História Ascenção - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Destruição, Exércitos, Guerra, Guerras Mundiais, Terror
Exibições 1
Palavras 1.386
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Fantasia, Mistério, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


O planisfério do planeta de Bianchor é esse: http://orig07.deviantart.net/f5b8/f/2016/287/f/5/mapa_de_bianchor_by_slyner-dakzlzt.png
Conforme o tempo for passando, irei melhorar os detalhes do mapa.
Espero que gostem... É minha primeira original de fantasia e estou bastante entusiasmado! Então, degustem! ♥

Capítulo 1 - Prólogo - Infelicidade


 O mundo estava em uma guerra que já perdurava há mais de quatro décadas. Mortes, destruições. Famílias aniquiladas e guerreiros exaltados por sua bravura, por simplesmente sobreviver, ou por ser um exímio assassino. Soldados de baixa patente faziam seu melhor para ascenderem ao topo, mas, em meio à guerra, apenas a mais hábil mente subiria de cargo — ou, senão, a mais rica pessoa que pudesse pagar.

O mundo era, sem sombra de dúvidas, injusto. Enquanto alguns morriam como bovinos para o abate, outros deleitavam-se do frescor de seus gabinetes, apenas dando ordens, sem observar o que, de fato, acontecia.

Nesse mundo, denominado Bianchor, existiam duas potências hegemônicas, que dominavam tudo. Uma era o Império de Rackstorin, uma monarquia absolutista, mas que possuía um parlamento escolhido pelo povo, tal parlamento não possuía poder político algum, apenas o status temporário e a capacidade de aconselhar o monarca. A outra potência era a Federação de Surtnam, esta que era regida por uma firme democracia, mas a religião tinha tanta voz quanto o governante.

A religião era global e tutelada por uma hierarquia básica. O Sumo sacerdote, os sacerdotes e os clérigos. O Sumo sacerdote era aquele que comandava todas as igrejas e sua sede ficava numa região neutra, além das guerras. Os sacerdotes eram os líderes regionais da Igreja e os clérigos eram os líderes locais. A igreja se chamava Sacra Entidade de Aztör e louvava à sete deuses.

Birthur, o senhor do espaço e do tempo e também rei dos deuses. Era, segundo a Sacra Entidade, o mais poderoso e divino entre todos, o criador de todas as linhas existenciais, aquele que sobre tudo e todos estava.

Aztör, o senhor dos céus e das nuvens. Era o deus da transmigração existencial, aquele que comandava o paraíso e o purgatório. Também considerado o mais misericordioso dos deuses, era louvado como o máximo da Sacra Entidade, pois ele era responsável pelo chamado Ciclo de Samsara, o ciclo da reencarnação.

Birazth, senhor dos infernos e dos mortos. Era o deus que punia as almas, senhor de tudo que a Sacra Entidade considera errado. Considerado o mais temível de todos os deuses, por sua inclinação nítida à maldade. As almas que caíam em seus domínios jamais entravam no Círculo de Samsara.

Zathür, senhor da morte. Não confundível com Birazth, Zathür é aquele que ceifa as vidas e as almas e as leva para seus respectivos locais de descanso ou tortura. Todos o veem pelo menos uma vez, na hora da morte.

Avaak, senhora da terra. Aquela que comanda tudo o que há na terra e sobre ela. Também considerada senhora da vida, pois toda a vida surge a partir dela.

Suz’nan, senhora da lua e das estrelas, exceto o sol. É aquela que dá seu brilho infinito aos astros estrelados.

Derthareon, senhora do sol e do espaço infinito após os céus. Também considerada a divindade que mandava as catástrofes e comandava o tempo, o dia e a noite, além das estações do ano.

Ninguém jamais viu a face dos deuses e retornara para contar história, jamais sequer insinuavam isso. Mas todos sabiam que essas divindades existiam. Como e porque jamais saber-se-ia. Apenas acreditavam.

O mundo possuía três continentes e dezenas de milhares de ilhas. Um continente pertencia ao Império e os outros dois terços do mundo, à Federação. Para muitos, uma guerra perdida. A fauna desse planeta era belíssima, animais curiosos e extravagantes, tais quais discorrerei no prosseguir desta história. A flora era ainda mais estupenda, belíssima. As árvores facilmente superavam as centenas de metros e demarcavam a mais longa história do mundo. Uma história contada antes do que se lembrava.

