História Assassin's Creed: Aftermath - Capítulo 62


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Categorias Assassin's Creed
Personagens Edward James Kenway, Haytham Kenway, Ratonhnhaké:ton "Connor", Shay Patrick Cormac
Tags Ac3, Achilles Davenport, Apple, Connor, Connor Kenway, Drama, Edward Kenway, Haytham Kenway, Romance, Shay Cormac, Ziio
Visualizações 27
Palavras 1.332
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 62 - Basta


Eu ainda estou vivo?

            Foi o que Haytham pensou, quando seus pensamentos começaram a clarear. Sua visão estava parcialmente coberta por escombros de madeira. Fumaça também atrapalhava sua visão e respiração. Ao mexer os braços para remover os escombros que o impediam de se mexer, Haytham sentiu dor na região da barriga. Claro, um tiro na barriga era tudo que ele precisava naquele momento.

            Quando removeu os escombros que cobriam seu corpo, ignorando a dor de seu ferimento que insistia em reclamar de seus esforços físicos, Haytham sentiu que estava completamente molhado. Havia água por toda a parte, chegando a cobrir seus calcanhares. Erguendo seus olhos, ele notou que o teto de madeira ainda resistia, apesar de ter sido consideravelmente destruído. Por meio de fresas, ele pôde notar que o sol já não estava tão alto. Por quanto tempo ele estivera inconsciente? Haytham não sabia, mas provavelmente já fazia algumas horas. O balançar de seus pés ritmados pelo mar, o som de gaivotas provavelmente a se fartar de restos de corpos lançados ao mar lhe fizeram lembrar que ele não estava muito longe da costa. Ainda assim, ele estava no Morrigan, que provavelmente já estava prestes a ir a pique, a julgar pelos assustadores sons de estalos da estrutura do navio.

            O lugar era muito escuro, mas não o bastante para impedir Haytham de avistar muitos corpos – ou partes de corpos –, lançados por toda a parte. Connor e Howard provavelmente estavam entre eles. Não desejando ver mais mortos, Haytham decidiu evitar olhar para as inúmeras poças de sangue que se alastravam pela água. Um dever de sobrevivência passou por si. Ele deveria viver, voltar para casa. Ainda havia Ziio e Tessa, a precisar de sua presença. Ao menos, seria uma morte a menos na casa dos Kenway. Um funeral a menos, pensou com tristeza.

            -Não há escapatória...

            Haytham paralisou-se, ao ouvir a voz de Howard. Depois de tudo que ele fez, o desgraçado ainda estava vivo?

            -Alguns marujos sobreviveram à explosão. Como não havia mais capitão em nenhum dos dois navios, eles decidiram ouvir a voz da sobrevivência, se unir e voltar à América com o Áquila, que não sofreu danos graves. Partiram há uma hora, pelo menos. – disse o grão-mestre, consultando seu relógio de bolso.

            Ótimo, pensou Haytham. Cessaram minhas chances de sobrevivência. Agora, estou à deriva, em um navio prestes a afundar, com este psicopata. Apenas esperando a hora da morte chegar lentamente.

            -Pai...

            Uma voz, fraquíssima, chamou sua atenção. Ele a ouviu outra vez, a repetir o chamado. Procurando pelo dono da voz, Haytham acabou por encontrar seu filho, Connor, recostado ao que seria a porta de algum compartimento do Morrigan.

            -Connor! – gritou Haytham, esquecendo Howard e correndo para o filho, que sentado, se recostava a um dos escombros do navio. A animação de Haytham imediatamente se dissipou, ao notar que Connor já respirava com dificuldade.

            Os ferimentos de Connor eram mais sérios que os seus, percebeu Haytham. Seu braço esquerdo tinha sofrido uma grave lesão, que a julgar pelo estado da carne, certamente demandaria uma amputação. Connor tremia de dor. Como se não bastasse, parte dos escombros do navio tinha atravessado sua barriga. No mesmo instante em que respirara, o rapaz vomitava sangue, fazendo Haytham concluir que ele estava agonizando.

            -Connor... – disse Haytham, com os olhos lacrimejados.

            -Pai... Eu sinto muito... – disse, cuspindo sangue outra vez.

            -Quieto, Connor. Ou você acabará morrendo.

            -Pai... Este homem... Não deixe... Que ele leve a Maçã... Não... Deixe.

            Connor fez um esforço além de seu alcance, apenas para pegar a mão de seu pai e enfatizar seu pedido. Após um suspiro estrangulado, seu peito parou de se movimentar, tomando seu pai de desespero.

            -NÃO! – gritou Haytham, com profundo desespero, ao ver os olhos de seu filho, completamente paralisados. O ex-Templário tentava sacudi-lo, reanima-lo. Tudo em vão. Connor não mais respondia aos seus pedidos.

            Meu filho está morto.

            Enquanto fechava com cerimônia os olhos de Connor, Haytham se levantou lentamente, a medida que ouvia os escárnios de Howard. Ao virar-se, percebeu o Grão-Mestre Templário, rindo de sua desgraça.

