História Assopre As Velas - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys (bts), Bts, Fem!bts, Hoseok Girl, Hoyoonmin, Namjin, Sugamin, Taekook, Vkook, Yoonmin
Visualizações 362
Palavras 5.200
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Magia, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aviso: Esse capítulo tem lemon, cenas de sexo explícito e blablabla.

Não acredito que só agora tive a decência de fazer uma banner. Rsrs

Fiquei bem chateada pela queda de comentários, por isso demorei para postar Zzz Mas é vida que segue!
Boa leitura.

[Assim que a história acabar, eu vou começar a corrigir.]

Capítulo 16 - A vida não é tão sem graça


Fanfic / Fanfiction Assopre As Velas - Capítulo 16 - A vida não é tão sem graça

Park Jimin P.O.V

 

As unhas brancas e a mão fina e pequena envolveu suas costas em um abraço, eu nunca vi Yoongi receber tal ação de bom grado. Não só a luz irritante que saía da janela, mas também as risadas fracas me deixavam um tanto tonto. Me levantei parando na porta e olhando os dois ali, eles se separaram do abraço e o mais velho sorriu para mim apresentando a tal garota, que sabia o endereço de WooBin. Era incrivelmente jovem e beleza não era algo que lhe faltava.

Quisera eu voltar a essa manhã vaga, pelo menos nesse momento eu não escutava os gritos furiosos acompanhado do silêncio de Yoongi. Estava no fim do corredor, olhando para os meus pés como se fossem a coisa mais interessante do mundo.

De lado podia ver a sombra do corpo do esverdeado. Outra sombra surgiu saindo da porta e entrando no mesmo corredor, pisquei demorado escutando o impacto do corpo do mais velho bater junto com a parede. Seu irmão havia o empurrado com força, lhe esmurrando o peito.

Ele estava furioso, falava e falava, perguntando por que Yoongi não abria a boca, seu irmão queria ouvir sua voz. Quando chegamos, o esverdeado tentou formar uma frase, mas foi impedido pela grosseira, agora não falava mais nada e isso deixava WooBin mais furioso ainda.

Ergui a cabeça não podendo deixar isso acontecer mais, corri em direção aos dois descontrolando meus impulsos, era doloroso ver Yoongi calado escutando todas as palavras grosseiras saírem do menor que si. WooBin parecia um boneco de porcelana, quebrado e magoado.

O mais novo de todos, ergueu o braço ameaçando dar um tapa forte no rosto de Yoongi. ― Para! ― Gritei chegando aos dois e tomando a frente de Yoongi. O esverdeado não levantava a cabeça, seu rosto estava opaco e de longe podia sentir o cheiro de seus sentimentos mais sombrios poluírem o ar, junto com as lágrimas do seu irmão magoado.

O garoto me empurrou, tirando-me de sua frente, WooBin gritou pelo nome do mais velho e chutou a porta atrás de si apontado para um homem desleixado completamente apagado em uma poltrona. Provavelmente bêbado.

― Você fez isso, você não deixou nós nos despedimos da mamãe. E nem sequer pede desculpas! ― Cuspiu as palavras fazendo Yoongi encolher os ombros com uma expressão séria. Respirei ofegante sentindo meu ar e minhas ideias acabarem, eu havia feito isso. Nem havia pensado o quanto seria doloroso para ele lembrar de tudo o que aconteceu, e como foi difícil ficar de luto.

Eu havia insistido para ele encontrar o irmão. WooBin não o recebeu de braços abertos, muito pelo contrário parecia desejar com todas as suas forças pegar qualquer uma das garrafas, jogadas no chão de sua casa, e jogar no Min mais velho.

― Yoongi… ― Eu disse erguendo o olhar, o mais velho virou o rosto para o outro lado e saiu da nossa frente, indo até a porta com passos fortes e atordoados, se batendo na parede do corredor uma única vez antes de entrar pela porta das escadas.

― Por que você fez isso!? Ele só queria saber como você estava! ― Disse bravo me levantando e empurrando o rapaz baixinho da mesma forma que ele empurrou seu irmão antes.

