História Asas De Um Anjo - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Emmaswan, Evilqueen, Fantasia, Magia, Onceuponatime, Ouat, Reginamills, Savior, Swanqueen
Visualizações 30
Palavras 1.818
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem a demora e não desistam de mim. <3
Primeiramente queria agradecer à todos vocês que leram o primeiro capítulo e estão aqui, continuando a leitura e apoiando a fic. Queria agradecer pelos comentários de vocês no capítulo anterior, e também pedir desculpas antecipadas para caso eu atrase com os capítulos, pois as coisas estão um pouco corridas aqui. Por último, mas não menos importante, eu queria saber a opinião de vocês sobre uma criação de uma página no facebook sobre as minhas fanfics. Sim, uma página. Na mesma eu publicaria sinopses de fanfics (Spirit e Wattpad), data de "lançamento", fotos relacionadas as fanfics e seus capítulos, e etc.

Capítulo 2 - Coroa Quebrada


Fanfic / Fanfiction Asas De Um Anjo - Capítulo 2 - Coroa Quebrada

Algum tempo já havia passado desde que Emma se jogara de bruços em sua cama. Seu choro, no entanto, era silencioso e parecia incessável. Até o momento. Três leves batidas na porta foram ouvidas, despertando a atenção da princesa. Emma se sentou rapidamente, passando as mangas do vestido que utilizava para secar seu rosto. O dorso de sua delicada mão havia a ajudado com a “finalização”. Em um quase murmúrio, que permitiu ser ecoado no quarto, a garota profanou um simples “entre”.  Ela já sabia de quem se tratava, e do quê se tratava. Ao menos, imaginava que sua mãe não a deixaria em um enorme vácuo até a celebração. Não, ela havia de avisar Emma. Havia de contar para ela que sua vida seria destruída, e que todos veriam e adorariam aquilo. Ela soltou um suspiro, vendo a conhecida imagem adentrar o local, com um “Precisamos Conversar”. Emma estava certa, era sua mãe. 

– Eu sei que precisamos. Eu escutei vocês.  – A princesa respondeu com um pé atrás e uma voz um tanto melancólica. Ela estava certa de que aquilo realmente estragaria sua vida, o futuro brilhante que havia planejado, mas ao mesmo tempo sabia que não poderia fazer nada contra isto. Era uma decisão de seus pais, e ela haveria de respeitar. Novamente, Emma soltou um suspiro, que foi acompanhado por um outro vindo de Mary. A morena se sentou ao lado de Emma, um pouco mais ao pé da cama e aproximou sua mão da de Emma, pegando-a e acariciando. 

– Emma... Eu sei que não é exatamente o que você deseja, mas é necessário, e eu preciso que você compreenda.

– Você quer que eu compreenda?!? Vocês estão estragando toda uma vida planejada por mim. – Ela se levantou, desta vez, não apenas triste, mas irritada. “Necessário”. – Não. Isto não é necessário! Quando é que vocês vão aprender que essa é a MINHA – Emma utilizou ênfase na palavra – vida? Nem mesmo estou casada. Vocês não podem me coroar sem um parceiro, podem?!? Oh, podem, mas se um de vocês estiverem MORTOS. – Novamente, a princesa veio a utilizar ênfase em sua palavra, irritadiça. Ela sabia que estava certa. Emma sempre teve razão, sempre foi uma menina teimosa e inteligente, e havia estudado este assunto quando descobriu que poderia vir a ser coroada em sua adolescência. – Vocês não... – Foi então que a ficha de Emma realmente caiu. Sua mãe abaixou a cabeça e de repente um silêncio tomou conta do lugar.  – Você... Papai...

