História Assuntos Familiares (Segunda temporada) - Capítulo 29


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Família, Gay, Gravidez Masculina, Itachi, Naruto, Romance, Sakura, Sasuke, Yaoi, Yuri
Exibições 265
Palavras 3.624
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Famí­lia, Lemon, Luta, Romance e Novela, Saga, Yaoi, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá

Normalmente esta semana postaria capítulo de 'Dias presentes', mas estava inspirada para esta. Prometo que esta semana postarei 'Dias'.

Temos um pouco de ação e momento família, espero que gostem.

Não gosto de adiantar de mais as coisas, prefiro fazer os detalhes menores para sanar indagações.

Abraço!

Capítulo 29 - Capítulo 29


Fanfic / Fanfiction Assuntos Familiares (Segunda temporada) - Capítulo 29 - Capítulo 29

O grupo pulava de galho em galho das frondosas árvores, tão rápido, que aos olhos destreinados iriam ver somente vultos negros.

Eles tinham pressa para completar aquela missão.

O líder parou no grosso galho da última árvore do limiar da floresta, às margens de uma planície que dava acesso direto a uma monstruosa ponte.

Ele ergueu o braço direito, fazendo sinal para que os demais parassem logo atrás dele. Seu rosto estava escondido por uma máscara de porcelana onde a pintura lembrava de um falcão. Suas vestes denunciavam que era um membro do esquadrão especial ANBU.

Um dos integrantes, uma menina, ativou o seu Byakugan e analisou a área circundante. Garantindo nenhum perigo à vista.

O outro homem do time, adiantou para ficar ao lado do líder.

— O ponto de encontro seria a ponte Grande Uzumaki!

Sasuke deu um sorriso divertido por debaixo da máscara. Era hilário pensar que a ponte levava o nome de seu dobe, isso o fez recordar daquela missão. Tinha sido perigosa, estressante e ao mesmo tempo empolgante. Isso fez somente sua saudade aumentar.

Satoshi deslocou para o lado esquerdo da floresta, ficando alguns metros de distância e escondeu o seu chakra. Hinata seguiu para o lado direito e igualmente anulou o seu chakra, dessa forma, teriam um plano de resguardar.

Não tiveram que esperar muito, pois logo uma figura encapuzada atravessou a ponte e parou às margens da floresta. Sasuke pulou do galho e posou diante da pessoa.

A pessoa retirou o capuz da capa e deu um imenso sorriso.

— Sasuke-kun! — a mulher gritou.

— Karin! — Sasuke disse com desdém. Não podia acreditar que era essa mulher. Esperava que ela tivesse informação valiosa, e não fosse total falta de tempo. Alguém morreria se tivesse saído de casa, sua família, por nada.

A mulher ruiva adiantou um passo à frente, mas parou diante da aura ameaçadora de Sasuke. Ciente que era a informante correta, Yamato saiu do seu esconderijo e postou alguns centímetros do líder do time. Ele usava a sua máscara, como Uchiha.

— Qual informação que tem para nós? — Yamato perguntou.

Karin fez uma careta de desgosto, mostrando que ela não gostou da interferência de outra pessoa em seu momento com ‘Seu’ Sasuke.

— Eu tenho a localização dos dos ninjas de Konoha, o nome e esconderijo do responsável, entretanto somente darei tais informações após me ajudarem.

Sasuke sacou a sua espada e pressionou a lâmina contra a pele pálida do pescoço de Karin.

— Não é um jogo, Karin!

— Eu sei! Jamais lhe trairia, Sasuke, apesar de que você quase me matou para alcançar os seus planos. — ela disse com tom magoado.

— Pensei que tivesse superado isso! — Sasuke disse irritado. Ele lembrou-se de Naruto, e o que seu esposo desejaria que fizesse nessa situação. Sasuke não queria humilhar, porém, quanto mais rápido resgatasse os corpos, mais rápido voltaria para casa. — Desculpa!

Yamato tropeçou.

Karin arregalou os olhos. Ela imaginou que jamais viveria tempo suficiente para ter o ‘grande Uchiha’ lhe pedindo desculpa.

— Ah… Tudo bem! — Karin murmurou. A verdade era que havia perdoado Sasuke há muito tempo. — Mas ainda precisam me ajudar antes de dar informações!

Satoshi deixou de seu esconderijo, ciente que não haveria perigo na redondeza, e posou ao lado do líder da equipe. — Tem certeza que essa é confiavél? — ela indagou.

