História Asgardian - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Assassin's Creed, Devil May Cry, Homem de Ferro (Iron Man), Mitologia Nórdica, Os Vingadores (The Avengers), Thor
Personagens Anthony "Tony" Stark, Frigga, Heimdall, Lady Sif, Loki, Odin, Personagens Originais, Thor
Tags Ação, Asgard, Assassin's Creed, Aventura, Demonios, Devil May Cry, Drama, Homem De Ferro, Mistério, Mitologia Nórdica, Nephilim, Originais, Thor, Tony Stark
Exibições 36
Palavras 1.790
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Antes de 2017 eu termino. Eu juro!

Capítulo 9 - Chapter VIII


Trivese não tinha uma morada fixa e isto dificultou a busca de Laure pela elfa. Ao lado de Jason - que parecia imerso nos próprios pensamentos, não dava um pio caso não fosse chamado - procuraram onde parecia mais óbvio de encontrar uma feiticeira: dentro de uma caverna. Bateram nas rochas até ouvirem barulhos altos seguidos de passos. Um anão barbudo todo desengonçado e saltitante saiu da caverna carregando uma marreta. Saltou na direção dos dois, com determinação, porém tropeçou em algo e tombou num arbusto.

- Loucos! Caçadores de javalis! - gritava o anão.

- Nós não estamos caçando nenhum javali, apenas estamos procurando por alguém - informou Laure, vendo o anão se levantar - Por acaso viu uma elfa chamada Trivese?

Ele pensou por alguns instantes.

- Não vi nenhuma vendedora de trigo, garota! - correu cambaleando para dentro da caverna - Deixe-me continuar meu trabalho.

- Louco deve ser ele - disse Jason.

Seguiram caminho e evitaram olhar outra vez dentro de uma caverna, poderia sair algo pior do que um anão levemente perturbado por causa de javalis.

Por mais incrível que possa ser, nenhum bestial urrava desde o dia anterior. Era uma manhã escura numa floresta de Svartalfheim. Era estranho ter silêncio depois de horas ouvindo uma horda berrar.

“Talvez tenham nos esquecido”, pensou.

- Eles não desistiram, criança.

Era uma elfa negra em uma clareira, sentada em uma das pedras que formava um círculo. Era bonita, completamente coberta por uma capa roxa, os olhos e cabelos tão negros quanto o chão. Ela fez um gesto para Laure se aproximar e outro para Jason se afastar.

- Este solo não é bom para elfos de luz, faz o céu queimar - a elfa disse em tom de alerta, mas não parecia uma ameaça.

Jason resmungou e se distanciou.

A elfa indicou para que Laure se sentasse no centro do círculo.

- O que você procura, criança?

- Uma feiticeira chamada Trivese.

- Elfa feiticeira é melhor - sorriu - Eu sei porque está aqui. Não é porque sou bonita ou queira minha amizade. Você veio porque Loki a mandou.

Graças ao deus das trapaças estava ali, vagando de reino em reino, tentando salvar a própria pele.

- Esqueça ele - pediu Trivese - O que você quer? Não neste exato momento, mas o que está no fundo do seu coração.

- Quero ser lembrada, aparecer nos livros, ter mais reconhecimento que um simples soldado asgardiano. Fui criada desde os cinco anos para ser uma guerreira exemplar, honrar o nome dos deuses. Então por que não sou lembrada? - era doloroso para Laure pensar que tudo que falaram para ela era uma mentira - Quero viver mais do que cinco mil anos, ter tanto poder que não possam simplesmente me ignorar como "mais um dos filhos de Odin". Não quero viver na sombra de ninguém, nem do meu pai nem dos meus irmãos - as lágrimas estavam acumuladas nos cantos dos olhos.

- Isto pode ser mais do que um sonho, mas tem um preço alto - Trivese se levantou e andou envolta da loira - Muito alto.

- Eu não tenho muito a perder...

