História Assassinato em Londres - Capítulo 6


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Categorias Kit Harington
Personagens Kit Harington, Personagens Originais
Tags Ação, Crime, Drama, Investigação, Kit Harington, Original, Policial, Sherlock Holmes
Visualizações 23
Palavras 2.052
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Orange, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Se você não leu o primeiro capítulo, volta lá e acompanhe a história desde o início. Prometo que não vai se arrepender ;)
Esse capítulo foi revisado, mas se passou alguma coisa, desculpem pelo erro.
Se você gostou ou tem uma sugestão e quer me contar, deixe nos comentários.

♡ATENÇÃO: deixe críticas construtivas, nada de ódio gratuito, hein monamour.
Um beijo :*

Capítulo 6 - Amor e Ódio


Fanfic / Fanfiction Assassinato em Londres - Capítulo 6 - Amor e Ódio

Não contei para Kit que o resultado da análise do bilhete foi positivo para as amostras do assassino. Mesmo com os inúmeros conselhos que Nathan me deu para que eu solicitasse proteção para meu parceiro e para a divisão de homicídios, não quis que aquilo tomasse proporções grandiosas. Desde o dia que minha campainha tocou no meio da noite, não me sinto segura para realizar tarefas simples como andar sozinha durante a noite.

Kit me levava até em casa todos os dias após o expediente e depois de muito insistir consegui que ele não fosse me pegar  para me levar até o trabalho pela manhã. Queria conseguir fazer coisas por mim mesma sem sentir como se estivesse em cárcere privado.

- Como é que você raramente me convida para vir jantar aqui com você? – perguntou Kit com a boca vermelha, manchada pelo molho de macarrão fumegante, recém-saído do fogo.

- Vou aceitar como um elogio, Kit. – eu ri me sentindo satisfeita por ter alguma companhia real, que não fosse as conversas da televisão, que ligava sem assistir, somente para encher o ambiente.

Christopher era uma companhia agradável, exceto nos dias que Nathan me levava em algum lugar diferente ou quando se comprometia em me trazer embora do escritório, era perceptível que nestas ocasiões Kit ficava meio sombrio. Após nossa perigosa aproximação no dia em que ficamos levemente embriagados, percebi que apesar de continuarmos com brincadeiras Kit tem se mantido um pouco mais distante, evitando que certas situações pudessem ocorrer entre nós.

Um baixo bip preencheu o ambiente da pequena sala de jantar, Christopher tirou o smartphone do bolso e atendeu a chamada.

“Hey... uhum... – uma breve olhada em seu relógio de pulso – em meia hora eu passo aí... na Fabric... até logo”, apertou o botão e desligou com a voz masculina no outro lado da linha.

- Bom já deu minha hora, Ana. – disse se levantando da mesa e enfiando o telefone de volta no bolso do casaco.

Não imaginei que ele fosse a casas noturnas com frequência, isso queria dizer que mesmo com nossos momentos embaraçosos ele não se desprendeu de uma boa festa para animar o ego. Peguei-me pensando em como Kit estava brincando comigo e quão egoísta eu era em querer que alguém que não tinha envolvimento algum comigo (além do profissional) ficasse atado a mim, que insistisse mesmo após ter sido afastado diversas vezes. Essa certa mágoa que me arrebatava, não poderia denunciar melhor sobre que tinha sentimentos confusos quando estava próxima de meu parceiro, o que eu tinha que evitar a qualquer custo.

Bep, bep – tocou a campainha.

Olhei no rádio relógio, marcava 1h13min da manhã. Rapidamente peguei minha pistola na cabeceira da cama e dessa vez não fui até a porta de entrada, corri para a janela do meu quarto na tentativa de pegar qualquer característica que tivesse o desgraçado. Meu coração estava sobressaltado, estava no escuro encostada à parede do meu quarto que era iluminado somente pelas luzes vindas dos postes na rua, olhando diretamente através da cortina branca translúcida.

Uma figura alta, encapuzada surgiu, se afastando de minha porta e seguindo apressado a direção oeste da rua de casa, a passos largos e olhando por todos os cantos de onde poderia ser surpreendido.

