, me desculpe. Eu só queria parabenizar a minha namorada pelo emprego.

Paula:_ Que surpresa! Como você soube?

Jeremias:_ Bem, a única pessoa que sabe o quanto você é boa, também sabe que com certeza conseguiria esse emprego.

Paula:_ Eu fico tão emocionada quando você começa a falar sobre comida.

No entardecer da estrada MailPoint, Pérola andava tranquilamente com sua bicicleta e de repente recebe uma premonição de uma senhora sendo atropelada por um carro preto e alto. O flashback some e Pérola volta a atenção para a estrada.

A mesma senhora atravessava uma pista mais adiante e Pérola percebe que algo de ruim irá acontecer. O carro preto e alto se encontra longe, mas visível. Antes da senhora ser atropelada, Pérola entra na frente dela e o carro desvia das duas, mas Pérola sai gravemente ferida e o motorista do carro pára para ajuda-la.

Ao saber do acidente, Priscila vai direto para o hospital e pede informações na entrada.

Priscila:_ Olá, meu nome é Priscila. Estou procurando pela minha irmã, Pérola.

Atendente:_ Um momento, por favor. Qual o seu nome novamente?

André:_ Detetive André, homicídios. Doutor Marcos espera por mim.

Priscila:_ André, é você?

André:_ Priscila! Oi, há quanto tempo. Como vai?

Priscila:_ Eu vou bem, e você?

André:_ Estou ótimo. Eu não acredito que é realmente você. O que veio fazer aqui?

Priscila:_ Vim checar se a minha irmã está bem. Ela sofreu um acidente.

André:_ Ela ficará bem?

Priscila:_ Claro, ela é uma mulher forte. O que faz por aqui?

André:_ Estou resolvendo três casos de homicídio.

A secretária interrompe a conversa informando os detalhes.

Atendente:_ A sua irmão ainda está na sala de raio-x, então irá demorar mais quinze minutos até receber alta. O doutor Marcos está no escritório dele e logo poderá atender o senhor. Ele está com um paciente agora, mas você já pode falar com ele se quiser. Entre na primeira porta a direita do corredor esquerdo.

André:_ Obrigado.

Priscila:_ Obrigada.

André:_ Bem, o doutor Marcos está ocupado e sua irmã também. Aceita se juntar comigo na cafeteria e tomar um café?

Priscila:_ Eu aceito, obrigada.

Os dois seguem para a cafeteria e conversam sobre profissão.

Priscila:_ Então agora você virou um detetive.

André:_ Sim, e também trabalhando com casos de assassinato. Você deve ter um trabalho mais flexível que o meu e seus pais devem estar orgulhosos de você.

Priscila:_ Bem, minha mãe morreu e meu pai mora em Nova Iorque. Eu e minhas irmãs estamos morando na Mansão da nossa família e estou procurando por um emprego há mais de três horas. Eu ouvi falar que você tinha se mudado para Honk Luo.

André:_ De fato, mas voltei pra cá para resolver esses casos. Ainda com Rogério?

Priscila:_ Como soube sobre ele?

André:_ Eu conheço algumas pessoas, informantes.

Priscila:_ Você me investigou?

André:_ Eu não chamaria disso.

Priscila:_ Você me investigou.

André:_ O que posso dizer? Sou um detetive.

A voz eletrônica da secretária avisa.

Secretaria eletrônica:_ Senhorita Hecher, favor comparecer a enfermaria da ala norte. A sua irmã a espera.

Priscila:_ Bem, acho melhor indo.

André:_ Sim, eu também acho que já devo ir. Até mais, Priscila!

Priscila:_ Até, André.

Saindo do hospital, Pérola e Priscila vão a farmácia comprar os medicamentos e conversam a caminho.

Priscila:_ As escolhidas? Protetoras? Pérola, isso é loucura.

Pérola:_ Você está me dizendo que nada de estranho ou diferente aconteceu com você?

Priscila:_ Não, por que deveria?

Pérola:_ Então você não moveu objetos ou congelou o tempo?

Priscila:_ É claro que não, agora, onde está o balcão de atendimento?

Pérola:_ Mesmo que você não acredite em mim, podia ao menos confiar em mim?

Priscila:_ Pérola, eu não tenho poderes especiais e também não quero ter um.

