História Astrid e Soluço Vikings Piratas - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Como Treinar o seu Dragão
Tags Ação, Aventura, Fantasia, Romance
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Palavras 3.953
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Quem é o Inimigo? E quem é Ice?


– E aquele caído no chão é o Capitão Ignis Caelum, seus piratas estão na terceira posição do ranking, ele concordou em nos ajudar também – Completou Astrid. Eu estava com sérias dúvidas sobre duas tripulações piratas passeando por Berk, mas Astrid parecia confiante de um bom plano nas mãos. Meu pai pareceu ter a mesma opinião que a minha, ele não se deteve em perguntar: – Generosidade da parte deles nos ajudar por aqui, mas Capitã Hofferson, não sei se teremos condições de sustentar tanta gente. – Você acha que eu não sabia disso? Sinceramente, acabei de provar minha lealdade a vocês! – Disse ela – Eu cuidei de avisa-los sobre isso, ambas as tripulações se abasteceram perto daqui, ele tem suprimentos o bastante para meses. Eles também estão me devendo vários favores, a começar pela flauta que dei para Ignis chamar seus dragões e o assobio que ensinei para Ice para o mesmo propósito. –Então são esses os piratas que você falou antes? Os para que você tinha criado essas invenções de chamado? –– Sim Soluço, são eles mesmos. Deveria te agradecer pela ideia de chama-los se não estivéssemos em pé de guerra – Respondeu Astrid – Continuando as apresentações... Ice e Ignis esses são os chefes da aldeia Stoico e Valka, junto deles o filho Soluço. Nem notei que Ignis já estava de pé com a postura correta ao lado de Astrid que estava entre os dois capitães. Ignis tinha os cabelos loiros igual Astrid, olhos entre verde e azul, mais alto que eu, vestindo blusa social bufante, calça e botas pretas além do sobretudo e chapéu vermelho. Para nós vikings além do tecido era sempre bom vestir algo de metal afiado e pele. Perguntei-me o que eles fariam se estivéssemos no nosso inverno mais rigoroso. – Eles também disseram que, se for melhor para ilha, eles poderiam ficar ancorados em alguma ilha perto daqui – Falou Astrid interrompendo meus pensamentos. – Agradecemos a compreensão, mas os três podem ficar ancorados nas florestas, será o melhor a fazer – Respondeu minha mãe. Ice sorriu para nós calorosamente e disse: – Minha tripulação estará ancorada por aqui e agradecemos a compreensão. Afinal, o inimigo que temos por aqui necessitara de todas as forças possíveis. Eu e Astrid lutamos com os piratas há uns dois anos e temos de dizer que foi uma questão de mais inteligência do que de força, não é minha cara amiga? – Foram tempos ruins, mas temos de dizer que foi incrível! Uma batalha épica! – Respondeu Astrid. As duas sorriram uma para outra. – Quanto ao filho de Alvin, creio que essa será minha especialidade nesta guerra, eles que nos deram o cargo de terceiros piratas mais temidos dos Sete Mares, logo atrás do meu docinho aqui e da adorável Capitã Astrid – Falou Ignis. As duas se inclinaram para trás e fizeram uma cara do tipo “o quê?” ao mesmo tempo. – Seu docinho? – Questionou Ice. – Adorável? – Questionou Astrid – Okaaaaaay.... Estamos perdendo uma boa quantidade de tempo aqui. – Nisso eu concordo – Disse meu pai. Os capitães analisaram os mapas e nos mostraram as ilhas que o filho de Alvin já havia dominado. – É como se fosse... – Comecei. – Uma trilha até chegar aqui. – Terminou Astrid – Estão dominando de ilha em ilha até chegar aqui, mas estão indo devagar até agora. A questão é o porquê do tempo gasto, se quisessem já poderiam ter chegado por aqui com ou sem vigia. – Nossos vigias são os melhores e os treinadores de dragões da academia estão trocando turnos todas as noites comigo – Questionei. – Pode até ser... Soluço não é? – Perguntou Ignis. – Sim – Confirmei. – Certo