― Ele queria saber? Há! ― Perguntou debochado entrando em casa sem deixar de tirar os olhos tristes de mim. ― Ele abandonou um garoto de 13 anos, com um velho bêbado e miserável. Eu não tive chance de sofrer pela minha mãe, porque estava ocupado demais aguentando o luto do meu pai.

― Me diz. ― Falou me olhando de canto. ― Por que ele não pediu desculpas? Ele estava aqui na minha frente e não o fez.

Ele disse tal coisa me calando. ― Eu não tive tempo, um dia acordei e minha mãe morreu.  Aquele idiota nem tentou falar comigo, ele me abandonou aqui. ― Falou em um quase grito e bateu a porta em minha cara. Neguei com a cabeça bufando em frustração, esse moleque queria o pedido de desculpas, mas não fechou a boca para deixar o outro falar. Como Yoongi falaria se ele não calava a matraca?

De repente um silêncio pavoroso surgiu por aqueles corredores, mas minha mente não estava quieta, e sim barulhenta. O silêncio físico e o barulho mental  foram pausados por um segundo, Woo Bin estava chorando do outro lado da porta.

Ainda ofegante e surpreso com tudo o que estava acontecendo, grudei minha mão na madeira.

― Seu irmão estava destruído... Ele está tentando ser uma pessoa melhor, dê uma chance para ver isso. Ele está aqui agora, você só precisa deixar ele falar. ― Disse escutando as lágrimas em resposta.

― E-eu… Só fiquei bravo de vê-lo quieto assim. Depois de tanto tempo, ele devia ter pensando em falar algo. ― O mais novo disse com a voz embargada do outro lado da porta. Sim, aquilo era de partir o coração, mas eu não queria pensar nisso. O esverdeado estava em algum lugar, e eu teria que correr atrás dele.

Yoongi… ― Pensei voltando a lucidez, não podia negar que tudo aquilo era culpa minha. O mais velho estava se tornando alguém melhor, trabalhando corretamente e até mesmo sorrindo, eu o fiz procurar o caos novamente.

― Tão injusto. ― Sussurrei voltando a sentir o meu corpo antes paralisado. ― Estão vivos, estão acordados e livre de maquinas. ― Se eu tivesse tal chance, se eu tivesse qualquer outro familiar, faria o máximo para me aproximar.

Andei em passos rápidos descendo as escadas com pressa indo até a frente do prédio, ele não estava lá. Seu carro estava abandonado no pé da calçada, não me importaria com WooBin agora, ele acabaria procurando o próprio irmão. Isso é mais que claro, também quer ele por perto, apesar de toda a raiva.

Eu não sabia dirigir, peguei qualquer táxi mostrando o endereço do hotel em que dormimos. Não fazia ideia de onde Yoongi estava, nem poderia imaginar, mas queria muito que ele estivesse enfiado embaixo das cobertas, que estivesse até mesmo chorando. Mas que não tivesse me abandonado aqui também.

Subi as escadas do prédio e parei em frente a porta, por fim respirei fundo. Ele não estava lá, não poderia, afinal as chaves estão comigo. Olhei no relógio do celular e vi que ainda era cedo, eu teria que esperar lá. Meu coração batia frenético e com medo, e se ele não voltar?

Entrei no lugar e vi uma bagunça, a única bolsa estava jogada no chão e as poucas roupas estavam embaralhadas em cima de uma das camas. Ele havia passado aqui, pegou todo o dinheiro e deu fora.

Me sentei na cama vendo minha visão ficar turva, estava tonto por tanto estresse. Meu corpo pesou junto com a consciência. ― Que idiotice… ― Falei sabendo que teria sido melhor ficar em Busan, eu devia ter calado a boca e dormido no seu sofá. Só precisava terminar de soprar essas malditas velas. ― Só falta uma. ― Disse afundando meu corpo no colchão, meu peito doía de arrependimento.

