História Asperger - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Magcon, Nash Grier
Personagens Cameron Dallas, Nash Grier
Exibições 85
Palavras 1.409
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Texts


Por incrível que pareça, ver Beatrice na escola se tornou normal para mim. Em meio a tantos rostos, ela passou a sentar próxima de mim, mas nada demais. Nada como a cadeira proibida. Mas eu sempre a via, olhando para trás, um sorriso as vezes, se tornou tão normal nessas duas semanas que se passaram que eu até passei a retribuir com um sorriso também. Nada extravagante, sou bem discreto. Faz parte do meu charme. Sendo Sexta-feira, tenho que levar Sky para o balé daqui a pouco, então sempre vou mais apressado. Hayes treina lacrosse então eu vou a pé mesmo.
O último sinal bateu conforme contei regressivamente para o mesmo tocar, sempre controlando para não ser pego de surpresa.
Juntei minhas coisas, peguei Hamlet, que estou lendo para a aula de Inglês e sai porta a fora.
-Ei, Nash. - ouvi me chamar. Andei mais um pouco e parei em um lugar remotamente seguro, longe do fluxo de pessoas que circulavam pelo corredor de saída.
Virei para trás, seu bronzeado não era o mesmo, ela estava mais branca, suas sardas aparecendo, mas os cabelos acobreados e os olhos permaneciam os mesmos.
Respirei fundo, não estava tão nervoso, alguma coisa nela me trazia calma.
-Oi. - disse o mais baixo que pude.
-Vem cá. - ela chamou e abriu uma porta de uma sala qualquer. - É muito barulhento ai fora.
-Tenho... ir embora. - apontei para fora. Queria que meu cérebro me obedecesse, infelizmente não é assim que funciona.
-Posso ir com você? Preciso muito te falar uma coisa.
-Ok. - foi a única coisa curta que consegui falar.
Voltei a caminhar e ela foi me seguindo.
Depois de uma quadra adiante, ela começou a falar.
Meu coração estava acelerado. Em meus 17 anos, ela é a única garota que eu fiquei próximo por mais de 10 minutos.
Mas eu sabia o porquê. Hayes é o motivo. Com certeza ela vai falar algo dele ou me pedir um favor.
-Hum... Bom, Hayes me contou sobre sua doença... - começou.
Assenti com a cabeça.
-É só dificuldade de comunicação, certo? Você é normal por dentro, ne? Digo... Não que não seja normal, não quis dizer isso, você é. - ela se enrolou nas palavras. - to falando muito rápido?
-Não. - respondi. - Sim. Normal por dentro. - prossegui.
-Você tem problemas para conjulgar verbo? - perguntou.
-Não. - era difícil de explicar, tudo que eu tento ou quero falar, simplesmente não sai. Meu cérebro trava, e muitas vezes trava meu corpo junto.
-Eu... penso.
-Você pensa?
Fiz o sinal de "tempo" para que ela deixasse eu falar. Eu só consigo se estiver relaxado.
-Penso corretamente. Como um diálogo. Meu cérebro não reproduz a fala... para todas as.... as... - eu sentia o suor em minha testa. A única pessoa que não é da minha família que já conversei assim é minha psicologa, era difícil, porque até com ela eu ainda travo.
-Palavras que você pensa?
-Sim.
-Você tem autismo, sim?
-Asperger. - queria explicar que Asperger não é como o autismo, que eu ainda estou um nível acima do autismo, mas não adianta. Sempre vão me ver como autista, como se não houvesse diferença entre eu e qualquer pessoa com algum tipo de problema crônico.
-Tive uma ideia. Olha, posso estar sendo muito... Hum... Invasiva, mas, eu e você... podemos ser amigos? - perguntou.
Acredite, Beatrice, você não vai querer um amigo autista.
-Não. - respondi.
-Você não gosta de mim?
-Não gosto... de pessoas.
-Você já teve alguma amiga? Ou amigo?
-Não.
-Vamos fazer uma experiência, então? Seu último ano aqui, uma amiga, e depois você nem vai precisar me ver, huh?
Porque ela estava tao interessada?
Porque queria ser amiga de alguém que ela nem se quer teria uma conversa de verdade?
-Por favor, quero que esse seja o melhor ano da minha vida, e quero fazer com que seja o seu também.
-Não sou... Sua... sua caridade..Anual.
-Você é difícil hein? Péssimo amigo. Já adorei.
Ela sorriu. E quando ela sorriu, ela me ganhou. Gosto de gestos simples, coisas bobas, por isso gosto tanto da Sky, ela vive sorrindo, rindo de lá pra cá, pulando.
-Tudo bem. - encarei o chão.
-Amigos então? - perguntou.
-Amigos. - sorri. Ela veio para um abraço, recuei. Rápido demais.
-Oh, desculpe.
Apontei para a minha rua.
-Virar. - falei e apontei para meu próprio peito.
-Você tem que virar? - perguntou.
-Sim.
-Vamos.
Ela me acompanhou até minha casa, foi bom, apesar de eu saber que em filmes, meninos que acompanham as meninas e não o contrário. Trocamos números de telefone, e foi um bom motivo para que eu usasse o meu. Não gosto. A luz me irrita, não ouço música, não tenho redes sociais.
Mas ela me ensinou a usar o iMessage, e disse que é uma boa maneira de se comunicar, porque posso me sair melhor digitando do que falando. O que de fato é uma verdade.
-Depois do balé, podemos tomar sorvete? - Sky perguntou enquanto eu arrumava seu coque.
-Já tomamos essa semana. - era incrível quando estávamos só Sky e eu, as palavras saiam que eu nem percebia, e ao mesmo tempo que eu queria comemorar, ficava bravo por não ser assim sempre.

