História Assim como eu - Capítulo 22


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Categorias A Origem dos Guardiões
Personagens A Fada dos Dentes, Bicho-papão (Pitch Black), Coelhão, Jack Frost, Norte, Personagens Originais, Sandman "Sandy"
Tags A Origem Dos Guardiões, Drama, Jack Frost, Romance
Exibições 52
Palavras 1.930
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello Guys!! Como vão? Tudo o que eu tenho para dizer é boa leitura e espero que gostem!

Capítulo 22 - Um passeio pela Oceania


Fanfic / Fanfiction Assim como eu - Capítulo 22 - Um passeio pela Oceania

Atravessamos o portal e a paisagem à nossa frente é exatamente a que está na foto, um parque não muito movimentado, algumas árvores impedem que as pessoas vejam de onde saímos. Estamos em Orange, uma cidade de Nova Gales do Sul na Austrália, o sol está alto então deve ser por volta de meio dia. O portal se fecha e sinto algo aparecer no bolso da minha camisa, coloco a mão para ver o que é e sinto o globo de neve porém apesar de eu conseguir sentir ele no bolso ele não faz nenhum volume, é como se nem estivesse aqui, sinceramente não entendo como o Norte consegue fabricar essas coisas, mas aprendi há muito tempo a não duvidar do que o Papai Noel pode fazer.

-Então, o que devemos fazer agora? - Jane pergunta

-Acho que devemos dar uma volta e ver se encontramos algo, mas antes temos que guardar isso - mostro o mini cajado que está em minha mão e coloco no bolso da minha calça e a Jane faz o mesmo, guardando em um bolso que tem na barra do vestido dela.

Nós dois saímos de trás das árvores e percebo que estamos em uma clareira com as árvores dando uma volta nela a transformando em um círculo, há algumas pessoas sentadas conversando e algumas crianças brincando e correndo mas não muitas, não tem muito movimento, o que seria o local perfeito para um ataque. Começamos a andar pela clareira olhando para todos os lados vendo se encontramos algo de anormal, mas depois de algum tempo, andamos por todo o parque e nada. Chegamos a um lugar onde tem um caminho que provavelmente é por onde as pessoas chegam aqui, olho ao longe e ele leva até uma pequena cidade mas quando olho no mapa a área da cidade está fora do círculo que temos que observar, pelo visto é apenas a clareira mesmo. Damos a volta na clareira de novo, mas dessa vez por entre as árvores vendo se há algum grupo de crianças brincando escondidas porém não há nenhuma.

-Parece que tudo está normal aqui, já podemos riscar esse lugar da lista - Jane fala - Onde é o próximo?

-É um bosque em algum lugar de Palau - digo olhando no mapa

Não tem ninguém a nossa volta então pego o globo no meu bolso, penso na paisagem da foto, o jogo no chão e o portal se abre. Faço um gesto para que Jane atravesse primeiro e logo em seguida eu atravesso indo parar em um bosque um pouco mais movimentado que a clareira. Saímos em lugar afastado para ninguém ver o portal, mas nós conseguimos ver todos e percebo que tem mais crianças que adultos aqui e um grupo de quinze crianças brincam bem afastadas enquanto seus pais conversam.

-Acho que devemos ficar de olho naquelas crianças - digo para Jane

-Concordo - no mesmo instante passa um rapaz por nós e Jane o olha em seguida olhando para os meus braços - Sabe, acho que ficaria melhor se você dobrasse as mangas da sua camisa como as daquele cara.

-Por que?

-Porque é assim que as pessoas usam e o nosso intuito é agir como elas - Jane puxa o meu braço para ela e vai dobrando a manga da minha camisa até chegar no cotovelo e faz o mesmo no outro lado - Assim está melhor.

-Obrigado.

-Disponha, mas esse lugar está mais movimentado então se você não quiser que as pessoas achem que você está falando com um fantasma eu acho melhor quando for falar comigo você não virar para mim, falar baixo e quase não abrir a boca.

-Entendido, capitã.

