História Astral - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Naruto, Sasusaku, Signos
Visualizações 635
Palavras 3.511
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Festa, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi oi!!!!!
Chegueeeeeeeei, cheguei chegando lalalalalalala to com essa música na cabeça, desculpa mundo.
Capítulo fresquinho aqui e acho que vu postar todo sábado pq fica mais fácil...
MEGA O DEDICO À KINESTER, ela me pediu um capítulo assim (NÃO É HENTAI) e espero que ela curta ;)

Boa leitura gentes!!!

Capítulo 19 - Cap XIX


SASUKE

 

― Desculpe, senhor Uchiha, mas o senhor terá que desocupar a casa para uma dedetização completa.

O táxi com destino à casa de minha mãe acabava de chegar e eu ainda olhava a minha ser sitiada por um profissional que iria acabar com aquela repentina invasão de cupins. Ao lado, minha garagem vazia.

Meu carro quebrado, minha casa fechada, meu emprego ruído. Sem contar os pequenos exemplos de azar que começaram a acontecer comigo de uns dias pra cá.

Em outro tempo eu iria rir e desacreditar imediatamente quem dissesse que era “karma” ou qualquer termo parecido, esse tipo de assunto nunca me interessou e já usei como motivo para afastar pessoas de mim, mas minhas convicções estavam sendo postas a prova desde que derramaram café na minha camisa pela primeira vez na minha vida.

Um rosto de lunática, cabelos coloridos, olhos de fera e um sorriso que contradiz todo o resto é a única justificativa para que eu consiga explicar e entender o que acontece comigo desde que a conheci.

Eu sou sincero em crer que ligar Sakura Haruno às desgraças que vêm me perseguindo seria de tom infantil e talvez até um pouco neurótico, mas, apesar de tudo e contrariando minha posição sobre “obras do destino”, ela sempre estava direta ou indiretamente envolvida em tudo de ruim que começou a me acontecer.

No começo era achava engraçado a forma como sempre acabávamos nos trombando, literalmente, por aí.

Uma mulher bonita com personalidade singular tem efeito em mim, e Sakura poderia facilmente alcançar o topo de uma lista de mulheres assim que já conheci.

Foi extremamente fácil me atrair por ela, e ainda mais fácil aumentar o interesse a cada encontro peculiar que tínhamos. Sakura não parecia totalmente sincera no começo, pensando demais antes de falar comigo e corando como uma garota dócil, inofensiva. Eu acreditei naquela face dela.

No mercado ela havia agido assim. Não havia a reconhecido de início e me custou crer que ela poderia ser daquela forma tão diferente do que eu havia visto na festa de noivado de Naruto. Ao invés de ser sensato e fugir, eu fiquei ainda mais inquieto e interessado em conhecê-la. Um convite mal feito e eu acreditei vitorioso de que ela estava também interessada em mim.

A segurança em mim sempre foi um dos pontos mais forte de minha personalidade e meu caráter. Podia ser chamado de vaidade, egocentrismo, auto-estima elevada, o que quer que fosse, mas ser seguro da conquista do que eu almejava era o diferencial que me levou até o topo na minha carreira, e também largar tudo para assessorar apenas meu irmão na política. Eu acreditava que conseguia fazer qualquer coisa, eu podia escolher com paciência o que mais me interessava e descartar as outras ofertas sem remorso.

Então ela quebrou essa invencibilidade do meu ego.

Eu não a tinha nas mãos como eu pensava.

Um convite para ser modelo de seu catálogo e não um convite para sair. Sakura foi a primeira pessoa a me enganar de forma tão boba. Não houve intenção por parte dela, e acredito que isso que tenha interferido em meu julgamento. E ela riu, uma das coisas que menos suporto é ser o foco de algo que denigra a minha imagem. E eu não tinha como rebate-la. Sakura havia me derrotado usando meu ponto forte.

E aquela mulher ficou na minha cabeça desde então.

Ela havia despertado um lado vingativo em mim naquele dia. Eu não me importei nas consequências que isso teria e só desejei que ela implorasse para sair comigo. Então a ajudei com as fotos e observei como ela reagia às minhas investidas.

Até que ela me beijou numa situação completamente interessante. Itachi tinha fugido e eu podia apostar que ele estava naquele bar atrás de uma bartender que trabalhava ali, o que seria uma tragédia se o reconhecessem. Felizmente ele não estava ali, mas eu não pude ir embora quando vi os cabelos rosas de Sakura. quase ri com a surpresa e não pude perder a oportunidade de começar a trazê-la para mim.

