História Assombrada por anjos - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjo, Anjos, Assombrada Por Anjos, Romance
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Palavras 1.974
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - Você eu problemas


Seus olhos se abriram e, por um momento, pensou que estava sonhando. Belinda beliscou-se e, ao sentir a onda de dor que passou por seu braço, percebeu que aquilo não era um sonho. Ela se lembrava do acidente, mas não se lembrava de como havia parado naquele lugar.  - E que lugar era aquele? Ela não se lembrava de ter ido lá antes.

Havia uma grande escuridão que engolia a luz e que apenas deixavam passar os raios do sol pela a fresta da porta. Ela tentou se levantar da cama, mas seu corpo não permitiu e, quando tentou levantar-se novamente, grunhiu ao sentir sua costela latejar.

Belinda olhou novamente pelo o lugar para ver se reconhecia algo, mas não havia nada além de duas cadeiras de madeira, um armário de madeira clara que ficava em cima da pia de mármore, a cama onde estava deitada com lençóis de seda branco, algo que cheirava a ferrugem e uma sombra. Uma grande sombra encostada na pia.

- Você está bem? - Uma voz sexy e sublime ecoou na escuridão. Todos seus sentidos foram ativados rapidamente e, ao tentar achar algo para se defender, pegou o travesseiro que estava na cama onde dormia e o abraçou contra o peito. Se aquela pessoa fosse mata-la, mesmo que fosse inútil tentar se defender com um travesseiro, ela precisava de algo.

- Quem está ai? - Sua visão estava turva, mas ela pode enxergar que algo se aproximava. A silhueta de atleta foi à primeira coisa que percebeu, depois o tamanho: - Ele era muito maior que ela. Ao chegar mais perto, reparou que aquele homem apenas usava calça jeans e estava descalço. Seu cabelo estava perfeitamente bagunçado e seus olhos brilhavam como bolinhas de gude. - Quem é você? Eu posso te ver e se você se aproximar mais, vou te bater com força.

- Sério? Você realmente vai me bater com um travesseiro?

Então seu rosto apareceu. Ela o reconhecia e odiava ter reconhecido seu rosto.

- Como foi que você me encontrou?

- Digamos que você acabou ferrando com a minha cerca e metade do meu pasto fugiu. Quem é a louca sai dirigindo o carro em alta velocidade na madrugada, estraga a cerca de uma fazenda e depois pretende atacar o próprio professor? Ai, ai Belinda, tome cuidado com suas palavras, eu posso te reprovar.

- Como foi que eu cheguei até aqui?

- Bom, você destruiu o meu pasto. Não tinha como não te encontrar. - Ele a olhou de cima a baixo e Belinda viu um sorriso malicioso crescer nos seus lábios. - Quer algo? Talvez esteja com fome?

- Eu quero ir embora. Agora.

- Acho que talvez isso seja impossível. Você destruiu o seu carro ou devo dizer, o carro de Ricardo?

- Como é que você sabe que o carro é do Ricardo? - Ele a fitou novamente e uma onda de calor acendeu dentro do corpo de Belinda.

- Belas pernas. - Disse Diogo desviando-se do assunto. - Você malha, linda? - Belinda corou por alguns instantes. Ricardo a chamava de linda, mas não a fazia sentir o mesmo arrepio e excitação de quando o seu professor de artes falava.

- Não, e eu não deveria estar aqui. – Belinda tentou levantar-se de novo e quando conseguiu ficar em pé, suas pernas vacilaram. Ela ia cair no chão se não fosse por Kesabel, por quem conhecia como Diogo, que a pegou em seus braços antes que isso acontecesse.

- Você deve descansar e depois a levo para casa. Por enquanto, você esta segura comigo. - Belinda tentou falar alguma coisa, como: “- eu vou embora agora, você querendo ou não”, mas esse pensamento se foi quando olhou para o seu professor. Ele tinha os olhos verdes mais bonitos que ela já havia visto em toda a sua vida e isso a fazia sentir uma vontade, inexplicável, de querer beijá-lo.