Mais arrependimento ainda por lembrar do dia de hoje, mais cedo Yoongi comprou um casaco para o seu irmão, um presente. Treinou nervoso algumas falas, pois dizia ele não saber mais como manter uma conversa, lembro de dizer que era coisa da sua cabeça, porque ainda hoje ele passara horas conversando comigo.

Cobri o rosto sentindo minha barriga embrulhar de frustração. Havia deixado o maldito casaco cair no chão. WooBin não teve nem mesmo a decência de ver o tecido que o esverdeado segurava em mãos quando abriu a porta.

― O que eu fiz? ― Perguntei uma última vez até erguer o celular em cima do meu rosto, eu desejava que ele visse meu contato ali, não me lembro de tê-lo avisado que tinha salvo meu número em seu telefone.

― Por favor, me ligue. ― Conclui que estava ficando louco por falar sozinho.

Afundei mais ainda no colchão sentindo meu corpo pesar. Minha cabeça ainda se igualava a um borrão escuro, as perguntas ainda estavam lá, não me deixando pregar os olhos. Onde aquele idiota está?

Escutei o trinco ser aberto, e junto com ele, me sentei na mesma hora pulando da cama e indo até a porta. Ele estava lá completamente encharcado, minhas dúvidas haviam tomado completamente a minha mente, tanto que nem percebi que já estava de noite, e ainda mais, chovendo tão forte.

― Você esqueceu de fechar a janela. ― Ele disse amargo com a mesma expressão que tinha quando eu o conheci pela primeira vez, enfiei o celular no bolso do casaco e o puxei para um abraço.

Ele afastou-me, não olhando em meu rosto nem por um segundo, deixou a sacola que segurava cair no chão e assim arrastou o próprio casaco pelos braços jogando no da mesma forma, não queria imaginar o frio que sentia pela chuva de fim de ano gelada.

Fechou a janela e foi direto para o banheiro afundar a cara em toneladas de água que saiam da torneira.

Franzi o cenho sentindo meu peito se acalmar, mesmo que a preocupação ainda estivesse lá. Me abaixei tomando o casaco encharcado nas mãos e junto a sacola branca. Meu coração começou a bater frenético novamente de raiva, ao ver as latinhas de cerveja caírem no chão.

― Você está bêbado? ― Perguntei furioso largando tudo no chão novamente e indo até a porta do banheiro, enquanto os olhos fundos e a boca pálida pararam o que estava fazendo e chegaram aos meus olhos de forma intensa. Ele pegou uma toalha de rosto, enxugou toda a água e apoiou uma das mãos na pia voltando a não olhar em meu rosto.

― Não. ― Disse curto com a voz rouca como se tivesse passado a tarde gritando em frustração. Não queria imaginar o que aconteceu, porque estava ficando tão desesperado que comecei a imaginar que sua voz estaria assim até mesmo porque havia probabilidade de que ele tivesse fumado, ou coisa do tipo.

― É claro que está! ― Esbravejei tomando o pulso do mais velho e o trazendo para mais perto, cheguei o mais próximo possível puxando a gola da sua blusa com a outra mão para sentir o seu cheiro, qualquer cheiro parecido com fumo, mas seria impossível, correto? Afinal ele havia tomado muita chuva.

Ele prendeu os meus pulsos em seus punhos, parando minhas ações e me olhando com seriedade. Algo que fez o meus pensamentos congelarem.

― Eu não estou bêbado, nem drogado. Estou normal. ― Disse ainda olhando para mim, meus pelos ficaram em pé vendo o rosto alheio.

Suspirei abaixando a cabeça e negando com a mesma.

― Eu sei que não foi do jeito que você esperava, mas você não pode regredir. ― Disse escutando um riso debochado vim do outro, como se estivesse pouco se fodendo para tudo o que eu falava. ― Por que comprou aquela merda se não ia tomar?

Perguntei me referindo as latinhas de bebida, o riso estúpido saiu do seu rosto e assim ele largou meus braços que ficaram marcados pela pressão que eu não notei antes. Massageei meus pulsos vendo a marca dos dedos gelados presentes.

Ele não respondeu e eu insisti ― Responde! ― Disse seguindo seus passos, ele seguia para cama pegando uma roupa seca. Mais uma vez ele não respondeu, eu não iria suportar aguentar idiotice alheia novamente!

