História Asas de Bruxa - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Aventura, Bruxas, Demonios, Fadas, Fantasia, Guerra, Hibridos, Lobisomens, Magia, Personagens Originais, Sobrenatural, Universo Alternativo, Vampiros
Exibições 9
Palavras 1.506
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Então, eu ia postar ontem, mas o notebook tava travando muito e eu não consegui postar. Devia ter postado mais cedo? Devia ter postado mais cedo. Porém, eu me distrai com o The Sims e quando vi já era quase uma da manhã e agora estou aqui.
Sobre o capítulo: ele já me foi mais interessante. Acho que é porque já li ele demais, mas eu tava bastante empolgada pra escrever ele quando o fiz, acredito que seja satisfatório. Bem, espero que gostem!

Capítulo 4 - Prisão


   O gato rajado subiu novamente no livro, deitou de barriga para cima e fez gracinha. Era tão grande e gordo que cobria quase todo o livro.

– Anaxímenes! Sai! – Adithi tirou o gato novamente e o colocou do chão. Tendo como resposta um miado manhoso enquanto o gato ruivo a encarava com aquelas pupilas enormes em seus olhos verdes. – Que é? – A jovem o encarou entediada aquele gato que só sabia comer – Vai caçar um rato ou arengar com algum bicho lá fora. Você bem que podia ser como os gatos pretos das bruxas nas histórias humanas e fazer algo de útil. – O gato miou novamente e se esfregou nas pernas dela. Adithi suspirou e voltou a ler o livro. Não gostava da parte teórica da alquimia.

Leu por mais um tempo até cansar definitivamente e começar a arengar com o gato. – Nossa gato! Você é tão gordo que sua cabeça fica desproporcional! E ainda pede comida! – Falou enquanto desviava a mão das unhas do gato e dava uma leve tapa na pata dele em troca. – O quê? – Parou de mexer com o gato quando sentiu uma presença diferente, mas familiar ao mesmo tempo. – Quem? – Não terminou a frase, apenas foi rapidamente em direção ao porão da casa.

– Quem vocês pegaram? – Perguntou assim que viu a tia mais nova, ela arrumava algumas plantas, provavelmente para poções.

– Ahm? Adithi! – Sua expressão era despreocupada. – Um garoto. Ele apareceu pelos fundos, disse que estava fugindo de lobo e se perdeu.

– E o que tem demais nisso? É lua cheia, principal noite da caçada lupina.

– Eu sei, mas sua tia Athena disse havia algo de diferente nele. Que ele não era só um garoto. – Gaho bufou e sorriu de lado. – Ás vezes acho sua tia um pouco paranoica. – Adithi soltou um riso anasalado, balançou a cabeça negativamente enquanto sorria e foi atrás da outra tia.

~×~

– Eu juro não falar. Apenas me deixe ir. – O menino estava com as bochechas e o nariz vermelhos pelo choro, que entravam em contraste com o olho roxo.

– Não garoto! Você ficará aí, tenho certeza de que não estava sozinho. E duvido que não fale. Você nem deveria estar aqui, não tem como você chegar aqui. – Sua voz era áspera, realmente, não tinha como um garoto humano chegar lá, muito menos em noite de lua cheia.

– Vamos lá tia, solte o garoto, não há porquê prendê-lo se ele não fez nada. – Adithi apareceu no topo da escada que levava as celas.

– Adithi, só o fato de ele estar aqui já é motivo suficiente.

– Tá, mas não o trate tão mal. Traga ao menos uma água para o coitado. – A garota o olhou de vislumbre. – E algo para o olho dele.

– Mande que alguém traga. – Athena disse. – Ele está muito aterrorizado para falar algo útil ou  coerente  – Analisou o garoto encolhido no canto da cela que tremia sem parar  – Acalme-o para que eu possa falar algo com ele  –  Trancou a cela e foi em direção à saida antes de sair virou-se para Adithi – Mas, nem pense em soltá-lo. Torture-o, mas não o solte. E nem fale demais.

Athena saiu antes que Adithi pudesse protestar. A mais nova bufou e encorou curiosa o menino preso ali. Este estava espantado, boquiaberto. Não era apenas o medo por ter sido pego por uma bruxa, também não podia acreditar que realmente estava vendo um anjo, e ainda por cima um anjo negro com asas gigantes. Havia algo de estranho e familiar naquele garoto, foi então que Adithi reparou, era uma das presenças da noite anterior. Ficaram ali se encarando por um tempo, até ouvirem um pigarro alto e forte.

– Vocês vão ficar assim por quanto tempo? A fantasminha já chegou para acudir o fugitivo. – Elvira disse, a vampira estava escorada nas grades de outra cela, com a cabeça apoiada na mão esquerda enquanto a direita apontava para a servente que estava próxima a Adithi com uma bandeja. Sua tia devia ter mandado que a garota trouxesse água e gelo para o menino.

– Ah, sim! Ciele! – Ciele esticou a bandeja e baixou a cabeça em pequena reverência. Adithi pegou o copo de água e o saco com gelo que ali estavam e entregou ao menino pelas largas grades. O moreno tremia bastante, quase derramando a água do copo. Adithi e Elvira riram, para elas, era fofo e engraçado seu desespero.

