História 「Asas De Vidro」Jikook - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook
Exibições 126
Palavras 2.563
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Magia, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Gente, eu irei dar os avisos.
Essa fic, como vcs ja devem ter percebido, eu me inspirei na teoria do caos, efeito borboleta e universo alternativo, esses bagui doido ai :>
Não tem lemon. (Pq eu sou uma anta e ñ sei escrever :v)
Não terá palavroes. (Bem pouco)
:P
Não prometo q irei postar todo o dia. Desculpem.

Enfim... Espero q gostem <3
Boa leitura. 💗

Capítulo 1 - Efeito Borboleta


Fanfic / Fanfiction 「Asas De Vidro」Jikook - Capítulo 1 - Efeito Borboleta

Jimin POVs

Lá estava eu, no meio da chuva fraca, que molhava os meus cabelos pouco a pouco, fazendo-os ficarem um pouco encharcados com o tempo. Minha mente vazia e o meu corpo sem vontade nenhuma de se mover do lugar.
Meu punho apertando com força e o meu nariz ficando congelado pelo vento forte e gelado.

Aonde que aquele idiota foi se meter?

Arqueio as sombrancelhas ao ouvir o som fraco de vidro se chocando um com o outro

-Oi... Você sabe se ficar aqui irá pegar um resfriado, né? -Por mais que essa voz seja doce e calma, acabou fazendo com que eu ficasse bastante assustado, mas eu não dei muita importância.
Eu já estava muito irritado, e eu não deveria descontar em ninguém mais. Eu poderia arrancar meus próprios cabelos, se esse for o caso, mas eu não seria idiota o suficiente de ter um ataque no meio da rua, né?

-Eu não me importo. -Minha voz saiu baixa demais e acabei recebendo um resmungo em resposta.

-Mas deveria. Você... Pode pegar o meu guarda-chuva, se quiser. -Eu tento seguir essa voz, olho para os lados de canto, sem me mover. Eu olho para o céu, e sinto um pingo molhar meu nariz, fazendo com que eu ouça uma risada fraca do mesmo.

-Eu não sei. Você poderia me emprestar? -Falo sem conter o meu riso debochado e passando a manga do meu moletom no nariz.

-Tudo bem... Aqui está. -Me assusto de verdade ao ouvir a voz bem perto do meu ouvido, que saiu mais como um sussuro. Eu viro a minha cabeça rapidamente e vejo um garoto com os cabelos negros e os olhos da mesma cor, a pele branca e a roupa social toda preta. E um grande sorriso estampado no rosto, com um guarda-chuva  transparente em sua mão direita, esticando para mim. -Pode pegar. -Ele fala, ainda sorrindo.

-D-Daonde você surgiu? -Olho pros lados, com os olhos arregalados.

-Ora, você não precisa ter pressa em saber. Apenas, siga o quê eu digo. O seu irmão está chegando. Oh, olhe ele ali. -Ele olha para a rua toda molhada e cheia de poças d'água, eu sigo o seu olhar e bufo ao ver o meu irmão acenando para mim, dentro daquele carro velho e caindo aos pedaços.
Eu olho para ele denovo para o lado e ele havia sumido, e percebi que o guarda-chuva agora se encontrava em minha mão direita.
Como assim?

-Ãh!? Garoto? Aonde você está? -Falo olhando para dentro do pátio da escola.

-Eai, idiota. Vai entrar ou não? -Ouço aquela voz cortando o clima tenso que havia se formado. Olho pro carro, e vejo o meu irmão, Hoseok, sorrindo pra mim, alargamente.
Fecho o guarda-chuva descretamente sem ele perceber.
Eu bufei e abri a porta do carro sem jeito.
Ele apenas me encara sério e seu olhar volta pra estrada, assim dando partida.

-Jimin, eu sei que você anda muito estressado esses dias, mas não precisa descontar em mim. -Ele solta uma risada fraca e eu olho de canto pra ele.

-Não... O problema é que eu ando tirando notas muito baixas... -Menti.
Eu não deveria ter mentido pra ele, mas eu não quero me lembrar da últimas palavras da minha ex-namorada.
Tchau, seu babaca.
Ótimo, mais um fora. Boa, Jimin.
-Mas não é que eu estou descontando em você. É só que... -Olho pra baixo. -Eu não consigo fingir estar bem. Eu não quero que você fique chateado, mas... Eu só não consigo. -Falo.