― Seu irmão só queria que você falasse com ele. ― Falei sem pensar, ele parou seus passos e suas ações, e virou para mim boquiaberto.

― O que você falou com ele? ― Ele falava franzindo o cenho, estava bravo por isso?

― Eu só disse a verdade. Vocês dois precisam se dar uma chance! Ele só não estava preparado para te ver tão de repente. ― Ele negou com a cabeça como se estivesse realmente raivoso por causa disso.

― Por que você fez isso?! Eu não precisava da sua ajuda! ― Disse voltando a seus passos, mas dessa vez com fúria, passou por mim batendo o ombro no meu.

― Era mais que evidente que precisava!

― Você só voltou para transformar tudo em uma merda de novo? ― Praticamente latiu  virando em minha direção, a expressão raivosa em seu rosto falhou e algo sério e confuso tomou conta de sua expressão.

Essa pergunta me magoo, não era minha intenção fazer nada de errado. Se ele não queria ir atrás do irmão dele, bastava não me escutar! Como sempre.

Minha cabeça era estava uma confusão, meu peito estava dolorido, como ele poderia falar assim comigo depois de tudo o que aconteceu? Eu te odeio Min Yoongi.

― Jimin… Me desculp… ― Sua frase idiota foi interrompida, minha mão foi em direção ao seu rosto deixando um tapa fraco ali. Estava tão chocado com a pergunta retórica que nem força investi nesse tapa.

― Idiota. ― Isso pulou dos meus lábios.

― Só esquece isso, me desculp... ― Novamente corto suas desculpas virando o meu rosto para o outro lado.

― Seja homem. ― Disse em um quase grito, eu não iria chorar, eu não queria chorar, eu só sentia vontade de esmurra-lo, mas algo em minha cabeça o queria proteger e cuidar para que ele ficasse com a própria família.

Talvez ele tenha esquecido que eu sei mais do que ninguém como é ficar longe de um familiar amado. Talvez ele tenha esquecido que ao contrário dele, eu não posso conversar com minha mãe.

Ergo meu rosto pronto para dizer que iria sair pela porta, mas então meus olhos dobraram de tamanho quando eu vejo o rosto quase que colado no meu, visão que só durou meio segundo.

Seus lábios tocaram os meus em um beijo casto e simples, delicado e suave. Tão leve que se não estivesse com os olhos abertos nesse exato momento, poderia confundir o toque morno com a ação de prender os dedos em cima dos lábios.

― Yoong.. ― Tentei falar com os lábios ainda grudados no seus. Ele calou minha palavra colocando a mão atrás das minha nuca e juntando mais ainda os lábios, com um selar intenso e pesado não deixando que eu abrisse minha boca nem por um segundo.

Meu coração batia rápido e minhas mãos tremiam suspensas no ar. Meus olhos foram se fechando aos poucos e minhas mãos desceram ainda travadas caindo nas laterais do meu corpo.

O beijo foi cortado me deixando com os olhos fechados e as sobrancelhas arqueadas, novamente os lábios tocaram os meus em um beijo mais longo, dessa vez a mão gelada foi de encontro a minha cintura, me puxaram para mais perto, ainda sustentando minha cabeça com a mão fria grudada na minha nuca.

Os dedos se mexeram minimamente sobre o meu pescoço, me causando um arrepio grutal que correu por toda a minha espinha e me fez estremecer com os lábios que deixaram os meus quentes.

Um beijo, e em seguida mais um beijo longo, era tão simples que me fazia querer mais. Minhas bochechas ardiam de vergonha por poder escutar meu corpo todo chamando pelo outro de forma tão suplicante, em um suspiro que escapou dos meus lábios e fez o mais velho sorrir de canto, mas não de jeito safado. Apenas um sorriso sincero e meigo.

O beijo parou e o mais velho arrastou nossos narizes chamando o meu nome que foi ignorado porque eu não tinha palavras para responder nada.