Karin grunhiu e gritou:

— Ninguém perguntou sua opinião! — ela aproximou-se de Sasuke e agarrou seu braço, esfregando seu peito nele.

— Qual problema de Sasuke com as mulheres? Céus, todas arrastam uma montanha por ele. — Satoshi disse revirando os olhos. — Você sabe que ele é casado, neh!?

Os olhos de Karin arregalaram. — O QUÊ?

Sasuke empurrou a ruiva de perto de si.

— Qual seria ajudar que temos que lhe dá? — ele perguntou mudando de volta ao assunto realmente importante.

Karin ajeitou os óculos.

— Resgatar Juugo e Suigetsu. Eles estão sendo mantidos prisioneiros em um dos ex laboratórios de Orochimaru! — ela anunciou.

— Orochimaru está novamente fazendo experiências? — Sasuke perguntou.

Karin encolheu os ombros. — Não é ele, eu juro! Inicialmente também pensei que era aquela cobra, porém não é!

— Que provas tens? — Yamato indagou.

— Eu vi… Eu vi aquela coisa sugar o mestre Orochimaru. O engoliu completamente.

Sasuke franziu o cenho. — Que coisa?

— Não o vi porque estava encoberto, porém as suas mãos tinham escamas… E sua língua era bifurcada.

— Vamos resgatar esses dois idiotas… Mas se fizer qualquer coisa para atrapalhar essa missão, a matarei dessa vez. — Sasuke ameaçou.

Ee deu um aceno em sentido Hinata, informando que era para a herdeira Hyuuga permanece na incógnita. Karin já devia ter percebido a presença do quarto membro da equipe, afinal, a Uzumaki poderia visualizar chakras a distância, todavia ainda assim, Hinata seria elemento preciso acaso fossem embarcados por outros.

Karin acenou freneticamente. Ela sabia que estava arriscando muito. se aquele homem descobrisse o seu envolvimento, a mataria em piscar de olhos. No entanto, ela não tinha mais nada na vida, tudo que lhe restava eram seus companheiros do time taka. Apesar de Suigetsu irritá-la, Juugo ser apático, ela os estimava.

— Onde está o laboratório?

— Ele fica na ilha Uzushiogakure. Antiga aldeia do clã Uzumaki! — ela informou.

Satoshi bufou, Yamato manteve-se imparcial e Sasuke revirou os olhos. Por sorte, essa aldeia decadente não ficava muito longe dali. A falecida aldeia das sombras Uzumaki era próxima ao país das ondas. Terra natal de Naruto. Quem sabe poderia achar algo de valor ou interessante para presentear Naruto. Seu loiro ficaria feliz em ter algo da aldeia de sua mãe.

— Vamos! Quero chegar antes do findar do dia. Podemos pesquisar o laboratório e traçar plano de ataque quando chegamos a ilha. — Sasuke ordenou e ninguém o contestou.

~oÕo~

Naruto acordou com o canto dos pássaros e os movimentos de Naori aquela manhã. Ele não queria deixar a sua cama, porém havia três crianças que dependiam dele.

Soltando resmungos, ele abandonou o conforto de cama. Estremeceu quando seus pés tocaram o chão frio. O inverno estava dando as suas despedidas, mas ainda permeia o frio pela aldeia.

Preguiçoso, ele seguiu para o banheiro. Cuidou das suas necessidades matinais. Ao terminar, optou por vestir uma calça preta, blusa branca e sua jaqueta laranja com detalhes pretos. Não usava mais o moletom, contudo não abandonará sua cor preferida. Afinal, a mistura de amarelo e vermelho, dava laranja. Era seu respeito por seus pais e seu nindo.

Ele passou os dedos pelos cabelos dourados e fez uma nota mental para cortá-los, estavam ficando grandes. As mechas desalinhados estavam na altura do pescoço e a franja atrapalhando sua visão.

Naruto saiu andando pelo corredor e abriu a porta do quarto de Natsu. A criança estava encolhida debaixo do cobertor e dormia profundamente. As férias haviam terminado, para tristeza de Natsu. Se antes a criança adorava estudar, agora não queria ir. Ele tinha feito pirraça na noite anterior, porque preferia ficar em casa com sua irmãzinha.

