História As Sombras do Passado - Capítulo 16


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Gabriel Agreste, Hawk Moth, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nino, Personagens Originais, Plagg, Tikki
Tags Adrienette, Chat Noir, Ladrien, Ladybug, Ladynoir, Marichat, Miraculous Ladybug
Exibições 228
Palavras 1.991
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Chorem. Gritem. Arranquem os cabelos, se joguem no chão, riam histericamente.
PORQUE EU VOLTEI!
Minha intenção era realmente passar um tempo sem escrever. Mas, convenhamos, quatro meses é MUITO tempo, até mesmo para mim. Eu me vi ansiosa, nervosa, morrendo de saudades de escrever. Aquele problema que me levou ao extremo de "largar a caneta" ainda não está resolvido. Nem de longe. Mas eu descobri que me privar dessa atividade extremamente prazerosa que é escrever, criar, contar uma história, não vai me ajudar. Talvez só piore as coisas.
E é por isso que, mais uma vez, eu vim até aqui para postar mais um capítulo, não só dessa história, mas de minha trajetória como escritora, ainda que uma simples escritora de fanfics. O que importa é que vocês estão aqui comigo e não vão me deixar desanimar novamente! Só posso dizer, a [email protected] vocês: OBRIGADA!

~ML~

Capítulo 16 - Roupas


Meu peito doía. Minha respiração, pesada e ofegante, saía com esforço. Meus pulmões pareciam ter sido passados a ferro, jogados na água fria para, logo em seguida, caírem num poço de lava escaldante. Adrien corria ao meu lado, parecendo tão cansado quanto eu.

Nós passamos por uma ponte rústica que ligava os dois lados de um pequeno riacho, e Adrien me puxou para baixo dela. Ficamos juntos, espremidos e de pernas trêmulas, enquanto esperávamos que os guardas passassem por cima de nós. Ouvimos com atenção enquanto o capitão da tropa gritava histéricamente, ordenando que seus subordinados alcançassem “a vadia herege e seu seguidor deturpado”. Depois que eles foram embora, soltamos um suspiro em harmonia.

- Na próxima vez, vamos tomar o cuidado de não roubar as roupas da casa de alguém enquanto os soldados fazem a patrulha. – Adrien me soltou com cuidado e saímos debaixo da ponte – Mas, pelo menos, eles não viram seus tornozelos. Se você estivesse só com sua calça rosa, aí sim nós teríamos problemas.

 

 

Duas horas antes...

 

               

Eu ainda não acreditava que estávamos lá mesmo. Tipo, em 1456. Era muita maluquice para um dia só. Notei Adrien se espreguiçando, como se voar por um vórtice temporal e cair em outro século fosse algo tão corriqueiro quanto pedir uma pizza. Ele analisou o espaço ao seu redor, com os olhos semicerrados, da mesma maneira que faz quando está na forma de Chat Noir e estuda o ambiente.

Espera aí... Chat Noir. Adrien. Adrien é Chat Noir.

A verdade me atingiu como uma avalanche. Hoje de manhã, eu estava preocupada com a Tikki. Muito preocupada. Mais tarde, Mestre Fu e suas explicações complicadas absorveram toda a minha atenção. Mas agora eu tinha tempo para pensar nisso, para absorver as informações. E eu não fiquei nem um pouco feliz com a tarefa.

Afinal, eu vim sendo enganada por um ano. Ele sabia quem eu era e não disse. Ele me fez de boba. Ele flertou comigo quando era Chat Noir, e me usou como prêmio numa aposta contra nosso instrutor de surf, Jeff. Ele riu pelas minhas costas esse tempo todo.

Acho que minha expressão exasperada deve ter sido meio óbvia, porque ele assumiu uma atitude preocupada e se aproximou de mim.

- Você parece brava. O que aconteceu?

Bufei, irritada, e empurrei o garoto espetacularmente lindo que me olhava confuso. Eu não estava com humor para lidar com ele agora, e aquela sua beleza toda só piorava a situação. Mas ele não tem culpa se você não consegue raciocinar direito quando ele chega perto, disse uma vozinha irritante na minha cabeça. Sacudi a cabeça, tentando me livrar dela.

- Não aconteceu nada... Nada com que você se importe, pelo menos.

- Como assim? Marinette, o que está acontecendo? – ele tentou segurar minha mão, mas eu puxei meu braço bruscamente – O que foi? Pare de fugir de mim, Mari! – Adrien ergueu a voz quando eu comecei a me afastar correndo.

Tentei fugir para algum lugar, perder-me em meio às árvores, mas Adrien foi mais rápido. Ele me alcançou e me puxou para si, prendendo meus braços junto ao corpo enquanto eu me debatia.