― Jimin… ― Disse novamente me fazendo abrir os olhos, que permaneceram semi fechados ao sentir minha cintura ser abraçada com mais firmeza pelo braço alheio.

― Hm? ― Eu respondi meio sôfrego, isso o fez suspirar por alguma razão, parecia que ia falar algo, mas foi esquecido tomando meus lábios de novo em um toque mais íntimo.

As bocas se mesclaram buscando o calor das línguas ágeis, chupava o meu lábio inferior deixando pequenos estalos no ar, ao se separar e olhar para minha boca, voltando a mordê-la em seguida. Tirando-me todo o ar e todos os neurônios, minhas mãos rodearam seu pescoço aprovando aquele beijo.

Nossas línguas se moviam, chupando uma a outra, hora sim e hora não. Meu corpo dava sinal de vida, me causando arrepios e fisgadas no baixo ventre. Ofeguei entre o beijo quando senti o seu corpo se esfregar timidamente no meu.

Continuou mais feroz e mais rápido, apertando minha cintura com força, me fazendo grudar completamente em seu corpo, estava tudo quente. Nem a pele gelada de Yoongi, nem o seu cabelo molhado pela chuva me fazia esfriar, estava ficando louco com o beijo intenso e os lábios macios me mordendo, chupando, beijando. Estremeci mais uma vez quando o aperto na cintura foi tão forte que fez os membros em plena rigidez se esfregarem.

Me afastei do beijo o empurrando, estava ofegante e meus lábios estavam quentes, ele olhava-me meio entorpecido e eu não era diferente.

― N-nós… O-o q-que… P-po-or quê? ― Falei gaguejado sentindo meu corpo esfriar e minha vergonha reinar em sua frente.

Ele respirava pesado com os lábios inchados, vermelhos e abertos. Negou com a cabeça apertando os olhos como se quisesse se despertar do que havia acontecido, tocou o próprio cabelo e penteou o franjinha molhada evitando olhar para mim.

― Me desculpa, esquece isso.

Meu corpo falou mais alto quando eu vi ele se virar em direção ao banheiro.

― Não! espera! ― Eu achei que ele não iria dar ouvidos, mas ele parou ali mesmo ainda de costas para mim. O que você está fazendo Park Jimin? ― Pensei mordendo o interior da bochecha. Mesmo que fosse ninguém além do próprio diabo ali na minha frente, assim como um demônio ele despertou o meu corpo e eu não permitiria que ficasse um clima estranho entre a gente.

Além do mais, eu queria isso agora, mas do que nunca. Me aproximei vendo ele ainda parado olhando para o chão. Tirei o meu casaco deixando cair no seu lado e fiquei atrás, em suas costas, centímetros do seu pescoço alvo e livre de marcas.

Aproximei meu rosto só para deixar um beijo ali, o vendo engolir a seco e fechar os olhos. Fechei meus dedos na borda da blusa e arrastei corpo a cima, tirando e jogando no chão da mesma forma. Abri o zíper na minha calça sentindo o frio bater em meu corpo se misturando com a quentura da minha pele.

Ele mordeu os lábios com os olhos ainda fechados, grudei minha barriga em suas costas e arrastei meus lábios - modéstia parte - grossos em sua nunca. ― Vai desistir? ― Disse vendo ele se virar para frente, pousar a mão em meu peito de forma rápida e me empurrar até a cama.

Caí com leveza sobre o colchão vendo o rosto que nunca me foi tão sexy, me fitar de cima enquanto abria o cinto da calça. Puta merda, quando você ficou tão bonito? ― Pensei vendo o cinto cair no chão e escutar os sapatos pesados serem tirados, ele ergueu uma das sobrancelhas, deixando um sorriso sacana brincar em seus lábios.

A blusa molhada deixava o abdômen pouco definido parecer mais atrativo ainda. A blusa preta e a calça da mesma cor o deixava com um ar dominante insustentável.

― Você parece tão gostoso, Park Jimin. ― Falou com a sua voz, mais rouca que o normal, meu membro pulsou só de ouvir a voz gostosa e viril. O corpo se curvou parando no meio das minhas pernas abertas na cama, enquanto os lábios infernais deixavam rastros de fogo por minhas clavículas e pescoço.