- Na verdade, tem sim. Perderá boa parte da sua humanidade. Por sua mãe ser um demônio não imagina que tenha alguma, não é? Mas tem - levantou Laure bruscamente do chão, que continuava a dizer que não se importava com os contras da decisão - Pense que sua alma foi retirada por Loki e que ele fez isto por gostar de você.

A elfa tirou uma adaga da capa, cortou a manga do vestido de Laure e traçou um risco grosso no braço da mesma. O sangue pingou no solo e um "X" flamejante surgiu no círculo de pedras. Trivese afastou-se e mirou as mãos na direção da outra, levantando-a para o alto.

Laure conseguia ouvir algo sendo dito enquanto era erguida no ar. Não sabia se era Trivese ou a própria imaginação.

"O sangue de neollim é poderoso por natureza.
              A humanidade é importante.
             Mas do que adianta se não há um reconhecimento sequer? Se partem um coração?
         Um demônio interior exposto vale mais do que milhões de misturas de raças que são caçadas pelo fato de serem consideradas poderosas ou ameaçadoras. 

Por que seriam ameaçadoras? Oh, os mais comuns são os neollins e nephilins, foram amaldiçoados pelos céus, destinados a se odiarem e serem destroçados após o nascimento. Para que tanto ódio por uma criança nascida de um demônio e um deus ou de um demônio e um elfo? Ah, por um único motivo, a união de neollim e nephilim gera uma raça tão admirada pelos demais seres, rouba o brilho dos deuses. 
             Ninguém gostou dessa ideia..."

Frigga contava inúmeras histórias para Thor, Laure e Loki. As crianças tinham pedido por alguma que fosse muito velha.

O conto dos nephilins não era muito conhecido, no entanto parecia ter sido relatada por muitos e muitos anos até se perder no tempo. Por algum motivo, Laure achava um conto triste.

 

 

Laure não imaginava o quão alto estava sendo elevada e nem que seu corpo estava sendo destruído por dentro. Perdia a cor gradativamente e Trivese continuava a falar em uma língua diferente. Enquanto ascendia aos céus era uma estrela envolta por fumaça branda tocando as nuvens do céu sombrio de Svartalfheim, mas logo se tornou um cometa furioso sendo atraído para o impacto no solo.         

A colisão foi estrondosa, os pássaros mais próximos foram arrebatados para longe e os mais distantes foram afugentados pelo barulho, teve um impacto nas áreas próximas similar a das explosões de bombas nas guerras mundiais de Midgard.

O corpo pálido e sem vida, aparente, era coberto por um véu de poeira que se perdia do trajeto aos céus totalmente preto como carvão - mesmo que nunca tivesse aspecto agradável como o de Asgard ou de Midgard, estava pior que antes. Talvez fosse uma miragem, mas a imagem de uma caveira parecia reluzir.

Ajoelhada no chão e com os cabelos cobrindo o rosto, a elfa feiticeira lembrava um guerreiro caído em batalha. Estava exausta, tamanho fora o esforço que realizara. Para um espectador desatento - como Jason, que corria de volta para o local depois de ser jogado para longe - Trivese apenas levitou Laure para o mais distante possível e logo trouxe-a de volta com toda força. Por que estaria cansada? 

Invocar uma entidade antiga não é uma tarefa fácil.

 

                "Ceifador, Finalizador ou Interventor, ele não tem um nome único, cada um o conhece de um jeito, mas o mesmo efeito em todos os lugares. É uma entidade tão antiga quanto o próprio universo.
                  Poucos são aqueles que podem vê-lo, porém não se alegre muito quando conseguir. Ele é um espécie colhedor de almas, destrói as de seres tão afundados na magia negra e corrompidos; muitos dos que se venderam em troca de poderes ganharam uma visita na agradável"

- Eu posso ver mesmo sem estar envolvido com feitiçaria? - perguntou o pequeno Thor, enrolado em um cobertor que dividia com os dois irmãos mais próximos, para Frigga.