Vamos andando na direção do pequeno grupo de crianças olhando ao redor e para cada pessoa que se aproxima delas, mas quando chegamos perto os pais as chamam para ir de volta para casa o que me dá um certo alívio. Rodamos o bosque inteiro e mais uma vez não encontramos nada então vamos para trás de algumas árvores, eu vejo o próximo local, pego o globo, abro o portal e atravessamos para uma trilha no meio de uma floresta, ela está deserta, porém ouço uns barulhos de risadas e gritos de crianças se divertindo.

-Onde estamos? - Jane pergunta

-Em algum lugar de Port Vila, Vanuatu - respondo

-Isso é barulho de água?

-Acho que sim.

Andamos na direção do som e encontramos uma pequena cachoeira que forma um lago e mais adiante continua em um rio, nesse lago tem umas doze crianças brincando e nadando com apenas dois adultos as vigiando na outra margem.

-Parece um bom lugar para o ataque, sem testemunhas, poucos adultos - Jane diz

-Temos que ficar de olho.

Andamos um pouco ao redor do lago olhando por entre as árvores e até mesmo no reflexo da água para ver se a Maria Sangrenta não dava as caras, mas tudo estava tranquilo então sentamos afastados, encostados em uma árvore observando as crianças e vigiando tudo ao redor. Alguns minutos se passam até que uma menininha de cabelo castanho me chama a atenção, olhando para ela brincando na água eu lembro da minha irmã, me lembro das vezes que nos divertíamos quando íamos nadar no lago quando estava calor, no mesmo lago em que eu…

-JACK! - saio dos meus pensamentos sobressaltado quando a Jane grita meu nome - Você está bem?

-Estou. Por que pergunta?

-Porque essa é a quarta vez que te chamo.

-Desculpe, eu não te ouvi.

-Como não me ouviu se estou do seu lado?

-Eu… ér… O que você queria falar comigo? - ela parece um pouco irritada por eu ter mudado de assunto mas responde assim mesmo

-Eles estão indo embora.

Olho para a frente e ouço os adultos chamando as crianças para saírem da água em seguida se vestem e vão para um caminho que, pelo o que eu vi, dá direto na cidade.

-Que bom que nada aconteceu. Vamos continuar nessa trilha e ver se tem mais algum grupo de crianças brincando - digo me levantando, ouço a Jane dizer para esperar mas continuo andando até que ouço os passos dela mais próximos e então ela está na minha frente me fazendo parar

-É sério isso? Vai me ignorar agora?

-Eu não estava te ignorando.

-Imagina se estivesse - fala sarcasticamente - O que houve com você?

-Nada.

-Jack, não é a primeira vez que isso acontece, você parece que vai para outro mundo e quando volta simplesmente muda de assunto. Quando você me pergunta eu sempre digo para você o que está me incomodando, por que você não faz o mesmo?

-Não é que me incomoda, eu só prefiro não pensar nisso.

-Você estava pensando agora.

-Não foi por querer, eu… - respiro fundo antes de falar -...eu lembrei da minha vida, ok? Quando eu era mortal. Eu me lembrei da minha irmã e de quando nós brincávamos em um lago perto de casa.

-Você tinha uma irmã? - ela pergunta maravilhada

-Tinha...

-Você se lembra… sabe, apesar de se lembrar você nunca me disse nada do seu passado.

-É porque é passado e eu prefiro não falar sobre.

-Aconteceu algo ruim?

-Eu só… prefiro não falar ou pensar nisso - ela parece um pouco desapontada, mas diz:

-Tudo bem, se essa é sua decisão eu vou respeitar, não vou insistir...

-Mas você queria saber mesmo assim, não é?

-É que… eu só queria saber mais sobre você.

Olho em seus olhos azuis que agora estão castanhos, graças às lentes, e ela nos meus… espera, agora que eu parei para prestar atenção, esses olhos não me são estranhos. Chego mais perto e seguro o rosto dela com as duas mãos para ela não desviar o olhar, eu quero continuar encarando ela, quero descobrir porque esses olhos castanhos nela são tão familiares para mim.