Pela primeira vez, Naruto gritou e colocou o filho adotivo de castigo. Naruto chorou após Natsu ir para o quarto aos berros. Odiava isso, porém não iria permitir à criança negligenciar a sua educação. Poderia parecer egoísta, todavia, ele também queria que Natsu fosse para a escola, pois seria algumas horas longe. Isso seria menos criança para cuidar. Com os dois, Natsu e Yuki, ele tinha seu dia ocupado.

Naori era independente. Ficava quase dia todo fora de casa, treinando ou em missões nível C. A noite ainda lhe ajudava arrumando cozinha ou distraindo Natsu.

— Nat-chan, acorde! — Naruto disse suave. Ele inclinou para frente e chacoalhou o pequeno ombro. Natsu abriu os olhos e esfregou, tentando afastar as areias matinais.

— Chichi? Mama… Eu sinto muito… — a criança gritou e jogou-se nos braços do loiro.

— Ei, tudo bem.

— Eu não queria gritar. Eu sinto muito. Me perdoa. — Natsu pediu.

— Claro que sim, apenas não faça mais isso. Eu entendo que queira ficar mais perto da sua irmã, Naori ou Kurama, porém há tempo para tudo. — Naruto disse. Ele não fazia a menor ideia quando havia criado sabedoria para lidar com isso. Simplesmente parecia vir naturalmente. — Não quer tonar-se um grande ninja!?

— Sim!

— Então… Ano que vem seu pai vai matriculá-lo na academia, porém precisa aprender escrever, ler e somar para que tenha capacidade de aprender tudo sobre ser um ninja!

Natsu acenou em concordância.

— Eu quero, ser forte como você e papai!

— Por isso precisa estudar bastante! Agora, levante e vá se arrumar para a escola. — Naruto instruiu. Ele deixou beijo no topo da cabeleira negra antes de levantar e sair do quarto.

Entrou calmamente no berçário e sorriu para a pequena pessoinha que dormia. Não queria retirá-la do conforto do leito, porém precisava levar Natsu para a escola e depois ir ao hospital para seu check-up com Tsunade.

— Naruto…

Ele virou em sentido a voz e sorriu ao ver sua amiga.

— Sakura-chan!

— Perdido por aqui? — Sakura perguntou quando aproximou do loiro.

— Tenho consulta com Baa-chan! Espero que ela me libere. — ele disse esperançoso.

— Ouvir falar que tinha voltado sua forma original. Confesso que tinha acostumado você sendo menina. — Sakura disse com suave sorriso.

— Não fale isso… Eu estava com saudade de meu pênis. — ele disse, e corou ao seguido. Por sorte, Sakura não o bateu, considerando que segurava uma recém-nascida.

— Imagino que Sasuke também esteja. Yu-chan tem consulta? — a rosada perguntou.

— Não!

— Posso segurá-la?! Prometo tomar cuidado.

— Não está trabalhando?

— Meu turno acabou! Vai, Naruto. — ela chorou com os dedos trêmulos. Era de conhecimento comum o quanto Sasuke era ciumento de sua filha, e que não gostava de qualquer um pegando-a.

— Claro, apenas não suma com minha filha. — Naruto disse enquanto entregava para Sakura a sua filha que parecia bem acordada e curiosa ao seu redor. Ela era ainda um bebê muito pequeno, um mês de nascida, mas já mostrava-se esperta.

Sakura pegou a criança com imenso cuidado e encarou o rostinho fofo.

— Ela é tão linda! Nem creio que seus olhos mudaram para azul. Imaginei que ficaria verdes. — disse Sakura.

— Na verdade, é um azul bem claro, no entanto dependendo da claridade, ele fica verde. — Naruto disse orgulhoso. — Eu tenho que ir!

Sakura acenou sem tirar os olhos de Yuki.

~oÕo~

Eles levaram algumas horas para chegarem ao destino. Optaram por alugar um pesqueiro da aldeia do país das ondas, um disfarce perfeito. Acaso o inimigo tivesse guarda na decadente aldeia Uzushiogakure, deduziram que era apenas um pescador trabalhando.

Quando estavam poucos quilômetros da ilha, Yamato criou um barco pequeno, onde o grupo mantiveram atentos. Karin usou a sua habilidade de detectar chakra a distância, para instruir o percurso seguir para evitar surpresas.

Eles atracaram em uma encosta rochosa. Era difícil acesso, mas isso significaria que a segurança naquele local era menor ou inexistente.

Karin liderou o grupo pela destruída aldeia, sendo seguida por Sasuke e Satoshi, enquanto Hinata e Yamato mantiveram separado de grupo, escondidos, porém próximos.