Soluço, como eu disse, vocês podem estar vigiando os céus durante a noite, mas ele sabe disso. Conheço suas tropas, só querem que tudo termine em banho de sangue. Pensando bem... O que vocês fizeram a eles parainicio de conversa? – Perguntou Ignis. Não sei qual seria a reação de meu pai naquela hora, mas tínhamos combinada que não queríamos contar nada ainda. Ele apenas respirou fundo e respondeu Ignis calmamente: – Com todo o respeito, preferimos deixar no passado. Astrid olhou para mim com uma sombrancelha erguida e um sorriso de canto. Apenas sorri para ela. Astrid segurava a mesa com as duas mãos, inclinada para frente e seus cabelos começavam a cair sobre os ombros. Ela olhou para Ignis e perguntou: – Ignis, você acha que eles poderiam estar escondendo os piratas? – Provavelmente, mas como sabe disso? – Simples, nós conhecemos esses piratas e se estivessem por aí haveriam noticias – Respondeu Ice no lugar de Astrid. Meu pai prestava atenção total em cada palavra que os piratas falavam. – Tem algum modo de melhorarmos nossa vigilância então? – Perguntou meu pai. Ice riu. – Vocês já poderiam dormir em paz só com a tropa de Astrid aqui, mas com a de nós três... – Ela disse colocando o braço a frente dos dois capitães e depois colocando a mão no peito como se estivesse apontando para si mesmo – Não tem com que se preocupar. Podem voltar a viver normalmente, cuidaremos de tudo, deixaremos vocês informados e a sua participação nos planos será essencial. – Acreditem no meu amorzinho aqui, vai dar tudo certo, ela sabe do que fala – Disse Ignis. Astrid deu um passo para trás deixando a livre passagem entre os dois capitães. Ice deu um soco em Ignis. Astrid deu um passo para frente voltando ao lugar atual enquanto Ignis se recuperava da surra. – Essa foi para você calar essa sua boca enorme – Justificou Ice cruzando os braços. Astrid riu baixinho tampando a boca. – Bom é um alivio ouvir isso, mas posso confiar em vocês não é? – Perguntou meu pai. – Claro que pode Stoico – Disse Astrid – Não poderíamos fazer nada sem eles por aqui. Somos os melhores para resolver os problemas por aqui. Meu pai ficou tranquilo. Fazia tantas noites que ele não dormia sem sono e muito preocupado com o que poderia acontecer ao vilarejo se desse tudo errado. Agora dava para perceber que a primeira coisa que ele iria fazer ao chegar em casa era dormir. – Bom acho melhor todos irmos descansar. O dia foi cheio e depois que nós bolarmos um plano faremos outra reunião. Será melhor para todos – Falou Wendy que ficou tão calada durante toda a reunião que nem notei sua presença. Meu pai percebeu que Astrid e Wendy haviam notado seu cansaço e deveria ter agradecido mentalmente para as duas. Ele pediu licença aos piratas e a mim que guiasse os mesmos para atracarem os seus navios. Ao sairmos Astrid me avisou que Ignis e Ice iriam passar pelo seu navio antes de atracarem o navio e que eu estaria livre para fazer o que eu quisesse. Ao sairmos, Bocão entregou uma sacola com suprimentos para Wendy e todos os piratas foram em direção aos seus navios e quanto a mim, estava realmente louco para voar com Banguela atéaltas horas, já que eu não montei nele desde que os piratas chegaram a Berk. Ele apareceu ao meu lado quando sai pela porta e depois de perguntar aos piratas se precisavam de algo (e graças a Thor não) partimos rumo aos céus. Astrid P. O. V Já se passava de um pouco mais de meio-dia em Berk, tínhamos acordado bem cedo para os jogos vikings e piratas. Depois que recebemos os suprimentos (comida e bastante água para o resto do dia) me senti aliviada porque estávamos em alto mar cerca de quatro dias comendo nossas reservas no estoque. Não gostava de atracar em lugar algum quando estávamos pelas redondezas de Berk, nunca se sabe se eu poderia dar de cara com um deles e se perceberem que eu respirava depois de