História Asas para Jeongguk - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags A Nossa Nenê, Angst Pq Né, Bottom!jeongguk, Bottomnochu, Btsugarrainbow, Cadeirante, Fluffy, Jikook, Parkhoseokzinha, Top!jimin, Vhope Pq Sim
Visualizações 757
Palavras 2.182
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


@BTSugarRainbow: Oi gente, tudo bem com vocês? Eu espero que sim, porque eu e a Camila estamos desesperadas.
Esperamos que gostem do nosso prólogo todo neném que nem demorou para ser feito e mano, a nossa fic tá muito delícia, vocês não tem noção, eu até dei uma choradinha bem básica enquanto estávamos plotando akaksj

@ParkHoseokzinha: OK, OK!!! Gente esse foi O plot mais rápido criado no mundo, vocês não tem noção da parada toda!!
Foi só uma foto e a Jess e eu criamos tudo rápido e a gente quase chorou de tão linda que essa fanfic tá. Então eu quero que vocês dêem muito amor a esse projeto e a gente também :v (nós é mó amorzinho de verdade)
Beijão e até a próxima!! (Nem duvido que demore ;))

Boa leitura 💞

Capítulo 1 - Primeiro: Tudo novo, de novo!


Fanfic / Fanfiction Asas para Jeongguk - Capítulo 1 - Primeiro: Tudo novo, de novo!

Capítulo 01

Jeongguk sorriu para as crianças que brincavam na rua, fazia alguns minutos que ele havia se proposto a ficar ali, observando-as enquanto as mesmas corriam e gargalhavam, rindo e gritando umas com as outras para que passassem a bola de futebol entre si, a fim de fazer o tão esperado gol que levaria um dos pequenos times, a vitória. Sua mente o traía o levando até às memórias felizes de quando ele, quando criança, fazia a mesma coisa, de como era um garotinho travesso que adorava jogar a bola sobre os muros, interrompendo o laser de algumas pessoas para que fossem apenas acatar as vontades fúteis e divertidas de Jeongguk. Maldoso? Talvez, mas Jeongguk não arrependia-se já que agora não poderia mais fazê-lo.

Suspirou alto, mudando o tronco de posição assim que viu seus pais adentrando o final da rua cheia de crianças, que se mobilizaram para pegar a bola e deixar a rua livre para o carro trafegar. Sorriu para eles assim que sua mãe, NamJin, abanou afoita de dentro do carro, e naquele momento ele soube, algo estava para acontecer. Assim que seu pai estacionou o veículo de boa aparência ao lado da calçada, viu sua mãe saltar rapidamente de dentro do mesmo, fazendo um barulho alto com o farfalhar das sacolas de papel que carregava em mãos com o nome das lojas favoritas de Jeongguk. 

— Sua mãe vai me enlouquecer, Guk. — JiYong disse, pegando as sacolas das mãos da esposa e empurrando a porta entreaberta, deixando-a escancarada para que a mulher entrasse empurrando a cadeira de rodas do filho.

— Não acredite nele, bebê. — a mulher apertou gentilmente as bochechas rosadas por natureza de seu filho, afastando-lhe os cabelos dos olhos. — Você sabe como ele é um velho que quase não aguenta o mulherão que tem.

Jeongguk riu, colocando os cabelos novamente para cima dos olhos. Gostava daquela forma e não importava quantas vezes sua mãe o mudasse por vontade própria, Jeongguk sempre voltaria para seu clássico e adorado cabelo próximo aos olhos. O mais novo viu os pais guardarem as compras enquanto conversavam, pareciam um casal de adolescentes, mas Jeongguk sabia bem o tanto de anos que seus pais eram casados.

Se aproximou dos mais velhos enquanto via o que tinha nas sacolas, sua cadeira não fazendo barulho sequer enquanto circundava a pequena ilha da cozinha. Estava mesmo procurando algo para si. Enquanto seus pais faziam o almoço, o mais novo apenas os fitava no tédio repentino.

— Tenho uma surpresa para você, bebê. — disse NamJin, terminando de preparar o macarrão enquanto fitava o filho por cima do ombro. — Mas como eu te conheço como a palma da minha mão, não está em nenhuma dessas sacolas. — riu ao ver Jeongguk largando uma delas e bufando em seguida de braços cruzados. — Ele puxou a você! — ela repreendeu o marido, que fizera a mesma expressão que o filho e bufou.

O de cabelos castanhos passou o restante dos minutos, antes do almoço estar pronto, de cara fechada, encarando a mãe com os olhos semicerrados e a mesma sempre o imitando, para deixá-lo ainda mais irritadinho e curioso sobre o que seria a tal surpresa.

Assim que tudo ficou pronto, Jeongguk ajudou a matriarca da família a pôr a mesa. Sempre fazia isso, e era sempre engraçado, já que seu pai fazia brincadeiras com os pratos e acabava por quebrar algum; o que rendia boas risadas para Jeongguk e tapas para JiYong.

