História As sereias choram pérolas (Haikyuu!! fanfic) - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Haikyuu!!
Personagens Akaashi Keiji, Bokuto Koutarou, Hajime Iwaizumi, Kenma Kozume, Tetsurou Kuroo, Tooru Oikawa
Tags Akaashi, Bokuaka, Bokuto, Haikyuu, Iwaizumi, Kenma, Kuroo, Oikawa, Yaoi
Exibições 38
Palavras 1.789
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Capítulo 13


"Tudo bem com você Rika-chan?" Kuroo pergunta segurando os braços da menina.

"Ahãm!" a garotinha diz alegre balançando a cabeça. Olha ansiosa para o embrulho colorido que está no chão ao lado de Kuroo.

Kuroo ri e pega o embrulho dizendo. "Feliz aniversário. Este presente é meu, do Kenma, do Bokuto e do Akaashi."

Ele diz o ultimo nome apontando para Akaashi que permanece mais atrás parado a porta. Só nesse momento a menina parece notar Akaashi e olha pra ele curiosa, mas logo volta a atenção para Kuroo com expectativa. Após receber o presente rasga todo o papel colorido com uma rapidez incrível.

"Aaah! Que linda!" ela ri feliz e abraça a boneca.

"Olha só o vestido dela é florido igual o seu." Kuroo diz e a menina se lança nos seus braços novamente, rindo e apertando a boneca próxima ao rosto.

"O que se diz Rika-chan?" Uma mulher com os cabelos presos no alto da cabeça os recebe e se aproxima da menina.

"Obrigada Kuroo!" a garotinha solta o pescoço de Kuroo e se afasta.

Ele se levanta esticando os joelhos dobrados e afaga a cabeça da menina. Depois a garotinha caminha até Akaashi com a cabeça virada pra cima olhando curiosa.

"Obrigada tio!" ela diz e Akaashi sorri um pouco sem jeito deixando que segure sua mão por um instante, logo ela o solta e caminha para perto da senhora.

"Bom dia Mariko-san." Kuroo cumprimenta e depois apresenta. "Esse é Akaashi um conhecido e também amigo do Bokuto."

Ele estica o braço tocando o ombro de Akaashi que se apressa a dizer. "Muito prazer madame."

"Ah o prazer é todo meu. Meu nome é Mariko." A senhora diz colocando uma mão no rosto e sorrindo. "Puxa outro rapaz bonito vindo aqui."

Akaashi fica um pouco embaraçado e Kuroo o encara com o canto do olho dando um sorrisinho zombeteiro por alguns segundos.

"Vamos para o salão." Mariko-san os conduz para dentro seguida de Kuroo e Rika-chan que andam de mãos dadas, e mais atrás Akaashi.

Cruzam a sala de entrada que tem uma escadaria que se divide em dois para o segundo andar e um grande lustre de cristal pendurado no teto alto. Akaashi repara em tudo interessado.

Eles entram em uma sala comprida acarpetada. Há varias crianças sentadas nos tapetes ou nas diversas poltronas e almofadas que tem ali.

Algumas crianças notam os novos visitantes e uma verdadeira comoção se inicia. Varias crianças levantam do chão e correm até eles. Seguram a barra do casaco longo de Kuroo e puxam suas mangas falando ao mesmo tempo.

Akaashi é empurrado para fora do turbilhão infantil e se afasta meio atordoado até a parede. Mariko-san sorri para ele e sai do salão os deixando sozinhos com as crianças.

"Uou vamos com calma pessoal!" Kuroo se inclina tentando fazer as crianças mais animadas sossegarem.

Logo os ânimos se aquietam e Kuroo consegue conversar com um garoto que fala empolgado gesticulando com os braços. Akaashi observa sorrindo encostado na parede.

"Akaashi venha cá." Kuroo faz um gesto com a mão para que ele se aproxime, surpreso Akaashi caminha até ele.

Kuroo enfia as mãos nos bolsos do casaco de veludo negro que Akaashi está vestindo, aquele casaco que tem as iniciais de Kuroo bordadas e que no fim das contas acabou pegando emprestando por tempo indeterminado, e tira elas cheias de pirulitos e balas.