Minhas pernas tremiam, fui até o telefone celular que repousava em cima do criado mudo e digitei o telefone do meu parceiro, que tocou até eu ouvir sua saudação na caixa postal. Digitei novamente seu número, ao terceiro toque escutei sua voz, um “Alô” confuso e embriagado que não me dei ao trabalho de responder tamanha fúria que me invadia. Eu jamais gostaria de ter ligado para quem quer que seja para solicitar proteção, afinal eu era representante da lei e minha missão era proteger ao contrário de ser protegida, e quando o faço meu parceiro “nunca desligue o telefone” é incapaz de atender ao chamado de uma mulher amedrontada com um maníaco à sua porta.

Fiquei olhando para a tela do smartphone, eu queria algum tipo de conforto mesmo que fosse através das ondas telefônicas. Digitei novamente na tela touchscreen, prontamente uma voz familiar atendeu a chamada.

- Ana, o que foi? Está tudo bem? – perguntou a voz sonolenta do outro lado da linha.

- Oi Nathan sei que não é hora, mas pensei em te ligar. Eu... eu estou um pouco assustada... tocaram a campainha de casa de novo e... só queria conversar com alguém até passar o susto. – disse me justificando por tê-lo acordado no meio da madrugada.

- Eu só vou me trocar e vou correndo pra sua casa, me espere aí. – sua voz grave soou com urgência.

- Não precisa se preocupar, eu só...

- Nem mais uma palavra, me espere chagar e só abra quando tiver certeza que sou eu que bato à sua porta. – encerrou nossa pequena discussão desligando a ligação.

Os minutos que se passaram enquanto esperava Nathan foram intermináveis, eu voltei a me encostar-me à parede do quarto para vigiar a entrada principal de casa e não me atrevi a sair daquele cômodo enquanto não me sentisse segura, o que aconteceu assim que o carro prateado parou em frente a minha porta.

Ao abrir a porta recebi um breve abraço do homem com olheiras profundas no rosto, a atenção de Nathan estava voltada em outro ponto. Ele sacou a arma de sua cintura e começou a vasculhar cada canto de casa, cada sombra, cada fechadura e quando terminou sua busca sem encontrar nada se permitiu relaxar, foi nítido o momento que a tensão deixou seus ombros e seu rosto suavizou.

- Que susto, você me deu! – ele veio em minha direção e me tomou em um abraço mais longo e apertado. – Eu vim correndo assim que desliguei o telefone com você. – disse olhando para baixo, para meu rosto, evidenciando nossa diferença de altura.

- Eu fiquei assustada e... sinto muito ter te acordado. – respondi quase em sussurro.

- Não pense duas vezes antes de me ligar. – ele afastou nossos corpos – Eu preciso e quero te proteger, Ana.

Sentamo-nos no sofá e comecei a responder suas perguntas sobre o incidente, se eu tinha visto qualquer característica do homem, se poderia identificá-lo, a hora exata que ele esteve aqui. Todas as perguntas que eu habitualmente faria para alguma vítima caso estivesse interrogando-a. A resposta para todas elas era a mesma: não. E daquela vez não havia bilhete, não havia nada concreto que pudesse me agarrar para tentar descobrir quem era o autor daquilo tudo.

Passamos um longo tempo conversando, até minhas pálpebras começarem a levemente cair, como se areia tivesse sido salpicada nelas, causando certa ardência de sono.

- Vá para seu quarto, eu fico aqui no sofá. – disse contemplando a enormidade do móvel estacionado em minha sala.

Deslizei para o quarto e voltei trazendo cobertores, uma camiseta larga e surrada que usava quando queria um pouco de conforto em casa, uma calça de moletom cinza e entreguei para o rapaz que estava parado em frente a minha estante de livros.

- É uma bela coleção, hein!? – elogiou analisando as prateleiras – Todo mundo que vem aqui deve falar a mesma coisa. – ele sorriu para mim.

- Você nem faz ideia. – respondi meio sem graça.

- Onde fica o banheiro? – perguntou enquanto pegava as roupas da minha mão e saiu em direção à primeira porta à direita.

Reclinei o encosto do sofá e aumentei ainda mais seu tamanho. Nathan voltou vestido de moletom, seu peito com pequenas manchas de sarda e pálido como neve estava nu expondo seus músculos definidos, seus braços fortes.

- Essa roupa foi feita pra mim. – disse sorrindo e enfiando a cabeça e os braços para dentro da camiseta surrada. – meu tamanho – completou satisfeito.

- E eu arrumei um sofá bem confortável para você. – disse alisando o travesseiro em minhas mãos – Espero que não se importe. – encolhi os ombros como em um pedido de desculpa.