Priscila move sem querer um objeto do balcão de atendimento.

Pérola:_ Sério? Isso pareceu muito interessante pra mim?

Priscila:_ Ai meu deus! Quer dizer que eu consigo mover os objetos com a minha mente?

Pérola:_ Isso e muitas outras coisas. Isso quer dizer que a Paula congela o tempo!

Priscila:_ Eu não acredito! Você me transformou em uma bruxa!

Pérola:_ Todas nós já nascemos assim e acho que é hora de aprendermos a lidar com isso.

Voltando para a Mansão Hecher, Pérola e Priscila continuam a discutir sobre o livro de magia no corredor.

Enquanto isso, na torre de televisão, Jeremias e Paula conversam a luz do luar.

Paula:_É tão bonito a vista daqui de cima. Eu sei que a torre é antiga, mas é uma visão inexplicável.

Jeremias:_Eu também sinto isso. Aposto que chegará correndo em casa contar a novidade para suas irmãs. Como foi a chegada da Pérola? 

Paula:_ Eu nunca mencionei que a Pérola havia chegado.

Jeremias:_Opa!

O feiticeiro aponta o átame em direção a Paula.

Paula:_ O que é isso?

Jeremias:_ É o seu presente surpresa.

Paula:_Jeremias,pare! Você está me assustando.

O feiticeiro continua ameaçando a Paula.

Paula:_ Mas que droga,Jeremias. Estou falando sério! Pare!

Jeremias:_ Eu também estou falando sério. Esperei seis meses por isso. Desde a morte inesperada da sua avó no hospital. Eu já sabia faz um longo tempo que quando ela morresse, os poderes dela seriam libertados e colocados em vocês assim que as três estivessem juntas novamente. Tudo que precisava era que Pérola voltasse para a Mansão.

Paula:_Foi Você não é? Você matou aquelas mulheres.

Feiticeiro:_Mulheres não, bruxas.

Paula:_Por que?

Feiticeiro:_Só assim eu seria capaz de adquirir todos os poderes. E agora desejo os seus.

O feiticeiro assume a sua forma original e ataca Paula, mas não  consegue. Paula o congela antes dele atacar e fica menos assustada.

Paula:_ Certo, Paula. Fique calma, pense, pense, pense. Tenho que tentar sair daqui.

Pérola ouve a mensagem da caixa postal do telefone residencial.

Rogério:_ Priscila, quem fala é o Rogério. Eu decidi dar a você uma segunda chance para voltar com o seu trabalho. Sério, vamos conversar.

Priscila aparece da cozinha.

Priscila:_ Bem, a Paula definitivamente não está em casa.

Pérola:_ Ou bebeu alguma poção e virou uma gata.

Priscila:_ Como ela entrou aqui?

Pérola:_ Deve ter pulado pela janela, achei ela observando o nada sentada na janela da sala de estar.

Priscila:_ A Paula deixou alguma mensagem?

Pérola:_ Não, mas o seu ex-noivo sim. Provavelmente a Paula deve estar com o namorado dela.

 Paula entra e aparece assustada na Mansão.

Paula:_ Rápido! Não temos muito tempo. Cheque todas as janelas e portas da Mansão.

Priscila:_ Por que?

Paula:_ Pérola, aquele livro dizia algo sobre como se livrar de um...

Pérola:_Feiticeiro?

Priscila:_ Ai meu deus. Acho melhor chamar a polícia.

Paula:_E dizer a eles o que? Que somos bruxas e um feiticeiro maluco está atrás de nós tentando nos matar? Mesmo que eles viessem,é impossível deter o Jeremias e nós seríamos as próximas.

Priscila:_Ainda chamando o pelo nome? Tudo é possível se você acreditar, não existe a palavra impossível no meu dicionário.

Pérola aparece na escada que leva ao segundo andar.

Pérola:_Acho que encontrei a resposta para o nosso problema.Venham!

As protetoras chegam ao sótão e pegam todos os objetos e ingredientes necessários para o feitiço.

Priscila:_ Certo, temos nove velas untadas com óleo e ervas formando um círculo. Espera, só tem oito velas.

Pérola:_Você se esqueceu dessa.

Paula:_Uma vela de aniversário?