            -Parece que seu pequeno vira-lata não resistiu, não é? Mas não se preocupe, Haytham. Em breve você se juntará a ele no Inferno.

            Esse desgraçado matou meu filho... Era tudo que Haytham pensava, tornando sua respiração irregular pela raiva.

            Ao tentar sacar sua espada, Haytham sentiu uma dor aguda imediatamente picá-lo, fazendo-o se prostrar e colocar-se de joelhos. Howard observava a tudo com diversão. Após cuspir sangue, Haytham levantou sua cabeça, ao notar que Howard também estava seriamente ferido no braço, além de um ferimento na cabeça que não parava de sangrar. Sem dúvida, ele também só tinha mais algumas horas de vida.

            -De todas as formas que pensei em morrer, jamais imaginei que seria ao seu lado.

            Haytham riu, fracamente. – Não me surpreendo. Acho que esse é um castigo merecido a você. Afinal, você sempre me detestou. Desde jovem.

            -Birch não deveria ter te poupado naquela noite. Você sempre foi uma desonra à nossa Ordem, um espinho em nossa carne. Você matou Braddock, Birch... Não há em ti nada além de um rastro de desonra, Haytham. – de repente, Howard começou a rir, com dor. – Mas sabe o que me deixa feliz? Saber que você sofreu bastante, antes de morrer. E que eu ainda assisti. Tenho certeza de que Birch está satisfeito com seu destino, seu traidor.

            Destino...

            Ao perceber que seria apunhalado por Howard, Haytham reuniu o restante de suas forças e se esquivou, pondo-se de pé. Ignorando por completo a dor avassaladora que parecia esmagar seu intestino, Haytham sacou sua espada.

            -Quer saber uma coisa que me intriga, Howard? Por que você ainda não ativou a Maçã, se ela está no bolso de seu casaco?

            Howard estremeceu, ficando sem palavras.

            -Oh, seria por que você não consegue ativá-la?

            -Aposto que você também não pode...

            -Será mesmo que não? Pois eu sei que você sempre teve inveja de mim, por eu ter a Visão de Águia e você não. Como você dizia mesmo? “Isso é coisa de Assassinos, Templários não precisam disso”... Todos que ativam as Maçãs têm esse dom. Portanto...

            Howard entrou em pânico.

            -Para tomar a Maçã de mim, terá de passar por cima de meu cadáver.

            -Com todo o prazer.

            A luta tinha sido patética, mas ainda assim, repleta de fúria. Ambos estavam incapacitados por extensos ferimentos que comprometiam sua performance, mas ainda assim, estavam implacáveis em assegurar a vitória a qualquer custo. Haytham reunia todas as suas forças de seu ser para manejar a espada. À medida que metal encontrava metal, mais lenta se tornava a batalha, até que ambos sucumbissem a dor de uma vez por todas, caindo ao chão, sem sequer terem desferido um golpe no adversário. Enquanto arfava irregularmente, Haytham percebeu que a Maçã escapara dos bolsos de Howard, rolando pelos escombros quase submersa, acompanhando o balanço do mar.

            Eu... Preciso... Pegá-la...

            Engatinhando pela água, deixando um rastro de sangue para trás, Haytham sentia seus olhos mais pesados. Ele estava morrendo, isso era claro. Seu coração começava a ficar mais lento, mais cansado. Aos poucos, ele sentia sua própria vida se esvaindo. Mas mesmo diante de sua morte cada vez mais eminente, ele não desistia. Dissera à Connor que jamais recorreria á Maçã para reviver Jim ou qualquer um. Quão mentiroso ele fora. Um pai sempre daria qualquer coisa para salvar seu filho, atestando sua incompetência ou não. A sensação de incompetência é algo que dá para viver, mas a perda... Haytham já vivera tantas, que se sentia incapaz de conviver com mais uma. Chegara o momento de dizer “basta”. E a Maçã lhe permitia dizê-lo.

            -Eu... Não vou... Deixar... Seu Traidor.

            Mesmo que Howard reunisse todas as suas forças, ele não seria capaz de deter Haytham e sua determinação. Também ignorando a dor, o Grão-Mestre tentou ainda empurrá-la para longe com a ponta dos dedos, mas em vão.

            Quando seus dedos tocaram no artefato, Howard sentiu o objeto se iluminar.

            Tarde demais. Haytham conseguiu ativá-la.


Notas Finais


E Haytham, tanto falou que usar a Maçã era errado, que acabou usando.
Se bem que ele não tinha muitas opções. Ou era usar a Maçã, ou morrer abraçadinho ao Howard. Putz!

E sim, esse final rendeu um Epílogo! Espero que gostem.

Mais uma vez, obrigada por permanecerem acompanhando a fanfic, desde os leitores recentes até aqueles que acompanharam desde os primeiros caps. Só tenho a agradecer.
Estou só antecipando os agradecimentos.

Até o Epílogo!!!


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