Arfei sentido os dentes prederem a pele do meu pescoço e depois deixarem um beijo ali, seguido de um chupão enquanto nossos membros se esfregavam.

A mão fria passeou por meu corpo, subiu e desceu parando nas coxas, deixando um aperto gostoso ali. Subiram novamente deslizando os dedos por minha barriga de forma lenta, meus pelos ficarem em pé e um pequeno gemido saiu dos meus lábios quando a mão grosseira parou na barra da minha calça.

Ele desgrudou os lábios da minha pele e me olhou como se pedisse permissão, em resposta beijei a sua boca próxima a minha, sentindo o tecido arrastar por minhas pernas e ser jogado em qualquer lugar.

Meu corpo tremia de antecipação, sabendo que eu estava vestido apenas por uma cueca, enquanto o outro estava todo coberto.

― Você é tão sensível assim? ― Perguntou com um tom de voz divertido descendo seus lábios até meus mamilos, sugou forte puxando a cabeça para trás, meu corpo arqueou um pouco e um gemido baixo saiu dos meus lábios. A mão voltou a tocar o meu corpo apalpando minha bunda.

Os lábios gelados descerem por toda minha barriga deixando chupões em todos os lugares, enquanto caíam algumas poucas gotas geladas do seu cabelo me levando a loucura, estava ficando louco. Completamente louco.

Ergui meu quadril automático sentindo meu corpo formigar de ansiedade por ter sua boca tão perto do meu pau. Ele sorriu sobre minha pele deixando uma mordida forte ali e sem cerimônias tirou a única peça que me cobria, deixando meu falo pular para fora. Junto com o pré-gozo que saía caindo até o início.

Mais um gemido vergonhoso.

A boca tocou o meu membro e arrastou os lábios da base até a glande me fazendo gemer um pouco mais alto e sensível. Cobri minha própria boca sentindo meus olhos lacrimejarem pelo fogo que parecia emanar deles ao ver essa cena tão perversa. Yoongi me olhou de forma sugestiva enfiando tudo na boca de uma única vez. Por segundos achei que o meu ar havia acabado.

Gemi esganiçado sentindo meu corpo se contrair em busca de se fechar, as mãos não tão mais frias separaram mais ainda minhas pernas, me deixando incapaz de controlar qualquer coisa.

Ele arrastou o meu membro pela parte interna da sua bochecha e tirou tudo da boca para arrastar a língua e rodear a mesma por toda a minha glande, enfiando bem devagar até tocar a sua garganta. Gemi completamente derrotado com a boca ainda tapada, ele deixou um tapa em minha bunda e apertou a mesma área, tirando o falo da boca e me mandando parar de prender meus gemidos.

Neguei com a cabeça vendo ele me “castigar” ao apertar a glande inchada com seus lábios. ― N-não-ahh… ― Disse desprendendo a minha boca para colocar minhas mãos pequenas na sua cabeça e empurrar contra o meu membro indo fundo em sua garganta.

Achei que ia explodir até ver a boca pequena se encher de esperma e engolir tudo. Meu peito subia e descia, meu corpo ainda latejava com a sensação do orgasmo rápido, ele subiu novamente deixando nossos rostos próximos.

Pervertido, levou o polegar até os lábios e limpou uma única gota do meu líquido do canto dos seus lábios, chupando eles em seguida. Suspirei só vendo isso, enquanto meu corpo ainda estava sentindo consequências.

Ele sorriu de um jeito agradável e beijou a minha bochecha, fechei os olhos sentindo a mão direita tocar a minha bochecha e deixar um carinho ali. Estava ficando louco com tudo isso. ― Você é tão doce. ― Disse com a boca ao lado do meu ouvido, quase infartei ao ouvir isso, minha mão jogada no colchão foi direto para a manga curta da sua blusa, eu não queria que ele saísse dali.

Não queria que se afastasse, meus pensamentos estavam vagos demais para não me concentrar em outra coisa que não fosse o cheiro forte de perfume masculino.