Pérola:_ Acho que a nossa avó não tinha ingredientes o suficiente para as bruxarias dela.

Priscila:_ Certo, precisamos agora de um boneco vodu.

Pérola:_Acho que temos tudo, falta só recitar o feitiço.

Paula:_Sim, mas primeiro vamos tornar esse feitiço mais forte.

Paula recita o feitiço de proteção contra ex-namorados.

Paula:_"Seu amor irá embora e me deixará partir,saia da minha mente e coração e me deixe ir. Parta para todo o sempre e nunca mais volte." O feitiço está pronto.

Priscila:_ Espero que funcione.

O feiticeiro que estava a caminho da Mansão sente dores em seu coração e a mente cria uma explosão que o destrói de vez sumindo de vista.

Amanhece na ilha e as protetoras sentem uma diferença pelo ar.

Pérola:_Acordei me sentindo menos assustada do que ontem. Ao mesmo tempo eu tenha a sensação de termos derrotado de vez o feiticeiro.

Paula:_Não acredito que o feitiço realmente funcionou. Fico imaginando se mataria uma pessoa que não tem poderes mágicos.

Pérola:_Se ele nao fosse um feiticeiro, ele cairia no esquecimento e não se lembraria que você existe ou já foi um amor da vida dele.

Ouve-se uma batida na porta da frente.

André:_Bom dia!

Priscila o recebe.

Priscila:_ Oi André, mas que surpresa você por aqui.

André:_Me sinto mal pelo café ruim de ontem. Quero te recompensar com algo.

Priscila:_Então você decidiu me trazer um ótimo café?

André:_Não, esse é o meu mesmo. Você está ocupada hoje à noite?

Priscila:_Por que mudou de assunto?

André:_Gostaria de sair comigo essa noite? 

Priscila:_Vou pensar no caso.

André:_Pense rápido, tenho muito trabalho a fazer. Ou você está com medo?

Priscila:_Com medo de que?

André:_ Você sabe. Ter um bom tempo, lembrar de vários momentos, acender a velha chama.

Priscila:_Bem lembrado, é melhor não.

André:_ Sexta à noite às oito horas?

Priscila:_Eu realmente acho que agora não é um bom momento. Minha vida ficou meio complicada e ainda estou a procura de um emprego.

André:_Tudo bem, posso te ligar?

Priscila:_ Claro. Até mais, André.

André:_ Te vejo em breve, Pri.

As irmãs aparecem na entrada.

Paula:_Era o André?

Priscila:_Sim.

Pérola:_Eu te disse que estava ouvindo uma voz masculina.

Paula:_E você sempre com a razão. Estamos encrencadas?

Priscila:_Por que estaríamos?

Pérola:_O que ele queria?

Priscila:_Sair pra jantar comigo.

Paula:_E você aceitou?

Priscila:_Eu rejeitei.

Pérola:_Mas por que? Ele é muito fofo e tem senso de humor. Qualquer pessoa dessa ilha aceitaria sair com ele.

Paula:_Qualquer pessoa ou você?

Priscila:_Bruxas namoram?

Paula:_ Não só namoram como conseguem os melhores rapazes.

Priscila sorri e sente mais confiança.

Priscila:_Vamos entrando.

Transmorfos do lado de fora observavam as bruxas para aprender a rotina diária de cada uma.

Kyle:_ Precisamos de um plano para assumir as posições das bruxas.

Carlos:_ Ouvi dizer que elas não são bruxas qualquer, elas são as Protetoras. Elas têm um livro de magia muito poderoso e capaz de derrotar qualquer um. Precisamos pegar aquele livro de um jeito ou de outro.

Katherine:_ Ou podemos apenas matar elas, ficar com a Mansão e com os poderes delas também.

Kyle:_ Não exagere, Katherine. Deixa que eu resolvo o problema.

Na Mansão Hecher, as Protetoras conversam sobre dar uma festa de comemoração contra a derrota do feiticeiro.

Paula:_ Então nós havíamos concordado em dar uma festa daqui a vinte minutos?

Priscila:_ Paula, você não pode dar uma festa em vinte minutos. É muito cansativo arrumar uma festa em vinte minutos, além de ter que convidar as pessoas para a festa.

Paula:_ Apenas me observe.

