História Asleep - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Avenged Sevenfold
Personagens Arin Ilejay, Johnny Christ, M. Shadows, Synyster Gates, The Rev, Zacky Vengeance
Tags Avenged Sevenfold, Bratt, Brattacky, Brian Haner, Coma, Drama, Hospital, Lemon, M Shadows, Matthew Sanders, Synacky, Synsyter Gates, Tristeza, Yaoi, Zacky Baker, Zacky Vengeance
Exibições 35
Palavras 2.094
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, Poesias, Romance e Novela, Saga, Slash, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! Como vão? Espero que gostem do capítulo quentinho, amores!!

Capítulo 2 - Despair


Fanfic / Fanfiction Asleep - Capítulo 2 - Despair

Juntamente ao começo de vida nos corredores do hospital dado principalmente pelas enfermeiras engomadinhas, com uniforme por vezes azul bebê, outras vezes rosa claro, e saltinhos brancos, Brian despertara. Perdera as contas de quantas horas houvera dormido desde que acordara da primeira vez. Seus olhos já focalizavam as coisas normalmente, sem a presença daqueles borrões abstratos horríveis. Uma moça franzina e morena, com os lábios vermelhos como sangue, adentrara seu quarto com um carrinho de remédios em mãos, assim que Brian houvera se prostrado sentado na cama. Os dois trocaram um sorriso tímido assim que seus olhos se encontraram.

– Bom dia... – Ela riu minimamente, não fazendo nenhuma menção de complementar a saudação com o formal “Sr. Sobrenome”.

– Bom dia. – Brian respondeu-a, mais rápido do que previra. A moça sorriu mais abertamente, ruborizando, e de relance Brian lera seu crachá, com a palavra “Joyce” escrita numa bela caligrafia. Caligrafia essa que ele julgava ser dela, devido a feminilidade das curvas das letras, do sutil e falho arredondamento da letra “e” e a desnecessária e gordinha curva no “j”. Definitivamente, era destra.

Franziu o cenho. Desde quando se tornara tão analisador?

– Não esperava que você estivesse acordado quando eu aparecesse aqui. – Disse, oferecendo à Brian seu café da manhã. Sorriu, não contendo sua satisfação. O que via ali, em sua frente, era uma singela tigela cheia de morangos. Gordinhos e suculentos. – O Dr. Ilejay que me pediu para trazer. Espero que goste...

– Obrigado. – Agradeceu, alcançando com o braço bom e abocanhando um dos morangos, notando seus sentidos mergulharem em uma nostalgia própria. Tal veemência desse simples ato de morder morangos era fruto do desejo que Brian tinha em simplesmente se voltar para algo familiar, algo que o fizesse se sentir seguro. E se uma simples mordida o fazia, não lhe parecia errado permitir-se se submergir em um frenesi quase inevitável.

– E vejo que vamos precisar trocar sua medicação; mas você está desidratado. – Falou, com um profissionalismo impressionante, enquanto mexia no soro vazio. – Seu soro não foi devidamente trocado. Nani deve ter se esquecido na afobação de ontem.

– É você quem me medica toda a manhã? – Brian inquiriu, olhando a enfermeira trocar os tubos de contato de seu acesso intravenoso com a ponta da bolsa de soro.

– Sim, sou eu. Todas as manhãs, seis dias na semana, durante dois anos. – Complementou, com um sorriso, mas Joyce subitamente deu lugar a uma careta de preocupação. Brian houvera parado de comer seus maravilhosos morangos, deixando um alheio ao ar, suspenso em sua mão próximo à boca. Os olhos castanhos se arregalaram o máximo que puderam, não conseguindo processar aquela informação dada de modo tão casual.

Dois anos? Dois anos?!

Dois anos ele passara em coma? Descartou, de sua lista mental de causas de estar ali, e removeu, de cara, suicídio, acidente doméstico e vítima de assassino, apenas restando-lhe acidente de carro e caída de algum lugar alto.

– Senhor Haner? – A formalidade não combinava com o timbre meigo e exageradamente irritante de Joyce, e fez com que Brian acordasse de seu transe.

– Eu... Er... Sim... Você sabe por que eu estou aqui? – Lançou, antes que a pergunta lhe corroesse mais do que o permitido. Algo em sua mente não sossegaria até que tivesse aquela resposta.

– Sim, sei... – Joyce recuou dois passos. – Você sofreu um acidente de carro em 2014. Mais especificamente, em 7 de julho desse mesmo ano.

– E por que justamente nesse dia? – Brian indagou. Mais para si mesmo do que para a moça; que não pareceu notar essa pergunta claramente retórica.

– Todos temos dúvidas. – Sorriu, complacente. – Eu por exemplo, tento entender como a Avon põe cheiro nas revistas.

Em outra ocasião, Brian riria. Mas, para ele, o fato de ter se acidentado justamente na data de seu aniversário e não se lembrar de nada era extremamente maçante de ser remoído. Mas era, infelizmente, necessário. Voltara a comer suas frutas, mas sem a mesma ansiedade de antes. Nada agora o faria se reconfortar.