Vendo-o desse jeito, me vem à cabeça os momentos mais simples de Yoongi e com isso concluí que até quando ele está bebendo aquele suco horrível. Ele é sexy

Eu não notei por quanto tempo o mantive ali em cima de mim, mas quando procurei o seu rosto, ele me fitava com atenção. Mordi minha própria língua sentindo minhas mãos se separaram da sua blusa por tamanha vergonha. Era bonito demais para meu coraçãozinho, o rosto pálido não escondia as bochechas avermelhadas e o olhar severo e intenso me paralisava tirando-me as respostas mais vergonhosas possíveis.

Ele gargalhou baixinho voltando a beijar meus lábios, com minhas mãos trêmulas eu tentei tirar sua camisa, mas eu não conseguia calcular meus movimentos.

Ele riu tirando a própria blusa e aí tudo começou de verdade, o sorriso sumiu do seu rosto, agora só havia espaço para o prazer. Meu pau ainda estava ereto, eu queria mais, muito mais. Troquei de posição meio afoito abaixando suas calças junto com a cueca e sentando em seu colo.

O mais velho arfou se sentando da melhor forma possivel, mas não funcionou porque eu estava debruçado com as mãos apoiadas em seu peito, enquanto começava a rebolar meio envergonhado, mas ainda sim rápido. Eu queria sentir o seu lado mais quente.

Yoongi fechou os olhos apoiando as duas mãos na cama e pendendo a cabeça para trás, enquanto soltava um gemido rouco e se remexia juntamente. ― Yoong-gii... ― Gemi parando o rebolar e friccionando a minha bunda em seu membro. Ele pareceu se engasgar com a ação e suas mãos foram automaticamente para minhas coxas apertando ali enquanto soltava um gemido mudo.

Eu sorri automático e mordi o lábio escondendo o sorriso, ele viu tudo e estalou um tapa forte em minha coxa, me fazendo dar um pulinho voltando a esfregar em seu colo. Seus lábios foram de encontro ao meu pescoço deixando uma mordida que me fez gemer de dor e prazer.

Seu corpo praticamente se afastou de mim, juntando as costas na cabeceira, a mão do mais velho se emaranhou nos meus cabelos e me puxou com grosseria me fazendo voltar a sentar no seu colo. Engatiei de quatro me sentando em seu membro melado com o líquido viscoso entrando de uma vez só, gemi de dor sentindo mais dor ainda pela mão que puxou meus fios com mais força, me fazendo grudar as bocas e sentar com mais pressa.

Ele abraçou minha cintura entrando completamente em um arfar delicioso, minha entrada contrária tentando expulsar a grossura do seu pau que entrou a seco, entrando somente graças a o leite que escapou do seu membro.

Voltou a beijar meu pescoço e descer os dedos até os meus mamilos enquanto eu me acostumava com a invasão. Aos poucos podia sentir o sêmen escorrer por minhas paredes internas tornando possível que eu me movesse.

Rebolei o meu corpo escutando Yoongi gemer fraco contra a minha pele. Aquilo me fez querer provocá-lo mais ainda, continuei a rebolar conseguindo pegar um ritmo bom. Já subia e descia com sentindo meu interior arder com todo o calor.

As mãos do outro grudaram minhas bandas me fazendo gemer em deleite, graças ao aperto repetindo. Ele parou de beijar meus lábios e afastou o rosto voltando a segurar meus cabelos, trazendo o meu rosto para perto do seu enquanto me fodia com o seu falo grosso.

Comecei a rebolar de verdade, subindo e descendo com movimentos de vai e vem rápidos, enquanto eu saía quase que completamente e depois descia com força fazendo ir fundo. Ele continuava olhando no meu rosto, se aproveitando das minhas expressões anestesiadas enquanto eu rebolava em seu colo.

Seu abdômen se contraiu a respiração falhou, eu estava tão duro que doía, peguei a mão do esverdeado e levei até o meu próprio membro, ele apertou me torturando, gemi longo travando o meu rebolar graças ao aperto insuportável da sua mão.