Pérola:_ Me desculpe interromper vocês duas, mas uma de vocês precisa ir trabalhar.

Priscila:_ E uma de nós precisa se divertir um pouco.

Paula:_ E uma de nós está tendo um péssimo dia com aparência horrível. Vejam a situação do meu cabelo.

Priscila:_ Isso pode ser um sinal.

Paula:_ Um sinal? Sobre o que?

Pérola:_ Vamos voltar para as nossas tarefas antes que seja tarde demais. Eu vou sair com um rapaz que conheci em um aplicativo de namoro.

Paula:_ E eu preciso ir trabalhar.

Priscila:_ Pode deixar que eu arrumo a bagunça.

Pérola:_ Hei, tive uma ideia. Por que você não arranja um emprego como guia turístico da Mansão? Você pode convidar algumas pessoas e apresentar a Mansão para elas em troca de doações.

Priscila:_ E arriscar a entrada de feiticeiros, demônios ou seja lá o que existe de ruim? Não, obrigada.

Paula sai para o trabalho, Pérola sai para o encontro e Priscila começa os afazeres da Mansão.

Chegando ao restaurante chinês, Paula fica nervosa com a quantidade de pessoas para atender. E também percebe que o antigo chefe se demitiu, deixando a Paula encarregada de todos os serviços.

O pai das bruxas Hecher chega ao restaurante e espera ser atendido pela filha. Paula o observa e atende sem se dar conta de que falava com o pai.

Enquanto isso, um dos transmorfos entra disfarçado de carteiro e procura pelo livro Encanté. Ele sobe as escadas e desvia o olhar para seu reflexo no espelho. O espelho mostra o livro de magia flutuando atrás do transmorfo, mas ele não o vê. Ele tenta pegar o livro, mas o espelho se torna um espelho comum e impenetrável.

Carlos:_ Parece ser mais difícil do que parece.

O transmorfo desiste e se transforma em um corvo saindo pela janela aberta do sótão.

No restaurante, Vítor observa a Paula e pensa ser a Priscila.

Paula:_ Oi, o senhor quer pedir algo?

Vítor:_ De fato quero sim, mas antes queria falar com você.

Paula:_ Comigo? Por que?

Vítor:_ Bem, você deve saber o por que, Pri.

Paula:_ Pri? Esse é o apelido da minha irmã. Você deve ter me confundido com outra pessoa.

Vítor:_ Sim, acho que sim. Eu quero um copo de água e um prato especial preparado pela chefe do restaurante.

Paula:_ Você deve ser o crítico de comida.

Vítor:_ Mais ou menos isso.

Paula:_ Já volto com o seu pedido.

Paula corre para a cozinha e liga para a irmã mais velha, Priscila.

Paula:_ Vamos, atende o telefone!

Priscila terminava de varrer a varanda quando o telefone toca. Ela corre para atender ao telefone e reconhece o número do restaurante.

Priscila:_ Bom dia, com quem eu falo?

Paula:_ Priscila, sou eu, a Paula.

Priscila:_ Mas que surpresa! Como vai o seu trabalho no restaurante?

Paula:_ Péssimo. Sabe aquela sensação de estar sendo pressionada três vezes por acontecimentos inesperados?

Priscila:_ O que você quer dizer com isso?

Paula:_ O chefe antigo se demitiu, eu me tornei a nova chefe de cozinha e tem um crítico que me chamou pelo seu apelido.

Priscila:_ Não pode ser, ninguém me chama pelo apelido. Será que...

Paula:_ Fala Priscila, desembucha.

Priscila:_ Pergunta pelo sobrenome dele, se ele for o nosso pai, significa que ele voltou para ficar conosco.

Paula:_ Depois de tanto tempo assim? Eu não acredito que isso está acontecendo. Você sabe o que ele fez? Ele largou a nossa mãe e a deixou morrer sufocada no dia em que eles estavam andando de pedalinho. Ele não fez nada além de só olhar, provavelmente.

Priscila:_ Não exagere.

Paula:_ Como faço para isso não acontecer? Ele nos abandonou após a morte da nossa mãe e nos deixou com a nossa avó. Até descobrirmos que nós somos bruxas e que temos de cuidar uma da outra sem expor nossos poderes à vista de todos.