Definitivamente, estava sozinho.

– Bem, eu vou dar uns quinze minutos. – Joyce pronunciou-se. – Vai lhe hidratar o suficiente para eu poder aplicar o novo medicamento. – E a moça se retirou.

Brian terminara de comer seus morangos meia hora depois da volta de Joyce. Sua tristeza era perceptível até para um cego, mas nada o preparou para a cereja no seu bolo de surpresas infelizes.

– O dia está lindo. – O tal Zacky comentou alheio, observando o corpo celeste imaculado do outro lado da janela. Essa era sua segunda visita desde o despertar de Brian. Estava, em parte, atordoado. Brian não se lembrava mais dele, não se lembrava mais de nada do que os dois construíram em dois anos de namoro e mais três de casamento. Todos os planos, todas as metas, tudo simplesmente fora jogado fora como um brinquedo de criança velho. Tentava-se manter firme e forte perante isso. Mas estava sendo tão difícil para ele quanto para Brian. – Você quer andar um pouco para respirar? Eu trouxe algumas roupas, se caso não quiser sair com essa roupinha de hospital.

Brian olhou para Zacky com um olhar inquisidor, perguntando-se o que ele fazia ali. Mas, logo, lapsos de memórias recentes lhe batiam a cabeça, fazendo com que se lembrasse do óbvio. Ele é meu marido. É sua função se preocupar comigo. Ele me ama. É a única pessoa que eu tenho. Por mais que tivesse essa árdua afirmação na cabeça, pouco se convencia disso. Quanto à pergunta, Brian apenas afirmou com um gesto de cabeça, apenas para felicitar Zacky, que o assistia com a, já comum, expressão cansada. Queria sentir-se familiar com aquele ser que o olhava com complacência, benevolência e compreensão. Era como se Zacky, ao olhar a expressão de confusão de Brian, pensasse: Por favor, não faça isso. Está sendo difícil para mim também.

Zacky aproximou-se de Brian e segurou seu braço ferido, ou melhor, quase retaliado, com toda a cautela do mundo, e ofereceu o ombro para que Brian se apoiasse nele para poder se levantar. Brian o fez e balanceou seu peso para, finalmente, libertar-se daquela cama, firmando suas pernas no chão e apoiando-se nelas, porém tudo mudou subitamente, como se sua metade inferior simplesmente não existisse, o que o fez ir ao chão, juntamente a Zacky, que, num baque surdo, caiu bem em cima de seu braço protegido.

 – Ahh! – Brian apenas sentia a dor. Mas não era algo que apenas limitava-se na dor física que assenhoreava seu braço, e sim, a dor de ter que carregar toda aquela bagagem horrivelmente onerosa de más novidades. Não conseguia processar, não conseguia sequer aceitar...

Paraplégico! Brian estava paraplégico!

Mal comia por si só, não poderia mais trocar de roupa sozinho, e já não mais alcançaria lugares altos. Provavelmente se tornara inútil para o local onde trabalhava, seja ele qual fosse. Zacky apressou-se em se levantar e chamar as enfermeiras, e o Dr. Ilejay, julgando pelo familiar tom de voz, aparecera, com uma expressão nada neutra. Ele parecia tão surpreso quanto Zacky. Mas não pelo fato do descobrimento da paraplegia, e sim, pelo jeito de como os rapazes descobriram. Os dois pareciam discutirem ardorosamente. Enfermeiras surgiram de cantos recônditos e começaram a limpar com urgência o braço de Brian, que parecia assustadoramente alheio àquilo tudo.

Brian, submerso em lágrimas, começou a refletir algo mordaz. Se era para ficar desse jeito, seja lá qual fosse o acidente, deveria tê-lo matado. Não havia nada que aparecesse para tentar, ao menos, amenizar sua dor. Perdera, num simples bater de carro, sete anos de sua vida. Perdera o movimento das pernas. Perdera a chance de se tornar independente de alguém. Tudo por causa de um simples acidente de carro.

Tudo aconteceu muito rápido. Brian pôde processar muito parcialmente os dias que se seguiram, regados a passeios em cadeiras de rodas, o humor azedo das enfermeiras, a complacência de Zacky, que em seu todo não era ruim e o cheiro de mel que assenhoreava o pátio florido do hospital. Mas, definitivamente, a melhor parte de seus dias, era quando recebia sua porção matutina de morangos, e em especial quando comia quando Zacky o levava para passear e sentir o calor do sol contra o rosto pálido e magro, pois isso o permitia refletir, planejar sua vida do zero. Mas nada garantia a absorção total da tristeza de Brian.

Vez ou outra, as enfermeiras, ou até o próprio Zacky, o encontrava chorando na cama, pedindo por ajuda, mas ninguém sabia como ajudar Brian. Mesmo com essa dificuldade de relação, Brian e Zacky conversavam bastante, e, felizmente, Brian sentia-se vagamente à vontade com o mais novo. Haner chegara à conclusão de que, mesmo seu cérebro não associando a pessoa com algum ou qualquer rosto familiar, sentia que sua consciência se sentia segura em conversar com Zacky.