A divisão dos continentes era mais ou menos a seguinte: o continente de Salzan, o que pertencia ao Império, ficava ao lado direito do que podemos chamar de planisfério. Era o maior continente individual. Seu formato era parecido com um círculo, mas cheios de formas inarráveis em seus extremos, ou seja, seus traços não eram uniformes. O mais perto de descrição que podemos dar é que parece um tetradecágono, um polígono de quatorze lados. O outro continente era o continente de Saztrock, que ficava na esquerda do planisfério, era o menor entre os três e seu formato era na parte inferior um semicírculo e na parte superior finalizava com uma triangulação, especificando, era um semicírculo na parte de baixo, e na parte superior, ligada ao semicírculo, era um triângulo. O último continente era menor que Salzan, mas bem maior que Saztrock, fazendo com que os territórios da Federação superassem os do Império. O território era posicionado acima dos outros dois e era largo em demasia, embora não fosse grande em profundidade, se chamava Zatrufh. A maior ilha do planeta ficava no ponto central entre esses três continentes e era a sede da Sacra Entidade de Aztör, onde nunca a guerra chegara.

Por fim, caro leitor, contar-vos-ei a história desse mundo, mais precisamente a história de um jovem. Um jovem ninguém, que viria a ser o salvador de um mundo destruído. Espero que acompanhe essa história de seus primórdios até seu fim e, junto de todos nós, deguste de uma aventura recheada de tramas e tramoias. Bem-vindo ao mundo de Bianchor.

Calendário Imperial, ano de 203. Sudoeste do Continente de Salzan,
Governo de Ziach, cidade de Kzack.

— Vamos, levante-se. Temos coisas a fazer. Sabe que hoje é dia do resultado do teste de inspeção, não sabe? – Indagou uma mulher de longos cabelos loiros como ouro. Seus olhos eram azuis como o mar e suas sobrancelhas bem definidas. Tinha busto farto e coxas bem torneadas, além de nádegas fortes. Era claro que aquela mulher frequentava rotineiramente a academia daquela cidade. O quarto na qual estavam era simples. Uma cama totalmente desarrumada, graças ao rapaz esparramado nela. Um armário caindo aos pedaços, com algumas roupas aleatórias nele e um tapete de veludo no chão. Apenas isso. A mulher, com uma veia saltando da testa, deu um tapa na nuca do rapaz. – Acorde! Está surdo, por acaso?

— Tá, tá! Já entendi, estou me levantando. – Proferiu, finalmente pondo-se sentado na cama, esfregando os olhos em nítida preguiça. O rapaz tinha olhos igualmente azuis aos da moça, embora seus cabelos fossem curiosamente brancos. Seu rosto era firma, de um jovem que recém saiu da puberdade. Estava sem camisa, por isso mostrava o corpo saudável, embora não definido, prova que, diferente da mulher, não frequentava a academia. – Eu poderia ter uma irmã mais agradável, olha as horas da manhã que são... – Proferiu desgostoso com a situação na qual foi acordado pela moça. Caminhou tortuosamente até o banheiro, fez suas higienes, inclusive um banho, e pôs-se a caminhar novamente de volta ao quarto, enrolado em uma toalha. Seus olhos ainda estavam fechados, tamanho o sono que sentia. Quando chegou no local desejado, apenas jogou a tolha sobre a cama e vestiu uma farda do Exército Imperial limpa, ou seja, sem quaisquer honrarias ou méritos, o que dava a conclusão de que ou era um cadete, ou estava se dirigindo ao local dos resultados.

“Resultados de que?”, deve ser sua pergunta, caro leitor. Mas resumir-vos-ei. Há dois meses atrás houve uma grande baixa no exército após uma derrota lastimável para a Federação e, por isso, novos testes de admissão no exército foram executados em todos os locais daquele continente. O rapaz não tinha família, apenas a irmã. Era órfão e, por isso, não pôde escapar mais uma vez, como fizera antes, do teste de admissibilidade. Mas ele pedia aos deuses que o deixassem livre de tamanha responsabilidade.

Naquele momento, caminhava pela cidade calmamente junto de outros homens e algumas mulheres fardadas como ele. O uniforme era negro, exceto pela camisa formal que ficava por dentro, que era vermelha. O colarinho era decaído e longo, então dava uma aparência muito bonita. A calça seguia o mesmo padrão negro e as botas, idem, estas eram de amarrar e eram confortáveis.

Por fim, finalmente chegara ao seu destino: o quartel local. Nem se podia chamar de quartel, na verdade, era apenas uma base temporária para os alistamentos. A cidade era pequena e pobre demais para ter minimamente uma base fixa. Quando colocou o primeiro pé, sentiu um frio na espinha e, finalmente, caminhou até a parede, onde ficava a lista de aceitos.

Para sua infeliz surpresa, seu nome estava lá.

Lirion D. Liealwerd.


Notas Finais


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