História Asilo Clarifiel - Capítulo 8


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Amor, Depressão, Insanidade, Loucura, Manicómio, Possessivo
Exibições 30
Palavras 1.162
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - Me peça


Nathan voltou mais tarde ainda sem dizer nada, qualquer coisa que eu falava ele apenas sorria, minha vontade era de poder arranhar seu corpo todo até que ele soltasse gritos e acabasse com aquele maldito silêncio, sempre odiei o silêncio, quando cheguei na sala criativa Dave já estava sentado lá e me olhava com uma dose de raiva:

-eu achei que você chamaria meu nome e não o dele. 

-prometo que ainda hoje vou ir te ver

Seu rosto se encheu de brilho:

-vai mesmo? 

-vou, consegui a chave do meu quarto, vou poder te pertubar constantemente. 

-ele te deu a chave? 

-na verdade eu meio que paguei por ela. 

Dave segurou meu braço com força de modo que ninguém visse, nós seus olhos havia tremendo ódio que pensei que pudesse ser carbonizada somente com aquilo:

-Você não precisa se vender por tão pouco, se você quer algo é só me pedir. 

-pedir você?! 

-me peça o que você quiser eu faço. 

-Ataque aquele enfermeiro. 

Eu mal terminei de falar e Dave pulou na garganta do homem ele o mordia e arrancava sangue, seus socos era rápidos e certeiro, foi preciso 5 pessoas para tirá-lo lá de cima, eu fiquei em pânico eu tinha falado brincando, jamais levei a sério aquela conversa, Dave era realmente louco, todos alí eram loucos, eu já não estava passando muito dessa peculiaridade, ao sair Dave sorri pra mim todo ensanguentado, faz uma reverência e é arrancado da sala. Ele era insano, me perguntava se deveria realmente visitá-lo. 

Entre 10h e 11h tiraram Dave do quarto acolchoado pude ouvir sua porta batendo, esperei um pouco até que o silêncio tomasse conta do ambiente, quando estava tudo bem quieto pude ouvir a chuva caindo do lado de fora, tive certeza que ninguém viria então abri a porta, por conhecidencia todas as fechaduras tinham a mesma chave, abri a porta, Dave estava arrancando sua camisa:

-eu disse que viria

Ele sorriu satisfeito e irônico :

- é você certo


Como uma criança me deitei em sua cama de barriga pra baixo admirando seu corpo, ele era magro e muito bonito, sua palidez combinava com aquele lugar, era tão louco quanto qualquer um dalí :

-pretende ficar me olhando? 

-eu esperava um show

-já te disse que é só me pedir que eu faço pra você 

-por quê eu? 

-por quê não você? 

-eu não tenho atrativo nenhum, sou tão apagada, não sei por que despertaria o interesse em alguém. 

-você está errada, eu vejo um futuro maravilhoso pra você se poucas coisas tivesse dado certo. 

-nesse ponto você está certo

Minha vida tinha seguido rumos tão ruins, eu poderia estar terminando meus estudos e me preocupando com que vestido eu iria sair numa sexta-feira, no entanto acabei aqui contando as horas pelo sol, sem saber que dia do mês ou da semana estamos, Dave caminhou em minha direção ele era tão alto:

-posso me deitar ao seu lado

-a cama é  sua você  pode o que quiser 

Dave sorriu e foi se deitando aos poucos, apoiou primeiro os joelhos e foi caindo aos poucos ao meu lado, a cama era extremamente pequena, seu peito estava colado em mim, ele me abraçou, apoiei minha cabeça em seu peito e Fechei os olhos, ele acariciava com gentileza minhas costas e deslizava a outra mão sobre meu braço, subi minha perna até a altura de seu quadril, acabei adormecendo, acordei com o barulho de chutes na porta, já devia ser umas 3h:

-meu deus eu dormi tanto assim

-se acalme eu estou com você 

-como irei pro meu quarto agora

-quando der 5h eu te levo fica calma

Os chutes na porta me faziam tremer por inteiro me sentei na cama, ele me abraçou por trás, soltou meu coque, seus dedos passavam por toda extensão do meu corpo, Fechei os olhos, Dave cheirava meu pescoço suas mãos corriam minhas curvas procurando me acalmar, eu não sentia pressa nas suas atitudes, ele me deitou e subiu por cima de mim :

-e só pedir , nunca vou fazer nada que você não queira. 

-me faça sentir viva. 

Lágrimas correram pelo meu rosto, a tanto tempo eu não me senti normal, naquele pequeno espaço de tempo que Dave me acalmava eu pude sentir paz, me sentir normal sem preocupações, minha estava um inferno e mesmo que eu saísse dalí não iria melhorar muito:

-não chore

Ele limpou minhas lágrima gentilmente:

-não sei se posso te fazer se sentir viva mas eu posso tentar. 

Os lábios de Dave tocaram os meus, eram quentes e macios, entrelacei minhas pernas sobre ele e meus bracos ao redor do seu pescoço, eu so ouvi sua respiração e o barulho da chuva do lado de fora, aos poucos foi ficando frio, nós ainda nos beijavamos, cada vez com mais intensidade, ele me colocou por cima e segurou minha cintura e sussurrou:

-sou capaz de matar por você, você mataria por mim? 

Fiquei um pouco em silêncio o encarei, ele me olhava atento esperando uma resposta, eu seria capaz de matar por ele? Dave era agora uma das poucas coisas que eu tinha, me fazia sentir viva e não há nada que não fizesse por mim, eu poderia arruinarvumas vidas se a minha ao seu lado melhorasse:

-eu seria uma serial Killer por você. 

Nós beijamos mais algumas vezes, quando o dia amanheceu ele me levou ao meu quarto, eu gostaria de dizer que me deitei com Dave naquela noite mas ele não era esse tipo de homem, ele era calmo paciente e talves meio louco mas sabia como tratar uma mulher, eu me perguntava por qual motivo ele estaria aqui, dúvido que algo me fizesse gostar menos dele nessa altura. 

Não demorou muito até que Nathan entrasse no quarto, ele entrou com uma caixa:

-o quê você tem ai? 

-algumas coisinhas que eu pensei que você gostaria. 

Ele me entregou a caixa, dentro tinha um espelho, uma escova de cabelo, buchinhas, chocolates e outras guloseimas:

-nossa nunca pensei que ganhar algo tão simples iria me deixar tão feliz 

-imaginei que você fosse gostar, isso são coisas que não temos aqui com facilidade. 

Ao me olhar no espelho ví que estava abatida, a pele muito clara afinal eu já não via o ar puro e sol a um bom tempo, meus olhos estavam fundos, eu não gostava do que vía:

-eu não trouxe um espelho pra você se olhar triste assim. 

-viver aqui não está me fazendo bem. 

-tenho boas noticias que podem te animar. 

-o quê?! 

-um amigo meu está processando seus papéis, em uns 2 ou 3 meses você já vai poder sair, e claro se cumprir o combinado. 

-nossa não acredito

Abracei Nathan com todas as forças, poder saber que tenho uma data de saída era maravilhoso eu mal podia me conter de alegria, ele me abraçou de volta e cheirou meus cabelos:

-Amy... 

-o quê? 

-não peça favores ao Dave... 

-como você... 

-ele tem um gênio bem complicado, você vai se enrolar de uma forma complicada, uma vez com Dave você  não  pode sair facilmente. 

-Nathan... 

-Não é da minha conta, mas não peça. 




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