~×~

Quando viu seu irmão ser levado por bruxas não sabia o que fazer, sua vista embaçou, ele caiu sentado. Depois de um tempo se recuperou, levantou e saiu correndo. Não sabia que direção estava seguindo, apenas seguia. Precisava chegar em casa. Como podia ter deixado seu irmão ser pego por bruxas? Como podia ter deixado seu irmão sair em uma noite de lua cheia? Por que não convencera seu pai a mantê-lo em casa? Por que não inventara algo? Agora estava perdido sozinho na floresta sem saber para onde corria com uma alcateia em noite de caça e seu irmão gêmeo preso por bruxas. Como pode o deixar ser pego por bruxas? Asa estava desesperado. Precisava chegar em casa, precisava falar com Amália, mas não podia deixar seus pais saberem disso, de jeito nenhum.

Correu, correu e correu. Depois de um longo caminho avistou um beco escuro, havia chegado a cidade de novo. Corria pelo beco quando tropeçou em algo, o caiu de quatro apoiado nos braços, foi então que percebeu que tremia, tremia muito, alguns pingos de água caíram sobre suas mãos. Lágrimas. Asa também  não percebera que estava chorando, até agora. Rapidamente se levantou, sem nem olhar no que tinha tropeçado e voltou a correr na direção de casa.

Finalmente chegou em casa, deu a volta e entrou pela janela de trás que se encontrava destrancada a espera dele. E do irmão. Facilmente entrou em casa e segui para o segundo andar, onde ficava o quarto de Amália. A porta deste também estava destrancada, entrou e se ajoelhou, ainda ao prantos, do lado da cama. Chamou baixo a irmã, eram quase 4 horas da manhã.

– Hum? Asa! Chegaram! – Falou Amália, que não tinha acordado inteiramente. – Ótimo, estão bem. Agora vão dormir. – A jovem não havia notado o estado do irmão, apenas o viu de vislumbre graças a luz do lampião que tinha aceso do lado de fora de sua janela e virou-se de costas para dormir.

– Não, Amália! – Asa disse entre soluços. – Andrew não está comigo. – Falou enquanto balançava a irmã tentando acorda-la.

– Eu vi. Ele está no quarto. Certo. Eu pedi para chegarem antes das três, mas já que se empolgaram não há mais nada que eu possa fazer. – Amália continuava de costas e com os olhos fechados.

– Não. Não. Não. – Repetiu. – Não Amália. Ele foi pego por bruxas. Eu o deixei ser pego por bruxas.

Ao ouvir isso, a garota levantou - se rapidamente e olhou o irmão que chorava desesperadamente.

– Certo, Asa. Que brincadeira é essa?

– Não é brincadeira. Estávamos na floresta... E ele... Tinha bruxas... Ele foi pego!

– Calma, Asa. Essa história está mal contada. - disse se levantando - Vamos para cozinha.

Na cozinha, Amália acalmou o irmão, deu algo para ele beber e secou suas lágrimas. Este ao se encontrar mais calmo contou toda a história, desde a tentativa de fuga pelo banheiro até a chegada ao pequeno castelo das bruxas.

– Então quer dizer que vocês saíram sem pagar certo?

– Amália! – Asa a repreendeu, e então notou que realmente não havia pagado a conta na lanchonete. – É, também, mas não é isso que importa Amy. Eu deixei Andrew ser pego por bruxas.

– Eu sei, eu sei. Olha, nós vamos fazer o seguinte, você irá tirar um cochilo, se arrumar e sair para a escola antes que nossos pais acordem, eu começarei a me arrumar também e justificarei a saída de vocês. Vamos para a escola normalmente, quando perguntarem sobre o Andrew diremos que ele estava inquieto e foi caminhar.

"Na escola você vai contar o quê aconteceu aos seus amigos e convence-los a ir com você buscar o Andy. Por volta das três, quatro da tarde venham para cá que eu direi o que fazer. Quando estiver tudo pronto vocês vão para o castelo das bruxas, o pegam de volta e fingimos que nada aconteceu."

E lá estava ela, Amália Rockefeller, extremamente calma e boa com mentiras. Apesar de todo o pânico de Asa, a garota conseguiu criar um plano para pegar o irmão(e justificativas para a falta dele). Como Asa tinha orgulho dela. O mais novo sorriu sem mostrar os dentes e confirmou com a cabeça.

– Agora vamos, tome um banho, coloque as roupas que irá para a escola e tire um cochilo. Quando der hora eu o chamarei certo? – a mais velha se levantou, e passou por trás do irmão, acariciando seus cabelos e levando o copo para a pia.

Assim foi feito, Asa se aprontou descansou um pouco e saiu antes dos pais levantarem. Amália já estava tomando o café quando seus pais desceram, acobertou os irmãos e foi normalmente para a aula, como se nada tivesse acontecido.

~×~


Notas Finais


Obrigada por ler! ^-^
Sinto que devo mais atenção a Adithi, já tenho planos para ela e irei pagar o que devo!
E sobre o próximo capítulo, já tenho ele escrito, falta revisar e aceitar que está bom o suficiente para ser postado, mas estou próxima da semana de provas e tenho um trabalho sobre genética (coisa que nunca estudei, a não ser para o trabalho ) para apresentar pra escola toda e uma moça da secretária de educação, então me esforçarei para postar próximo fim de semana. Obrigada!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...