- Marinette. Mari, olhe pra mim. – ele puxou meu queixo, forçando-me a encarar seus olhos – Por favor, me diga o que está incomodando você. Deixe-me te ajudar.

- Você não pode me ajudar! – gritei, assustando Adrien. Ele afrouxou um pouco o aperto em meus braços, mas eu não queria mais fugir. Eu iria confrontá-lo ali mesmo. – Há quanto tempo você vem me enganando? Há quanto tempo você tem rido da minha cara, há quanto tempo você sabe quem eu sou? Por que não me contou que minha máscara de Ladybug já não me esconde mais?

Adrien soltou-me e passou a mão pelos cabelos, baixando o olhar para seus pés. Eu estava tão furiosa que quase não notei o quão sedutor era aquele gesto. Quase.

- Eu... Esperava que você não fosse me perguntar isso. Ao menos não tão cedo. Olha... Lembra-se do Ice Skater? – fiz um gesto mínimo com a cabeça, indicando que eu me lembrava. Ice Skater foi um akumatizado que tinha sido sabotado numa competição de patinação no gelo, de modo que perdeu injustamente o prêmio. Ele havia prendido todos os seus oponentes em cubos enormes de gelo e pretendia matá-los por hipotermia. Tivemos que agir rápido, pois tínhamos poucos minutos antes que as pessoas que foram congeladas morressem.

Nós tínhamos pouco tempo para libertar o akuma. Ice Skater era um dos vilões mais fortes que havíamos enfrentado até então, e seus poderes iam além da costumeira maldade que os akumatizados possuíam; Ice Skater mataria aquelas pessoas sem remorso. Um de seus raios gelados passou perigosamente perto de minha nuca, deixando um pouco de meu cabelo branco como a neve. A fita que o prendia congelou e caiu.

- Ladybug, desista! Você já teve uma prova de meu poder. Posso facilmente mirar um pouco mais para cá, e desta vez não será só o seu cabelo que sairá desta briga um pouco mais gelado! Se você me der o seu Miraculous, talvez eu não mate esses maus competidores!

Saltei sobre uma chaminé e parei na laje de uma casa, derrapando no piso escorregadio de gelo.

- Desculpe, Ice Skater, mas eu não vou cair nesse papo. Você vai matá-los de uma maneira ou de outra, se eu te entregar meu Miraculous o processo só vai se acelerar. Eu não vou desistir tão facilmente, Rainha Elsa!

Ice Skater soltou uma risada gutural, gélida, que percorreu minha espinha. Seus olhos não tinham cor, transparentes como o vidro que refletia o céu tempestuoso. Ele se entreteve disparando uma saraivada de raios em minha direção, os quais eu evitei habilmente, em parte saltando de um lado para o outro, em parte deixando que eles ricocheteassem em meu ioiô. Chat se esgueirava sorrateiramente por trás do akumatizado, o bastão levemente inclinado.

- Hey, Jack Frost! – gritei, na esperança de manter a atenção de Ice Skater focada em mim – Isso é o melhor que pode fazer? Grande campeão, mal consegue acertar bolas de neve em uma joaninha!

‘Vai logo, Chat! Temos pouco tempo!’

O akumatizado parecia furioso. ‘Talvez eu não devesse tê-lo irritado’, pensei comigo mesma. Tarde demais. Ice Skater invocou uma grande tenpestade, que rodopiou num redemoinho gigante sobre sua cabeça.

- Você me dará seu Miraculous, por bem ou por mal! Depois que eu arrancar sua cabeça fora, você não terá como negar-me nada!

O vento forte castigava meu corpo, me arrastando para dentro do furacão que se formava sob o controle do vilão. Eu procurei me segurar em algum lugar, mas o vento que me levava era muito forte. Nesse momento, Chat tomou o capacete de Ice Skater e jogou para mim. Mais do que depressa, dei um jeito de quebrá-lo e libertar o akuma que estava contido ali. Aniquilei a maldade da delicada borboleta e soltei-a no ar.

- Mylady, você foi estupenda, como sempre. – Chat, galanteador como sempre, tomou minha mão e depositou um beijo em meus dedos – Você é quente demais para qualquer akuma do mal.

- Chaton, você tem que melhorar essas suas piadinhas – ri, mantendo-o longe com um dedo em seu nariz – Amanhã nos veremos, certo?

- Mal posso esperar.

 

 

- Quando você foi embora, uma gota de sangue caiu na neve alva a meus pés. Você tinha sido ferida, mas provavelmente estava tão entorpecida pelo frio que nem notou. Eu fiquei preocupado e fui atrás de você, mesmo tendo prometido que não faria isso. Quando a encontrei, você estava caída no meio-fio, perto de um beco, em meio a uma pequena poça de sangue. A neve que pressionava seu abdôme havia estancado o sangue, mas você estava gelada e dura.