- Quem é você? - Sussurrou Belinda.

- Eu sou quem você quiser que eu seja. - Kesabel inclinou a cabeça para perto dos lábios de Belinda e, quando seus lábios se tocaram, ondas de calor passaram por todo o corpo dela. Ela sabia que precisava ficar atenta a ele, pois não confiava em suas palavras, mas não conseguia não ceder a aquele beijo. As mãos de Diogo apertaram com mais força suas pernas e seu corpo se prendeu mais e mais ao dele. Belinda nunca havia sentido algo assim antes e se havia, não conseguia lembrar. Era quente e sedutor, tão sedutor que ela nem percebeu que ele estava quase estourando sua costela machucada.

Clek

- Puta que pariu, minha costela. - Ela respirou fundo. - Acho que você a quebrou.

 Kesabel a colocou novamente na cama e quando olhou para o seu tórax, notou que a sua costela havia apenas estralado e não quebrado.

- Não aconteceu nada, foi apenas um pequeno estralo. - Ele se afastou, pegou a caneca de café em cima da cadeira e com o copo na boca, disse: - Já vai passar.

- Agora você é medico? Você nem tocou em mim para saber se eu estou bem ou não.

- Você quer que te toque de novo? - Ele encarou Belinda e um sorrisinho nasceu em seus lábios.

- Você é ridículo.

- Sou o que você quiser.

O coração de Kesabel estava apertado. Ele odiava mentir para ela. Para Belinda, ele não passava de um professor substituto que se chamava Diogo.

Kesabel queria tanto que ela soubesse do amor que ele sentia por ela, da dor que o sufocava cada vez que ela o deixava, dos sacrifícios que ele faria e fez só para vê-la feliz. O anjo não sabia mais viver sem ela.

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Havia um grande pasto verde e várias árvores fruteiras. O sol brilhava como ela jamais havia visto. O cheiro de cereja inundava o ar que entrava em seus pulmões.

 A roupa que ela usava não era mais a mesma, porque agora um vestido longo e branco cobria seu corpo, seu cabelo estava solto e seus pés estavam descalços.

Belinda sentiu-se livre.

- Livre de todos.

Ela corria pelas árvores com um lindo sorriso no rosto e, ao se cansar, sentou-se em baixo de uma laranjeira e admirou o lindo jardim: - Era tudo tão lindo. Belinda ria sem parar. Estava tão feliz e nem sabia o motivo.

Ela colocou a mão esquerda sobre a costela que estava machucada e não sentiu dor alguma. Era como se nem tivesse se machucado.

Um barulho lhe chamou a atenção. Barulho de casco de cavalo batendo na grama que vinha de um lugar que Belinda não conseguia identificar. O barulho se aproximava cada vez mais de onde estava sentada. Ela já sabia quem era que se aproximava e não teve medo. 

- É bom te ver novamente. - Belinda olhou para o lado e o viu.

- Ele estava ao seu lado.

- Ele havia a encontrado.

- Como foi que você me achou?

- O sonho é seu e você decide quem serão os personagens. – Enzo desceu do cavalo e sentou-se ao lado dela.

- É bom ter essas ilusões com você... Mesmo que seja apenas um sonho. -Enzo virou-se e a encarou. Seus olhares se encontraram e, naquele momento, ela sabia que nem a morte poderia tirar o que ela sentia por ele. - Sinto sua falta.

- Belinda, - Enzo acariciava o rosto dela. - as coisas mudaram e não poderão ser como antes. - Enzo trouxe o rosto dela para mais perto do seu e encostou sua testa na dela. - Estou aqui para pedir que siga em frente e deixe tudo para trás. Esqueça quem eu sou ou quem fui para você. Será bem mais fácil assim.