Ele começou a me mastubar com dedicação, minhas pernas estavam travadas com a sensação. A mão que segurava meu cabelo foi direto até minha cintura me empurrando para baixo de novo, rápido e forte fazendo minha pele se chocar com o seu colo.

Gemi longo começando a rebolar frenético, meus olhos marejavam e minhas mãos se apoiavam em suas coxas enquanto este me mastubava e me preenchia.

Seus gemidos estavam ficando mais longos e mais altos. Não demorou mais de quatro estocadas para sentir o líquido me preencher, gemi contra a sua pele sentindo o pau socar a minha próstata. Rapidamente ele trocou de posição comigo me deixando sem ação. Continuou a estocar mais forte e mais frenético, apalpou meus testículos e prendeu os meus lábios em seus dentes. Eu gemia ofegante sentindo meu ponto sensível ser tocado com tanta certeza.

Ondas fortes começaram a percorrer o meu corpo junto com o a sensação entorpecedora de ter o seu corpo tão concentrado em me fazer gozar. O desejo insuportável não aguentou, meus gemidos contidos entregavam que eu estava vindo. Yoongi segurou o meu falo do mesmo jeito que fez antes, me fazendo bater os dentes em sua boca, afoito pelo desespero do orgasmo forte.


 

Ofegante, se alguém fosse capaz de se afogar com ar, esse alguém seria eu. Olhei Yoongi cair do meu lado do mesmo jeito, fechei os olhos deixando um sorriso grande escapar dos meus lábios enquanto escutava os lufos de ar saírem de Yoongi.

― Por que você está sorrindo? ― Ele perguntou do meu lado, não havia grosseira em sua pergunta. Olhei para ele virando de lado.

― Por nada. ― Disse divertido vendo Yoongi esconder parte do rosto, ele parecia minimamente envergonhado enquanto desviava o olhar para o meu corpo e depois voltava a fitar minhas orbes.

― V-você quer alguma coisa? Vou pegar água. ― Disse me fazendo sorrir mais largo ainda, ele estava todo desconcertado e eu completamente satisfeito. Respondi negativo falando que não queria nada, ele se levantou da cama cobrindo as partes com a mão, mas ainda era possível ver a bunda bonitinha do mais velho.

Mordi os lábios procurando minha jaqueta jogada no chão. Estava tão feliz que nada mais se passou pela minha cabeça, além da vontade de mandar uma mensagem para Tae e reaver a amizade. Pelo menos agora, minha vida não seria tão sem graça ao ponto de afastá-lo. Me joguei na cama novamente abrindo a tela do celular.

Então o sorriso broxou nos meus lábios, agora eu deixava apenas um sorriso sutil, havia sido tão bom ter o corpo de Yoongi, mas é quase certeza que isso não irá acontecer novamente.

Foi bom enquanto durou.

Coloquei o celular no peito, enrolando uma mecha de cabelo em meus dedos enquanto olhava para o teto.

― Tem certeza? ― Disse do outro lado do quarto, o pequeno frigobar ficava próximo a uma porta, eu ainda podia vê-lo, então não neguei nada aos meus olhos, deixando eles encararem o esverdeado agachado procurando uma garrafa de água.

― Não, obrigado. ― Disse bocejando e sorrindo novamente, ele tem mesmo uma bundinha fofa. O rosto se escondeu na porta do frigobar, provavelmente achando a garrafa.

Meu corpo pesava de sono, ele não se importaria se eu dormisse um pouco, certo?

Bem, fechei meus olhos suspirando ao sentir o cheiro de toda aquela brincadeira, um cheiro marcante que eu teria o prazer de deixar grudado na minha pele.

― Eu gosto de você, Jimin. ― Eu escutei isso vindo do outro lado do quarto. Eu iria responder, mas a preguiça foi maior. As coisas ao redor perderam o som e assim eu adormeci.  


 


Notas Finais


Respira! E... Ler a nota aqui:
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Esse é o último - terceiro - dia, então quando o Jimin fechou os olhos, ele... Voltou para casa hihihi.


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