História As Sombras do Passado - Capítulo 15


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Gabriel Agreste, Hawk Moth, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nino, Personagens Originais, Plagg, Tikki
Tags Adrienette, Chat Noir, Ladrien, Ladybug, Ladynoir, Marichat, Miraculous Ladybug
Exibições 299
Palavras 1.183
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Heey, como é que vocês estão hoje? Eu estou feliz pra caramba *_* porque terminei mais um capítulo! Agora sim, começa a aventura! Esses capítulos de antes foram nada mais que uma simples introdução!

Espero que vocês gostem!

~ML~

Capítulo 15 - O Portal


- MARINETTE -

 

Mestre Fu me encarava abertamente, esperando que eu dissesse alguma coisa. Minha boca se abria e fechava continuamente, mas eu não conseguia emitir som algum. Passado? Ele quer que nós viajemos no tempo? Isso é loucura! Como é que nós poderíamos fazer algo assim? Eu duvidava que ele tivesse o poder necessário para romper os tecidos temporais, mesmo Mestre Fu sendo um Guardião. Os cientistas passaram décadas, senão séculos, pesquisando e batalhando para criar um buraco de minhoca, mas nunca conseguiram nada.

- Como assim, ao passado? - finalmente reencontrei minha voz - Nós podemos acabar quebrando a realidade se fizermos algo que não deveríamos! E se mudarmos o rumo da História?

- Marinette. A História não sabe o que realmente aconteceu. O que conhecemos do mundo é somente a milésima parte, ou menos, do que há para saber. Não existe presente, passado ou futuro, minha menina. Existe o acabado e o inacabado. Sua missão ainda não terminou.

Embora confusa, concordei com Mestre Fu. O nó em minha cabeça não tinha sido dissolvido, e eu duvidava que conseguiria desatá-lo tão cedo. Decidi parar de queimar meus neurônios com toda aquela situação, e vi que Adrien, aparentemente, tomou a mesma decisão. Umbra, o Espírito, forças antigas... Tudo isso é demais para um dia só.

Repentinamente, Mestre Fu bateu palmas, arrancando-nos da letargia de ficar muito tempo parados. Com um gesto enérgico, o velhinho nos guiou à sala de entrada, onde estavam nossos kwamis. Tikki parecia muito mal, sua pele atingindo um tom rosado e pálido. Ela estava encolhida e coberta de suor.

Porém, Plagg era o kwami que mais sofria. Ele estava quase branco, sua antiga cor presente apenas no leve tom acizentado de suas orelhas. Seus membros, lânguidos, estavam caídos e imóveis. Adrien parecia desesperado enquanto observava a cena.

Mestre Fu suspirou, deixando seus ombros arriarem, como se estivesse cansado. Lentamente, levou a mão até seu pulso direito e tirou uma pulseira de couro com um pingente em forma de tartaruga. Pela visão periférica, um brilho claro chamou minha atenção. Quando me virei para a mesa onde estavam os kwamis, Wayzz havia sumido. Mestre Fu abriu um compartimento secreto numa vitrola antiga e depositou sua pulseira no compartimento acolchoado da caixa negra.

- Sugiro que vocês tirem seus miraculous também. Retardará os efeitos da Umbra em Plagg e Tikki se eles estiverem em sua forma inativa. Hawk Moth está mais poderoso do que nunca, enviando sonhos reais para vocês. A deterioração dos kwamis foi apenas desacelerada, mas Hawk Moth fica mais forte a cada dia.

Suas palavras lentamente tomaram forma e sentido em minha mente. Meu coração falhou uma batida quando, mais uma vez, observei o rostinho delicado e doentio de minha kwami. Sentindo as lágrimas subirem aos olhos, retirei os brincos que me acompanharam, dia e noite, por um ano. Com um brilho rosado, Tikki retornou aos seus brincos. A lágrima que eu vinha bravamente contendo resistiu aos meus esforços e caiu aos meus pés.

Adrien havia tirado seu anel silenciosamente, seu semblante sombrio enquanto depositava seu miraculous na caixa. Funguei e coloquei meus brincos ao lado do anel, formando um ying-yang.

O silêncio pesado pairou sobre nós, afogando as palavras idiotas que me senti tentada a dizer para cortar a tristeza. Eu me senti vazia, estranha, como se tivesse perdido metade de mim. As lágrimas vieram com força à medida que a compreensão tomava conta de meu coração. Tikki estava morrendo. E eu não podia fazer nada para ajudá-la.

