História Às vezes precisamos ouvir de novo. - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Palavras, Texto
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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Apenas palavras.


Fanfic / Fanfiction Às vezes precisamos ouvir de novo. - Capítulo 1 - Apenas palavras.

Eu nem sei porque eu ainda tento escrever alguma coisa. Digamos que... eu não tenho jeito com as palavras. Nunca tive.

Sempre fui uma pessoa muito quieta. Desde pequena era assim. Já devem ter noção da quantidade de elogios que recebi na escola, não é? Sim, foram muitos. Era do tipo que os garotos olhavam de cima a baixo e riam baixo. Do tipo que era excluída o tempo todo pelos colegas, mas quando chegava na véspera de provas ou quando havia um trabalho para ser feito, virava o centro das atenções.

Isso é tão clichê. Tantas pessoas já passaram por tudo o que estou dizendo e outras ainda mais, mas não estão reclamando ou se lamentando. Sei que ler esse texto pode ser maçante, então deixo que faça a sua escolha. Pode ficar e ler ou... ir embora. Quem eu quero enganar, não é? Se quiser ir, eu não tenho como te impedir.

Tenho tantas coisas para dizer e, ao mesmo tempo, não tenho nada. Às vezes fico impressionada do quanto que nossa mente pode brincar conosco. O pior de tudo é que nós a moldamos. Nós brincamos com nós mesmos. Pessoalmente, acho esquisito essa melancolia que cerca toda a humanidade. Ao invés de lutarmos para melhorarmos, cavamos um buraco ainda mais fundo. Como fazemos isso? Simples...

Um pensamento. Tudo começa por aí: um único pensamento. Depois, começamos a querer brincar de detetives. Queremos saber o que realmente aconteceu, sendo que não temos nem uma pequena noção do que realmente está acontecendo. Já não aconteceu com você? Essa coisa de querer decifrar sonhos, procurar um significado para os sentimentos. Comigo já aconteceu.

Porém, depois de um tempo tentando encontrar algum sentido, eu cansei. Se eu fosse contar tudo o que passei, o que senti e o que pensei, tenho certeza que muitos iriam se identificar, mas apenas eu teria o pleno conhecimento das minhas experiências de vida, pois cada um de nós tem um caminho diferente. Não importa o quanto que nosso dia a dia possa ser semelhante ao de outro alguém, apenas nós sabemos como é calçar os nossos sapatos, como é pisar no chão cheio de britas de nossa casa.

Consegue me entender? Se a resposta for “não”, não se preocupe. A vida ensina para todos no tempo certo. Ela não tem um formato único de ensino. Para cada um, há reservado uma única joia. A vida é essa joia.

Tenho noção de que muitas poucas pessoas podem ler isso, mas se você for uma dessas, não desista. Eu já escutei tantas vezes essas palavras que chega a ser... cômico, mas é a verdade.

O que você precisa saber, é que somos diferentes. Guarde isso no seu coração ou até no bolso, mas leve contigo. Saiba que você encontrará seres únicos. Sim, “únicos”. Uso essa palavra com orgulho, porque ninguém é igual. Não tente se comparar com outra pessoa e nem compare o amigo, a amiga, a namorada, o namorado. Qualquer um.

O que eu acho engraçado é a mania nossa de rotular cada mínima coisa que existe e respira. Até mesmo as que não respiram. Essa nossa ansiedade desesperada de pertencer a algum lugar. Vejo muita gente brigando por causa desses rótulos. Honestamente, essa euforia toda não nos torna mais humanos?

Gostaria tanto de encher os seus olhos de palavras e mais palavras, mas estou ficando sem assunto. Lembra? Sempre fui muito quieta. O que eu mais quero passar com tudo o que já escrevi, é que você não é perfeito.

Nenhum de nós é perfeito.

Não importa as cobranças. Não importa os rótulos. Não importa os padrões.

Se tiver a oportunidade de abraçar aquele amigo ou aquela amiga que ama tanto, abrace. Se tiver a oportunidade de dar carinho no seu bichinho de estimação, dê. Se estiver morrendo de vontade de pegar no colo aquela sobrinha que é tão pequenina, pegue. Não tenha medo de a machucar. Não tenha medo do tempo. O tempo somos nós que criamos.

Para falar a verdade, eu mesma vivo pulando fora dos meus próprios princípios. Olá! Meu nome é Larissa, tenho 20 anos. Não trabalho, não estudo. Estou deitada de bruços na minha cama. Desde os 10 anos, comecei a apresentar sinais de depressão que foram se agravando cada vez mais. Hoje, sei que tenho Bipolaridade, com traços de Personalidade Borderline. Estou em tratamento com uma psiquiatra. As minhas consultas com a terapeuta me ajudaram muito, mas elas eram pelo convênio e já acabaram. O preço é alto e não temos muita condição de bancar.

Minha mãe está no quarto, deitada na cama. Esses problemas psicológicos são de família. Minha mãe tem, meu pai também.

Não se preocupe! Eu não vou me alongar muito aqui. Não estou aqui para jogar os meus problemas nos seus ombros, mas te mostrar que você não é o único, não é a única. Você não é inútil. Muitos podem lançar olhares tortos depois que eu disser isso, mas nem uma casa eu consigo limpar. Não sem sentir vontade de chorar. Eu não sei explicar o motivo disso.

Hoje eu li uma frase que me fez emocionar muito. Ela dizia que há um livro em cada um de nós. É verdade. Uns tem uma história mais dramática, outros mais feliz, outras mórbidas. A variedade é grande.

Então é aqui que eu encerro esse texto. Obrigada por você que leu até o final, mesmo que possa ter ouvido tantas vezes, assim como eu, essas palavras. Às vezes a repetição é necessária para que consigamos gravar, não na mente, mas no coração e, principalmente, na alma.




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