Sua resposta a minha chegada não foi surpresa: um martini na minha camisa e alguns palavrões quando me reconheceu.

Ela era inacreditável.

Sasori me reconheceu e caiu fora, minha primeira sensação de vitória. Então a provoquei sem saber que ela tomaria uma iniciativa que eu não teria ainda. Ela me beijou.

E mesmo que eu conseguisse dar a volta e sair com a última palavra, ela conseguiu me deixar afetado. Um pouco.

Tudo estava de acordo, ela era receptiva mesmo que não quisesse demonstrar.

 

― Querido! Seu quarto está do mesmo jeito que deixou. Eu disse a Fugaku que vocês precisavam de um quarto para quando quisesse passar um tempo aqui. Venha, venha. Já pedi para limparem o closet e lavaram o banheiro. ― E no meio de tudo aquilo, era bom estar na casa de meus pais. Era um sentimento mínimo e significativo de segurança que eu precisava.

― Obrigado, mãe. ― passei o dedo pela escrivaninha ao canto e olhei ao redor constatando realmente estar do jeito que deixei. ― Não vou ficar muito tempo. ― A lembrei enquanto ela abria as cortinas do quarto.

Dona Mikoto olhou-me por cima do ombro como se a lembrança a desagradasse e suspirou daquele jeito de quem não discutiria, mas que tinha a certeza que venceria no fim.

Aquela era a minha mãe, falando bastante e nervosa, preocupada para que eu me sentisse em casa, ajeitando almofadas enquanto fala sobre as novidades enquanto na cabeça já planeja o jantar. Aquele era um dom da dona Mikoto. Sakura diria algo sobre ser o signo dela.

Eu havia sido ingênuo quando pensei que não haveria repercussão levar Sakura como minha acompanhante na festa de meu irmão. Não era algo familiar, em todos os casos. Era uma social comemorativa que estreitava laços políticos. Ela estava belíssima naquela noite e, mesmo tendo o plano todo na cabeça para fazê-la implorar por mim, eu quase fraquejei.

Sakura me mostrava uma outra face dela, então. Brincalhona, um pouco nervosa, mas, provocadora. Ela estava feliz pelo convite, era fácil perceber.

Ela me enganou e eu só pude aplaudir o feito dela quando uma amiga que eu não conhecia chegou acompanhada de um coach que queria conversar com meu irmão e teve a oportunidade perfeita. Realmente não imaginaria que Sakura fosse tão esperta, eu estava subestimando-a. Entretanto, saber que podia ser enganado por ela com tanta facilidade estava me motivando a ficar a mais perto, a conhecê-la melhor. Eu adorava um desafio, e ela era completamente desafiadora.

Minha mãe a conheceu ali e foi ns olhos de Sakura que percebi que na cabeça de Mikoto já criava uma outra realidade longe do que realmente acontecia. E por muito tempo depois, minha mãe insistiria em saber sobre a minha namorada. E mesmo que eu repetisse que não éramos nada, ela diria algo como “Você não é mais um adolescente, Sasuke.” e eu deixaria para lá.

Ignorando isso, eu estava satisfeito por tê-la em minha companhia. Mesmo que ainda estivéssemos nos conhecendo e eu estivesse me distraindo de minha movimentada vida com algo banal como me vingar da facada que ela deu em meu ego, eu ainda estava contente por ter chamado-a e tenho certeza que teria sido uma noite perfeita se eu não tivesse feito aquilo...

Um dos meus maiores arrependimentos, mas não seria algo que eu diria em toda sua intensidade para ela. Seria um segredo o quanto eu fiquei devastado depois de digerir a merda que eu havia feito.

Em contraposição à tudo o que eu havia conhecida sobre ela até então, entre meus braços ela parecia outra. Foi uma experiência surreal, havia uma química forte, uma atração sobrenatural. Se ela dissesse algo sobre nossos signos combinarem ou ter alguma coisa relacionada, eu iria aceitar como uma boa justificativa.

Meu celular tocou enquanto nos beijávamos, e me dói admitir que teríamos transado ali se não fosse a interrupção. E se eu não tivesse lembrado o propósito de tudo aquilo.