Priscila:_ Relaxe um pouco. Eu converso com ele se precisar. Você está muito ocupada agora e eu ainda estou livre, pois estou desempregada.

Paula:_ Mas...

Priscila:_ A linha está caindo, tem mais alguém querendo falar pelo telefone aqui. Te ligo depois.

Priscila desliga o telefone e atende a outra ligação.

Priscila:_ Alô, quem fala?

Reno:_ Estou falando com a Priscila Hecher?

Priscila:_ Sim, sou eu. Com quem eu falo?

Reno:_ Me desculpe por não me apresentar. Estou ligando para marcar uma entrevista amanhã com você. Está interessada na vaga de guia turístico do Museu?

Priscila:_ O meu currículo não me permite trabalhar como guia turístico. Eu apenas sou uma curadora dos artefatos que são entregues para serem analisados antes de serem levados para a exposição no Museu.

Reno:_ Nesse caso, também temos vaga para curadores. Está interessada?

Priscila:_ É claro que estou, e quero muito que tudo dê certo. Eu preciso muito de um emprego, não irei te desapontar.

Reno:_ Veremos no dia seguinte.

Priscila:_ Obrigada. Até amanhã.

Priscila desliga o telefone e pega os materiais de limpeza para guardar de volta no porão.

Na praça pública, Pérola espera pelo rapaz misterioso. Kyle aproveita a situação para se aproximar da bruxa fingindo ser um dos mocinhos.

Kyle:_ Olá! Você deve ser a Pérola.

Pérola:_ Bom dia. Você é o Felipe, certo?

Kyle:_ Sim, sou eu mesmo.

Pérola:_ Prazer em te conhecer. Por que estamos na praça? Desculpe pela pergunta, mas pensei que fossemos ter um jantar romântico ou algo do tipo.

Kyle:_ Eu não curto muito lugares fechados e prefiro não gastar nada quando o assunto é ficar com uma moça tão linda como você.

Pérola:_ Sério? Estranho você dizer isso. Aqui no aplicativo diz que você pratica esportes, toca instrumentos, gosta de festas e de comer bastante.

Kyle:_ Provavelmente seja o meu perfil velho.

Pérola:_ Isso não é possível, se fosse velho você não me responderia e... Espera um pouco, você não é ele, não é? Quem é você?

Kyle:_ Eu me chamo Kyle e vim propor um acordo com você e suas irmãs.

Pérola:_ Como sabe que eu tenho irmãs?

Kyle:_ Eu venho observando os seus passos desde que me mudei para a casa em frente a Mansão de vocês. Nada se compara ao luxo e beleza que vocês tem.

Pérola:_ Se isso tem algo haver com dinheiro, esquece.

Kyle:_ Não quero dinheiro, eu apenas quero o que está dentro daquele espelho.

Pérola percebe estar perto de um demônio achando ser um feiticeiro.

Pérola:_ Se afasta de perto de mim.

Pérola encosta em Kyle e sente uma estranha sensação que impulsa forte seus olhos e tem uma premonição do que irá ocorrer. Primeiro ela vê o pai dela com o livro Encanté do lado de fora, mas depois ela vê o rosto de Carlos, um dos transmorfos. Pérola decide ir correndo de volta para a Mansão.

Chegando na Mansão Pérola entra rapidamente, mas é interrompida por um cão infernal.

Pérola:_ Mas quem diabos é você? Como entrou na nossa Mansão?

Priscila acabava de sair da cozinha e também vê o cão infernal.

Priscila:_ Que cachorro é esse? O que ele faz aqui?

Pérola:_ A pergunta é como ele entrou aqui?

Priscila:_ Eu pensei que uma de vocês trancaria a porta.

Pérola:_ Eu sai primeiro que vocês duas, não me culpe.

Priscila:_ Vou ligar para a Paula, talvez ela saiba o que aconteceu.

No restaurante chinês, Paula entrega o pedido de seu pai.

Paula:_ Aqui está o seu pedido. Algo mais?

Vítor:_ Na verdade sim. Eu sei que já faz muito tempo, mas gostaria que você e suas irmãs viessem me visitar no hotel Belik perto da avenida central.

Paula:_ Nós não temos nenhum interesse em ir te visitar. Qual o seu sobrenome?

