História As sereias choram pérolas (Haikyuu!! fanfic) - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Haikyuu!!
Personagens Akaashi Keiji, Bokuto Koutarou, Hajime Iwaizumi, Kenma Kozume, Tetsurou Kuroo, Tooru Oikawa
Tags Akaashi, Bokuaka, Bokuto, Haikyuu, Iwaizumi, Kenma, Kuroo, Oikawa, Yaoi
Exibições 47
Palavras 1.456
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Capítulo 12


Akaashi sente tanta sede que toma toda a jarra de água que está ao lado do divã. Não consegue levantar de imediato e fica virando de um lado para o outro deitado, pensando em Bokuto e chorando baixinho.

Depois de uma hora deitado sentindo-se mal pela bebedeira da noite passada e por Bokuto, se arrasta para fora do quarto de Kuroo e desce lentamente as escadas se apoiando na parede.

Um cheiro doce chega ao seu nariz quando alcança o primeiro andar. Procura a cozinha, mas acaba se perdendo entre as estantes de livros.

Na segunda tentativa consegue encontrar o caminho e quando entra na cozinha vê Kuroo mexendo nas panelas.

Kuroo prepara o café da manhã sem camisa e assim que escuta ele entrando cumprimenta. "Bom dia bonitinho. Sua cara está ótima hoje."

Akaashi grunhe em resposta e se deixa cair na cadeira apoiando a cabeça pesada no braço. Se sente péssimo por causa da ressaca e da tristeza.

Em um prato Kuroo serve os ovos mexidos que acabou de fazer na frigideira e algumas torradas com mel. Depois enche duas xícaras de porcelana branca com chá preto bem quente.

Coloca o café da manhã em frente de Akaashi com uma xícara de chá e se senta na outra cadeira. Akaashi se impressiona com a aparência da comida, ela parece deliciosa, além de estar servida de uma forma bonita.

"Não consigo acreditar que você sabe cozinhar." Akaashi comenta.

"O que tem? Sempre cozinho para Kenma." Kuroo diz. "Estou assando uma torta de maça para ele comer de noite quando voltar da viagem."

Akaashi olha o forno acesso lembrando que já havia experimentado essa torta de maçã e achado ela maravilhosa.

No entanto ele não tem vontade de comer o café da manhã e afasta o prato para o lado, trazendo a xícara de chá para mais perto.

Olhando direito para Kuroo pode reparar nas cicatrizes rosadas que atravessam a pele de seu peito e uma feia cicatriz de queimadura de um lado das costelas.

Akaashi não imaginava que Kuroo tinha aquelas marcas por debaixo das roupas.

Também pode reparar que Kuroo tem o corpo atlético e está em ótima forma, mesmo não sendo tão musculoso quanto Bokuto.

Inevitavelmente começa a pensar no corpo de Bokuto, lembrando quando viu o pescador pelado e pode sentir a pele dele com as mãos. Akaashi faz uma careta, Bokuto sempre voltava para dominar seus pensamentos.

Kuroo passa a mão lentamente sobre o peito e Akaashi acompanha o movimento com o olhar.

"Gosta do que vê bonitinho?" Kuroo pergunta dando um sorriso atrevido.

As bochechas de Akaashi ficam vermelhas, ele estava encarando Kuroo sem camisa sem se dar conta por um bom tempo. Ele abaixa o olhar para os ovos mexidos.

"Quer passar a mão? Eu deixo." Kuroo diz dando uma risadinha. A ponta das orelhas de Akaashi também ficam vermelhas.

"Eu sei que sou atraente." Kuroo provoca, mas não se aguenta e acaba rindo.

Akaashi se irrita e faz cara feia. Kuroo está provocando de propósito e ele pensa em responder com alguns palavrões.

"Akaashi. Você gosta de homens?" Kuroo pergunta e Akaashi pode notar como ele está se divertindo em deixá-lo constrangido.

A pergunta só acarreta mais lembranças sobre Bokuto. Antigamente certamente Akaashi responderia que não estava interessado nisso, mas agora ele gosta de alguém, e por acaso, essa pessoa era um homem.

"As vezes prefiro homem quando quero variar um pouco." Kuroo diz com um sorriso torto. "Podia me divertir um pouco com você, mas acho que Bokuto faz mais o seu tipo."

Akaashi fecha os olhos colocando a mão no rosto. Ele está magoado e ainda tem sentimentos por Bokuto. "Isso não é engraçado Kuroo. Porque fala do Bokuto agora?"

Kuroo fica quieto por um momento e depois fala. "Você continua triste. O que aconteceu entre você e Bokuto é tão ruim?"

Nessa hora Akaashi se dá conta que Kuroo é muito observador, conseguiu perceber que o motivo de Akaashi chorar a noite passada era algo relativo com Bokuto, mesmo que não tenha contado nada.