Já com todos sentados, JiYong buscou pela surpresa de Jeongguk no quarto do casal, entregou a NamJin assim que desceu e sentou-se em seu lugar na ponta da mesa. O mais novo se animou, enquanto ajeitava a cadeira no lugar, os olhos brilhando assim que caíram em cima do embrulho nas mãos da morena.

— Aqui está, bebê. — sorriu gentil, entregando ao mais novo o embrulho prateado. Jeongguk não esperou um segundo para rasgá-lo, encontrando ali dentro um iPhone novinho. — O que achou, hm?! — indagou animada, vendo o filho apertar o objeto em mãos e sorrir largamente.

— Eu adorei! — sorriu, mexendo no aparelho enquanto os pais se entreolharam. Jeongguk os fitou, vendo que ambos pareciam nervosos de repente, apreensivos demais. Mordeu o lábio enquanto deixava seu novo celular de lado na mesa. — Tem algo a me dizer? — questionou, intercalando seu olhar sobre os mais velhos.

— Encontramos um amigo nosso da faculdade hoje cedo. — começou JiYong, deixando os talheres de lado e sorrindo para o filho. Jeongguk sabia que dali viria alguma coisa, sempre vinha. — Min Yoongi seu nome, ele é médico e tem uma clínica especializada em fisioterapia e outras coisas relacionadas.

— O que seu pai quer dizer amor, é que ele nos deu uma chance de começar novamente. — sua mãe segurou sua mão direita, apertando ali com força moderada enquanto seus olhos fitavam os negros do garoto. O olhar esperançoso era notável e Jeongguk suspirou. — Ele nos disse que os profissionais de lá são ótimos e capacitados, que ele mesmo seria seu médico se desejasse isso. É uma nova chance, Guk! 

O sorriso que NamJin estampava no rosto jovem demais para uma mãe, fazia o peito de Jeongguk aquecer. O menino via a luta que a anos que seus pais travavam para que o filho voltasse a andar; antigamente era um desejo seu, mas depois de tantas tentativas falhas e cansativas era desgastante, além de que fazia a família mudar muitas vezes durante os tratamentos e aquilo cansava Jeongguk em demasia. Jeongguk aceitava-se da forma que era, da forma que ficou, não era um garoto triste pelo ato de andar ter sido arrancado de si. Depois que tudo aconteceu, os seus pais empenharam-se em manter o filho confortável, dar a ele alegrias sem limite e procuram, até o presente momento, uma forma de poder dar novamente ao filho o poder de sentir as próprias pernas. Não que JiYong e NamJin não aceitassem seu filho, muito pelo contrário, eram pais exemplares, liberais na medida certa e preocupados ao extremo com o bem estar do garoto, mas inicialmente viam o desejo de poder fazê-lo novamente estampado nos olhos escuros do garoto e empenharam-se em tentar de todas as formas que encontrassem.

O garoto bufou, estava mesmo cansado de tanto tentar, — não só por ele mesmo, mas por seus pais também — cansado de todo aquele esforço falho. Entretanto não poderia decepcionar seus pais, via nos rostos deles o quão esperançosos estavam, e Jeongguk não poderia deixar que eles parassem de acreditar como ele mesmo fez. Jeongguk acreditava que permaneceria daquela forma até o fim de sua vida, já que era assim em quase todos os casos de pessoas que perderam os movimentos dos membros inferiores, mas seus pais não pensavam assim, eram esperançosos e acreditavam fielmente que poderiam mudar o destino já traçado do próprio filho.

Por fim, depois de tanto pensar, Jeongguk retornou a comer, percebendo os suspiros que seus pais apresentaram. Comeram em silêncio, cada um perdido nos seus devaneios, porém todos relacionados ao mesmo assunto. JiYong e NamJin entreolharam-se constantemente, ambos direcionaram seus olhares a Jeongguk, mandando um ao outro de forma muda que falasse com o garoto, já que a animação do celular novo fôra tirada de si com a possibilidade de passar, novamente, por mais um tratamento exaustivo. O mais novo suspirou alto, pesando mentalmente em sua balança, os prós e contras daquela informação que lhe fôra dita, analisando a possibilidade de enfrentar mais uma mudança de cidade e de escola. Vendo por esse lado, Jeongguk não tinha nada que o prendia em Busan, não tinha amigos de verdade alí, apenas meros colegas com quem mantinha uma relação amistosa, o tratamento que o levou até ali não fez efeito e ele findou o mesmo depois de quatro meses de desgaste em vão. Chamando a atenção dos pais com os movimentos inesperados, Jeongguk terminou de comer o macarrão, virando a cadeira e colocando seu prato na pia. Tratou de suspirar mais uma vez e fechar brevemente os olhos, faria aquilo por seus pais, precisava fazê-lo por eles, então virou-se para seus progenitores com um sorriso no rosto.

— Quando é que vamos?

A alegria espalhou-se na velocidade da luz, pelo cômodo, se acomodando no âmago desesperado por respostas, de ambos os pais do garoto. Naquele momento, presenciando os sorrisos alegres e os olhos brilhantes de seus pais, Jeongguk viu que havia feito a melhor escolha. E esta não era o tratamento e sim, fazer seus pais felizes, acatando o pedido que lhe era feito e assim, dando a eles o motivo de terem esperanças novamente.