Ao chegarem perto de alguns escombros, Karin parou e apontou. Era um prédio desmoronando, entretanto ainda o mais firme e quase completo. Na sua entrada, havia dois ninjas de vigiar. Ambos tinham hitae-nin nas testas com símbolo de Kumo, mas o risco da faixa, denunciava que eram desonestos.

Karin fez sinal, mostrando que além dos dois guardas, havia mais três escondidos.

Sasuke fez sinal para que Yamato se movesse e eliminar  os escondidos. Após ele liquidar a ameaça, ele fez sinal para que justus de raios movesse pelo chão e eletrocutar os últimos dois ninjas-nin.

— Karin, fique aqui!

— Eu sei onde eles estão! — a ruiva chorou, porém bastou um duro olhar de Sasuke, para que calasse.

— Satoshi, venha comigo! — ele ordenou e moveu-se, ciente que a mulher Uchiha o seguiria.

Yamato e Hinata mantiveram-se em seus esconderijos, vigiando qualquer intruso e Karin, para garantir que ela não iria traí-los.

Os dois Uchihas penetraram no danificado prédio e seguiram com facilidade pelos corredores escuros. Seus olhos vermelhos destacavam na escuridão.

Eles eliminaram em silêncio cada guarda ou ninja-nin que interceptaram seus caminhos. Em determinado ponto, Sasuke e Satoshi se separaram sem a necessidade de qualquer palavra. Havia repassado o plano com cuidado algumas horas antes.

Ambos infiltração o covil e cada um iria atrás de um prisioneiro. Sasuke sacou uma kunai, e cuidou, de cortar a garganta de cada inimigo em seu caminho. Mais que resgata seus ex-colegas de time, ele queria garantir a destruição daquele laboratório. Nada viria de bom dali.

Ele parou diante de uma porta de ferro grossa. Seus olhos analisaram com rapidez. Sasuke estendeu seu chakra o suficiente para sentir a presença forte do outro lado. De todos componentes do time Taka, Juugo era o que Sasuke tinha pouco de consideração. Talvez porque ele tinha que lidar com sua própria fera interior ou por ser mais reservado.

Sasuke desembainhou sua espada e cortou o ferro com imensa facilidade. Uma espada normal não faria esse estrago, mas a sua tinha chakra concentrado na mesma, a tornando ainda mais letal.

A pesada porta caiu em estrondo no chão, levantando uma fina camada de poeira.

Sasuke não se moveu, apenas olhou para interio da sala e ordenou.

— Saia, Juugo!

Não teve que esperar muito para que o ruivo saiu da cela. Seus cabelos laranjas estavam despenteados e oleosos, sua pele suja e as roupas rasgadas.

Sua raiva era transparente em seus olhos e feições,, tanto que ele avançou em fúria para atacar Sasuke. Seus socos pesados abriram uma careta no chão, local que outrora era ocupado pelo moreno.

Juugo grunhiu em raiva e correu para matar Sasuke, mas este o agarrou com correntes de raios. Juugo gritou e tentou desertar das correntes, no entanto, somente contribuiu para que Sasuke enviasse uma descarga elétrica maior.

Aos poucos, o ruivo foi retardando seus movimentos. Sua respiração acalmou e sua cabeça tombou para baixo. A franja esconde os olhos e os punhos relaxaram, abrindo a mão.

— Fique calmo! — Sasuke ordenou.

Ele recebeu um aceno do outro, sinal suficiente para soltar o ex-colega.

Juugo suspirou fundo e encarou o único homem que era capaz de controlar a fera dentro de si.

— Sasuke-sama!

— Estou aqui para libertá-lo, porém, ser me causar problema, o matarei. — ameaçou Uchiha.

— Ok! — Juugo afirmou, ciente que o moreno não mentia.

— Vamos! Temos que sair daqui!

— É Suigetsu?

— Alguém está cuidando de libertá-lo! Ser encontrar algum guarda, pode matar. — Sasuke disse friamente. Quanto mais rápido terminasse ali, mais rápido cumpriria a outra parte da missão e poderia retornar para casa.

~oÕo~

Naruto encontrou Sakura no hall de entrada do hospital quando terminou sua consulta com Tsunade, e convidou a amiga para irem comer bolo. Ele estava com vontade de algo doce.

Sakura permaneceu com Yuki em seus braços enquanto ambos seguiam pelas ruas de Konoha.