Eu sorri enquanto voltava para o salão até meu irmão. Em minha cabeça ela andaria pelo salão me fulminando com os olhos, uma aura assassina que me divertiria enquanto eu a observasse de longe. Então eu iria provocá-la e a levaria para a minha casa  terminaríamos o que começamos, eu estava especialmente ansioso por aquilo. Mas ela não apareceu.

E eu terminei a noite me sentindo o pior entre os homens.

Por dias pensei em ligar para ela, para Ino, para Hinata. Comecei a me distrair e isso afetou meu trabalho. Aquela situação toda estava me incomodando, mas eu era orgulhoso e esperava que ela aparecesse como se nada tivesse acontecido. E ela aparecia, mas todas as vezes eram em situações difíceis de conversar. Sendo eu dirigindo e ela seguindo a pé rapidamente, ela na janela do apartamento que acidentalmente descobri que morava enquanto fazia minha corrida noturna.

Eu estava atormentado. Até com Naruto conversei, mas ele riu e não ajudou da forma que eu gostaria, apenas aconselhou que eu ficasse longe. Mas quanto mais eu pensava naquele dia e no quanto estávamos bem, mas eu me sentia um lixo.

A cada dia que passava comigo recusando a pedir desculpas, mais tormento aquela mulher me causava. Chegou a um ponto que ela virou protagonista de meus sonhos e pesadelos. Ela chorava em quase todos eles e eu só me afundava em culpa.

O perfil dela sempre aparecia como indicação nas redes sociais, e eu me forçava a ignorar e tentar levar a diante a vida. Talvez não fosse bom eu ir atrás dela de qualquer forma.

Um dia recebi sua ligação.

― Sakura! Me desculpe. Eu realmente sinto muito. Vamos conversar. Deixa eu me explicar.”

E a voz de minha mãe logo em seguida me desmoronou.

Se eu começava a acreditar em sinais, destino e a baboseira que fosse, então preferi crer que aquele era um sinal para que deixasse-a em paz.

Minha mãe não me deixou em paz desde então, sempre preocupada com o que o suposto rompimento estava fazendo comigo. Itachi também não ajudava, tomando decisões importantes no meio de conversas informais sobre o meu relacionamento inexistente com Sakura. Eu não conseguia acompanhá-lo, não conseguia ignorar as brigas infantis dele com minha mãe. Eu estava prestes a explodir.

 

Uma batida na porta e um resmungo meu foi suficiente para minha mãe aparecer com o telefone em mãos. Tiro o braço que cobre meus olhos e percebo uma curiosidade perigosa no rosto dela.

― Uma tal de Rin está no telefone querendo falar com você. ― e ela não diz mais nada, mas sei que “Quem é essa?” “Foi com ela quem você traiu a mocinha?” estão sendo transmitidos através do olhar.

Eu volto a fechar meus olhos, ansioso por um cochilo.

― Diga que não estou, por favor.

― Tudo bem.

Como essa mulher havia conseguido o número da minha mãe seria um assunto que eu trataria depois. Rin é somente mais um dos detalhes azaradas que começaram a acontecer na minha vida. Ela me persegue desde que a conheci há pouco tempo num bar. Chegou até mim e fez quase a mesma coisa que fiz com Sakura, a diferença é que eu não estava mesmo afim.

Eu cheguei a pensar que ela poderia ser alguém mandada por Sakura para se vingar de mim. Eu não a julgaria se fosse, mas Sakura era mais do tipo que resolvia ela mesma, não a via perdendo tempo planejando vinganças contra mim, assim como eu fiz.

Rin me ligava, mandava mensagem, aparecia na porta da minha casa sempre que eu estava lá. E nem sequer sabia como ela havia conseguido os meus dados pessoais. Ela era alguém que eu iria cuidar depois, tudo o que eu queria naquele momento era paz.

E pensar.

Pensar na conversa que tive com Tsunade ontem e no que eu senti quando vi Sasori se aproximando de Sakura no restaurante do hotel…

Mesmo eu tendo aceitado que manter-se longe dele era o melhor, não significava, porém, que eu tivesse parado de me sentir culpado. Eu remoía aquilo muito mais vezes do que poderia ser sadio. E ainda assim a via com frequência, agora ainda maior.

Eu sabia que ela estaria na Senju quando Itachi foi comprar roupas novas, e eu a vi sorrindo com Ino na calçada. Eu torcia por elas, era óbvio, eu queria ver o sucesso delas e me atrevo a dizer que isso seria um pouco compensador, como se eu tivesse ajudado de alguma forma lembrando Tsunade de que eu confiava no trabalho delas.