- É quase tão confortável quanto minha cama! – exclamou

Nathan deitou-se no sofá preparado para suas poucas horas de sono, me pediu o travesseiro que segurava e pegou minha mão que jazia parada ao lado do meu corpo. Suavemente ele me puxou para que eu sentasse no sofá, ao lado do seu corpo estendido, foi o que fiz.

- Obrigado por pensar em mim em um momento tão assustador quanto o que você passou. – seus olhos eram tão sinceros que me fizeram sentir remorso por não tê-lo como primeira opção no momento. – Eu me importo muito com você.

Ficamos nos olhando por um momento, contemplando o silêncio constrangedor que precede outro momento constrangedor. Nossas bocas se encontraram lentamente, com calmaria, sem urgência. E como o calor daqueles lábios era bom, seu hálito de menta se misturava com o cheiro do seu perfume e me inebriava a clareza dos pensamentos.

Suas mãos grandes e fortes me tomaram os braços e em seguida eu me misturava a ele. Eu ansiava seu corpo, estava passando por tantas provações que era difícil resistir a mais uma, era um desejo primitivo que estava reprimindo havia tempos. Mas não foi necessário reprimir.

Nathan e todo seu cavalheirismo e bom caráter não o permitiriam violar a dama em seu momento mais frágil, assim ele suavemente terminou o beijo.

- Posso pedir para você ficar aqui comigo? – perguntou sussurrando em meus lábios.

Não respondi, somente ocupei um lugar próximo a ele e me aninhei em seu peito. Não poderia sentir-me mais livre de qualquer ameaça com o homem pálido por perto, ainda mais ao olhar de relance para nossas pistolas carregadas que pairavam sobre a mesa de centro lado a lado. Ali adormecemos até o sol bater em nossos rostos e nos despertar para mais um dia de trabalho.

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- Você não apareceu hoje. – reclamou Christopher sobre eu ter falhado com nosso café da manhã diário.

- Não, não apareci. – ele voltou a despertar a ira que sentira mais cedo quando ele atendeu ao meu chamado com a voz embargada pela bebida.

Coloquei um copo de café e um brownie sobre minha mesa, sentei-me virada de frente para a tela do computador e liguei o CPU.

- Aconteceu alguma coisa? Eu achei que nosso jantar tinha sido tão agradável... – ele  se levantou de seu lugar, vindo em direção à minha mesa.

- Você nem sequer se lembra, não é mesmo? – perguntei em tom acusatório, seu rosto denunciava memórias apagadas pela bebida – Bateram à minha porta novamente e eu pensei em pedir a sua ajuda. – dei uma pausa para esfriar meu ânimo. – Deixa pra lá Kit.

Virei-me e atendi ao telefone da minha mesa que tocava insistentemente. Christopher saiu sem proferir uma palavra sequer analisando seu smartphone e se enfiou na cadeira atrás de sua mesa, ficando ali por horas a fio no escritório quase silencioso.

Enquanto falava ao telefone com Mariah, amiga particular e detetive da divisão de narcóticos sobre um caso que envolvia nossas duas áreas, vi Nathan surgir saindo do elevador com um envelope branco nas mãos e exibia seu melhor sorriso. Ele depositou um beijo no topo da minha cabeça enquanto eu me despedia ao final da ligação.

- Detetive Álvares, está aqui o relatório que me pediu da cena do segundo crime. Também o disponibilizei online, na pasta de arquivos compartilhados.

Ansiosa pelo resultado fiz um pequeno rasgo na lateral do envelope.

- Agora não, detetive Ana. – disse pegando o envelope de minhas mãos – Agora é hora de almoço. – pegou minha mão e me puxou em direção à saída.

- Tudo bem, eu vou. – apanhei minha carteira que estava dentro da bolsa e meu telefone celular.

- Vamos almoçar, Kit? – convidou educadamente a cabeça curiosa que nos olhava por cima da divisória de sua mesa.

- Agradeço o convite. – Christopher respondeu em tom amargo e exagerado.

Nathan deu de ombros e saiu comigo em seu encalço.

---

Bam – a porta de vidro do escritório do Tenente Brown bateu com força demasiada.

- Detetives Álvares e Harrington, quero vocês agora na Rua Silk, Barbican Centre. – fez uma pausa para se certificar de que nossa atenção estava realmente nele – Vítima provável do assassino de vocês, mesmas características do crime. Provável hora da morte, entre dez e duas horas de ontem. Relatório na minha mesa amanhã de manhã.

Pegamos nossos pertences de cima da mesa e saímos mudos em direção ao elevador.



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