“Eu fiquei desesperado; não sabia o que fazer. Eu pensei em levá-la à minha casa, mas não tinha certeza se era a melhor opção. A única coisa que eu não podia fazer era ficar parado e não fazer nada. Nesse momento, seus brincos apitaram e você voltou a ser Marinette. Eu a peguei no colo e levei até sua casa, junto com seu kwami, e a deixei enrolada em tantos cobertores quanto possível. Procurei ao máximo esquentar você, mas não havia muito que eu pudesse fazer além de esperar.

“À essa altura do campeonato, eu já estava em minha forma civil novamente. Depois de alguns minutos, você começou a se mexer e resmungar. Eu queria ficar ali e me certificar que você ficaria bem, mas Tikki (na época eu não sabia o nome dela) pediu que eu fosse embora. Não sei que história ela inventou pra te convencer de que você chegou em casa sozinha, mas ela não queria que você ficasse sabendo de tudo.”

Ao fim da longa explicação de Adrien, eu estava boquiaberta. Ele parecia levemente apreensivo enquanto esperava minha reação. Confesso que quase dei um soco na cara dele.

- Eu... Eu não... Você devia ter me contado, não interessa o que a Tikki te disse! – meu invejável autocontrole me impediu de socá-lo com tanta força quanto ele merecia. Apesar de estar morrendo de vontade de quebrar seu nariz, eu apenas deixei um belo hematoma em seu braço. Sorri, enquanto ele resmungava um “Ai, isso machuca!” e esfregava os músculos avantajados que cobriam toda a extensão de seu braço. Não que eu estivesse reparando nisso. É claro que não.

- Bom, agora que nós esclarecemos alguns pontos, acho melhor encontrarmos algumas roupas para nos disfarçar; não quero ser queimada viva numa fogueira aos dezesseis anos de idade. Vamos procurar uma casa e “pegar emprestadas” algumas roupas do varal!

Adrien, ainda esfregando o local onde eu batera, suspirou e balançou a cabeça.

- Não existem varais por aqui, Mari. – diante do meu olhar confuso, ele explicou – Nós ainda estamos na Idade Média, princess, ou ao menos na transição entre a Idade Média e a Renascença. As pessoas são extremamente crédulas, supersticiosas e retrógradas nesse tempo. Acreditava-se, ou acredita-se, que a água faz mal à saúde e deve ser evitada ao máximo. Aqui, é considerado prejudicial até mesmo beber água, quanto mais tomar banho ou lavar as roupas! Nós não encontraremos sequer uma meia pendurada para secar.

Estremeci de leve, imaginando as condições em que essas pessoas viviam. É claro que eu já estudei a Idade Média em História, mas eu não lembrava de todos os detalhes. Eu havia me esquecido da maioria das barbaridades que meus antepassados cometiam no século XV...

Adrien e eu andamos pela estradinha por alguns metros antes de avistarmos a primeira casa. Era uma choupana modesta, com paredes de pedra e barro seco e um teto de palha. Galinhas ciscavam em volta, e um cão solitário descansava sob a sombra de uma árvore. Com discrição e tomando muito cuidado para não sermos vistos, fomos até a janela aberta nos fundos. Adrien conseguiu um vestido de lã crua e grossa para mim, e uma camisa rústica e calças surradas para si mesmo. As roupas fediam tanto quanto podia-se esperar de peças que não são lavadas desde que foram confeccionadas.

Senti-me muito mal por tirar as roupas de alguém que provavelmente era extremamente pobre, mas eu não podia deixar a piedade frear minhas ações. O destino do mundo estava em jogo. Desse modo, deixei o remorso de lado e vesti o pesado vestido marrom. Adrien, que havia se virado de costas para que eu pudesse me trocar, já estava vestido com suas modestas vestimentas. Tirei minhas sapatilhas, suspirando. Uma camponesa não usaria sapatilhas de boa qualidade, por isso, deixei-as no lugar do meião e do estranho tamanco que eu havia surrupiado.

Depois de estarmos tão apresentáveis quanto possível, com o rosto sujo de fuligem e terra, ouvimos gritos ao longe; uma patrulha de soldados, todos montados a cavalo, vinha à toda velocidade em nossa direção. Não foi necessário mais que meio segundo para que ambos soubéssemos o que fazer; demos meia-volta e corremos o mais depressa que pudemos.


Notas Finais


Vamos com tudo, minha gente! Agora, nada mais me segura!
Obs.: Eu estava morrendo de saudades de vocês <3

~ML~


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