"Só pode pegar um, senão Mariko-san vai brigar comigo." Kuroo oferece os doces para as crianças.

Não muito tempo depois Kuroo está sentado no tapete conversando com algumas meninas, outras crianças jogam cartas sentadas no sofá.

Até que Akaashi sente alguém puxando as pontas do seu casaco. Ele baixa o olhar para encontrar um menino de óculos. Os dois se encaram por uns instantes até que Akaashi se abaixa colocando as mãos nos joelhos para ficar na altura da criança.

"Oi. Tudo bem?" Akaashi pergunta e o menino balança a cabeça um pouco tímido. "Como é seu nome?"

"Ryu." O menino diz baixo. Akaashi sorri para Ryu não sabendo muito bem o que deve fazer em seguida.

"Lê para mim tio?" Ryu mostra o livro que está carregando e Akaashi o olha surpreso.

"Hã... claro Ryu-kun." Akaashi fala calmamente e olha em volta procurando onde se sentar.

Nesse momento nota Kuroo ajoelhado no tapete com Rika-chan e outras meninas fazendo um chá de bonecas.

Kuroo pergunta se a adorável donzela aceita um chá e então serve uma xícara minúscula com um bule imaginário e faz uma reverência com um floreio.

Akaashi acha a visão terna. Esta tão surpreso de ver Kuroo se comportar dessa maneira.

Quando Kuroo o nota faz um pequeno movimento com a cabeça incentivando Akaashi, que sorri em resposta.

Decide sentar no tapete cruzando as pernas, enquanto Ryu-kun senta ao seu lado. Ele verifica se o garoto ainda está interessado e o menino espera animado que ele comece.

O livro tem gravuras coloridas com pequenas frases em cada página e Akaashi começa a leitura com voz suave.

 

"Era uma vez na floresta.

Uma coruja solitária.

Ela chorava porque não tinha nenhum amigo para brincar.

O gato preto viu a coruja chorar e perguntou. "Quer brincar comigo?"

A coruja ficou feliz e respondeu. "Sim!"

Então a coruja e o gato preto esperaram o rato passar para pegá-lo.

O gato correu e o rato fugiu no buraco. A coruja correu, mas caiu e bateu o bico.

"Essa brincadeira não tem graça." A coruja falou.

Então a coruja e o gato preto subiram na arvore para voar até o galho mais alto.

A coruja bateu as asas e voou até o galho. O gato pulou e caiu no chão.

"Essa brincadeira não tem graça." O gato preto falou.

"Então vamos olhar a lua?" A coruja perguntou.

"Os gatos não fazem isso." O gato respondeu e foi embora.

A coruja voltou a ficar triste porque não tinha nenhum amigo para olhar a lua.

Até que outra coruja pousou no galho ao seu lado.

"Quer olhar a lua comigo?" A coruja triste perguntou.

"Vamos olhar juntas sempre." A outra coruja respondeu.

E então a coruja nunca mais ficou triste porque agora tinha um amigo.".

 

Ryu-kun sorri se balançando sobre as pernas cruzadas e Akaashi se sente inesperadamente satisfeito pelo garoto ter gostado.

Os dois passam o tempo juntos. Eles brincam com soldadinhos deitados no tapete, comem sanduiches que a Mariko-san traz na hora do almoço, e depois cantam parabéns para a Rika-chan.

A tarde Ryu-kun pergunta se Akaashi quer ver sua coleção e o garoto traz um pote de vidro cheio de conchas. Eles vão até o jardim e Ryu-kun espalha as conchas na grama.

"Você sabia que um bichinho mora aqui dentro Akaashi." Ryu-kun mostra uma concha madrepérola espiralada. "É a casa dele."

Akaashi balança a cabeça concordando. "Isso mesmo."

Mariko-san vai até eles no gramado e chama. "Akaashi-san deve estar cansado agora Ryu-kun. Vamos entrar para tomar um chá."

Ryu-kun concorda obediente e Akaashi se levanta arrumando suas roupas. Mariko-san senta junto de Akaashi em um sofá servindo uma xícara de chá.

"Você é um rapaz tão bonito Akaashi-san." a senhora diz. "Que pena que não sou uns 15 anos mais nova para você me levar em um encontro.".