-Tudo bem... Chegamos. -Ele abre a porta do carro, fazendo que faça um ruido horrivel.
Eu abro a porta, fecho a mesma, botando a mochila em um dos braços e o guarda-chuva no outro e correndo pra dentro por causa da chuva.
Suspiro pesadamente ao ver aquela loja com os vidros embaçados, e um letreiro com umas lampadas roxas que só acendem á noite.

Hoseok abre a porta, fazendo com que o barulho de sino chame atenção de todos dentro da loja, mas logo voltam a fazer o que estão fazendo ao me reconhecer.
Entro de cabeça baixa enquanto Hoseok os comprimenta.
Jogo a minha mochila em uma das cadeiras da cozinha e o guarda-chuva em um canto qualquer.

-Qual é, Jimin. Se anima um pouco! Você vai ainda receber folga amanhã, e você sabe o por quê. -Ele sorri alargamente e me pedindo pra amarrar o seu avental.

-Sim, é o meu aniversario...-Tento dar o meu melhor sorriso forçado. -Eu vou tentar dar o meu melhor, Hoseok. -Termino de amarrar e ele se vira para mim.

-É assim que se diz, pequeno. -Ele ri e afaga os meus cabelos.

-Não me chama assim! Eu já estou quase da sua altura já. -Pego em seu pulso tirando do meu cabelo e caminho para fora da cozinha.

-Fighting. -Ele faz sinal e eu apenas sorrio de canto pra ele e caminho para atender uma das mesas.

***

-O quê aconteceu, Jimin? -Ele limpa uma das mesas. -Você anda pensativo.

-É que... Hoje de manhã apareceu um menino esquisito e me ofereceu um guarda-chuva. -Olho pra vitrine.

-Que estranho. -Ele bota a mão em uma das cadeiras, se apoiando e logo sorrindo novamente.

-Aish. Não sei como você consegue. -Jogo um dos panos em cima da mesa, e limpando as minhas mãos. -Ficar sorrindo assim, nessa situação que estamos.

-Ah, Jimin. Nós não devemos guardar essas mágoas pra sempre. A vida é uma caixinha de surpresas, mas mesmo assim devemos levantar a cabeça e seguir em frente, sem olhar pra trás. Nunca desistir. -Ele acaricia a minha bochecha e eu sorrio fracamente. -Eu sei que eu não posso te dar tudo, Jimin. Mas eu estou tentando o máximo pra cuidar de você.

-Eu... -Suspiro. -Eu vou tentar.

-Você sempre diz que vai tentar, Jimin. -Ele afaga meus cabelos novamente.

-Aish! Quer dizer que eu não estou progredindo, é?

-Você está fazendo um ótimo trabalho! -Ele bota as suas mãos em minha cintura.

-Ah, não, Hoseok! -Ele começa a fazer cocégas e eu rio sem parar. -Para! Você venceu! -Pego em seus braços e o empurro fraco.

-Eu vou me esforçar mais pra manter esse seu lindo sorriso que você tem, Jimin. -Ele passa os seus braços em minhas costas, e me abraça, e eu retribuo.

-Obrigado por tudo, Hoseok. Você é o melhor irmão que eu já tive.

-Eu sou o único, Jiminnie. -Ele olha pra mim e ri.
Ele não sabia que ele não era o único.

-Aish. Para de ficar me corrigindo! -Falo e encosto a minha cabeça em seu ombro.

Bem... Primeiramente, Hoseok é filho do meu padrasto.
Ele é meu irmão, mas não de sangue.
Mas mesmo assim, eu não consigo superar a morte do meu pai.
Ele foi uma pessoa muito importante pra mim, e depois de sua morte, eu acabei entrando em depressão e tentei me suicidar várias vezes.
Mas... Eu conheci Hoseok.
Digamos que ele foi o meu "anjo-da-guarda".
Muito tempo se passou, e minha mãe começou a ficar doente.
Dois meses depois ela morreu de overdose.
Ela consumia um número alto de medicamentos, e nem eu sabia.

Sou um péssimo filho.

O padrasto de Hoseok sempre foi uma pessoa boa e amigavel, mas depois que minha mãe morreu, ele deu as costas para mim e foi embora sem falar uma única palavra.
Mas, graças aos céus, Deus enviou um anjo para me guardar, que seria Hoseok.

Depois, mais uma tragédia aconteceu. Meu irmão morreu por causa dos cigarros e bebida.
Enfim, eu fui abandonado pela minha familia, neste mundo cruel.