cinco anos sem dar sinal de vida pessoalmente seria o caos. Quando minha tripulação quis saber da minha história, a que rondava pela capitã que resgatava pessoas nas suas fugas de prisão e as acolhia como piratas em sua tripulação de cães sarmentos, eu tentei distanciar a ideia, porém quanto mais eu conhecia minha tripulação e vice-versa, mais íamos nos tornando uma família de cães sarmentos. Um dia, resolvi que todos contariam suas histórias durante uma noite que, para mim, foi marcada como a noite em que nos tornamos realmente um tipo estranho de amigos. Cada um contou sobre si e como havia chegado a minha tripulação, eu deixei para contar minha história por último, mas quando minha vez chegou eles ouviram com atenção e as perguntas eram realmente boas do tipo: “Porque não dá noticias?”, “Eles eram seu lar?” e “Porque não voltou para Berk?”. Naquela noite todos nós nos tornamos confiáveis uns aos outros. Foi uma das minhas melhores ideias, mas as perguntas sempre me voltavam à cabeça até neste momento. Angélica me treinou para ser uma capitã e ,por cerca de um ano, explorei mares desconhecidos, os ensinei como domar dragões e aprendi muito sobre mim mesma, de vez em quando pensava em voltar, mas não podia deixar a profecia se realizar... Ah! Não devia estar pensando nisso! Estou no meio de uma guerra com o pior inimigo que alguém poderia ter e não posso começar a ter autopiedade, sou inteligente demais para isso! Modéstia parte é claro. Estava andando sozinha na floresta, indo ao navio de Ice “Diamante Negro” e estava pronta para tudo aquela altura do campeonato. Minha cabeça latejava por conta da agitação do dia e só de pensar que sequer havia passado de meio-dia me dava um desespero na alma (forma de falar obviamente). Parei de andar e respirei fundo. Não queria sentir dor de cabeça, olhei para a luz do sol refletindo nas árvores, senti a brisa tocando meu rosto, ouvi o som dos dragões e dos pássaros... Aquele lugar parecia estar em completa paz mesmo em meio à guerra. A dor logo passou e continuei meu caminho com esperança de que pudesse ir dormir em paz naquela noite. Nossos navios estavam ancorados distantes um do outro, rodeando a floresta, sugeri que o meu navio ficasse entre os outros dois para não haver brigas entre as cantadas de Ignis e as respostas de Ice. Depois de me reconhecerem, a tripulação de Ice me deixou entrar em seu navio. Sua tripulação era formada apenas de mulheres, eu nunca fui muito a favor disso, sempre pensei que seria muito melhor para uma capitã como Ice - que está abaixo apenas de mim – entender os dois lados da humanidade, tanto o feminino como o masculino. Não tenho o direito de julgar ninguém. Entrei na cabine de Ice, ela estava estudando mapas junto de sua assistente Brisa: – Estava esperando por você Capitã Hofferson, está dispensada Brisa, preciso conversar em particular com a nossa parceira. Ela nem sequer tinha se virado para mim, mas já sabia que era eu. Sempre adoro fazer isso, porém é muito chato de se ouvir. Brisa realmente era o tipo de pirata com quem se tinha medo de falar, talvez fosse por ela ter olhos tão pretos em meio à sua palidez e ser loira em tom quase branco. Além de sua cicatriz assustadora que no canto do olho, ela tinha um tapa-olho cobrindo um olho cego e devido a esse fato ficou branco. Então resumindo a assistente de minha colega, uma garota pálida, loira, com um olho negro e outro branco coberto por um tapa olho e uma cicatriz no canto do olho bom. Você não vai querer uma discussão com ela vai?