História As sereias choram pérolas (Haikyuu!! fanfic) - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Haikyuu!!
Personagens Akaashi Keiji, Bokuto Koutarou, Hajime Iwaizumi, Kenma Kozume, Tetsurou Kuroo, Tooru Oikawa
Tags Akaashi, Bokuaka, Bokuto, Haikyuu, Iwaizumi, Kenma, Kuroo, Oikawa, Yaoi
Exibições 42
Palavras 1.028
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Capítulo Extra Os sentimentos de Bokuto


Sempre estive sozinho. Fiquei órfão muito cedo e acabei indo viver com um velho pescador.

Ele me ensinou muitas coisas, como costurar redes, dar nós, quais peixes se pesca em cada época do ano e se deve ou não sair com o barco apenas observando as ondas na praia.

Nós fazíamos companhia um para o outro do nosso jeito. Quando acabou o tempo dele nessa vida e ele partiu, eu já estava preparado, ele era muito idoso e não gostava de sentimentalismo.

Daquele dia em diante minha família passou a ser o mar. Eu não era triste ou deprimido, realmente amo poder viver e estar perto do mar.

Pego meu barco Coruja Dourada e levo os outros pescadores, juntos trabalhamos e nos divertimos, e permaneço forte, pois sou o capitão deles.

Porém, de vez em quando me sentia vazio, como se dentro de mim houvesse algo quebrado.

Hey! Está tudo bem, sempre levantei a cabeça e continuei em frente, não sou uma pessoa que desiste. Segui vivendo mesmo que me sentisse solitário.

No dia que o encontrei ferido foi horrível, pensei que você partiria também. Confesso que senti medo e chorei enquanto tratava dos seus ferimentos, desejei desesperadamente que você ficasse bem.

Assim que você despertou e conversamos pela primeira vez, meu coração estava apertado. Você estava tão fraco e assustado, me senti impotente e angustiado.

Fiquei muito feliz quando notei que estava melhorando a cada dia, que estava mais disposto e sua saúde era mais forte. Tentei fazer o possível para que pudesse se recuperar rapidamente.

Você permaneceu na minha casa, e conforme convivíamos se mostrou cada vez mais uma pessoa especial e sensível.

Percebi como gostava da sua companhia. Nossas conversas me deixavam contente e preenchiam o vazio no meu peito. Não me senti mais solitário.

Nunca havia conhecido alguém como você. Tive certeza que era diferente de todos os outros.

Meus olhos sempre o seguiam, gostava de observar seus gestos quando falava e a maneira que se comportava.

Reparei que de vez em quando permanecia olhando para o mar e ouvindo o choro das gaivotas. Nesses momentos seu rosto ficava repleto de melancolia e meu coração quase se partia.

Queria abraçá-lo e dizer no seu ouvido que tudo ficaria bem, mas meu estômago se agitava. Não sou muito inteligente e não conseguia escolher as palavras para confessar o que sinto, por isso tagarelava sobre qualquer coisa e fazia algo engraçado para te animar.

Ficou muito difícil. Quanto mais ficávamos juntos, mas queria estar perto de você. Comecei a desejar poder segurar sua mão e tocar seus cabelos.

Observava escondido a curva de seus olhos fechados e seus cílios longos enquanto dormia. Ficava hipnotizado pelo formato da sua boca. Você é realmente lindo.

Quando sorria para mim, eu desviava os olhos fingindo estar distraído temendo que pudesse notar no meu olhar o que acontecia no meu coração.

Não consegui deixar de admirar a sua pele quando você estava debruçado na janela. Desci os olhos por dentro do colarinho da minha camisa emprestada, folgada demais, que você usava.

Minha boca ficou seca com a sede de beijá-lo da nuca, pela espinha, até a curva nas suas costas, mas você me afastaria. É doloroso tê-lo tão perto, basta esticar os braços, mas não poder toca-lo.

Agora toda hora desejo ter você, poder beija-lo, ter sua boca na minha e sentir a textura da sua pele.

Eu fecho os olhos de noite e sua imagem vem na minha cabeça. Lembro do seu sorriso e das coisas cotidianas que fizemos juntos de dia. Suspiro pensando que você está no quarto ao lado. Rolo nas cobertas, queria que estivesse aqui na minha cama comigo.

Lembro da sua pele alva e do meu desejo de beija-la. Coloco a mão sobre meu coração e sinto a batida por um momento. Penso no seu corpo, minha mão desliza sobre a camisa e desce até minha calça.

Só de pensar em você me toco suspirando, viro a cabeça no travesseiro, aperto a frente da calça por baixo das cobertas e começo a endurecer.

Esfrego meu pênis por cima da roupa. Não, não é assim, você não faria desse jeito, mas é o que eu consigo.

Sou bruto, aperto com mais força abrindo minhas roupas. Enfio a mão dentro da calça e seguro com a mão áspera. Para cima e para baixo.

A minha respiração fica rápida e mais forte. Para cima e para baixo. Arranco a calça apressado, movimento a mão mais apertada, nem um pouco carinhosa. Meu quadril trava e os dedos do meu pé se curvam.

Meu rosto está afundado no travesseiro e meu corpo treme, continuo para cima e para baixo, deixo escapar um gemido.

Não! Não posso fazer barulho, você pode me escutar, mordo a boca para que nenhum som escape.

Estou quente, todo meu corpo ferve, minha mão já está deslizando porque estou melado de pré-gozo e mais um pouco. Ainda não é o bastante. Fecho os olhos e imagino você, imagino que estou fazendo isso com você.

Sinto meu membro duro pulsando na mão, faço mais rápido, mais rápido. Não consigo ficar totalmente quieto, abafo o gemido no travesseiro, está chegando a hora.

Meu corpo treme e tenciona, murmuro seu nome com a voz rouca. "Akaashi..."

O liquido quente escorre e gruda na minha mão, estou sem fôlego. Fecho os olhos sentindo o coração batendo e meu pênis pulsando quente.

Começo a relaxar, meu corpo se esfria e me sinto cansado. Os lençóis grudam no corpo, não suporto ficar deitado lambuzado.

Me limpo, visto as calças e volto a deitar. Fecho os olhos e me envergonho. Penso qual seria sua reação se soubesse o que acabei de fazer.

Aperto o travesseiro contra o rosto, não, você nunca pode descobrir o que eu fiz, nem as coisas que imaginei. Durmo rápido demais.

No outro dia acordo, a primeira pessoa que vejo é você. Você me dá um bom dia sorrindo. Um sorriso que ilumina tudo e eu sinto o coração pesado. Me sinto indigno.

Queria falar o que sinto e várias outras coisas. Porém o mais importante que tenho para dizer é pedir que fique um pouco mais aqui comigo.


Notas Finais


Seguindo conselhos (né Josiie) um pouco de Bokuto para os nossos corações.


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