-Jimin. Eu preciso ir para uma entrevista de emprego. -Ele fala segurando os meus ombros.

-Oquê!? Como assim, Hoseok? Você ama essa cafeteria! Como assim entrevista de emprego? -Arregalo os olhos.

-Ah, Jimin, relaxa. Eu só irei ajudar um amigo meu pra uma empresa que o chefe é meio...

-O Yoongi? Ah, sim. E quem é esse seu amigo? -Falo cruzando os braços.

- O Taehyung. -Ele olha pro lado, corando.

-Ah. Aquele menino que você tem uma "quedinha". -Faço aspas com os dedos. -Ele não pode fazer isso sozinho, não?

-Qual é, Jimin. Você sabe que eu não posso perder essa oportunidade. Vai que rola.

-Tá. Tanto faz, faça o quê você tiver que fazer. -Sorrio. -Eu fecho a loja.

-Obrigado, Minnie. -Ele afaga os meus cabelos e me dá um selinho demorado na testa.

Ele pode achar que eu odeio isso, mas eu gosto de me sentir amado... Ás vezes.

Ouço o barulho da porta se fechar e olho pros lados observando toda aquela bagunça.

-Pois é, Jimin. -Falo para mim mesmo. -Tente mais uma vez... -Falo trancando a porta.

***

-Pra quê logo agora que ele não está aqui tinha que ter mais bagunça que os outros dias. -Resmungo, puxo uma cadeira e me sento.
Fico encarando as gotas de chuva que derramam sem parar no vidro.

-Você está bem? Precisa de um chá? -Me assusto e me viro rapidamente pra trás observando aquele menino. De novo.
Ele estava com uma roupa diferente.
Estava com uma camisa social branca, uma calça jeans preta e com uma chicara em uma mão.

-O-O quê!? De novo você!? O quê você está fazendo aqui dentro?  -Me alevanto e pego em seu braço. -Desculpe, mas já fechamos.

-M-Mas... Calma! -Ele pega no meu braço e fica me olhando no fundo dos olhos.
Eu estava paralisado observando aqueles olhos negros que me torturavam por dentro.
O quê...?

Pisco várias vezes e me faço de desentendido.

-O quê pensa que está fazendo? Vamos, saia já daqui. -Falo irritado e abro a porta.

-Aish. Jimin, eu...

-Como sabe meu nome? Você é  algum tipo de espião?

-O quê? -Ele ri. -Eu não sou nenhum espião, Jiminie. -Ele sorri. -Você não se lembra de mim? Hoje de manhã... -Ele larga a chicara em uma mesa.

-Sim, eu me lembro. Você apareceu do nada e do mesmo jeito, desapareceu. -Falo debochado. -Cadê os seus pais, hum?

-Eu não sou uma criança, Jiminie.

-Pare de me chamar assim. Aish! -Bufo e boto a mão na testa e o mesmo me olha entristecido. -Me desculpa. Eu tive um dia horrivel hoje. -Suspiro, tentando me acalmar.

-Tudo bem, hyung. Não precisa se desculpar. Eu não me importo. -Ele passa a mão pelo meu cabelo.

-Não me toque. -Ele se assusta e tira a mão dali rapidamente. -Daonde você veio, hum? -Digo me distanciando dele.

-Se eu te falar, você não acreditaria em mim. -Ele dá de ombros.

-Então vá embora. -O empurro e abro a porta fazendo-o saltar para fora. -Volte sempre. -Sorrio e depois mudo a minha expressão para irritado. Ele me olha confuso, eu fecho a porta e me encosto na mesma. -Aish. Cada maluco que me aparece. Eu em.

Encaro algum ponto aleatório até que o meu olhar cai sobre aquela chicara.
Ela era branca e com uns detalhes em dourado e uma borboleta com as asas transparentes na frente.
Caminho até ela e a pego na mão.

-O quê você quer de mim, hum? -Sussuro. -Aish. Esse menino acha que eu sou idiota. Ele deve ter botado veneno aqui dentro. -Falo indo em direção á cozinha e jogando aquele liquido pelo ralo e botando a mesma na pia.

***

Depois de algum tempo, ouço o barulho de chaves destrancando a porta, e revelando um Hoseok todo sorridente, pulando em minha direção.

-Eai, como foi? -Falo segurando seus ombros, tentando acalma-lo.