- Fácil? Enzo, não tem um dia que não penso em você e agora, me diz que devo seguir em frente? - O silêncio tomou conta de seus olhares, mas Belinda ainda tinha muitas e muitas palavras que precisavam ser ditas. - Você realmente me amou?

- Como pode duvidar disso?

- Então porque quer que eu o esqueça?

- Porque não aguento mais ver você assim tão sem vida, tão sem...

- Amor? - Completou Belinda. - Será porque você se foi? Será que você não entende? Enzo, você foi e continua sendo tudo para mim e isso, nunca mudará.

Enzo sorriu.

- Sabia que você é bem teimosa?

- Não vejo graça. Aliás, eu não vejo mais graça em nada.  - Belinda levantou-se e correu para o meio do pasto, para algum lugar que pudesse se esconder de Enzo. Ela estava confusa e ele só parecia dificultar mais e mais. Ela olhou para trás para ver se ele ainda estava lá, mas não encontrou nada; nem vestígio que ele esteve lá e, ao virar-se para frente, deparou-se com Enzo. Belinda queria correr mais e ficar longe dele, mas não conseguiu. Já era tarde demais.

Enzo envolveu o corpo dela em seus braços e a trouxe para mais perto de si. Belinda podia sentir o hálito de Enzo que cheirava a cereja fresca.

- Te amei como jamais imaginei e te amarei para sempre. Não importa o que aconteça eu sempre irei te amar. – Belinda sentiu-se culpada por ter duvidado de seu amor e para tentar se desculpar, ficou na ponta dos pés para que ficasse mais perto do rosto de Enzo; Para que pudesse sentir seus lábios outra vez.

 - Apenas um último beijo. –Suplicou Enzo.

Os lábios de sua amada estavam tão perto, tão perto... Então, uma rajada de luz branca cegou os olhos de Belinda e zumbidos com o seu nome, invadiram sua cabeça. Seus sentidos haviam voltado e seus olhos abriram.

- Sonhando com quem, linda? - Sua voz era sedutora, mas poderia jurar que suava ameaçadora.

- Com algo bom e tranquilo. Coisa que você não é capaz de sentir ou fazer alguém sentir. – A porta foi fechada e a luz quase que sumiu por completo.

- Me diga com o que estava sonhando linda. – Kesabel agarrou seu braço e começou a apertá-lo. – Diga!

- Você esta me machucando. - Belinda gritou para ver se ele percebia o que estava fazendo, mas era como se não ouvisse nada e seus olhos já não estavam mais verdes; Estavam quase negros. Por um momento achou que ele iria quebrar o seu braço, porém antes que de isso acontecer, Kesabel foi arremessado para o outro lado do galpão por uma mulher que era tão linda que Belinda achou que era um anjo que havia sido enviado do céu para salvá-la.

 - Quando é que você vai tomar juízo, irmão?

- É bom te ver também, Angelina. - Kesabel levantou-se do chão. - Como foi que você descobriu que eu estava aqui?

- Eu sempre sei onde você está e sempre vou saber. - Ela virou-se para Belinda sorriu e depois voltou a olhar para o anjo caído que vinha em sua direção. - O que ela está fazendo aqui? Estão todos atrás dela. TODOS.

- Eu não ligo. O importante agora é que ela está comigo e sonhava comigo.

 Angelina gargalhou alto, como se aquilo fosse a melhor piada do mundo.

- Belinda sonhando com você? Além de idiota, você é iludido. - Angelina caminhou pelo galpão e o som de se sapato de salto, ecoava por todo o lugar. - Ela sonhava com Lorenzo e não com você. Ela sempre irá amar o Lorenzo. Sempre. - Ela voltou a sorrir e depois sentou-se na cama ao lado de Belinda, que chorava com a dor intensa que sentia percorrer por seu braço. - Não se preocupe meu anjo.  Tudo isso já vai passar. – Angelina chegou mais perto do ouvido de Belinda e a fez sorrir quando sussurrou que Kesabel estava na TPM (tensão do primata masculino).



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