—  O quê Tsunade-sama disse?

Naruto sorriu suave. — Ela disse que estou bem, 100%. Totalmente liberado da resguardar ou como chama isso. —  ele disse.

— Você vai voltar suas funções como ninja?

—  Não sei… Por enquanto não. Baa-chan disse que estou bem para retornar, mas recomendou pegar a licença de maternidade ou paternidade… Sei lá. Ela disse que Yu-chan é muito novinha para ficar sendo cuidado pelos outros. —  Naruto disse. Apesar de permitir que sua amiga carregasse sua filha, ele mantinha os olho atentos no bebê. —  Vou ver com Sasuke quando ele retorna. talvez volte a treinar meu time enquanto o teme cuida dela.

—  É tão estranho ouvi-lo falar com maturidade. Responsabilidade!

Naruto sorriu sem jeito.

— Não se engane, ainda sou o mesmo… Apenas… Tenho que pensar primeiro em meus filhos. Estou tentando aprender, todavia, às vezes não é fácil. Sabe… Para quem viveu a vida inteiro sozinho, sem responder a alguém ou pedir opinião, é difícil.

Sakura acenou.

— Você se ajustará! —  Sakura disse. — Vamos na casa de chá?

Naruto acenou em concordância.

— Não posso demorar porque depois vou ver KAkashi e busca Natsu na escola. Hoje não terá aula horário normal.

Ao chegarem na casa de chá e doces, eles escolheram uma mesa longe da janela, para evitar claridade diretamente em Yuki. A contragosto, Sakura entregou Yuki para Naruto, pois a menina choramingou querendo sentir o calor e cheiro da sua ‘mama’.

A garçonete aproximou com os olhos brilhando. Ela deveria ter em torno dos 17 anos, magra e alta.

— Oi… Eh… Pode me dar um autógrafo. — pediu estendendo um bloquinho para Naruto. Ela tinha suas bochechas coradas e sorriso bobo nos lábios.

Sakura bufou.

Ainda era estranho ver as mesmas pessoas que antes ignorava ou mal tratava Naruto, o tratar como herói. Claro, que ficava feliz pelo reconhecimento que seu amigo tinha, ele trabalhou duro para isso, porém, sentia pouco de raiva dessas pessoas, por serem tão influenciável.

— Oh, claro! — Naruto manejou segurando sua filha no colo e com um dos braços, enquanto esticou o outro para poder assinar a folha em branco.

— Obrigada! — a jovem disse. — Ah… Que linda. Ela é perfeita!

— Ela é uma preciosidade!

— Pode nos trazer o cardápio! — Sakura pediu, antes que a garçonete decidisse pedir para segurar Yuki.

— Claro… — a mulher disse sem jeito. Estendeu os dois menus. — Assim que tiverem prontos para pedir, me chamem. Sou Megumi!

— Beleza! — Naruto disse com cativante sorriso. Assim que a mulher afastou, ele suspirou. — Obrigado Sakura-chan! Não queria ser grosseiro acaso ela resolvesse tocar ou querer segurar, meu bebê. Não gosto!

— Eu sei! Para permitir seus amigos segurarem, você faz ritual de lavar as mãos, instruir como segurar e tal. Achei que Sasuke fosse ser pior.

Naruto revirou os olhos. — Acredite, ele é pior. Teme não vai nem mesmo permitir que cheguem dois metros de Yu-chan!

Sakura soltou uma risada alegre. — Verdade! Lembro-me que formos capazes de visitar você e Yuki somente depois que ele saiu nessa missão!

Naruto concordou.

— Ah… Tenho que lhe contar. Fui convidado para encontro!

Os olhos azuis arregalaram. — Porque quem? Quando vai? Você aceitou.

— Calma, Naruto! Não sei se aceitarei!

— Por que?

Sakura corou. — Foi… Satoshi. Ela ficou flertando comigo… algumas semanas… E antes sair para missão me convidou para encontro. Não respondi, mas ela deixou claro que quer resposta quando voltar. — disse desconcertada.

Naruto olhou pasmo.

Não sabia o que fizer. Ainda tinha as suas reservas para a mulher Uchiha, apesar de que Kakashi garantiu que ela  era aliada.

— Eh… Ela é bonita! — Naruto disse.

