História As Trevas de Sethaborn - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Era Medieval, Fantasia, Magia, Mago, Sally-yagami, Trevas
Exibições 7
Palavras 1.033
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Fala aí, galerinha do bem!

E eis que trago mais um capítulo para vocês!

Boa leitura!

Capítulo 4 - O Passeio


O rosto de Akkarin mostra o quanto ele não está satisfeito com o que está fazendo esta manhã, acompanhando uma princesa mimada e cheia de vontades em um passeio. Noite passada, nem conseguira dormir direito ante a ansiedade, pensando em como seria o dia de hoje, e, é obrigado a assumir para si mesmo que, não esperava por algo assim. Em toda a sua inocência de jovem plebeu, pensara que a princesa ao menos tentaria ser gentil com ele, mas, infelizmente, não é isso o que vem acontecendo, e, da pior forma possível, vem descobrindo que o que Carline tem de bonita, ela tem de insuportável.

― Ande logo, aprendiz! – escuta a voz arrogante da jovem princesa, o que só faz com que a irritação que ele sente aumente ainda mais.

Lado a lado com Carline, cavalgam por uma das belas campinas do reino e, enquanto ela é graciosa em seu cavalo, ele sente-se totalmente sem jeito, pois não está acostumado a estes animais. Além do mais, era para ele estar estudando com Damon, e não ali, servindo de guarda sofisticado, ou o que quer que seja, para uma garota mimada.

― Você não é acostumado a cavalgar, não é mesmo, aprendiz? – mais uma vez, a voz de Carline o tira de seus pensamentos.

― Por que diz isso? – Akkarin devolve a pergunta.

― Ainda por cima é descortês com uma dama. Acaso não sabe como deve se dirigir à sua princesa, aprendiz?

― Talvez a falta de cortesia não seja somente minha. Não me chamo “aprendiz”, Alteza. Me chamo Akkarin, e agradeceria se parasse de me chamar desta forma.

― E além de tudo é abusado! Eu sou a Princesa de Crymell, logo, posso me dirigir a sua pessoa da forma que eu bem achar melhor.

― Certamente pode. Só que, ao se recusar a não me tratar pelo nome, está tornando este passeio um tormento para nós dois!

― E acha que me importo, aprendiz? Eu sou a princesa, você é um servo! E eu o trato da forma que bem eu bem quiser!

― Pois então, Carline! Arranje outro para humilhar e chamar de aprendiz! E quer saber, eu sou um aprendiz de mago sim! E com orgulho! Tenho orgulho de Damon ter me escolhido! E não me importo com o fato de ser plebeu! E acho que, de várias formas, sou muito melhor de que você, que não passa de uma garota mimada e insuportável!

Carline não gosta nada do tom de voz deste aprendiz! Da forma como ele fala e olha para ela, como se eles fossem iguais! Sente o seu rosto queimando de raiva, como nunca antes havia queimando, até porque, é a primeira vez que um plebeu diz estas coisas a ela.

É a primeira vez que alguém além do pai e do irmão, dizem algo de forma tão franca a ela, e, simplesmente está impressionada com isso! Está impressionada com a ousadia deste rapaz ao trata-la como se ela fosse uma qualquer, e não sua princesa!

― Vá embora!!! – vocifera Carline – Eu não preciso de alguém que não sabe o significado da palavra respeito ao meu lado!!!

― Vou embora com o maior prazer! – Akkarin sorri – Aliás, nunca em toda a minha vida me senti não feliz em cumprir uma ordem real.

―Então o que está esperando para cumpri-la?

Akkarin nada diz, apenas desce de seu cavalo e, sente-se imensamente feliz por finalmente deixar a presença de Carline. E, somente por estar longe dela, é que não se importa nem um pouco com o fato de ter de fazer todo o percurso de volta andando.

Aliás, ele prefere mil vezes andando do que a cavalo, pois se sentiu completamente desconfortável no lombo do animal.

 

 

***

 

 

 

Carline, sentindo o seu rosto literalmente ferver de tanta raiva, apenas observa aquele aprendiz de Mago insuportável sumir de seu campo de visão, agradecendo a todos os deuses de seu mundo por ele finalmente ter deixado sua presença.

Não sabe de onde o pai tirou a ideia infeliz de ele ser seu protetor nesta cavalgada, mas, tem certeza de que esta foi uma péssima ideia, basta ver a forma como ele se dirige a ela, sem o mínimo de respeito.

Continua sua cavalgada, sem se importar com o fato de estar sozinha, afinal de conta, não precisa de escolta, muito menos daquele rapaz. De repente, começa a ver o céu escurecer e estranha, pois, até um minuto atrás o céu estava mais do que claro.

Um imenso trovão corta o céu, bem diante de seus olhos e, no mesmo instante, o cavalo empina, assustando-se com o trovão e, derrubando Carline no chão. Mas, ao invés de desaparecer, o trovão simplesmente continua ali, e, pouco a pouco, começa a se transformar... Assumindo uma forma inumana.

Completamente assustada, Carline simplesmente não consegue conter um grito de horror.

 

 

***

 

 

Bufando de Raiva, Akkarin caminha de volta a seu mestre. No calor do momento, não pensara nas implicações de seus atos e, nem no fato de que, tão logo chegue em casa, irá levar uma bronca sem tamanho, além de, é claro, ser castigado pelo Rei, visto que ele acabou se deixando levar pelas emoções e não cumpriu com as obrigações das quais ele fora encarregado. Mas, mesmo assim, está disposto a lidar com as consequências de seus atos, afinal de contas é um homem, e não um moleque.

Enquanto caminha, gritos de puro terror, os quais ele imediatamente reconhece. Sem nem pensar, começa a correr de volta a direção em que viera e, sente o seu rosto perder a cor ante o que vê: a Princesa Carline, caída no chão, completamente apavorada e, uma criatura gigantesca, parecendo os trolls dos livros, pronto para atacar.

Sem nem pensar, Akkarin se coloca na frente da princesa, sem saber exatamente o que fazer. Aliás, por que ele está ali? Por que se colocou na frente desta garota insuportável afinal de contas?

A criatura dá um passo em direção aos dois e, Akkarin fecha os seus olhos, ante a morte certa e, sem saber mais o que fazer. E, com os olhos fechados, enxerga algo. Como letras formadas em fogo vivo, formando uma palavra desconhecida para ele. 


Notas Finais


CONTINUA...


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