– Temos de conversar e você sabe o porquê – Falei. Brisa olhou para mim e depois para a Capitã. – Não se preocupe, somos amigas antigas Brisa pode ir descansar – Informou Ice. Brisa saiu e ela continuou – Prossiga. – É sobre os piratas inimigos – Comecei – Já deve saber que o capitão é o filho de Angélica, sua irmã falecida. – Sim eu já sabia disso... Deserdei-o não lembra? – Na hora errada, mas ainda sim... – Olha estamos em paz aqui, minhas decisões erradas do passado não interessam mais. Até porque se for para falar de más decisões no passado negro, a melhor aqui é você. – Também não quero começar nenhuma briga, estamos em paz e nós duas somos a esperança de Angélica. Ela nos tornou boas amigas antes de partir e sabemos que o sonho dela era ter uma família. Ice sentou-se em uma poltrona e me indicou a outra. Sentei porque minhas pernas estavam doendo pela caminhada longa. A cabine de Ice era realmente incrível, com uma mesa enorme dedicada para estudar mapas, com um candelabro de cristal iluminando todo o lugar, três poltronas vermelhas em torno de uma mesa pequena de vidro onde se colocava chá ou livros, as paredes brancas deixavam o ambiente agradável e a simplicidade vinha de um cantinho escuro onde ficava sua cama. Dava para ouvir a tripulação de Ice trabalhando no convés, mesmo sendo uma tripulação exclusiva de mulheres, percebi que algumas sentiam falta de algo por ali. – Você deve estar um caos por dentro não é mesmo? – Perguntou Ice. – E por que eu estaria? – Nos conhecemos há muito tempo minha cara Astrid, Berk vai começar a mexer com você uma hora ou outra mesmo que não queira. Sua cabeça deve estar mandando você voltar e saquear a Inglaterra! – Respondeu Ice com os olhos fixos em mim. Abaixei a cabeça por um momento, mas me recompus e suspirei. Ice sempre foi o mais perto de uma irmã, o que eu tinha de família se resumia a ela naquele momento. – Não sei o que está acontecendo comigo, devia sentir um ódio brutal deles por me subestimarem tanto, mas ao mesmo tempo sei que me acolheram e me ensinaram algumas coisinhas. De qualquer modo... – Olhei para ela firmemente – Nunca seremos bem-vindos aqui. Quero que tudo isso acabe logo para voltar a viver normalmente. – Sinto que nenhuma de nós duas vai voltar a viver normalmente depois disso Astrid. – Você está falando do Ignis... Não acredito que você está... – Não! Obvio que não! Que idéia! Eu e o Ignis? Você pirou Astrid? Eu não resisti em rir e ela também não. – A qual é? Ele vive te chamando de docinho! – Eu não sei qual é a dele Astrid! Você sabe disso – Ela respondeu corando e cruzando os braços.Rimos juntas mais uma vez, mas depois de um tempo lembramos com o que estávamos lutando. Olhei para ela e a mesma confirmou com a cabeça. – Acho que sabemos que o filho da minha irmã pode acabar com o seu antigo lar. Nem mesmo gostamos de pronunciar o nome dele por aqui – Disse Ice. – Não tenho medo de falar o nome dele, é Cavery e se for para ter medo, tenham medo do portador do nome e não da palavra em si – Informei. – Pode até ser, mas logo eles mandarão uma tropa aqui para ver se somos fortes e se estamos unidos – Ele debateu – Sabemos que não será tão fácil se não nos unirmos! – Faremos um trato Ice? – O que propõe Astrid? – Perguntou ela. – Tente falar com Ignis para parar com essas piadinhas ou que as diminua, tente ser amiga dele e de sua tripulação e quanto a mim, vou tentar baixar um pouco minha pose de... – Durona? Líder? Capitã? Pirata? – Ela insinuou – Astrid se quiser mesmo fazer isso, vamos ao menos ser quem somos. Sem mudanças em nós mesmas. – Feito assim então? – Feito! - Responde Ice. Apertamos as mãos, me levantei e fui em direção à porta. – Ei! Para onde vai? Não falamos de Cavery ainda! Eu coloquei os dedos a frente do rosto e falei gesticulando: – Desculpe, hoje é sexta-feira não estou com clima para péssimas noticias sobre nosso atual inimigo, vamos deixar isso para o domingo ou segunda! Ice sorriu. – Essa é a Astrid que eu conheço! O navio de Ice parecia estar em alto mar, mas pelo que percebi ainda dava para se ver Berk. Perguntei a maruja mais próxima: – Perdão, para onde este navio está indo minha