História As Sombras do Passado - Capítulo 19


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Gabriel Agreste, Hawk Moth, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nino, Personagens Originais, Plagg, Tikki
Tags Adrienette, Chat Noir, Ladrien, Ladybug, Ladynoir, Marichat, Miraculous Ladybug
Exibições 102
Palavras 1.265
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olááááá! Olha só quem resolveu aparecer! Pois é, se as minhas contas estão certas, eu estou há umas duas semanas sem postar o capítulo novo O.o é bastante tempo, não acham? Mas, pra quem ainda tá meio desatualizado, nesse intervalo eu comecei a escrever uma Fanfic nova (sobre música, um assunto que me leva à loucura, assim como História), e também escrevi uma One Shot bem legal. Por isso, apesar de não ter atualizado As Sombras do Passado, eu não sumi! Enfim, boa leitura, e não se esqueçam de ler as notas finais ^^ hehe

~ML~

Capítulo 19 - Cavaleiros Negros


Assim que entramos no centro de Paris, um cheiro pungente atingiu minhas narinas, forçando-me a tapá-las com a manga do casaco (que também não tinha um odor muito agradável). Marinette provavelmente também sentiu, pois franziu o nariz. O rapaz virou à direita na primeira oportunidade, o que me intrigou.

- Perdão, Vossa Graça, mas creio que certas cenas sejam demasiado desagradáveis para Vossa Dama. Perderemos algum tempo nesse novo trajeto, isso é certo, porém a feira não é um local que mereça a presença da Corte.

Não precisei de mais explicações para saber do que se tratava. Nas minhas intermináveis aulas com Nathalie, lembro-me bem de ter estudado sobre as feiras livres da Idade Média. A Europa agora estava vivendo uma época de grande fome e miséria. Há alguns séculos, um tempo de calor possibilitou grande disponibilidade de alimentos, e até o extremo Norte da Inglaterra produziu vinho. Entretanto, a esses anos de fartura seguiram-se o frio e a estiagem, varrendo os campos e pastos dos trabalhadores fortes e jovens. Agora, extensas áreas cultiváveis estavam desertas, e o povo passava fome.

Nos momentos mais desesperadores, as pessoas eram levadas a cometer loucuras em nome da sobrevivência. Quando os membros mais fracos da família morriam, seus corpos raramente eram enterrados intactos. Sua carne, embora dura e fibrosa, sempre podia ser reaproveitada. Por isso, nas feiras vendia-se carne humana. E esse cheiro repugnante estava preso em minhas narinas, alojado em meus pulmões.

- Espere – pedi. Eu encarava a madeira rústica e cheia de farpas da carroça, minha mente num turbilhão – Podemos... – pigarreei, tentando desatar o nó que havia em minha garganta – Podemos passar pela feira?

O homem me observou, espantado.

- Mas... Mas, meu Senhor! A feira é um local degradante e simplório! O que dirá Vossa Dama?

Marinette continuava impassível, apesar de ter sido diretamente mencionada. Eu podia ver o esforço que ela fazia para permanecer parada e quieta, pois seus olhos azuis buscavam os meus a cada segundo, e, bem, isso era desconcertante.

- Volte. Não tenho tempo a perder com um novo trajeto, criado estúpido! Não me importo com o tipo de ambiente que é a feira, desde que chegue rapidamente ao meu destino. E a minha esposa pertence a mim, portanto deve obedecer-me sem questionar! – Marinette apertou minha mão com uma força considerável, mas a ignorei.

O camponês mudou a direção, abertamente aliviado por não precisar perder mais tempo. Afinal, ele tinha os grãos de uma temporada toda para vender. Amargurado, olhei para trás, observando tristemente que todo o alimento produzido em seis meses por uma aldeiazinha limitava-se a poucos quilos de grãos. Quando levantei o meu olhar, uma estranha movimentação chamou minha atenção. Correndo atrás da carroça em alta velocidade vinham cavaleiros encapuzados montados em corcéis negros. Meu coração deu uma cambalhota quando a realidade me atingiu: aqueles eram os cavaleiros da Umbra.

Agarrei a mão de Marinette, que me lançou um olhar apavorado, e juntos saltamos da carroça. Gostaria de ter agradecido ao camponês, mas não havia tempo. Nos enfiamos num beco, e arrastei Mari por alguns metros, até que ela simplesmente tirou os tamancos e os jogou por cima do ombro, aumentando a velocidade. Nossos passos ecoavam pelas paredes estreitas, que se abriam em infinitas ramificações. Eu podia ouvir o barulho de cascos atrás de nós enquanto tentávamos despistar os cavaleiros, entrando em passagens laterais e tentando ser silenciosos.

- Droga... De... Vestido! – Marinette grunhiu, enquanto arrancava os trapos sujos e revelava suas roupas habituais que estavam sob o vestido. Descalça e vestida como uma garota do século XXI, ela não estava nem um pouco misturada com o povo do século XV como o Mestre havia nos instruído, mas naquele momento isso não importava mais. Nós estávamos correndo tanto quanto podíamos, mas os cavaleiros negros estavam ganhando terreno. Não conhecíamos o território tanto quanto eles, pois, apesar de aquela cidade ser Paris, era a Paris de seiscentos anos atrás, e não estava nem um pouco parecida com a cidade em que eu fazia a ronda todas as noites. Decidimos usar nossas habilidades ao nosso favor, então, enquanto eu escalava a parede, Mari saltou sobre um barril para o parapeito de uma janela e aterrissou no telhado, onde assumimos nossas personalidades de Ladybug e Chat Noir.