-Ele me pediu pra sair! ELE ME CHAMOU PRA UM ENCONTRO, JIMIN! TEM NOÇÃO DISSO? -Ele grita no meu ouvido e eu bato de leve em seu ombro. -Desculpa.

-Tá. Agora me diz... Quando e que horas? -Falo dando um pequeno sorriso.

-Bem... Não é bem um encontro... -Ele fala coçando a nuca, corando. -Agente só vai fazer um trabalho lá em casa, ás sete horas. -Ele sorri envergonhado.

-Ah... Mas já é um bom começo. -Bato em suas costas e ele fica aliviado. Ele deve ter pensado que eu iria zombar dele. Eu não sou tão ruim assim! Quer dizer... Mais ou menos. -É melhor ir logo e arrumar toda aquela bagunça em casa, não acha?

-Sim! Vamos! -Fala pulando pra fora. Sorrio automaticamente.
Eu gosto tanto de vê-lo feliz assim.

Eu já ia fechando a porta até que me lembro de algo.

-Que foi, Jimin? -Hoseok pergunta me encarando confuso.

-Eu me esqueci de algo, espera. -Jogo a chave em sua mão e abro a porta, correndo em seguida.
Chego na cozinha e observo aquele objeto.
O guarda-chuva daquele menino estranho.

Pego e vejo também a chicara em cima da pia.
Suspiro, a pego e a observo logo em seguida.

-Até que você é bonitinha. -Falo jogando a mesma dentro da mochila. -O quê estou falando? -Rio da minha própria fala.

***

-É sério, Hoseok. Aquele menino deve estar me seguindo, por que não é possivel. -Falo dando tapinhas no mesmo que ria sem parar. -E isso não tem graça. -Falo me jogando no sofá e cruzando os braços irritado.

-Você é muito mal edulcado. Coitado do garoto. -Ele se senta do meu lado.

-Coitado nada. E se ele for um assasino?

-Ah, me poupe, Jimin. A culpa foi sua por deixar a porta aberta. Ele deve ser apenas um moleque querendo, sei lá... Te pregar uma peça.

-Nem faz sentido isso, Hoseok, além disso, eu fechei a porta, tá? -Reviro os olhos e me levanto do sofá indo em direção a cozinha. -Por quê isso está acontecendo? Eu só posso ser a pessoa mais azarada do mundo. -Falo me escorando na pia e olhando pra baixo.
Sinto uma respiração quente e ofegante batendo contra o meu pescoço. -Hoseok? -Falo e me viro rapidamente para trás e levo um susto quando vejo aquele garoto de novo.
DE NOVO.
DENTRO DA MINHA CASA.

-Fique quietinho, Jimin. -Ele tapa a minha boca e eu seguro o seu pulso. Grito desesperadamente contra a sua mão, mas não resulta em nada, apenas dele me pressionando mais sobre a pia. -Olha aqui, eu te dou... Dez segundos para sair correndo e trancar todas as portas da casa. Confie em mim, Jimin. Tem vários assasinos á procura de você e seu irmão. Pegue Hoseok e se esconda o melhor possivel, entendeu? -Ele fala sério e tira a mão da minha boca.

-Eu... Mas... Eu... -Eu não conseguia pronunciar uma só palavra de tando medo que eu estava, e dos meus lábios que tremiam de medo.

-Vai, Jimin! Vai logo! -Ele altera o seu tom de voz e eu desvio o olhar, já suando, os olhos marejados e o coração a mil.
Por que eu estou assim?

-Vai Jimin! -Ele grita, eu me assusto e o encaro assustado. Saio correndo e me esbarro com Hoseok.

-Jimin, tem gente batendo na porta a sua procura e... -Pego em sua mão rapidamente e saio correndo em direção ao porão. Bom... Não tinha outra alternativa a não ser ir pra lá.

EFEITO BORBOLETA.

A vida...
É considerado pedir demais querer perde-la a todo o custo?

O simples bater de asas de uma borboleta poderia causar um desastre do outro lado mundo.
Mas nesse caso, está mais perto doque você imagina.

O seu sorriso, seu carinho, seu carisma, a sua atitude, o seu amor, a sua alegria, a sua tristeza, as suas lágrimas...
É normal pensar que até os seus defeitos viraram qualidades para mim?

Continua...


Notas Finais


Não é que eu acredite nessa teoria, eu apenas achei interressante.

Gostaram?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...