querida? Uma mulher ruiva de aproximadamente trinta e sete anos respondeu: – Vamos contornar a ilha, estamos testando a velocidade atual dele para esta guerra Capitã Hofferson. – Ótimo! Acha que se eu pular desta altura na água e nadar chegaria à praia em torno de quanto tempo? – Perguntei. – Uns quinze minutos – Ela respondeu. Fiz uma cara de abuso e disse: – É o jeito né? - Subi na beira do navio e de lá pulei.Autora P. O. V Soluço passara o resto da tarde em seu dragão, mas em meio o voo, Banguela pareceu sentir fome e tiveram que descer para pegar comida escondidos porque se alguém visse Soluço iria querer dar tarefas e outras coisas para fazer e hoje ele queria apenas voar. Eles pousaram na praia que estava completamente deserta. Ou pelo menos era assim que eles pensavam estar. Soluço desceu de Banguela e foi verificar se na bolsa que ele carregava na cela do dragão havia comida. Para a felicidade dos dois havia apenas um pão e como o pobre Soluço saiu sem almoçar, também estava faminto e queria dividir o pão, mas Banguela o arrancou de sua mão em uma dentada. – Você não sabe dividir não? Banguela revirou os olhos e fez uma posição para regurgitar. – NÃO! NÃO PRECISA! O meu apetite já era. Os dois ouviram um barulho. Banguela ficou em posição de ataque. – Calma amigão! Deve ser outro dragão por aqui! Banguela empurrou Soluço em direção ao mar. – Banguela! Eu não quero ir pro m... Espera aí! Soluço viu um chapéu caído na areia perto das ondas, ele caminhou até lá e o pegou. – Esse aqui não é o chapéu da Astrid? Banguela começou a cheirar o chapéu. Os dois olharam para o mar procurando algo até ver a silhueta de uma garota. – Capitã Astrid! – Gritou alguém saindo do mar pouco depois. Era a Astrid toda encharcada. Para a sorte, a maré ainda não estava forte porque ainda era de tarde. Quando chegou à areia, a garota andou na direção de Soluço que lhe deu o chapéu. – Astrid? – Exclamou Soluço – O que aconteceu? – Obrigada! Ele vive escapando de mim! - Disse ela pegando o chapéu e tirando do bolso uma bússola. Ela olhou para os dois lados e seguiu caminho. – Ei! Espera aí! – Gritou Soluço. Ela se virou. – O que foi? – Você está bem? O que foi fazer? – Perguntou Soluço. – Nunca deu uma nadadinha durante a tarde? – Eu não caio nessa Astrid! – E nem deveria! O acontecido foi que: eu fui falar com a Capitã Ice, mas pelo o que parece, ela estava testando algo em alto mar e iria demorar em atracar o navio e então aqui estamos nós – Disse ela espremendo o cabelofazendo cair litros e litros de água na areia. Banguela cercou a garota por trás. – Ei! Eu tenho de voltar para o meu navio! – Falou ela brincalhona para o dragão – Ei! Eu disse o porquê de eu estar aqui, agora é a vez de vocês! – Nós apenas paramos para comer alguma coisa – Responde Soluço. – Parecem famintos para mim – Disse ela. – Ainda estamos, mas não quero aparecer por lá. – Sei como é. – Sabe? – Perguntou Soluço. – Gosto de sumir de vez em quando. Quando você chega a algum lugar estão sempre te dando coisas para fazer – Respondeu ela. Soluço sorriu. Legal que ela entenda essa situação. – Se quiser, deixo vocês pegarem um pouco de comida no meu navio se me derem uma carona – Propôs Astrid. – Sério? É claro! – Respondeu Soluço montando animado em Banguela – O que você acha amigão? Banguela deu seu sorriso sem dentes. Astrid riu e perguntou: – Vocês se importam de eu estar molhada? – Não – Respondeu Soluço esticando a mão para ela – Você vem? Ela pegou sua mão e subiu em cima de Banguela segurando os ombros de Soluço que ficou meio corado. O Dragão levantou voo e eles partiram. Haviam se passado oito meses desde que Astrid conhecera Angélica e entrou para a sua tripulação de piratas como sua aprendiz e assistente. A tripulação de Angélica no“Caveira de Prata” era bem amistosa entre si, ensinaram para Astrid como ser uma