-O que foi? - ela me pergunta quando eu seguro seu rosto

-Por algum motivo… sinto uma certa nostalgia quando eu olho para você com essas lentes castanhas.

-Eu também sinto quando olho para você com essas lentes castanhas, na verdade já faz um tempinho que eu estava sentindo algo estranho mas eu não sabia exatamente o que era, acho que nostalgia define bem.

Ficamos em silêncio, apenas nos olhando e eu não sei o porquê mas uma vontade enorme de sentir os lábios da Jane me invade, a mesma vontade daquela vez em que rolamos uma ribanceira e eu caí por cima dela. Acaricio sua bochecha levemente com o meu dedão, tudo o que eu quero agora é beijá-la, mas o que eu faria depois? O que eu diria? E se o ataque acontecer e nós não o impedirmos  porque estaríamos ocupados demais nos beijando? Custa tudo em mim resistir a essa vontade, mas temos uma missão e é preciso cumprí-la. Então, eu volto ao assunto de antes:

-Escuta, eu queria poder te dizer tudo o que você quisesse saber sobre mim mas nós temos coisas mais importantes para fazer agora, temos que cumprir nossa missão.

-Você tem razão - ela diz tirando minhas mãos do seu rosto, virando as costas e andando na minha frente, eu apenas fico parado olhando ela se afastar de mim. Ela pode até negar mas eu sei que ela ficou um pouco chateada por eu não dizer nada a ela, afinal ela tem razão, sempre que eu pergunto ela me diz o que está pensando, então por que eu não disse a ela? Por que é tão difícil para mim falar sobre o meu passado? - Você vem? - percebo que ela já está um pouco longe e eu ainda estou parado, então começo a andar para perto dela. Após dar mais uma volta na trilha, vemos que ela está completamente vazia igual a cachoeira, logo novamente abro o portal atravessamos e vamos para outro lugar.

O resto do dia foi assim, atravessando portais, indo a vários lugares, procurando algo de anormal e indo para o próximo local quando não encontrávamos nada. Fomos a uns quarenta e cinco bosques, florestas, vilarejos, acampamentos e todos os lugares estavam completamente normais. Já está quase escurecendo e ainda faltam dezenove lugares circulados no mapa para nós irmos.

-Quer escolher o próximo lugar? Todos os lugares que escolhi até agora não resultaram em nada - ela olha para mim surpresa por eu ter dito alguma coisa, já que nosso caminho tem sido silencioso desde Vanuatu

-Tudo bem - entrego o mapa e o globo para Jane, ela olha para uma das fotos em seguida abrindo o portal e passa sem falar nada e eu passo logo atrás

Estamos em Greymouth, Costa Oeste na Nova Zelândia, em uma cidade um pouco mais movimentada do que os outros lugares, olhando em volta só tem árvores. Andamos um pouco até sair de onde estávamos até as ruas onde há várias pessoas caminhando, na maioria crianças acabando de sair da escola, olho para o lado e vejo a Jane se esquivando das pessoas para elas não a atravessarem.

-Fica atrás de mim - sussurro quando passo por ela e tento ser o mais discreto possível, para ninguém achar que estou falando sozinho.

Começo a caminhar na calçada com a Jane no meu encalço, andamos por alguns minutos olhando para cada lugar e para cada pessoa que passava por nós e algumas garotas que passavam olhavam para mim e começavam a dar risinhos, acho que elas acham que eu as estava paquerando. Alguns minutos depois vejo um rapaz passar por nós e ele quase entorta o pescoço para olhar algo atrás de mim.

-Entra em algum lugar agora! - Jane diz e eu entro em beco próximo, ficando longe da vista de todos

-O que houve?

-Sabe aquele rapaz que acabou de passar por nós? Pele branca, cabelo e olhos pretos, jaqueta de couro?

-Sim, eu o vi. O que tem ele?

-Ele me viu, significa que ele não é um mortal. É ele quem estamos procurando.


Notas Finais


Comentem aí o que vocês acharam e até o próximo episódio!


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