Mestre Fu balançou a cabeça furiosamente, como se tentasse espantar os maus pensamentos.

- Muito bem, vocês dois. Temos pouco tempo. O mal da Umbra foi apenas retardado. Vocês devem partir imediatamente, e cumprir sua missão o mais rápido possível. O paradeiro dos Olhos foi ignorado há muitos séculos, mas a última vez que se teve notícia deles foi na França do século XV, mais especificamente em junho de 1456. A Guerra dos Cem Anos havia terminado há apenas três anos, e a França estava se recuperando de suas conseqüências.

“Vocês sairão do século XXI e cairão no dia 12 de junho de 1456, nos limites da cidade de Paris. Na época, como vocês devem saber, Paris era menor do que é hoje, por isso vocês estarão na área rural. Quando chegarem, encontrem roupas apropriadas para a época, de preferência algo discreto, como roupas de camponeses. Procurem não chamar a atenção. E jamais deixem que alguém sequer suspeite que não são daquela época.

“Senhorita Marinette, peço que tenha cuidado redobrado. Muitas mulheres eram queimadas vivas, sob a acusação de serem bruxas. Por favor, procure fingir que é ignorante e sem instrução quando lidar com a gente daquele tempo. Não fale mais que o necessário, já que eram os homens que lidavam com situações de diplomacia.

“Assim que tiverem se arrumado, sigam diretamente para a Catedral de Notre-Dame, que terá sido construída um século antes. Quando chegarem lá, encontrarão o Sétimo Guardião, que saberá a localização do túmulo do Primeiro Guardião. Ele já estará quase morrendo, com quinhentos e dezessete anos, vai ser fácil localizá-lo.

“Não confiem em ninguém, meus queridos, Ninguém, além do Guardião! Vocês encontrarão pessoas muito encantadoras e sedutoras durante sua jornada, mas não se deixem enganar! Qualquer um pode estar a serviço de Hawk Moth. Esse é meu último conselho.”

Mestre Fu pegou o Livro das Eras, que Tikki havia trazido para ele, e abriu na última página. Eu tinha lido o livro inteiro, e podia jurar que não havia um desenho de mim e de Adrien nele! Mas ali estávamos nós, registrados em um desenho de milênios antes, rodeados por palavras que brilhavam à medida que Mestre Fu as entoava baixinho.

Um círculo em espiral formou-se sob nossos pés, girando e formando padrões estranhos. Algo me puxava para longe de Adrien, que estendeu sua mão para mim. Agarrei-a e segurei com força enquanto um estranho vento nos levantava no ar, lançando-nos juntos ao portal que se abriu no chão.

Minhas costas se chocaram contra alguma coisa dura repetidas vezes, fazendo-me morder a língua para segurar o grito de dor. Maldito idiota e seu Jet-Ski! Será que essa droga não vai sarar nunca? Eu apertava a mão de Adrien com tanta força que pensei que quebraria seus dedos, mas ele não reclamou. O mundo girava à nossa volta, transformando imagens em um borrão de cores e sons indistinguíveis. Depois do que pareceu uma década, Meus pés tocaram o solo firme e meus joelhos cederam sob o peso de meu corpo, caindo pesadamente sobre algo macio, que mais tarde percebi ser o tórax desenvolvido de Adrien.

Levantei-me cambaleante e tonta, e apertei os olhos contra a claridade repentina. Fazia um lindo dia de sol, e os passarinhos chilreavam alegres nos galhos das árvores enormes. Muitas árvores. Milhares delas. Eu nunca tinha visto tantos carvalhos adultos num lugar só. Eles levam séculos para atingir a idade adulta, e num relance eu pude distinguir três de uma vez, parados majestosos e imponentes.

Adrien ficou em pé ao meu lado e assoviou baixinho.

- Então, nós conseguimos. Estamos no passado.


Notas Finais


Pros leitores e leitoras mais atentos, SIM, eu peguei emprestadas algumas palavrinhas de Phet, da Maldição do Tigre. Quando Mestre Fu diz que 'não há passado, presente ou futuro, mas o acabado e o inacabado', estou me referindo ao livro "O DESTINO DO TIGRE", da Série A Maldição do Tigre, de Colleen Houck.
Super recomendo!
~ML~


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