Snow balançou a cabeça positivamente, afirmando. Era David, ele supostamente estava morrendo. Com pesar, a mulher voltou seu olhar para a filha, que demonstrava um olhar vazio. Impossível determinar seus sentimentos naquele momento. Foram tantos... Tristeza, raiva, rancor, culpa, talvez, até mesmo, egoísmo. Egoísta. Era exatamente esta a palavra. Emma se sentia egoísta, por pensar apenas em si mesma e em seu mundo inventado. Sim, “inventado”. De repente, a princesa se viu em um vazio, sem motivação, uma razão. Se tudo aquilo era para mostrar aos seus pais que, novamente, ela estava certa, qual era a razão de descobrir um mundo onde um deles pode não existir? Ou que um deles pode não conhecer? Qual, então, a razão de acreditar que aquele mundo era real? Ele apenas a transformou em uma pessoa amarga, egoísta. Seu pai agora estava à beira da morte e ela nem mesmo percebeu. Ela estava obcecada para provar que estava certa. Mas será que ela queria apenas mostrar que estava certa? E a felicidade em seu olhar todas as noites quando se olhava no espelho e deitava-se para dormir? A felicidade que, todas as noites, sentia por conhecer um pouco mais aquele lugar “mágico”? A vontade de estar certa nunca percorreu em sua cabeça nestes dias, nestas horas. Ela queria algo novo, não uma prova. Mas e se, infelizmente, o “algo novo” que Emma sempre quis fosse uma vida sem seus pais? Uma vida com mais responsabilidade?

– Ele ainda está bem, Emma. Não se preocupe quanto a isso. – Não se preocupar? Era exatamente o que Emma fazia agora. – Seu pai está muito doente, filha... É por isso que preciso que você entenda. Você sabe como sempre foi o sonho dele lhe ver receber este trono antes de sua morte. Temos de aproveitar enquanto ele ainda consegue, ao menos, sair daquele quarto e lhe prestigiar. Ele está bem, mas não sabemos por quanto tempo. 

 

Emma vestia um belo e majestoso vestido branco, como as pétalas de uma gardênia. Com detalhes não muito grandes e nem mesmo espaçosos, o vestido recebia um charme ainda maior, mesmo que ainda assim ficasse folgado no decote, já que a princesa nunca teve seios muito grandes. Seus braços eram, também, enfeitados com algo parecido com um bracelete, que seguravam belas penas brancas, assim como o vestido. Seus pés, no entanto, eram servidos de um belo par de sapatos de diamantes, que ficavam cobertos pela saia rodada do vestido. A princesa estava linda, mas Emma ainda tinha o olhar vazio sobre si, a culpa que deixava seus olhos fundos, quase mortos, e as bolsas de seus olhos inchadas, por conta do episódio ocorrido mais cedo. Com o pó de arroz lançado em seu rosto para esconder tais imperfeições, ela soltou um espirro, deixando seus cabelos um pouco bagunçado. Um toque especial, disse ela contestando a criada que antes queria arrumá-lo. Emma estava pronta, mesmo que não se sentisse a mesma. Mas, como algum dia já ouviu dizer, “imagens valem mais do que palavras”, e ela estava apresentável. Mais do que apenas apresentável.

Emma desceu por uma bela escada, com caminho para ambos os lados e uma junção em sua “ponta”. Todos do salão desviaram seus olhares para a princesa, que tinha suas mãos trêmulas pelo nervosismo. A questão, afinal, não era mais querer ou não querer se tornar rainha. Ela apenas se sentia vazia. Vazia por, em sua frente, conseguir ver os seus pais com um sorriso estampado como se absolutamente nada estivesse acontecendo. Como se seu pai estivesse com uma plena saúde e aquilo fosse, realmente, apenas sua festa de dezessete anos. Sim, é o que todos acham, mas estão enganados. Emma agora se tornaria rainha. Como ela deveria agir, em frente de tantas pessoas? Praticamente todo o reino estava ali, no que, certamente, deveria ser um evento fechado. Normalmente, ela não se importaria com tantas pessoas ao seu redor, mas nada estava sendo como a mesma imaginava.

Emma deu curtos passos até o trono, como havia sido ensinada. Ajoelhou-se, como se fosse rezar e, logo em seguida, sentou-se. Mary fez o mesmo, seguida de David. O rei, entretanto, permaneceu em pé, apresentando a cerimônia para os de mais. Com um fraco sorriso, a princesa observava o pai, preocupada, mas ao mesmo tempo, feliz por vê-lo tão empenhado. David em seguida se sentou junto a família, e presenciaram a entrada de um outro homem. Ele era ruivo, não tão baixo, e nem tão alto. Archie era o cerimonialista do reino desde que Emma se entende por gente, e seria ele à conduzir a coroação. – Hoje... – Profanou o cerimonialista, iniciando o discurso de apresentação de Emma, como nova rainha. Porventura, Archie foi interrompido por Nolan, que não aguentou, nem mesmo por um segundo, esperar. 