Deixei Sky no balé e continuei a ler Hamlet no corredor da escolinha dela, até o celular vibrar.
Me causou um certo desconforto, o barulho me pegou de surpresa, mas quando li "Mensagem de Bea" meus ataques viraram pó.

"Ei, ta ai?"

Era tão simples.

"Hum, sim."

Eu não sabia o que responder. Nunca conversei virtualmente com ninguém que não fosse minha mãe.

"Sei que detesta conversar, etc, mas vamos aproveitar para se conhecer por aqui? Mais fácil para ti, certo?"

Sim, muito mais fácil. Mas do que eu falaria com ela?

"com certeza sim. Mas do que falaremos?"

"é tao bom te imaginar falando sem travar, você sabia que eu consigo ler nas vozes das pessoas?"

"você é meio estranha haha"

"ih, ta abusadinho, hein? duvido você falar isso na minha cara :D"

"bela tentativa. Eu demoraria um ano para pronunciar todas as palavras, mas ainda assim conseguiria."

"falando sério agora, você procurou algum tratamento? tipo... você se comporta normal, sabe conviver, tentou se relacionar?"

"sou como o Batman, escolhi a solidão haha"

Brinquei, mas logo em seguida enviei outra mensagem.

"meu fonoaudiólogo e minha psicóloga me recomendam conversar mais, mas o trabalho todo que me cansa. Ter que falar e controlar meus movimentos, respiração e tudo para não ter crise. Não vale a pena."

"okay, Batman, você acabou de achar seu robin"

"prefiro as trevas"

"para de me renegar!"

"nope"

"mas então, eu poderia te ajudar com esse negócio da fala, se você deixar, claro"

"muito cedo. Mas quem sabe um dia."

"tenho problemas psicológicos causados por Nash Grier."

Eu não entendi a frase, queria saber o que fiz para lhe causar problemas.

"o que houve? eu disse algo que não deveria?"

"é uma brincadeira!"

"você não pode brincar com uma pessoa que não entende disso. É pura maldade"

"até que para o 'senhor tímido' você se comunica muito bem por aqui"

"talvez meu autismo seja uma estratégia para atrair garotas para uma conversa picante pelo celular"

"uau, estou impressionada. Larga de ser bobo."

"apenas quando você largar do meu "

"ainda temos longos meses por ai."

"preciso ler Hamlet, sou um aluno dedicado. Ate ."

"aaaaaaa, me faz cair de amores para depois me dispensar? como ousas?"

"para eu te dispensar, primeiro você teria que dispensar meu irmão, cunhada hahaha"

"seu irmão? não estou saindo com ele"

"não? então porque você se empenhou tanto para falar comigo?"

De fato, ainda acredito que ela esteja me usando como ponte para chegar até Hayes.

"eu não sei, vi algo em você que me fez querer te ter por perto, e esse algo definitivamente não é seu irmão mais novo!"

"pensei que eu fosse um atalho."

"e eu pensei que você fosse mais esperto lol. Volte para Hamlet. beijos."

"que raios é lol?"

"precisamos de uma aula básica sobre comunicação pela internet aqui, hein?"

"não zoe um homem das cavernas!"

"você parece ter uns 80 anos, digita devagar e ainda por cima não entende as gírias"

"e você consegue ser mais chata que minha irmã de 6 anos."

"agora sei porque você não tem amigos."

"porque eu não quero, já falei, sou como o Batman"


Notas Finais


introduçãozinha meio zzzzz mas okay, espero q gostem, juro juro q dps fica melhor


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