História Às Vezes - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, V
Tags Não-binário, Nb Taehyung, Queer Taehyung, Vminkook
Exibições 19
Palavras 734
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Slash, Universo Alternativo
Avisos: Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


não foi revisada, não me odeiem muito ):
aviso de gatilho para menção de pensamentos suicidas

boa leitura~

Capítulo 1 - Capítulo único;


                 

                  Às vezes, Taehyung ama a linha de seus ombro largos; ama o traço reto de seu maxilar, firme e rígido e claro; ama as mãos largas e ama a proeminência de seu pescoço; ama a voz grave que sai de seu peito. Às vezes, Taehyung odeia os músculos de seu corpo, e odeia o peito chato, e odeia os pelos que nascem no rosto e no corpo e a voz grave que sai de seu peito. Às vezes Taehyung ama o espelho, ama todas as promessas que vê ali, e às vezes Taehyung preferiria não ver.

             Jungkook e Jimin seguram sua mão, pois às vezes Taehyung não consegue se segurar só. Jimin abraça pela frente, Jungkook abraça por trás, e se escondendo entre os dois, Taehyung chora até o corpo doer, os olhos arderem, o estômago revirar. Não é fácil, e às vezes Taehyung não tem forças para ficar em pé – Jimin e Jungkook seguram sua mão.

                Algumas vezes é mais fácil, Taehyung põe os fones de ouvido, afoga a ansiedade que corrói seu corpo em alguma música ensurdecedora e se lembra de respirar (quatro segundos para dentro, quatro segundos para fora). Outras vezes, Taehyung grita para o espelho e implora para alguma coisa mudar (o seu reflexo ou a sua cabeça), mas nada nunca muda, e Taehyung chora desesperado com a vontade assustadoramente clara de arrancar a própria pele.

                No fim do dia, Taehyung, cansado, dolorido, a pulsação ensurdecedora em seus ouvidos, se esconde no colchão e pede para não ter mais que acordar. Jungkook sempre lhe abraça primeiro, Jimin sempre beija o topo de seu cabelo — nós te amamos tanto, Jimin sopra contra suas pálpebras, e Jungkook funga em seu pescoço. Taehyung aperta o lençol entre os nós dos dedos, chora por uma vida inteira, mas antes de dormir, sempre antes de dormir, agradece baixinho, o peito um pouco menos cheio de dor, um pouco mais cheio de gratidão e todo o carinho do mundo.

 

xxx

 

                A primeira vez que Taehyung põe uma saia, não tem mais que cinco anos ou seis. Sua irmã ri, chama seus parentes para ver, todos riem e Taehyung ri também. A segunda vez, com dez anos de idade, e ninguém ri dessa vez — talvez sua irmã, mas é aquela risada carregada de todas as coisas que Taehyung preferia não ouvir — e seu pai grita alguma coisa qualquer. Taehyung nunca se lembra exatamente o que fora dito, sua única memória clara deste dia sendo as sobrancelhas franzidas de sua mãe, apertadas, preocupadas, e a reprovação em cada um dos rostos dali.

                Não tão surpreendentemente assim, Taehyung nunca mais põe saia alguma — nem vestidos, nem os laços de cabelo de sua irmã. E no começo não é tão difícil assim, não é mesmo, Taehyung de treze anos de idade tão intensamente descobrindo o mundo que algumas coisas acabam fáceis de empurrar para baixo do tapete, para o fundo da gaveta. Mas as coisas, elas sempre voltam e gradativamente, conforme a vida segue e os dias passam e Taehyung se vê cada vez mais sufocando — lentamente, como se uma entidade superior, sádica e invisível, organizasse sua vida de forma a arrastar cada uma de suas dores.

                Então, quando chama Jungkook e Jimin para o quarto um dia e devagar desenrola o que quer dizer, cada sílaba pausada e pensada e suas mãos tremem e Jimin e Jungkook, mais uma vez, lhe seguram entre suas próprias mãos — eu sei que roupa nã-não diz quem você é... mas eu s-só quero... ficar confortável...? — e está tudo bem, de verdade, e um par de dias mais tarde, quando Taehyung gira a saia cor de rosa no corpo, os olhos meio molhados e a boca meio torta num sorriso emocionado, Jimin e Jungkook beijam suas bochechas e repetem mil vezes o quão linda a saia ficou.

 

xxx

 

                — Tae? Kook? — Jimin sussurra, se apertando contra Taehyung por debaixo dos lençóis. Tanto Taehyung quando Jungkook levantam os olhos para vê-lo, Taehyung do seu lado, Jungkook sentado no chão. Jimin aperta o balde de pipoca nos braços, suspira, sorri. — Eu amo vocês.

                E Jungkook resmunga alguma coisa sobre “hyung Pra Que ser tão meloso” e outra sobre “gente, chega” mas Taehyung ri, estala um pescotapa em Jungkook e deita no ombro de Jimin. Quando voltam a assistir o filme que passa na televisão, voltam felizes, e 'tá tudo bem. Taehyung sabe que sempre fica tudo bem.


Notas Finais


idk


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