História Assim como eu - Capítulo 15


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Categorias A Origem dos Guardiões
Personagens A Fada dos Dentes, Bicho-papão (Pitch Black), Coelhão, Jack Frost, Norte, Personagens Originais, Sandman "Sandy"
Tags A Origem Dos Guardiões, Drama, Jack Frost, Romance
Exibições 132
Palavras 1.467
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello Guys!! Como vão? Aqui está mais um capítulo, espero que gostem!

Capítulo 15 - O que ela pode fazer


Fanfic / Fanfiction Assim como eu - Capítulo 15 - O que ela pode fazer

Jane olha para mim atônita, tentando digerir o que eu acabei de dizer. Acho que como eu, ela tinha esperança de o homem estar vivo.

-Ele estava dirigindo em uma estrada de alta velocidade, então com o impacto forte da batida ele deve ter quebrado o pescoço ou mesmo tido um traumatismo craniano quando bateu com a cabeça no volante - digo tristemente

Ela não diz nada, apenas concorda com a cabeça levando as mãos ao rosto e quando ela as tira posso ver que ela está quase chorando.

-Ei, está tudo bem.

-Não, não está. A Maria Sangrenta o matou porque queria chamar a nossa atenção. Ele morreu por nossa causa, Jack  - ela diz com voz de choro - E quanto a família dele? E se ele for pai? Nós tiramos o pai de alguém hoje.

-Escuta Jane, não é nossa culpa. Quem fez isso foi a Maria Sangrenta, ela é a única culpada, ela é fria e cruel, por isso fez uma atrocidade dessas. Foi ela quem matou ele, não fomos nós, não foi você. Pare de se culpar, ok? - digo tentando acalmá-la e parece que eu consigo.

-E o que fazemos? Deixamos ele aí?

-Não podemos tirá-lo daqui, a polícia precisa saber como ele morreu e para eles não vai ser nada além de um acidente de carro.

-Está bem mas, não podemos fazer nada mesmo? Já é madrugada e a estrada está deserta, assim só vão encontrá-lo pela manhã.

-Você tem alguma ideia?

-Nós podemos, sei lá, ligar para a polícia.

-Sem querer ser rude mas as pessoas nem  escutam você, como pretende…

-Não eu, você. Você é um guardião e eu aposto que tendo todas as crianças do mundo acreditando em você te torna mais poderoso, o que faz com que os adultos também consigam te ver e ouvir.

Eu abro a boca para dizer alguma coisa para contestá-la mas pensando bem, ela está certa, eu posso fazer isso.

-Ok, você venceu.

Vejo um pedaço do telefone do homem saindo para fora do bolso de sua camisa e eu o pego. Disco o número da polícia e logo uma atendente começa a falar em russo, mas não tem problema, sendo um guardião e tendo rodado o mundo por tantos anos eu sei todos os idiomas, assim como os outros guardiões, então digo que tem um acidente de carro na estrada com uma vítima fatal, a atendente pergunta a localização mas não sei exatamente onde estamos então ligo o GPS do celular e falo para eles o rastrearem e logo eu desligo e o guardo de volta no bolso da camisa do homem.

-Estão vindo.

-Ótimo. Então quer dizer que você fala russo?

-Bom, os guardiões trabalham pelo mundo todo, então temos que saber falar todos os idiomas.

-Eu também sei, quer dizer, alguns mais que outros mas pelo menos o essencial eu sei falar em todos os idiomas - enquanto ela fala, lembro da atendente russa que me lembra do acidente, o que me deixa inquieto - Você está bem?

-É que ver o acidente mais de perto, me fez lembrar da Sangrenta e de como ela simplesmente sumiu.

-Confesso que eu também estava pensando nisso.

Então nós dois vamos na direção de onde ela sumiu e encontramos um pequeno laguinho, que de longe parecia apenas uma poça, que está congelado.

-Como ela fez isso? Como ela simplesmente desapareceu? - Jane pergunta e eu percebo algo

-Olha. Dá para ver nosso reflexo no gelo, tão bem quanto vemos em um espelho.

-É, dá sim - ela responde e nós dois nos olhamos, ambos pensando - Você acha que ela…

-...pode entrar nos seus reflexos e se teletransportar para outro lugar? É eu acho.

-Ela usa os espelhos para assustar as crianças e obviamente espelhos refletem, isso faz sentido. Mas será que ela faz isso em todas as superfícies que podem refletir?

-Talvez ela só consiga se teletransportar através de superfícies em que dá para se ver perfeitamente sabe, sem nenhuma distorção,por exemplo o gelo, além do próprio espelho é claro.

-Você acha isso?

-Sim. Afinal, colheres refletem mas não acho que ela sairia de uma - ela dá uma risada, mas logo ela para e fica pensativa.

-O que houve?

-Estava pensando no que aconteceu com a gente, em como a Sangrenta pode ter feito aquelas coisas conosco.