Eu estava distraído demais, como eu disse, então demorei para perceber Itachi e Juugo me olhando enquanto eu ria dela se debatendo no meio da rua. E tudo o que me neguei a explicar foi posto em pauta no almoço dentro do hotel. De onde estávamos eu podia vê-la e era ridícula a minha falta de maturidade para lidar com a situação.

Juugo contava a Itachi sobre Sakura e como a achava atrevida e engraçada. Itachi comemorava sobre eu finalmente ter conhecido alguém que tirava dos eixos. Eu tinha que concordar que ela fazia isso, mas não da maneira que ele e Juugo pensavam.

Ino veio a nossa mesa naquele dia e me chamou para conversar em particular. Eu já sabia o que viria e não retruquei e nem julguei quando ela apontou o dedo na minha cara e disse para eu ficar longe, que Sakura não queria nada comigo, que ela não viria atrás de mim. Sakura não era aquele tipo de mulher, e eu mais do que ninguém sabia daquilo.

 

Desci para o jardim quando escutei o carro de meu pai chegando. Havia muito tempo que não o via mais que alguns minutos, iria aproveitar a minha momentânea desocupação para dar e receber um pouco de atenção. Antes que eu alcançasse a porta, porém, pude ouvir duas vozes altas e risonhas que me fez sorrir só de reconhecer de quem seriam seus donos.

― Um barco viking, meu amigo. ― Minato bateu no ombro de meu pai e o velho Sarutobi vinha ao lado rindo ― Você deveria entrar nesta empreitada com a gente.

― Vamos fazer milhões ― Sarutobi disse tirando seu cachimbo da boca ― Sasuke! Quanto tempo!

E se havia uma forma de esquecer o mundo melhor do que conversar com aqueles dois, eu ainda havia de descobrir.

Minato contava suas ideias ideias empreendedoras ao meu pai enquanto o senhor Sarutobi repetia mais uma vez a história de que meu nome foi dado em homenagem ao pai dele e de como a cidade era em seu tempo de criança.

― Sabe aquele prédio grande da neta do Senju? ― assoprou a fumaça depois de uma tragada no cachimbo. Assenti já sabendo no que aquilo ia dar, me sentia um garotinho novamente ― Lembro quando aquilo lá era tudo mato. Tudo. ― Estendeu a mão gesticulando o espaço ao nosso redor como se estivéssemos lá.

Meu pai me olhava entre o falatório de Minato com um sorriso breve e eu o correspondia. Éramos parecidos assim como Itachi e minha mãe. Nunca precisamos de palavras para nos comunicar, desde pequeno eu via como ele tinha orgulho de Itachi como orador na escola e o futuro que isso o traria, então eu fazia de tudo para que me notasse também. Mas ele me notava, e através de atos é que ele demonstrava. Assim como um aplauso, ou um olhar significativo. E eu herdei isso dele.

― Hein, Sasuke, não conte a sua mãe ― Minato me chamou ― Mas o Fugaku aqui ainda chama a atenção da mulherada. Tinha que ver…

E meu pai esfregou o rosto com um mero sorriso. Eu ri a tarde inteira com os relatos dos dois, ainda mais com o planejamento da mega e - nas palavras deles - galáctica festa de aniversário que fariam juntos no final de fevereiro. A menção a data me fez questionar algo que eu jamais questionaria ou questionei. Qual seria o signo de ambos?

Tive que rir com minha própria desgraça.

No meio do jantar eles reforçaram o que eu queria suprimir.

― E a sua namorada está melhor, filho? ― Sarutobi me cutucou quando eu ignorei com medo de que estivesse mesmo se referindo a mim e Sakura. O olhei como se não entendesse a pergunta ― O pé. Fiquei sabendo que ela se acidentou.

― Ela está melhor, sim. E não estamos namorando.

― Eles romperam ― Minha mãe sussurrou num tom que passava longe de ser discreto e começou a narrar uma história que eu não havia vivido.

Sakura e o pé… Eu imaginava que somente eu estava passando por uma fase de azar até que isso acontecesse a ela na minha frente. Meu carro quebrou perto daquela praça, e eu a vi agachada fotografando assim que sai e liguei para o guincho. Eu deveria ter ido embora, me afastado, mas fui inconsequente e me aproximei como se tudo estivesse bem, e aquele tapa, meu primeiro tapa na cara, dói só de lembrar. Eu merecia aquilo e ela estava em seu direito.

