História As sereias choram pérolas (Haikyuu!! fanfic) - Capítulo 11


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Categorias Haikyuu!!
Personagens Akaashi Keiji, Bokuto Koutarou, Hajime Iwaizumi, Kenma Kozume, Tetsurou Kuroo, Tooru Oikawa
Tags Akaashi, Bokuaka, Bokuto, Haikyuu, Iwaizumi, Kenma, Kuroo, Oikawa, Yaoi
Exibições 53
Palavras 1.592
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Capítulo 11


Após algumas horas de leitura sem intervalo, Akaashi joga as folhas para o lado na cama e aperta os olhos cansados.

É inacreditável que o livro velho de Kenma guarde tantos segredos sobre o reino do fundo do mar e sobre o Livro do Rei.

O Livro do Rei é um tesouro para as sereias, passado de geração a geração na família real. O pai de Akaashi se tornou seu proprietário no dia em que foi coroado e o próprio Akaashi o receberia quando chegasse sua hora de assumir o trono.

Na cópia escrita com a caligrafia inclinada de Kenma há a transcrição direta do Livro do Rei com receitas de poções secretas capazes de transformar uma sereia em humano e vice-versa.

Emocionado Akaashi finalmente descobre como recuperar a cauda de tritão, só precisa dos ingredientes, sangue de humano e sangue de tritão.

Porém sua felicidade não é plena, após forçar a memória lembra que na noite que fugiu do castelo tomou uma garrafa que sua tia havia lhe dado.

O conteúdo da garrafa só podia ser a poção que o transformou em humano.

Akaashi sente raiva, a tia que tanto estimava o enganou e traiu. Pensa em seu primo Oikawa, precisa contar a ele sobre a madrasta e todo o resto.

Calça as botas apressado e sai de casa a caminho das rochas que havia encontrado o primo dois dias atrás.

Chama o nome de Oikawa diversas vezes e joga pedras no mar, mas o tritão não aparece.

Frustrado senta na beira da água observando o entardecer. No comecinho da noite o vento frio faz com que decida voltar para casa.

Começa a escalar as rochas para retornar então nota letras rabiscadas na pedra e aproxima o rosto para ler.

"Tem uma carta para você com meu noivo.
Muito Importante!
❤ "

Akaashi lê a mensagem várias vezes e tem certeza que é de Oikawa, somente o primo assinaria algo importante com um coração estúpido.

Sente uma terrível dor começando a martelar a cabeça.

Ao voltar para a casa de Bokuto, a dor de cabeça é tão intensa que precisa se deitar e colocar uma toalha molhada sobre os olhos.

Mesmo com a cabeça doendo raciocina que deve procurar Iwaizumi o quanto antes para receber a carta.

O problema é que não faz idéia onde pode encontrar o cavaleiro. Sentindo-se indisposto acaba adormecendo.

*****

A respiração quente de Bokuto na nuca o desperta. Ele abraça suas costas deitado de conchinhas na cama.

"Bokuto?" Akaashi pergunta zonzo.

"Hm?" Bokuto responde baixinho.

Akaashi afasta Bokuto e se senta na beirada da cama pisando em papéis espalhados no chão. Os castiçais estão acessos, Bokuto estava aguardando que ele acordasse.

"Que horas são?" Akaashi pergunta passando a mão no rosto.

"Quase oito horas. Voltei mais cedo da pesca." Bokuto sorri. "Vamos aproveitar e sair para jantar aquele churrasco?"

Akaashi junta as folhas caídas aos seus pés e se vira para Bokuto com o rosto sério pedindo atenção.

"Bokuto. Isso é um livro sobre sereias." Akaashi diz. "Eu li ele porque precisava descobrir como um tritão que se transformou em humano pode recuperar sua cauda.".

"Sereias?" Bokuto coça o queixo. "São aqueles monstros que vivem no mar não é?"

Bokuto pisca algumas vezes fazendo uma expressão divertida.

"Você gosta dessas coisas Akaashi? Sei um montão de histórias de sereias porque sou pescador." Bokuto fala animado e começa a tagarelar. "Sereias são uns monstros meio peixe e meio gente. Elas cantam seduzindo os pescadores então os arrastam até o fundo do mar e os afogam. Tem versões que dizem que elas os devoram também."

Akaashi fica mortificado, sua garganta aperta e ele não consegue dizer nenhuma palavra.

Desolado levanta da beirada da cama e se afasta de Bokuto o máximo possível. O outro não percebe a perturbação no seu rosto e nem suas mãos tremendo.

"Estou morrendo de fome. Vamos jantar!" Bokuto levanta dando as costas para Akaashi e indo até seu próprio quarto para trocar de roupa.

Akaashi se desfaz em lágrimas e corre trancar a porta do quarto aos soluços. Desliza para o chão apertando a frente da própria camisa, o peito dói. Chora baixinho com o coração partido.

Pensa que Bokuto está apaixonado apenas pela sua forma humana, os dois se beijaram e fizeram amor porque o corpo de Akaashi era humano, mas o corpo humano não é seu verdadeiro eu.

Akaashi nasceu tritão, sua falecida mãe o havia gerado e carregado com amor no ventre como tritão.

Tinha se desesperado e sofrido pensando que não conseguiria recuperar a cauda, se orgulhava da sua espécie, era sua real identidade.

