História Asiáticos não sabem amar - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Asiáticos, Clichê, Livros, Romance, Yachty
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Palavras 1.284
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpa a demora.

Capítulo 3 - Unlike


Nosso beijo foi cada vez se tornando mais forte, mais necessitado, e nossas línguas se entrelaçaram uma na outra como se fossem feitas na medida certa para ambos de nós dois. Suas mãos pesadas e magras seguraram minha cintura e ele pressionou meu corpo contra a parede atrás de nós. Continuamos nos beijamos como se não houvesse o amanhã, necessitando um do outro e só paramos quando o ar faltou em nossos pulmões. Ele segurando minha nuca, roçou seu nariz no meu e ficamos com as bocas muito próximas, mas não nos beijamos. Nossas respirações estavam descompassadas; eu sentia seu hálito fresco bagunçar os fios de cabelo que cobriam minha face, e nossos olhos permaneciam fechados. Por que eu não queria sair dali? Por que eu estava gostando tanto daquela sensação? Por um momento, veio em minha mente o Robert e todas as vezes que ficamos, sobre o quanto haviam sido boas. Mas agora eu permanência com os olhos fechados, corpo colado e lábios quase também com o Yuan. Só que era diferente do Robert, eu me perguntava o porquê, mas não era igual das vezes que fiquei com o garoto dos olhos azuis, esse asiático havia sido diferente.

Ficamos em silêncio por um longo tempo, e eu parecia fora de mim mesma com aqueles pensamentos estranhos. De repente, o Yuan selou nossos lábios numa rapidez e depois, saiu andando para longe de onde estávamos, me deixando sozinha sem entender o porquê.

—  Yuan? —  perguntei vendo se ele ainda estava lá, mas não, a única coisa que ele havia deixado antes de sair foi minha bolsa caída no chão e meu coração partido.

Suspirei em longo tempo, decepcionada, e peguei a bolsa do chão, procurando a saída daquele lugar. Pelo caminho me bati diversas vezes com as paredes, algumas plantas e tudo que havia em minha frente. Através cortei minha mão, pois tropecei em uma pedra e naquele imenso escuro, não vi quando segurei em um pedaço de vidro para não cair de cara com o chão. Era decepcionante e ao mesmo tempo frustrante a forma que ele me tratava, será que todos aqui eram assim desse jeito? Eu não sabia se sim ou não, mas irei descobrir, pois agora é como se fosse um desafio para mim.

Ao avisar a luz do restaurante, eu sorri radiante de felicidade e corri até lá, pois não esperava para ir embora. Quando entrei no restaurante, procurei pelo Yuan, mas não o achei em nenhum lugar. Ele com certeza havia saído e me deixado lá, sem ao menos um adeus como despedida. Depois de um tempo procurando por ele, eu saí o mais rápido possível de lá. Olhei para minha mão ensanguentada no caminho, e enrolei um pedaço de pano que tirei da minha blusa branca no lugar para poder estancar o sangue.

Quando cheguei passei pelo porteiro sem dizer nada, pois ele deve ter achado estranho a forma como cheguei lá, porque fez uma careta para mim quando passei por ele de desgosto. Mas não disse nada, até porque também não havia o que dizer. Chegando no décimo quinto andar, eu entrei naquela portinha branca que já reconhecia que era a minha residência, e então joguei minhas coisas sobre o sofá junto com meu  corpo. Eu estava cansada; quebrada, suada e só desejava dormir naquele instante. Desde que cheguei ainda não havia tirado um bom cochilo, e era disso que eu mais precisava.

Andei até meu quarto e tomei um bom banho, refrescante e demorado, para tirar todo o suor e cansaço comentados em meu corpo. Depois, joguei-me na cama e dormir mesmo estando ainda com fome, pois o cansaço me consumia por completa.

Yuan Wang Point of View

—  Demorei, não foi? —  falei enquanto entrava naquela imensa sala escura, vendo ele sentado em uma poltrona no final da sala, rodeado por prostitutas e mulheres desse tipo. —  Estava ocupado, não pude chegar mais cedo.