Akaashi faz sim com a cabeça, segurando a xícara de chá. Dá um gole e engasga guspindo um pouco. Kuroo ri mas não acha tanta graça pelo outro estar triste.

O chá preto está muito forte e sem açúcar, o gosto é terrível, e Akaashi faz uma careta com a língua para fora.

"Eu sei que é ruim, mas beba. Vai te deixar acordado e melhorar da ressaca." Kuroo fala meio se desculpando.

Akaashi se irrita e respira fundo para se acalmar. Enquanto isso, Kuroo tira um cantil do bolso da calça e coloca a bebida na sua xícara.

"Você vai beber? É o café da manhã ainda!" Akaashi fala chocado. O cheiro da bebida o deixa nauseado.

"Não estou bebendo. É só pra batizar o chá." Kuroo resmunga.

Akaashi balança a cabeça desaprovando, os dois haviam tomado algumas garrafas de vinho na noite passada e Kuroo não deu sequer sinais de estar se sentindo mal.

Ele se força a dar mais alguns goles no chá ruim. Até que tinha efeito, se sentia um pouco mais desperto.

"Coma o café da manhã bonitinho." Kuroo aponta para o prato que Akaashi rejeitou.

"Estou enjoado" Akaashi diz recusando.

"Coma de uma vez." Kuroo fala. "Não demore. A gente vai sair daqui a pouco."

"Que?" Akaashi pergunta.

"Acha que você pode dormir aqui, tomar meu chá e ficar admirando meu corpo de graça?" Kuroo fala zombando. "Nada disso. Vai ter que me pagar."

Akaashi franze o cenho de mau humor.

"Eu tenho um compromisso e quero que me acompanhe." Kuroo termina sua xícara com um gole e se levanta.

Akaashi encara suas costas nuas, ali há mais cicatrizes, as marcas o deixam incomodado.

"Como ficou com essas cicatrizes?" Akaashi pergunta antes que Kuroo saia da cozinha.

"Apanhei uma ou duas vezes quando era novo." Kuroo diz como se não desse atenção e sobe para seu quarto.

Aquilo não era explicação para as cicatrizes, era impossível ficar assim só de apanhar uma ou duas vezes.

Akaashi pensa que só se tivesse sido espancado poderia ter a pele marcada daquela forma. O pensamento o incomoda.

Pega o garfo e cutuca o ovo mexido. Não é só porque está enjoado que não quer comer, está triste por Bokuto. A tristeza não iria embora tão cedo.

Apesar disso acha errado desperdiçar a comida e se força a dar algumas mordidas em uma torrada, porém não consegue terminar.

Logo Kuroo retorna carregando algumas roupas e um grande embrulho de papel colorido . Akaashi o observa surpreso.

Kuroo está vestindo roupas pretas, uma camisa de seda creme e um lenço vinho no pescoço. Está com um colete todo bordado com linha de prata e por cima tem um casaco longo com abotoaduras também em prata.

O cabelo está penteado para traz e Akaashi imagina que ele deva ter passado algo para fixa-lo, porém não deu muito certo e continuam um pouco bagunçados.

Nunca havia visto Kuroo tão elegante antes, só o reconhecia pelo cabelo desajeitado.

"Vista esse colete. Está um pouco apertado para mim. Então pode servir em você." Kuroo faz com que Akaashi se levante da mesa.

O ajuda a vestir o colete, depois faz com que ele coloque um lenço azul marinho no pescoço e aquele conhecido casaco de veludo negro com as letras bordadas.

Se afasta para avaliar o resultado e faz um positivo com o dedão aprovando Akaashi em sabe-se lá que teste.

"Certo. Vamos." Kuroo faz um gesto para Akaashi ir andando.

"Vamos onde?" Akaashi pergunta o seguindo.

"Você vai ver quando chegarmos lá." Kuroo sorri provocando e Akaashi faz cara feia.

Kuroo tranca a porta de entrada da livraria Gato Sabido e faz um gesto da calçada para que uma carruagem pare. Leva o embrulho de seda debaixo do braço.

*****

A carruagem passa pelas ruas de pedra movimentadas. É a primeira vez que Akaashi anda em uma, por isso observa o movimento das ruas em silencio pela janela, enquanto Kuroo apenas aguarda de perna cruzada com o embrulho ao seu lado no banco estofado.

Param em frente da escadaria de uma mansão. O condutor abre a porta da cabine e Kuroo lhe entrega algumas moedas quando os dois saltam.

Aquela mansão era familiar para Akaashi, mas ele não consegue se lembrar quando a havia estado ali. Os dois sobem a escadaria lado a lado e Kuroo empurra a pesada porta de entrada.

Uma menina pequena solta um grito de alegria ao ver Kuroo e corre para a entrada. Kuroo se agacha na porta aberta e abre os braços recebendo a criança com um abraço.

"Olá minha querida!" Kuroo diz enquanto a menina beija várias vezes seu rosto rindo. Akaashi observa a cena surpreso.



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