— Eu sei… Quero dizer… Eu fico com medo, sabe… Que por causa das características, esteja revivendo minha paixão por Sasuke. — Sakura disse e moveu a mãos em desespero em frente ao corpo. — Não estou dizendo que ainda estou apaixonada por Sasuke-kun, eu superei…

— A pele pálida, cabelos pretos, olhos escuros e aura dominadora… Isso lhe atraiu no Teme, e tem medo que veja em Satoshi as mesmas coisas. — Naruto disse.

Sakura acenou.

— Eu não vou lhe dizer o que fazer, é a sua decisão, porém quero que não se preocupe comigo. Não terei problema com isso. — ele disse. Não diria que tornaria melhor amigo com Satoshi, mas toleraria por Naori e Sakura.

— Obrigada! — Sakura suspirou aliviada. — Vamos pedir! Estou salivando por pedaço de bolo de chocolate.

~oÕo~

A noite cobria cada recanto da imensidão celestial, e a escuridão precariamente era recuada pelas estrelas. Enquanto os animais selvagens saiam para caçar e os seres humanos recuaram a proteção de suas casas, um pequeno grupo andavam pelos escombros de um país caído.

Levou algumas horas, mas eles haviam desmantelado todo laboratório clandestino. Infelizmente, não havia nenhuma informação útil que denunciasse quem era o autor dos sequestrados e por dar sequência ao trabalho de Orochimaru, e nada que afirmasse que era o próprio que era o culpado.

Cada ninja e bandido que trabalhava ali, fora morto sem ter nenhuma chance de revidar. Perderam suas vidas sem darem conta que eram seus agressores.

Karin apressou seus passos e abraçou Juugo. Para quem era órfã e passou maior parte de sua vida fugindo para sobreviver e alguns anos sendo cobaia de Orochimaru, ela havia criado vínculos com o grupo taka.

Juugo retribuiu ao afeto, feliz por estar livre.

Karin quebrou o braço e deu um passo em direção a Suigetsu, mas recuou antes que cometesse a loucura de ter contato com o idiota.

— Está me estranhando, mulher! — Suigetsu disse cruzando os braços.

karin grunhiu e aproximou-se de Sasuke toda manhosa.

Satoshi revirou os olhos.

Hinata observou a cena diante de si. Ela não confiava naqueles três, porém, dependia da ruiva para resgatar os corpos.

Yamato manteve-se quieto.

— Karin!

— Sim, Sasuke-kun!

— Nossa parte foi feita, agora a informação quanta localização dos corpos roubados.— Sasuke disse, colocando a mão em sua espada. — Espero que para sua sobrevivência não me atraia.

Karin recuou um passo. — Claro que não! Eu disse que os levaria ao local onde está os corpos!

— Que corpos? — Suigetsu perguntou.

— Não é do seu interesse, pode ir para Kiri… — disse Karin encarando perigosamente Suigetsu, e depois amoleceu seu olhar ao encarar Sasuke. —Laboratório no deserto de Suna!

— Hn! — Sasuke resmungou.

— Eu vou levá-los! — ela disse.

— Eu vou! — disse Suigetsu. — O quê? Eu não tenho nada melhor para fazer. Fiquei meses trancando, preciso de alguma diversão!

— Grande, teremos que ser babás! — Satoshi lamentou.

Juugo apenas olhou sem dizer nada. Sasuke era a corrente que precisava para controlar seu lado selvagem, não iria arriscar afastar-se dele novamente.

— Vamos para país das ondas. Podemos descansar essa noite em uma pousada e amanhã cedo partiremos. — disse Sasuke.

Hinata acenou em concordância. Era necessário cautela naquela missão, a pressa seria inimiga.

Satoshi suspirou. Um banho seria bem-vindo.

Sem falar mais nada, Sasuke moveu-se para a praia da ilha a fim de deixar o lugar. Ele havia criado um clone antes de deixar o laboratório com a missão de coletar qualquer pergaminho valioso na aldeia. Não se preocupou, pois sabia que assim que este terminasse sua tarefa, iria retornar  para onde estivesse. Sasuke queria os pergaminhos para dar de presente para Naruto. Sabia que seria importante para o loiro qualquer coisa de sua aldeia de linhagem.

 

Até próximo capítulo…


Notas Finais


Eu vi alguns episódios de Naruto, da reta final,e percebi que deixei passar alguns detalhes. Bem, agora não tem mais jeito.

* Como Sasuke fica deficiente de um braço.
* Distrito Uchiha foi destruído.

Detalhes, mas que faria diferença. Agora já foi! Bem, é uma fanfic, podemos incrementar.


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