- Posso ver a Cathédrale daqui, Adrien! – ela apontou para a Igreja que destacava-se entre as casas de telhado de vime. Dirigimo-nos à Cathédrale com mais facilidade e rapidez do que teríamos feito no chão, mas não estávamos tão seguros quanto pensávamos. Não demorou muito para que nos víssemos sendo seguidos novamente. Os cavaleiros deixaram sua montaria no solo e nos perseguiam com facilidade, apesar de estarem só mantendo a distância. Eles não conseguiam se aproximar da gente, mas nós tampouco conseguíamos nos afastar deles. Só conseguimos ter uma centelha de esperança quando chegamos à praça, mas tínhamos pouco tempo para encontrar o Guardião. Agora que Marinette estava com suas calças e sua camiseta, as pessoas olhavam espantadas. Porém, não ia demorar muito para que tentassem nos jogar na fogueira ou nos afogar no rio. Ou seja: estávamos encrencados. Se os cavaleiros não nos matassem, o povo se encarregaria disso.

Nós nos enfiamos entre a multidão, que ainda não tinha saído do seu estado de torpor ao ver dois adolescentes, que possivelmente eram nobres, correndo por aí. Elas nos tomavam por integrantes da realeza pela nossa aparência: num país devastado pela Peste Negra, que matou mais da metade da população em Paris, e onde as pessoas morriam de fome, um rapaz e uma moça tão sadios, saudáveis e claramente limpos não podiam ser outros senão membros da Aristocracia. Provavelmente, foi só o medo de serem presos ou mortos pelos guardas do Rei que os impediu de nos linchar ali mesmo.

Abrindo caminho às cotoveladas, gradativamente percebemos que as pessoas estavam sumindo. Aos poucos, a praça foi esvaziando, até que todas as pessoas tinham entrado em suas casas, nos deixando à mercê dos cavaleiros negros. Agora, eles não eram só os três homens que nos seguiam; a eles, haviam se juntado dezenas de mercenários encapuzados, empunhando espadas e machados nas mãos. “É uma armadilha! Aqueles homens só estavam nos atraindo para cá!”.

Assumimos nossa posição de luta, virados de costas um para o outro, enquanto o cerco se fechava sobre nós. Naquele momento, tive medo. Tive medo por mim. Tive medo por Plagg. Tive medo pelo mundo. Mas, acima de tudo, tive medo de perder Marinette, de vê-la morrer diante de mim. Nós não tínhamos armas, não tínhamos poderes, e éramos somente dois contra quarenta homens armados e perigosos. Depois de tanto tempo combatendo os akumas ao lado daquela garota – minha princess, minha lady – eu criei uma ilusão, uma certeza de que éramos invencíveis e que sempre venceríamos no final. Porém, ao ver os assassinos que se aproximavam de nós, não tive mais essa certeza. Minha confiança se abalou, e a minha vida de repente me pareceu frágil e fraca. Uma taça de vidro esperando a mão desastrada de uma criança, que num gesto descuidado me lançaria ao chão. E eu quebraria em mil pedaços.

Atrás de mim, Marinette estava tensa. Suas costas se enrijeceram, eretas e firmes, em posição de luta. Sentindo seu corpo contra o meu, seu calor invadindo minha pele, esqueci-me de tudo. Deixei todas as inseguranças de lado, lembrando-me de meu juramento.

Marinette Dupain-Cheng, você é a minha senhora. A dona do meu corpo, da minha alma e do meu coração. Eu juro amar-te, agora e sempre, e te protegerei com minha vida.

 

...

 

“Está na hora de cumprir a minha promessa”.


Notas Finais


Hoje eu tenho uma novidade! Eu fiquei MUITO chateada quando descobri que nenhum Beta podia me ajudar com a minha Fic, então decidi criar uma outra maneira pra ter um balanço geral de como estão indo as coisas. Assim, eu fiz um formulário no Google (link a seguir) e peço que, por gentileza, vocês respondam. É completa e totalmente anônimo, então sintam-se em casa. Não precisam responder todas as perguntas, você pode escolher se quer responder ou não. Mas eu volto a repetir, ia me ajudar - e muito - se vocês pudessem entrar no link e responder ao formulário.
Recomendo esse método às outras autoras! Sei que tem muita gente que não comenta por medo, então essa é uma maneira de deixá-los mais à vontade pra xingar a gente hehe ^^

https://docs.google.com/forms/d/1igoaCWkeSv6rC2N3wotRvr3wcj6DoWGdrflCfbGoFWc/edit?usp=forms_home

Por favor, respondam ao formulário! Volto a repetir, é muito importante pra mim que vocês deem sua opinião. E não se preocupem, é anônimo!
Obrigada (~*3*~)
~ML~


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