História Asas do Destino - Capítulo 19


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Categorias Originais
Tags Afrodite, Asas, Asas Do Destino
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Palavras 890
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Violência
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 19 - Capitulo 18


Um movimento previsível.

Um único movimento que eu ficara horas e dias aprendendo, movimentando-me do mesmo jeito por muito tempo, um que me esquivou de um belo soco no nariz, eu vi o punho vindo, então mandei meu cérebro e meu corpo a se moverem, eu estava com dois pés plantados no chão, levemente separados, então me apoiei em um calcanhar enquanto girava o outro, juntamente com o corpo para o lado, ficando de lado para Darah, que ia passando em câmera lenta por mim, o punho passou quase rente ao meu nariz, e com o mesmo movimento lhe peguei pelo braço, agarrando pulso com pulso, e mão com junta do cotovelo, o som de osso se partindo reverberou por todo o espaço aberto, um grunhido assassino e dolorido saiu da garota, que agora tinha o braço em um ângulo totalmente anormal, e com uma ponta saída do antebraço, sangue vertia do ferimento, e estranhamente um sentimento de satisfação se instalou no meu peito.

Os outros então atacaram, Ryan, Anael e eu estávamos na frente, então cada um entrou em uma batalha própria, leviatãs inferiores foram convocados para cuidar dos demais, Anael ficou com Katherine e Ryan com Matheus, o som dos socos e dos grunhidos dos meus amigos me afetavam na alma, me dilaceravam, inflamavam o ódio que me corroía por dentro.

O ódio era o único combustível que me movia, eu só via o oponente a minha frente, e os golpes que previ, e aqueles que desviei com muita destreza e facilidade, porém para mim uma luta de vida ou morte sempre acabaria com alguém no chão, morto ou incapacitado. Agucei todos os meus sentidos em Darah, que me olhava com puro ódio e o mais genuíno desgosto possível, e em um movimento ela quis me acertar um chute nas minhas costelas, o que ocasionaria na melhor das hipóteses três costelas quebradas. Mas eu gostava muito das minhas costelas no lugar, e do jeito que elas estavam.

Darah bateu suas asas vermelhas e num impulso enlaçou meu pescoço com suas pernas esguias, me dando um mata leão, e se jogando contra o chão, a pancada reverberou pela minha espinha e me fez trincar os dentes, e para o resto do meu azar acabei mordendo a língua, e sangue já me engasgava assim como o aperto da garota, tentei repassar o meu treinamento para aquela situação, mas nada me vinha, apenas dor lancinante nas costas e sangue empoçando na minha garganta, minha visão começara a ficar borrada nas bordas, o ar era rarefeito nos meus pulmões, era capaz de minha senha na fila da morte ter sido chamada, eu pensava o que meus pais biológicos diriam, que eu não era um motivo de orgulho, e então um lampejo de luz, e duas vozes se fizeram presentes, e meus olhos imediatamente derramaram lagrimas, minha mãe e meu pai, eles sorriam lindamente e me diziam “lute minha filha, você é mais forte do que imagina, do que precisa, estaremos sempre com você”. Um grunhido animalesco saiu da minha garganta, eu tinha certeza que meus olhos faiscaram.

Finquei meus dedos nas partes vulneráveis dos seus joelhos, minhas unhas se enterraram na carne macia da parte de trás deles, e um grito soou acima de mim, o aperto das pernas diminuiu, apenas o suficiente para que eu respirasse direito, eu tentei um movimento aleatório, e com as minhas asas eu consegui ficar de palmas no chão com os pés para cima, e assim sair do aperto, e assim que fiquei com os pés no chão novamente ela voou para cima de mim novamente, as pernas na parte de trás eram puro sangue escarlate, fresco, quase doce.

Aquela parte obscura minha agora viera à tona, o gosto pela dor alheia, e pelo sangue que vertia de algum ferimento, não os meus ou dos meus amigos, e sim daqueles que meu repúdio e ódio estavam em níveis estratosféricos, eu sentia o perigo espreitando debaixo dos meus ossos, reverberando pela minha pele, entrelaçando pelas minhas veias, a raiva era uma pequena parte do meu combustível, a maior parte era a persistência, aquele peso de salvar o mundo, e os meus amigos, o peso de que eu fora criada não como uma maquina, ou uma arma, mas um gesto de que dois seres diferentes podem se juntar e se tornarem um só, de ser o que antes eram um único povo.

Então aquele sonho lampejou na minha mente, era quase uma imagem sobreposta, era o mesmo local, meus amigos alados morreriam ali, eu podia sentir o cheiro do sangue e da fumaça, os gritos de Julia e Max, o engasgo de Ryan quando o sangue enchia sua garganta, e o timbre de sua voz quase inexistente dizendo pela ultima vez que me amava.

O medo apertou meu peito feito duas garras de gelo, e ao olhar em redor, eu vi que perderíamos, meus amigos estavam cansados, machucados e sangrando muito, Ryan estava com uma faca a centímetros do pescoço, Anael estava com suas asas nas mãos do oponente, e ele as tentava arrancar, e a minha oponente tinha conjurado uma espada e a apontava para minha garganta, estávamos todos mortos, um movimento e todos morreriam, até que algo extraordinário aconteceu, e pela primeira vez não foi meu poder que nos tirou da enrascada, foi o de Max.


Notas Finais


hello darknees my old friend...pessoas sinto falta de vocês, só pra constar


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