—  Não venha com essa sua desculpa idiota Yuan —  vociferou ele, e levantou-se da poltrona apenas para bater forte na mesa, descontando toda aquela raiva. —  Onde estava, seu vagabundo? Sabe que não deve chegar atrasado em seus negócios! Sabe quanto tive que pagar para essas prostitutas ficarem aqui? Elas tem horário Yuan, e se você ficar de brincadeirinha com isso terei que descontar o pagamento em sua conta.

—  Opa, nada de descontar pagamento nenhum —  tirei meu casaco e entreguei a uma das mulheres que o guardou, e eu sentei na cadeira em frente a ele. —  Aliás, isso aqui não é tão importante quanto…

—  Quanto o que Yuan? Se você acha que isso é uma perca de tempo não venha mais, só que não repita isso de “eu preciso foder alguma mulher após meu trabalho” sendo que já estamos fechados. Quero deixar bem claro que não esperamos cliente algum só porque se atrasou. Sabe que horas são? Sim, exatamente quatro horas da manhã, e nós fechamos as três, deixando apenas os casais que pagaram mais para passar a noite inteira. Mas mesmo assim, não deve se atrasar, pois não tenho nada se está faltando mulher na sua vida para vir até aqui saciar seu desejo sexual.

—  Ora essa, não seja tão rígido —  sorri de lado e coloquei meus pés por cima da mesa dele, e minhas mãos foram pra trás da minha nuca, mostrando o quanto eu estava despreocupado para suas reclamações. —  Aliás, eu trouxe um presentinho para você —  enfiei minha mão no bolso da calça, e junto com a carteira, eu tirei um bolo de dinheiro que coloquei sobre a mesa, fazendo ele logo muda sua feição e os olhos brilharem. —  Não acredito que não vai deixar eu me divertir um pouquinho enquanto conta o valor que tem aí?

—  Fechado —  Ele pegou rapidamente o bolo de dinheiro que coloquei na mesa e começou a contá-lo baixinho, fixando seus olhos naquelas notas de dinheiro. —  Escolha a puta que quiser e saía daqui.

Sorri para ele e deixei-o sozinho na sala, contando aquele dinheiro recebido de mim. Fui até a sala principal, que estava vazia agora, havia apenas algumas putas inquietas que foram as que ele havia dito, estavam me esperando. Olhei para cada uma com atenção enquanto me sentava no sofá, vendo qual era a mais gostosa para eu pegar essa noite. Só que nenhuma pareceu me agradar; eu não sei o porquê, mas todas elas pareciam iguais e sem graça.

Cocei minha cabeça sem conseguir escolher apenas uma, e peguei minha bolsa que carregava nas costas tentando achar o celular. Mas o que caiu de lá não foi um celular, nem nada do tipo que eu queria, foi um livro; de capa clara, letras cursivas e aparência romântica.

— O que é isso? — perguntei para mim mesmo enquanto pegava o livro do chão, fazendo uma cara de nojo e desprezo por aquele livro. — Quem o colocou aqui?

Nunca tive paciência para ler, e os pouquíssimos livros que já li não se tratavam de romance ou algo assim. Mas esse era; parecia aquele romance clichê e idiota, onde os protagonistas eram apaixonados um pelo outro e deixavam aquela palavra chamada amor ainda mais melosa do que já é.

Franzi o cenho e antes de jogá-lo longe, descartando-o por completo, umas daquelas mulheres que estavam ali tirou-me dos pensamentos, parecendo irritada.

— E aí, vai escolher uma de nós ou ficará lendo esse livro? Não temos a noite toda garoto, escolha logo antes que nosso horário de trabalho acabe.

Olhei para ela rapidamente e assenti, jogando o livro de qualquer jeito dentro da mochila e após escolher uma delas, andando até o quarto onde ficaríamos.


Notas Finais


Espero que tenha gostado! Até o próximo cap ♥


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