Vítor:_ Meu sobrenome é Hecher e sei que você sabe quem eu sou. Eu tenho as cores dos olhos de cada uma, especialmente o seu.

Paula:_ Nos deixe em paz e nunca mais volte. Você nos deixou quando mais precisávamos de alguém para cuidar de nós após a morte da nossa mãe.

Vítor:_ Eu posso explicar o que houve se vocês me visitarem no hotel. Eu não abandonei vocês, eu apenas fui expulso e afastado de vocês.

Paula:_ Muito difícil de acreditar.

Vítor:_ Faltou tempero na comida, mas obrigado. A conversa foi ótima.

Paula o ignora e volta para a cozinha. Ouve-se o telefone tocando e Paula o atende.

Paula:_ Restaurante Yong Honk, bom dia!

Priscila:_ Paula, sou eu. Preciso que você volte o mais rápido possível para a Mansão. A Mansão foi invadida por um cão enorme, talvez ele tenha perdido do dono, mas aparentava ser mais um cão infernal do que um cão normal.

Paula:_ Tem certeza que você está bem? Deve estar imaginando coisas.

Priscila:_ Não, pergunte para a Pérola. Ela também o viu.

Paula:_ Eu vou assim que terminar o meu trabalho e pedir um tempo deixando alguém no comando até o restaurante fechar.

Priscila:_ Tá bom, mas venha rápido.

Priscila desliga o telefone e volta a conversar com a Pérola.

Priscila:_ O que você acha que era aquilo?

Pérola:_ Eu não sei, só há uma forma de descobrir.

Priscila:_ Livro de magia no sótão.

Pérola:_ Exatamente.

Priscila e Pérola sobem ao sótão para procurar informações no livro de magia da sala de espelhos. As duas entram no espelho e procuram pelo livro.

Pérola:_ Encontrei!

Priscila:_ Procura por imagens ou informações sobre cachorros ou cães. Dependendo até animais ferozes ou animais demoníacos.

Pérola:_ Você realmente acha que estamos enfrentando demônios?

Priscila:_ Aquele cão não parecia com um cachorro normal, Pérola. Acorda pra vida.

Pérola:_ Estou muito bem acordada. Antes de voltar a reclamar, achei uma informação importante.

Priscila:_ O que é isso?

Pérola:_ É o desenho de um demônio transmorfo. Eles podem assumir várias formas, sendo elas em animal, móveis e pessoas. Mas o DNA que nele estão registrados não podem mudar e com isso há uma forma de derrotar com a poção de banimento. As digitais no entanto não se podem ser investigadas por métodos normais e nem sobrenaturais.

Priscila:_ Quais são os ingredientes da poção?

Pérola:_ Alho e cascas de alho, folhas de louro, sal grosso, cravos da índia, pimenta malagueta, vela preta, vela branca de sete dias, incenso de sândalo ou mirra, papel, caneta, pregos, madeira, faca ou átame, caldeirão ou panela de ferro, uma turmalina negra, uma hematita, pote com tampa em metal.

Priscila:_ Acho que temos tudo lá na cozinha. Eu vou verificar. Caso não tenhamos, tem outra forma de derrotar essas criaturas?

Pérola:_ Não são criaturas e tem sim. Basta escrever o feitiço em um papel com caneta e queimar o papel. Assim, os transmorfos irão queimar e sentir a queima por dentro.

Priscila:_ Vamos tentar a primeira opção primeiro, caso não dê certo tentamos a segunda.

Pérola:_ Certo, vamos lá!

Pérola e Priscila descem correndo as escadas e seguem para a cozinha procurando os ingredientes para o feitiço.

Pérola:_ Achou algum dos ingredientes da lista?

Priscila:_ Não, mas acho que achei uma.

Pérola:_ Encontrei o alho com casca, as folhas de louro e o sal grosso.

Priscila::_ Encontrei os cravos da índia, a pimenta malagueta temos que comprar, um pedaço de madeira e a faca.

Pérola:_ Acho que o resto podemos encontrar no sótão mesmo.

Priscila:_ Então vamos logo!

Paula procura pelo pai no restaurante, mas não o encontra.

Paula:_ Onde é que você está, pai? Como pode aparecer e sair do nada assim na minha frente, digo por trás?