Foi tão forte que eu senti que ela também guardava aquele acontecimento todo aquele tempo. Mas ela não quis me ouvir, não quis conversar. Saiu chutando meu carro guinchado e foi atropelada quando não olhou para os lados.

Eu tive muito medo aquele dia.

Eu não pensava mesmo que ela fosse me agradecer por ajudá-la ou que fizéssemos as pazes depois disso. Mas eu queria ir visitá-la, saber se estava bem, se precisava de algo.

Mas não o fiz.

E tudo de ruim que podia acontecer, foi acontecendo em grau maior. Meu carro quebrado e Jiraya - mecânico e padrinho de Naruto - não encontrava o defeito; Rin começou a me perseguir; conversas vazadas de celular entre Itachi e eu colocaram a prova a credibilidade de meu serviço; minhas roupas compradas na Senju vinham com defeito; gatos apareciam em meu quintal em bandos todas as noites; até uma cobra encontrei uma vez em meu banheiro dentro da privada…

E em um desses dias ruins, eu a achei na rua. Fugindo de alguém, vestida para uma festa. E naquela noite eu consegui falar com ela, mesmo que a luz tivesse acabado, meu telefone ficado sem sinal e meu portão travado. Era como se o azar se transformasse na sorte que o tal do destino estava dando para eu me desculpar.

E acredito que ela tenha aceito.

E todo meu orgulho, todo o meu ego, toda a minha pinta de “leonino” egocêntrico, havia caído em terra por aquela mulher. Ela havia acabado com a culpa e com o antigo Sasuke. O de agora não sentia remorso, sentia saudades.

Eu disse que queria recomeçar. Queria conversar com ela normalmente, conhecer mais de Sakura e, talvez, essa fixação nela fosse embora quando ela não fosse mais um desafio.

 

― E quando começa no novo emprego? ― Minato questionou na hora do café.

― Na próxima semana.

― Fez bem em mudar de ares. Mudar radicalmente faz bem para a mente ― Sarutobi bateu o dedo na testa com semblante de velho sábio.

― E meu filho é muito bonito para ser modelo, não é? Já contei da vez que ele ganhou um concurso na escolinha de mister… ― Me levantei quando minha mãe começou a velha história sobre aquele concurso.

Fui até a janela e fiquei olhando as nuvens de chuva se acumularem densas no céu. Ao meu lado, meu pai pousou a xícara de café no batente da janela. Em pensar que no dia anterior ela estava ali...

― Reflexivo demais. A mudança o assusta? ― ele perguntou olhando para a mesma direção que eu.

― Não.

― Mas algo o assusta. ― a afirmativa dele me fez engolir. Aquilo era reação suficiente para ele ― Você é um Uchiha. ― E com um bater em meu ombro ele saiu.

“Você é um Uchiha” era a frase favorita do meu pai para motivação. Ser um Uchiha significava muito para ele, e para mim. O orgulho, a força, o status do nosso sobrenome.

Mas havia algo mais também. Um Uchiha não desiste, não teme.

No dia anterior Tsunade havia marcado um almoço comigo para me propor o trabalho de modelo, alegando que as meninas e eu trabalhamos muito bem juntos. Shizune, percebi, não havia gostado.

De longe a vi sentada com Karin e Ino em uma mesa. Ela também me viu. Os olhares que ela me dava me davam a certeza que as coisas estavam bem, finalmente. Então começou a mudar quando voltou a falar com Karin e em segundos só havia intenção assassina na minha direção. E depois Sasori apareceu e tomou a mão de Sakura para deixar um beijo… Eu não gostei daquilo.

Eu não iria conversar sobre Sakura com Karin, assim como nunca fiz em todo o tempo que a conheço, mas agora sinto essa necessidade.

De uma explicação que não viesse junto de um tapa.


 

 

Betado por MillaSenpai.

Vai Uchiha!


Notas Finais


Aeeee, o capitulo no ponto de vista do Sasuke! E oq acharam das coisas na visão dele? Sakura parece melhor do que realmente é hahahah isso é sinal de quê??
Em breve estarei postando o próximo, prometo ;)

Até mais meus amores!! Beijão


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