Akaashi quase engasga com o chá e se força a sorrir com o rosto vermelho.

"É pescador como Bokuto-san?" A mulher pergunta.

"Não. Não sou." Akaashi não esperava escutar o nome de Bokuto.

"Que bom que você veio hoje." Mariko-san continua falando. "As vezes é árduo cuidar de 15 crianças. Kuroo é atencioso por vir frequentemente.".

"É mesmo? E Bokuto também visita as crianças?" Akaashi pergunta curioso.

"Oh, Bokuto vem no Natal. Ele coloca a barba branca e faz o Papai Noel. As crianças adoram." Mariko-san dá um gole em seu chá.

Akaashi não sabe direito oque é Natal, mas tem noção que é uma comemoração. Não sabe definir como se sente agora que tem consciência que desconhece coisas sobre Bokuto.

"Kuroo é bondoso por nos deixar morar aqui." Mariko-san diz.

"Desculpe?" Akaashi junta as sombrancelhas não compreendendo.

"Essa casa era do Kuroo. Ele doou para que se tornasse o orfanato." Mariko-san explica.

Naquele momento Kuroo se junta a eles no chá. Seu cabelo está desgrenhado, não veste mais o casaco e tem as mangas da camisa dobradas. Passa um lenço na testa suada.

"Rika-chan é um furacão." Kuroo se serve de uma xícara de chá e Mariko-san dá risadinhas tapando a boca.

Já era hora de Kuroo e Akaashi irem embora. Akaashi se abaixa para dar um aperto de mão de despedida em Ryu-kun.

Depois se despedem de Mariko-san, Rika-chan e das outras crianças.

*****

"Podemos sentar um pouco?" Kuroo pergunta quando eles descem a escadaria da mansão.

Akaashi assente e Kuroo senta em um degrau.

"Estou ficando velho." Kuroo ri, a bagunceira Rika-chan havia dado uma boa canseira nele. "Ryu-kun se deu bem com você."

"Oh ele é ótimo. É tão inteligente e bonzinho." Akaashi adorou o menino.

Acha que é a criança mais amável que já viu. Apesar de Akaashi nunca ter interagido com nenhuma outra criança humana antes.

"Bom que está se sentindo melhor." Kuroo diz. "Achei que você ficaria mais animado com as crianças."

Akaashi encara Kuroo por um momento. Sim, graças a isso estava se sentindo bem. Os pensamentos sobre Bokuto haviam saído de sua cabeça durante toda a manhã e parte da tarde, além disso teve o prazer de conhecer as crianças.

"Obrigado Kuroo." Akaashi agradece.

Kuroo dá um sorriso torto passando a mão pelos cabelos e eles ficam em silêncio observando o céu da tarde.

"Você doou essa mansão para que virasse o orfanato?" Akaashi pergunta.

"Não queria nada que me lembrasse  aquele homem.". Kuroo dá um suspiro.

Akaashi não entende as palavras, mas Kuroo faz um gesto para afastar o assunto.

"Acho que a Dona Mariko gostou de você, bonitinho." Kuroo diz dando risada.

Akaashi faz uma careta, Kuroo não podia deixar essa passar sem caçoar.

Recorda da senhora falando sobre o Natal e tem vontade de perguntar mais sobre isso e Bokuto. Então se dá conta, sentados ali na escadaria, o motivo da mansão ter parecido familiar quando eles chegaram de carruagem.

Akaashi encontrou Kuroo sentado nesses degraus na noite em que fugiu de Iwaizumi. Eles conseguiram escapar e o cavaleiro gritou furioso que apanharia Kuroo. Os dois se conheciam.

"Kuroo! Quero encontrar Iwaizumi! Tenho que falar com ele!" Akaashi diz. O cavaleiro estava com uma carta do seu primo.

"O que?" Kuroo encara Akaashi e seu semblante se fecha.

Ele se levanta do degrau e agarra o colarinho da camisa de Akaashi com força. Está pronto para acertar um soco em seu rosto.

"Você vai me trair?" Kuroo pergunta sombrio. "Contar para ele onde estou?".

 



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