– E no que eu trabalho?

– Você é um notável engenheiro químico. Mexe bastante em números, compostos químicos... Essas coisas. – Zacky riu, com uma leve nostalgia na voz.

– Eu fiz mesmo faculdade de engenharia? – Brian inquiriu, surpreso, com um sorriso. Não esperava que Zacky dissesse que mexia em números, algo que ele sempre repudiava, mas, em contraponto, um de seus maiores desejos fora realizado.

– Sim, e ficou entre os três primeiros com melhor resultado. – Zacky aquiesceu com a cabeça, enfatizando. – Você ficou bem animado. Seu pai passou o dia ligando para você, para confirmar se realmente havia passado, e você, com todo o orgulho do mundo, afirmava. Nada abalava sua felicidade.

– Já namorávamos nessa época?

– Sim, havíamos nos conhecido no campus da faculdade. Eu era da turma de Artes Cênicas, e você era da Engenharia. Nos cruzávamos todos os dias, pois nossos blocos de estudo ficavam em lados exatamente opostos. Acabamos ficando amigos e, cá estamos. – Brian sorriu. Não porque quis, mas por educação. Queria apenas a confirmação da pergunta, nada mais, nada menos. Poupava-se dos detalhes.

– Nós dois... – Brian repudiou a pergunta, após analisa-la com maior escrutínio, mas sentia essa estranha curiosidade dentro de si. Precisava saná-la, como quaisquer outras dúvidas, mas essa era, sem dúvida alguma, a mais delicada. – A gente já...

– O que? Se transamos? Se a gente já transou? – Zacky arqueou a sobrancelha com um sorriso extremamente sugestivo no rosto. – Sim, Brian. Transamos. Diversas vezes, incontáveis. Fazíamos isso umas seis vezes por semana. Você até conseguia me deixar sem andar quando queria. – Riu nasalizado ao ver que Brian ruborizou fortemente, enquanto encolhia-se no leito.

BRIAN HANER JR., VOCÊ FEZ SEXO COM UM DESCONHECIDO? Esse autoquestionamento assenhoreava a mente de Brian, deixando-o confuso, mas, por outro lado, era extremamente inválido, pois, na época em que Brian e Zacky faziam sexo, Brian tinha certeza de quem Zacky era e consciência plena do que estava fazendo. Talvez, a inibição das memórias acabara acordando um dorminhoco lado de Brian, o lado inocente. Aquele lado que muito pouco reconhecia a vastidão de certos olhares ou outros comportamentos de cunho sexual.

Mas uma coisa, infelizmente, Brian já poderia concluir com aquelas poucas semanas que passara ao lado de Zacky.

Ele nunca mais amaria o jovem como antes amou. E isso era, sim, devastador, pois nunca em sua vida quis iludir alguém.

Curiosamente, dois nomes, vagamente, passaram por sua cabeça. Achou que era reflexo de algum nome de médico ou enfermeiro, mas eles pareciam familiares demais para tal.

– Conhecemos alguéns chamados James e Johnny? – Perguntou, esperando uma negatividade, mas surpreendeu-se quando Zacky não conteve sua melhor expressão de surpresa. Um sorriso de orelha a orelha enfeitou o rosto do rapaz, agora esperançado.

– SIM, CONHECEMOS! – Fez menção de se levantar da cadeira e desfilar comemorativamente de um lado para outro na sala, com as mãos na boca tentando inutilmente esconder sua euforia. – Johnny é um baixinho psicólogo metido a baixista e James é o namorado dele-

– ... Que costuma perseguir patos, é meio maluco e adora gritar para coisas alheias, além de ser um incrível baterista. – Brian sorriu, ao perceber que sua voz saíra sem a menor tremulação possível. Completamente confiante. Pela primeira vez, sentira-se tão esperançado quanto Zachary. Enfim, sua memória estava voltando!

Zachary, submerso na alegria de ver alguma recuperação de Brian, acabara, por instinto, tentando um beijo. Mas, infelizmente, não era algo para o qual Brian estava preparado. Haner repuxou os lábios e encolheu-se na cama à media que o corpo de Zacky se aproximava gradualmente. O gordinho suspirou, tendo em mente o famoso pensamento “um passo de cada vez”, e se contentou com um fraco beijo na bochecha que Brian lhe dera.

Mas o pior de tudo é que o beijo era de pura pena. Isso era mais que óbvio.

As coisas, definitivamente, demorariam a voltar para o lugar. 


Notas Finais


Críticas? Sugestões? As coisas vão ficar cabreiras huahsuahsua
Aguardo retorno de vocês, meus amores. Agradeço imensuravelmente aos favoritos do capítulo passado e aos comentários que me arrancaram enormes sorrisos!



os zoísta cuida dos zóio, os zoculista, deus me livre, nunca vão mexer no meu


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