-E chegou a alguma conclusão?

-Além de ela ter poderes de teleporte através dos reflexos, acho que ela também tem o poder de controlar o sangue.

-Controlar o sangue?

-É, pensa só. Você me disse que ela fez seu cérebro parar e o cérebro precisa de sangue, então para ele parar de funcionar ela parou a circulação sanguínea nele. Por exemplo quando o sangue para de circular no cérebro a pessoa morre, porque o corpo não recebe mais nenhuma informação do que deve fazer como respirar, ou fazer o coração bater e foi isso que aconteceu com você, não foi?

-Foi sim - digo tentando acompanhar o raciocínio dela

-E no meu caso, para ela fazer meu coração acelerar tanto ela fez a pressão sanguínea aumentar assim causando a taquicardia. Fora isso, o nome dela é Maria SANGRENTA e lembra que ela fez sair sangue de si mesma? Faz sentido que esse seja o outro poder dela.

-Realmente faz. Então é isso o que ela pode fazer, se teletransportar pelos reflexos e controlar o sangue.

-É o que parece.

-Estou impressionado, como conseguiu pensar nessa coisa do sangue?

-É que às vezes quando eu ficava entediada eu entrava em umas escolas e assistia algumas aulas, uma delas foi de biologia sobre sistema circulatório.

-Enquanto os alunos ficam entediados nas aulas, você ia assistí-las para matar o seu tédio? - começo a rir

-Aposto que aprendi mais do que eles e com o que eu aprendi pude deduzir isso, então ao invés de rir de mim deveria me agradecer.

-Tudo bem, me desculpe por rir e obrigado, realmente faz muito sentido o que você disse. Mas agora temos que voltar para o Pólo e contar tudo o que aconteceu aqui para os guardiões. Eles precisam saber.

Ela concorda e enquanto levantamos vôo, ouço o som das sirenes da polícia indo para o local onde está o homem morto, fico triste ao pensar que ele morreu pelo simples fato de que a Maria Sangrenta queria chamar a nossa atenção… é, parece que estou começando a me sentir culpado como a Jane estava, mas não posso, afinal não é culpa nossa e sim da Sangrenta. Mesmo assim, quando já estamos  voando alto, olho para trás e percebo que o carro batido já era quase imperceptível. Sinto muito, é o que eu queria poder dizer a ele e a família dele.

Continuamos voando o mais rápido possível em direção ao Pólo Norte. Algum tempo depois nós chegamos, entramos pela mesma janela em que saímos e começamos a procurar os guardiões, logo ouvimos a voz do Norte se exaltando, nós a seguimos e encontramos todos no salão de jantar, sentados à mesa e ela está repleta de comida, porém ninguém comia nada.

-Como assim você não sabe? - ele está falando, praticamente gritando, com um Ieti que tenta de todo jeito se explicar - Você deveria fazer a segurança e saber quando alguém entra ou sa… - assim que Norte nos vê ele fica mudo, parece aliviado de início mas então seu olhar muda para o de alguém preocupado. Os outros guardiões, que estão sentados de costas para nós, percebem a expressão do Norte e olham para trás nos encontrando e assim que nos veem, também ficam com o olhar preocupado e todos dão passos apressados até nós.

-O que houve com vocês? - pergunta o Coelhão

-Que monte de sangue é esse? - pergunta o Norte olhando para o meu cabelo e para o moletom da Jane até que seu olhar sobe para o pescoço dela - Jane, você está ferida!

-Não se preocupe, eu estou bem.

-Não, não está. Tem cinco buracos no seu pescoço - ele levanta a cabeça dela para olhar melhor, o que faz o seu pescoço esticar e na hora vejo ela fazer uma cara de dor - Está doendo?

-Agora está - ela diz e ele a solta

-Onde vocês estavam? O que aconteceu? - Norte insiste - Mandei um Ieti chamá-los para tomar o café da manhã e estávamos esperando vocês até que ele chegou e disse que não estavam nos quartos e nem em nenhum lugar da oficina, começamos a ficar preocupados achando que o Breu poderia ter feito alguma coisa e agora, vocês aparecem assim. Foi ele, não foi? O Breu fez isso com vocês?

Jane e eu nos olhamos, para ver quem iria começar a falar e eu digo:

-Melhor se sentarem. É uma longa história.


Notas Finais


Desde já quero agradecer as pessoas que comentam a fic e eu quero dizer aos LEITORES FANTASMAS que, por favor comentem também, pois em média eu vejo que um capítulo tem, sei lá, 50 exibições e só 2 comentários e eu quero saber o que vocês estão achando da fic, comentem suas reações, não precisam ficar com vergonha. Eu gosto de saber o que acharam dos capítulos e gosto de ver vocês interagindo comigo, então por favor, comentem, ok?
Até o próximo capítulo!


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