História Asperger - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Magcon, Nash Grier
Personagens Cameron Dallas, Nash Grier
Exibições 86
Palavras 882
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Kodaline


Era Domingo e eu surpreendi minha familia ao dizer que esperava uma visita.
-Uma amiga, filho? Isso e ótimo. - minha mãe me olhava orgulhosa.
Eles sabiam que não tinha maldade nisso, mas era uma verdadeira novidade.
-Bea. - eu disse.
-Um belo nome, Nash. Ela é bonita? - meu pai perguntou.
Ela é linda.
-Muito. - eu sorri orgulhoso. Alguns minutos depois ela bateu na porta.
-Hey. - ela sorriu. Vestia uma jardineira  jeans muito bonita, estava com seu inconfundível all star colorido e uma camisa branca.
-Oi. - eu sorri de volta. Nossos gestos já estavam tornando-se constantes. Eu dei passagem pra ela entrar. Levei até a sala onde meus pais estavam.
-Mãe, pai. - chamei. - Bea.
-Oi, linda, como vai? - minha mãe levantou para cumprimenta-la.
-Vou bem, e a senhora? Muito prazer em conhece-la. - ela sorriu. Eu já amo seu sorriso.
-Quarto? - perguntei e Bea assentiu.
-Cuidado, hein, filho! Olha lá. - meu pai riu e eu fiquei vermelho.
Ela já sabia onde era o meu quarto.
Entrou e sentou na minha cama.
-Então, vamos tentar conversar, certo? - ela perguntou.
-Sim.
-E nada de respostas curtas... - ela repreendeu.
-Hum... okay.
-Antes, trouxe algo para você. - ela disse puxando um cd de dentro do vão de seu macacão. - tem notebook, certo? - perguntou.
Busquei meu notebook no criado-mudo e a entreguei.
-Venha mais pra cá. - pediu e eu me encostei na cabeceira, ficando ao seu lado.
Ela plugou o fone de ouvido, colocou um no seu ouvido e um no meu. Colocou o CD e uma batidinha calma começou.
Eu não suporto música. Ruídos me irritam.
Levei minhas mãos ao notebook para desligar ou eu teria um ataque. Ela segurou minha mão com força. Sua mão quente e pequena perto da minha suando frio de nervoso. Olhei seus olhos castanhos me pedindo para parar.
-Por favor, tente ouvir. - ela pediu e baixou um pouco mais da música. Estava baixo e não me incomodava tanto, mesmo assim, era um esforço de ouvir.
-All I want is nothing more, to hear you knocking at my door. - ela cantou baixinho, e sua voz era linda, como a música. - presta atenção na letra, fica mais fácil de aguentar. - pediu. Ficava difícil escutar a música enquanto sua mão ainda estava colada na minha, fazendo carinho. Era a coisa mais intima que eu já tive na vida. O toque mais puro e sensual que eu já havia sentido.
Eu assenti, ficando parado a ponto de quase não respirar, apenas para que ela não percebesse o quão nervoso eu estava apenas por segurar a sua mão. Seu toque me deixava em ecstasy.
A música acabou, ela soltou minha mão e deu pause.
-Foi tão difícil assim? - me perguntou.
-Foi bom... Talvez música... seja bom. - falei.
-Música é uma maravilha do universo, sério.
Ela é uma maravilha do universo.
-Kodaline é uma das minhas bandas favoritas. Você quer ver o clipe dessa música? - perguntou e eu assenti. - diga. - pediu.
-Sim.
-Sim o que?
-Sim.. eu quero... ver... - era horrível colocar o cérebro para funcionar. - Bea.
-Tudo junto desta vez.
-Sim... eu.
-Não, Nash. Você pausa muito.
E ela acha que não sei?
-Eu sei. - abaixei o olhar.
-Ei, não se envergonhe. Estou aqui para te ajudar. - ela pegou meu rosto com as mãos. - seus olhos são lindos. - ela parecia hipnotizada.
-Você é linda. - falei sem pensar.
-Você falou, sem interrupções. - ela sorriu grande.
Eu falei sem pensar. Eu não falo sem pensar. Eu penso mil vezes e nunca consigo falar. Eu quis explodir pela frase mais espontânea que já falei na vida.
-Gosto... disso. - sorri para ela. - gosto da sua... ajuda.
-Você não gosta mais que eu. Aposto.
Mas ela estava errada. Nesse momento, eu tinha certeza de que ninguém no mundo se sentia tão grato quanto eu, por uma coisa pequena, mas que para mim era uma vitória.
-Obrigada. - agradeci sua ajuda.
-Não precisa pedir obrigada, amigos são para isso.
Eu sabia. Mas não sabia como era bom ter um amigo.
Ela colocou o clipe da música para que eu pudesse ver. E eu quis chorar. O rapaz do clipe era diferente... como eu.
Representatividade, era o que ela estava tentando me passar, e eu não tinha palavras para dizer quanto estou feliz.
Vimos a parte dois do clipe e minha mãe mandou irmos almoçar.
Hayes se chocou quando viu Bea saindo do meu quarto.
-Mas o quê? - ele a encarou. - você é amiga do meu irmão, Bea?
-Sim, Hayes.
-Hum, e... bom, eu te convidei para ir ao cinema esses dias... você disse que andava ocupada.
-Eu ando ocupada, com Nash. - ela sorriu tímida.
Hayes me olhou e eu tive uma sensação estranha dentro de mim, ele parecia bravo, mas não tanto. Algo dentro dele transmitia... Inveja?
Quem sentiria inveja de mim? Um garoto todo cheio de problemas.

Depois de almoçarmos, Sky ficou no quarto comigo e Bea, e elas me faziam rir, eu e Bea avançamos um pouco na conversa, e embora eu ainda tenha muita coisa pela frente, eu me sentia feliz por esse pequeno começo, que está me mudando para sempre.



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