pirata, tratar a tripulação, cozinhar, limpar e ser útil sempre que possível. As festas nos navios piratas costumam ser toda sexta-feira para comemorar a semana e, quando não havia batalhas nem tesouros, o dia era muito esperado. Nas festas todos dançavam e contavam histórias cabeludas como as de Bocão, que chegava a exagerar quase tanto quanto um pirata. A Capitã Angélica havia aceitado a viking como se fosse uma filha porque a garota tinha tanto potencial e bravura quanto muita gente. E no meio desse “muita gente” tinha um pirata em especial chamado Cavery o único filho de Angélica a quem ela sempre lembrava com uma lágrima no rosto. Astrid tinha o lado pirata que Cavery nunca tivera porque se importava com a tripulação e os protegia com a própria vida se fosse necessário porque, afinal, a garota não tinha nada a perder. Havia perdido os próprios pais, uma órfã com um destino terrível na opinião de todos os marujos. Astrid tinha ensinado tudo o que sabia sobre dragões, estilo de luta viking, estratégias e planos para a tripulação e para a própria capitã que escutava tudo com muito encanto. Angélica, em troca de tudo, ensinava a viking como ser uma pirata. A primeira coisa que a capitã fez foi tirar o machado da viking substituindo por espadas de prata, foi um pouco complicado, mas logo Astrid entendeu que ninguém gosta de trocar espadas com um pirata. Da esgrima foi para as roupas, a linguagem, leitura de mapas e muitas outras coisas que a garota gostou de aprender. Um dia, Angélica decidiu apresentar Astrid para sua única família, sua querida e amada irmã Ice Aaron. A família Aaron sempre foi uma raça pura de piratas, mas sempre houve a favorita da mamãe e essa era sempre Angélica Aaron. Depois que a mãe morreu tudo foi resolvido e as irmãs se tornaram amigas próximas, masdistantes por conta de serem capitãs de tripulações diferentes. Ice Aaron era um ano mais velha que Astrid e já tinha sua tripulação formada, o que era um Record. A viking conheceu a irmã da capitã em uma floresta na Itália. O lugar era realmente bonito e bastante agradável de estar, mas durante a noite ficaria insuportável de se viver, o frio mataria qualquer um, os mosquitos sugavam cada gota do seu sangue e os predadores deixariam você inquieto e sem sono. Tudo durante o dia mudava, havia muita luz espalhada pelo lugar, com uma cachoeira por perto e frutas boas para comer. As tripulações pararam para descansar ali, reabastecer e partir. – Ice, esta é a minha aprendiz Astrid Hof erson – Apresentou Angélica. A garota estendeu a mão como sinal de amizade e Ice retribui apertando a mão da viking sorridente e dizendo: – Então essa será a próxima capitã bem sucedida dos sete mares porque está aprendendo com a melhor. – Obrigada. Angélica foi muito boa de ter me acolhido depois de tudo o que aconteceu – Comentou Astrid. – Ela me contou sobre seu passado. Realmente interessante você terá ter encontrado exatamente após perder seus pais e, sobre isso, lamento muito. Escute acho que deve saber uma pequena lição sobre essa história de passado... – Eu sei, eu sei. Nunca se deve falar sobre você se não te perguntarem e o passado está no passado – Interrompeu Astrid. Angélica riu e disse: – Eu a ensinei muito bem Ice, mas não estamos aqui só para saudações não é mesmo? – A senhora não me disse nada sobre segundas intenções Capitã Aaron – Insinuou Astrid. – Porque não sabíamos a gravidade da situação até agora Astrid. Primeiramente me perdoe, me perdoe é tudo culpa minha... – Da última vez que começaram esse tipo de conversa eu estava em um barco no meio de uma tempestade com os meus pais vivos! Por favor, diga logo de uma vez! Angélica suspirou e confessou: – É o meu filho... Ele está atrás de você e suas intenções são mata-la e acabar com a sua terra natal.



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