- Não sei, Thor - a mulher acariciou os cabelos loiros do garoto.

- Por que queres vê-lo? - indagou Loki.

- Ora, se ele tentar algo contra mim? Como hei de me defender se não o enxergo?

- Não tem o que temeres se continuar sendo um bom menino - Frigga tentou acalmar o garoto.

 

 

Ceifador era enorme - aproximava dos quatro metros de altura na sua armadura, em uma das mãos carregava uma foice. Havia algo estranho nele, parecia metálico, um robô gigante, criado para causar ruína, e não uma entidade antiga. A armadura se abriu e um espírito cinza saiu de lá. Ceifador é um espírito pequeno que vive dentro de uma armadura gigantesca e imponente.

Fora da armadura, talvez pensem que é apenas um inofensivo guardião de floresta, mas se pode vê-lo, então não acredite muito nisso. Aquele espírito não precisava da armadura e da foice para causar medo; Trivese estava congelada no chão, sequer conseguia respirar. Ceifador logo chegou ao corpo inerte de Laure, cercou-a como se buscasse uma solução; colocou as pequenas e brilhantes mãozinhas sobre o corpo, de longe era possível imaginar que o pequeno espírito estava curando-a, mas a julgar pela expressão de dor no rosto da mulher o que acontecia era o contrário.

Não demorou para uma esfera branca sair de Laure, arrancando um suspiro doloroso quase inaudível. O Ceifador voou em direção a armadura, guiando a esfera.

 

 

Quando Jason chegou Trivese estava ao lado de Laure, recitando algo. O nephilim se aproximou e conseguiu ouvir:

Será lembrada como tanto deseja. Talvez não seja como quer, afinal, o céu queimou e todos os reinos se prepararam para tempos difíceis. Se não souber controlar seu demônio interior fará coisas das quais irá se arrepender.
             Terá sua tão sonhada imortalidade, assim como as crianças dentro de você também.
             Os bestiais não procuraram mais por você...

Uma flecha raspou no braço de Jason, fazendo o virar-se e procurar a origem do ataque. A poucos metros dali viu um vulto dançando entre os restos da paisagem. O nephilim avançou na direção a toda velocidade, correndo atrás de alguém.

Quando chegou perto o suficiente para derrubá-lo, o alvo atirou flechas, mas nenhuma acertou o nephilim, apenas o atrasou. Jason, apesar de todos os ataques do outro, conseguiu derrubá-lo.

- Quem é você? - indagou Jason. Estava coberto por um manto roxo e não era possível ver nada além da mão envolta em uma luva negra.

- Os bestiais não terão um novo líder - o homem disse, a voz era pesada e cheia de determinação.

"Ótimo! Caçador bestial era o que faltava para a minha vida ficar melhor...", pensou Jason.

- Eu não tenho nada com bestiais...

- É tão prepotente quanto disseram - o outro riu - os reinos não giram ao seu redor, filho de Arwen. Muito menos os bestiais - os olhos amarelos e sem pupila fitaram Jason - eles preferem neollins.

- Acha que ela realmente tem ligação com aquela profecia idiota? Há outra que diz claramente que a salvação para a maldita guerra, que está vindo, é da descendência de Odin!

- Não precisamos de alguém para nos salvar, se não tiver problema.

Ele se moveu mais rápido que o nephilim e acertou-o na cabeça, fugindo antes que recebesse um contra-ataque. Jason praguejou, dizendo que aquilo teria volta, embora não tivesse visto o rosto, apenas os tópicos olhos amarelos dos caçadores bestiais. Não tinha certeza de que se lembraria da voz.

As profecias sempre deram problemas, mas Jason nunca cogitou a ideia de que alguma delas o afetaria. Não até se envolver com Laure.


Notas Finais


Como devem ter notado, a fic tá caminhando para o final...
Mas vocês podem aproveitar o tempo lendo Mutants of Future!
https://spiritfanfics.com/historia/fanfiction-x-men-mutants-of-future-6009642


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...