No entanto, se o passado fosse diferente e Bokuto tivesse encontrado Akaashi como tritão ao invés de humano, acharia que havia encontrado um monstro.

Uma criatura cruel que machucava humanos e jamais teria se apaixonado por ele.

Podia chorar sem parar a noite inteira, ou por vários dias, mas é insuportável demais continuar ali e ter que encarar Bokuto novamente.

Rabisca no verso de uma folha apenas uma palavra. "Adeus."

Sai silenciosamente sem que Bokuto perceba. As lágrimas embaçam sua visão e ele caminha em direção ao primeiro lugar que vem em sua mente.

******

A vitrine está escura e a porta trancada. Akaashi dá murros na porta de entrada da livraria Gato Sabido até que um rosto desconfiado aparece espiando pelo vidro. Kuroo abre a porta e ao ver o estado de Akaashi fica com uma expressão preocupada.

"O que aconteceu bonitinho?" Kuroo tem a voz urgente.

Akaashi vacila para dentro da livraria e abraça Kuroo na altura do tórax, não alcança o pescoço por causa da diferença de altura.

Kuroo segura o trinco da porta aberta tentando compreender o que está acontecendo até que Akaashi o aperta com mais força chorando.

Retribui o abraço com somente um braço empurrando gentilmente a cabeça de Akaashi para que se apoie em seu peito e tranca a porta com a mão livre.

De alguma forma Kuroo conduz Akaashi no escuro por entre as estantes e sobem a escada ainda abraçados. Ao chegar no sótão faz com que ele sente no divã ficando ao seu lado.

Akaashi solta o abraço e olha para baixo infeliz enquanto Kuroo aguarda pacientemente.

"Você está machucado ou com dor?" Kuroo pergunta com voz suave depois de um tempo.

"Não." Akaashi murmura.

"Pode me contar oque aconteceu Akaashi?" Kuroo fala com calma tentando não pressioná-lo.

"Não quero falar sobre isso." Akaashi diz. "Não tinha para onde ir. Não sei por que vim aqui."

Kuroo o encara pensativo, depois solta um suspiro. "Tá bom. Tire as botas e descanse um pouco."

Akaashi obedece, Kuroo o ajuda a tirar o casaco. Percebe que vestia o casaco de veludo negro com as iniciais do nome de Kuroo bordadas. É como se devolvesse a roupa emprestada agora.

Deita no divã abraçando as almofadas e deixa que Kuroo o cubra com uma manta.

"Eu já volto." Kuroo desce as escadas para o primeiro andar.

Pouco tempo depois retorna com uma xícara e uma garrafa de vinho.

"Leite quente com mel." Kuroo oferece a xícara. "Talvez ajude a se sentir melhor."

Beber algo doce e quente faz bem e Akaashi agradece. Kuroo puxa uma cadeira no lado do divã.

"Posso ficar? Beber sozinho é um porre." Kuroo se senta cruzando as pernas e abre a garrafa de vinho.

Akaashi se sente grato por Kuroo ter a consideração de fazer companhia e não fazer perguntas.

Cansado por ter chorado tanto fecha os olhos e o rosto de Bokuto aparece.

Bokuto sorrindo, os olhos dourados brilhando, a voz alegre chamando seu nome. Não, não dá pra suportar.

"Onde está Kenma?" Akaashi pergunta para se distrair.

"Viajou para avaliar uns livros." Kuroo bebe o vinho diretamente da garrafa.

Como não teve a oportunidade de perguntar no outro dia Akaashi aproveita. "Esses livros do sótão são todos relacionados a comércio marítimo. Você se interessa pelo assunto?"

"Me interessava. Era tipo um plano para o futuro." Kuroo pousa a garrafa de vinho no chão. "O tempo passou e não aconteceu. Agora não dá mais. Eu tenho muitas responsabilidades."

"Que planos?" Akaashi pergunta, apesar de estar mais curioso para saber que tipo de responsabilidade Kuroo tem, talvez fosse com as garrafas de vinho.

"Modéstia a parte, sou um ótimo negociante. Adquiri e vendi livros que valem pequenas fortunas para Kenma com grande lucro. Além de conseguir encontrar todo o tipo de livro bizarro que ele deseja." É a primeira vez que Akaashi escuta Kuroo falando sobre o que faz.

"As vezes encomendo livros para os capitães de navios que vão busca-los do outro lado do mundo. Gostaria de poder viajar para esses lugares distantes e fazer comércio. Kenma também iria se conseguisse livros raros." Kuroo dá outro gole de vinho rindo.

"Além do mais conheço o melhor navegador que existe. Bokuto é incrível, consegue resistir a uma tempestade e enfrenta o mar quando todos os outros dizem que não são capazes." Kuroo diz com sinceridade.

Escutar sobre Bokuto é difícil, Akaashi coloca as mãos sobre os olhos. Sim, Bokuto é incrível e corajoso. Admirável.

"Me dê um pouco de vinho." Akaashi estica o braço para que Kuroo lhe passe a garrafa.

"Tem certeza?" Kuroo pergunta em dúvida se deve ou não dar a bebida.

"Sim." Akaashi insiste e Kuroo dá de ombros.

Akaashi dá um longo gole e acha o gosto horrível, mas continua bebendo.

Irá beber até que o rosto de Bokuto, o gosto dos seus beijos, a lembrança do seu corpo, desapareça da cabeça a força.

Nem que seja por algumas horas.


Notas Finais


Ô fossa.


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