Como todas as vezes que um novo tratamento era notificado, Jeongguk já ia preparando as miudezas mais simples de arrumar, deixando assim a parte mais difícil para que seus pais fizessem em conjunto, então tratou logo de guiar a sua cadeira para fora da cozinha e entrar no corredor que o levaria até seu quarto. Devido às constantes mudanças, o Jeon mais novo deixava tudo sempre muito organizado, de forma que fosse mais fácil para si e isso constava nas caixas dispostas uma dentro da outra, enfiadas debaixo da cama. Puxou-as de lá, colocando-as em cima da cama para pegar somente uma. Colocou-a sobre o colo enquanto dirigia-se até a cômoda cheia de livros, guardou um a um, cuidando para que todos ficassem bem e não ocorresse de dobrar alguma página ou a própria capa opaca e em perfeito estado, eram seus xodós afinal. Deixou a caixa cheia em cima da cama, pegando outra na sequência para preenchê-la com a sua coleção de bonequinhos de super heróis modelados em plástico, não evitando o sorriso que dava a cada um que era colocado com cuidado dentro da caixa, sentindo a nostalgia de cada momento vivido ao ganhá-los lhe arrebatar. Deixou que um suspiro levemente triste saísse de si ao lembrar que, sempre que ganhava um boneco novo, pegava os outros em mãos, levantando-os para cima enquanto travava uma guerra imaginária e corria pela casa, sendo repreendido por NamJin.

Eram bons tempos, mas Jeongguk não deixou de aproveitá-los um segundo sequer. Correu na chuva quando criança, subiu em todas as árvores ao seu alcance; era uma criança arteira e não ligava de ganhar arranhões e machucados quando brincava na terra, ou jogava bola na rua com os antigos amigos.

Foi feliz; é feliz ainda, por mais que agora as coisas fossem mais difíceis para ele, ainda era alguém de sorriso fácil e alegre.
Jeongguk não deixou que sua doença, além de levar seus passos embora, levasse sua vontade de viver; e viver feliz, sorrindo e amando a vida de qualquer forma.

Deixou a caixa já cheia de coisas de lado e buscou por mais uma, voltando a enchê-la com seus pertences. Eram muitos devido a muitas mudanças, colecionava bugigangas de cada lugar novo que morava com os pais; mesmo que aquilo rendesse mais trabalho de arrumação depois para si.
Quando terminou, às prateleiras antes cheias de livros e objetos colecionáveis, estavam vazias, fazendo com que ele pensasse mais um pouco sobre para onde iriam e se daquela vez o tratamento daria certo. Queria que sim, sentia falta de andar e correr por aí, mas mais ainda, sentia falta das broncas da mãe por pegá-lo correndo pela casa, ou até mesmo quando sentava-se no sofá da sala com os tênis.

Sentia falta do sorriso feliz dos pais, mesmo que ainda os visse assim, era bom para si vê-los realmente felizes em ter o filho novamente correndo por aí.

— Bom. — começou, fitando as pernas por debaixo da caixa de papelão em seu colo. — Tratem de voltarem a funcionar, a felicidade dos meus pais dependem disso. Não sejam más! — riu-se, vendo o quão bobo estava parecendo. — Talvez até a minha mesmo, mas principalmente a deles.
Rodou mais uma vez pelo quarto, procurando mais caixas por de baixo da cama, e não encontrando nenhuma.

— Mãe! — gritou a plenos pulmões, vendo a mulher de cabelos desgrenhados adentrar o quarto como um furacão, assustada pelo grito repentino do filho.

— O que foi?! — olhou em volta, como se fosse encontrar algum invasor, ou até mesmo o filho machucado. Contudo tinha apenas um Jeongguk a olhando risonho. — O que aconteceu?

— Preciso de mais caixas, as minhas acabaram, e ainda tenho uma porrada de coisas pra' guardar.

— Ok, só não me mate do coração, por favor. — suspirou aliviada.

O garoto riu alto, vendo a mais velha o olhar feio e logo lançar para si o dedo médio, o que fez Jeongguk rir mais alto ainda.
Sua mãe era tão mais infantil que ele próprio. Seus pais eram.

— A propósito. — chamou a morena, que deixava o quarto quando fôra chamada pelo mais novo. — Para onde vamos desta vez? — estava mesmo curioso.

— Seul, nós vamos para a capital. — sorriu deixando o quarto em seguida.

— Então meu novo recomeço é lá? — divagou, movendo a cadeira de rodas até um pequeno mapa do país e procurando com os olhos um pontinho específico. Assim que seus olhos bateram no ponto grande e vermelho que demarcava a localização da capital, sorriu. — Me aguarde Seul, estou indo!


Notas Finais


Voltamos logo, eu acho kskakska
Mas acho que com a nossa animação, vocês irão nos ver bem frequentemente por aqui

ATÉ A PRÓXIMA 💞


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