Paula se dirige a um dos funcionários e pede um favor a ele.

Paula:_ Vinícius, tem como continuar organizando o restaurante pra mim e fechá-lo para mim?

Vinícius:_ Sem problemas. Você volta mais tarde ou sairá mais cedo, chefe?

Paula:_ Preciso sair mais cedo, somente hoje.

Vinícius:_ Não se preocupe, darei um jeito.

Paula:_ Muito obrigada pela ajuda, Vinícius. fico agradecida por isso.

Paula sai apressada do restaurante a procura de pistas do pai, quando recebe uma ligação de casa.

Paula:_ Alô, o que você quer agora Priscila?

Pérola:_ Errado, sou a Pérola.

Paula:_ Tanto faz, o que você quer?

Pérola:_ Precisamos que venha para a Mansão o mais rápido possível antes do anoitecer.

Paula:_ Estou meio ocupada agora tentando encontrar o nosso pai.

Pérola:_ Nosso pai? Pensei que ele estivesse morto igual a nossa mãe.

Paula:_ Está claro que não está. Eu encontro vocês mais tarde.

Priscila:_ Me dá esse telefone, deixa que eu resolvo. Vá procurar pelo resto dos materiais.

Pérola sai em seguida procurando pelos materiais do feitiço.

Priscila:_ Paula venha já para a Mansão, estamos lidando com transmorfos, demônios Paula. Escute bem o que estou dizendo.

Pérola grita na escada.

Pérola: Encontrei o resto dos materiais, vamos logo!

Priscila:_ Nós só podemos preparar os materiais, mas para recitar o feitiço precisamos da ajuda da Paula.

Pérola e Priscila sobem para o sótão e preparam os materiais de bruxaria.

Pérola:_ Vamos conferir se temos tudo mesmo.

Priscila:_ Materiais da cozinha. Faca, alho com casca, folhas de louro, sal grosso, cravos da índia, madeira, panela de ferro e pote com tampa de metal. Falta a pimenta malagueta.

Pérola:_ Eu vou lá comprar rápido. Se a Paula chegar, avise a ela pra criar um feitiço caso esse não dê certo.

Priscila:_ Eu cuido do resto.

Pérola sai apressada para o mercado e Paula chega ao mesmo tempo na Mansão.

Paula:_ Onde você vai?

Pérola:_ Para o mercado comprar a pimenta.

Paula:_ Você não cozinha.

Pérola:_ É para o feitiço.

Paula:_ Qual feitiço?

Pérola:_ Destruir os transmorfos. Encontre a nossa irmã no sótão e ela irá te explicar tudo.

Paula:_ Se cuida!

Paula sobe para o sótão e encontra a Priscila separando os materiais de bruxaria.

Paula:_ A Pérola disse que você pode me explicar o que devemos fazer para parar esses demônios.

Priscila:_ Sim, eles devem ser detidos. Precisamos colocar os ingredientes e os materiais na ordem que o livro pede. Caso não aconteça nada, vamos tentar um segundo feitiço. Mas primeiro é preciso inventar uma rima bem escrita em um papel com caneta e depois queimar.

Paula:_ Que tal... Deixa eu pensar...

Priscila:_ O que você acha?

Paula:_ Queimando as chamas ao nosso favor, os transmorfos irão derreter ao vapor. Assumam a forma verdadeira sendo mais ninguém e queimem seus corpos para o Infinito e além.

Priscila:_ Muito longo, precisamos de um feitiço mais curto e coerente. Esse feitiço não faz sentido.

Paula:_ O que se vê diante de uma máscara, será agora revelado e destruído.

Priscila:_ Não há rimas. Um feitiço não funciona sem rima, é a terceira regra do livro.

Paula:_ Eu pensei que cozinhar era mais difícil que criar um feitiço. É melhor deixar a Pérola usar a criatividade dela para o feitiço.

Pérola:_ Cheguei! Aqui está.

Priscila:_ Vamos começar.

As Protetoras preparam o feitiço na ordem pedida pelo livro e recitam o feitiço.

Todas:_ O que foi e o que é agora, não será mais livre neste mundo. Destrua e queime os transmorfos por hora e liberte os mortais do medo profundo.

 

 

 

 



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