– Hoje é um dia muito especial para todos nós, especialmente para mim e minha esposa, Mary. É o dia em que minha filha, princesa Emma, irá assumir este trono que hoje ocupo. De fato, a responsabilidade deste momento é indescritível. Posso afirmar que ela está pronta para assumir este lugar tão relevante para todos. Nossa futura rainha deverá cumprir com as obrigações reais e para com o povo, buscando para estes o melhor. Jamais ser egoísta... – “Egoísta”, pensou Emma, novamente. Perdendo-se em seus devaneios novamente. A pergunta que não queria calar em sua mente. Ela havia sido egoísta para com seu pai? – ... ou insensível. Sempre colocar os outros na frente de si própria e ensinar as futuras gerações como a força do amor é a magia mais poderosa de todas, e assim pode vencer toda e qualquer magia maligna. Com estas palavras em juras para Emma Swan, a declaro rainha. – Não era, exatamente, o momento para que o rei nomeasse sua filha rainha, mas David novamente não conseguiu esperar, e nem mesmo deixar que outro a nomeasse. Ainda havia uma cerimônia pela frente, mas de qualquer forma, Emma foi apresentada, e todos aqueles que ali estavam, profanaram em conjunto uma bela frase, também tradição. “God Save The Queen”. 

Archie caminhou até Emma, com um óleo, iniciou a consagração em que deixaria a rainha “apta” para governar. Passou o óleo sagrado nas mãos, peito e cabeça da princesa e rapidamente alguns soldados vieram em sua direção. Emma foi coberta com um manto dourado, e logo em seguida, apresentada às joias da corte. Por último, recebeu em sua mão direita o Cetro com uma cruz e, em sua mão esquerda, a haste com a pomba. O pano foi retirado de Emma e assim ela se levantou, ainda segurando o tão importante Cetro e a Haste. Archie, então, colocou delicadamente em sua cabeça a coroa. Uma bela coroa, revestida por Rubis e Diamentes. Novamente, os convidados disseram a frase “God Save The Queen”, e mais uma vez a nova rainha foi benzida pelo cerimonialista. Assim, Emma já estaria digna de se tornar a rainha do tão harmonioso reino. Os convidados – ou aqueles que com mais condições puderam levar algo para o aniversário da princesa – se colocaram em uma enorme fila para presenteá-la. Em pouco tempo, a festa – ou baile real – já havia começado.

A família real havia permanecido sentada, observando seu povo se divertir. David e Mary sempre foram muito generosos para com os mesmos, e todas as vezes em que um baile real acontecia, convidavam a maior parte do reino para participar, mesmo que muitas das vezes nem todos os súditos conseguissem participar. O salão é grande, mas não tão para tantas pessoas. 

Emma cambaleava os dedos pelo braço de seu trono, desatenta a tudo o que acontecia. Como sempre, a princesa estava pensativa. Contudo, sua atenção foi chamada quando todos se assustaram e um barulho não muito baixo foi ouvido. Emma levantou-se apressada e se ajoelhou em frente ao pai, que havia caído com os olhos fechados. Mary também se jogou de joelhos ao lado do marido e, juntas, começaram a chorar. Ambas não sabiam o que fazer. Nem mesmo sabiam se o rei ainda estava vivo. Murmúrios começaram a ser escutados entre a multidão e uma fumaça roxa formou uma imagem desconhecida. – Quem é você? – Perguntou a mais nova rainha. Emma não acreditava que as coisas pudessem piorar, ainda mais agora que se pai poderia estar morto. Infelizmente, ela estava errada. A mulher com um vestido escuro e chamativo se aproximou em silêncio dos três e antes que pudesse dar conta, o rei já havia sumido junto da misteriosa mulher em uma nuvem de fumaça.


Notas Finais


Espero que vocês tenham gostado deste capítulo <3
Queria reforçar sobre a pergunta que fiz nas notas iniciais, pois se vocês quiserem, posso já criar com imagens deste capítulo.

Queria agradecer e divulgar a fanfic de uma amorzinha chamada Bruna, que me ajudou com o testo do David de apresentação quando travei. Segue aqui uma fanfic (Rumbelle) dela, para vocês darem uma espiadinha caso se interessem. https://spiritfanfics.com/historia/sentenciado-a-amar-te-9057837


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