História Astrid e Soluço Vikings Piratas - Capítulo 7


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Categorias Como Treinar o seu Dragão
Tags Ação, Aventura, Fantasia, Romance
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Palavras 1.836
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - A Volta


A viagem havia sido longa e desgastante. Nenhum ali conseguia aguentar o cansaço que tomava conta de suas veias naquele momento. Nem mesmo a Capitã. Porém mudou o fato após ver uma silhueta ao horizonte. Linda e simplória. Sabia exatamente o que era e onde estavam. Berk se aproximava junto com a neblina que sempre a cercou pela noite, e ao perceber isso, a face da destemida Capitã Hofferson se iluminou em um sorriso singelo, mas radiante. – Acordem! Chegamos, afinal! – Apontara para a terra à sua frente. Soluço, que antes estava quase dormindo em cima do dragão Borrão Azul, espécie mais nova que Astrid descobriu, levantou sua cabeça ainda com os olhos caídos, e os apertou para conseguir ver o que a estava à sua frente. – Berk... – Sussurrou para si mesmo, como um alívio.Naquele momento, o Viking só pensava em sua família, e isso inclui Banguela, com toda certeza. Estava aflito sobre o paradeiro dele e de sua mãe, e de como estava seu pai, a ilha... Eram muitas perguntas naquele momento para ser sincero consigo mesmo. Olhando de relance, a garota percebeu, mas nada falou, preferiu acalmá-lo depois, onde teria mais tempo, e não deixaria sua pose de Capitã para trás na frente de outro pirata. Sobrevoaram os navios, que não tinham muitos piratas além dos vigias noturnos que sempre havia e sempre haverá. Por segurança mesmo. Eles acenaram e Hofferson apenas deu um sorriso de canto da face, mais nada, e voltou a prestar atenção na sua frente: a floresta. Ali pousaram e despediram-se dos dragões Borrão Azul, seguindo um seu devido caminho: os dragões para sua colônia mais próxima e seus pilotos adentraram na floresta. Não demorou muito para que já alcançassem o outro lado da floresta sendo que os dragões ali não eram ofensivos à Capitã, e muito menos a Soluço, que a impressionava com seus reflexos mais rápidos quando se tratava de acalmar os dragões locais, mas nada demonstrou. Pelo menos ela pensou que o teria feito, mas o jovem Viking percebeu seu rubor facial singelo e discreto. Na mesma hora que podiam se ver Vikings um olhando o outro, com aflição em seus olhos, podia-se ver os mesmos virando e encarando quem acabava de surgir de dentro da floresta. Na mesma hora, uma gritaria de felicidade e risos foram ouvidos, o que causou uma sensação ótima em Soluço: o seu retorno além de esperado por ele, era esperado por todos, o que o fez sorrir e andar em direção dos mesmos mais rápido, deixando os passos mais vagarosos dos piratas para trás. – Soluço! – Meus deuses! – Como você conseguiu? – Está bem? – Não está machucado? – Esse é o orgulho de Berk! – Será um ótimo líder no futuro! – Um viva ao Soluço! Todos diziam isso, até o grande chefe de fato, chegar, ao lado de sua esposa e mãe de Soluço, Valka. – Soluço!! – Ela saiu dos braços de Stoico e correu ao encontro de seu único filho, que iluminou-se em um sorriso perfeito e abraçou-a com toda a força que lhe restava naquele momento. Logo foi a vez do pai de abraça-los, envolvendo os dois num abraço de urso e os levantou no ar, logo os abraçando e deixando que seus braços deslizem pelas costas dos dois, os libertando do abraço e assim, pode olhá-lo com os olhos mergulhados em lágrimas. – Filho... – Sem palavras era o que o definia naquele momento, só pode dizer isso antes de afoga-lo em outro abraço.– Oi pai... – Soluço disse, quase sem ar nos pulmões. Hofferson se aproximava aos poucos, com um espaço aberto pelos Vikings que comemoravam, e chegou finalmente ao encontro da família recém-reunida. O outro pirata? Bem, ele foi direcionado pela mulher para o seu navio, carregando uma mensagem escrita rapidamente pela mesma, contendo um aviso, quase um apelo disfarçado. – Stoico, temos muito que conversar... – Disse, passando pelos três, roubando os olhares para si, e abrindo um corredor para seu caminho ser seguido com tranquilidade entre os Vikings que, antes comemoravam, agora a fitavam enquanto seus passos pesados eram dados. Seu rosto era coberto pela sombra de seu chapéu. Nem seus olhos apareciam, nem o brilho que costumava residir ali. Estavam opacos como nunca. O que Lúcifer dissera havia a afetado profundamente, embora tentasse não demonstrar isso. Não funcionou. Soluço correu em sua direção. Sabia que algo tinha acontecido. Seu andar não era vitorioso, era pesado e distante, como se estivessem indo para a sua própria morte. – Astrid... – Ele alcançou seu braço, o tomando com a mão. – Eu já disse, é Capit-- - Ela foi interrompida. – O que houve? – Ele olhou em seus olhos. Ela hesitou em olhar em seus olhos, mas seu olhar era como uma rede, e os seus eram como um peixe indefeso. – Me largue! – Falou ela de modo rude se soltando da mão de Soluço. Ela o fitou, aqueles olhos verdes que não se encontravam daquele jeito há anos. Não daquele jeito - Vamos falar disso no Grande Salão, com todos presentes para ouvir o que tenho a dizer. – Ela voltou à posição. Aparentemente inquebrável e voltou a andar vagarosamente ao seu destino. O garoto não desistiu. Foi atrás da garota novamente. Os Vikings não estavam mais lá: uns se direcionaram para o Grande Salão, como solicitado pela pirata; outros foram para suas casas, já que não havia mais nada ali a fazer. Os dois chefes, Stoico e Valka, foram o mais rápido possível para o local apontado, antes mesmo que todos os Vikings. – Astrid! Me conta o que aconteceu! – Ele agora a pegou nos dois braços, não a deixando sair desta vez. A garota não gostava de se sentir presa. Já havia passado tanto tempo em atrás de grades, guerras e conflitos que simplesmente estar ali sendo segurada pelos pulsos a deixava bem irritada, mas ela tinha aprendido a controlar isso. – Soluço... Eu – Ela hesitou – Não me segure! – Falando aquilo dobrou os braços e os girou de modo que Soluço teve de soltá-la pela surpreendente dor, porém a segurou de novo, mas pelo braço desta vez. – Olhe pra mim. – Ele levantou seu rosto delicadamente. – Eu estou aqui. Sei que não estive antes, mas olhe, eu estou desde o segundo que você chegou nessa ilha tentando abrir seus olhos para este fato: conte comigo. Lembra-se de quando éramos pequenos, apenas adolescentes, no meio de uma guerra?– Lógico que lembro! Você me deixou, com meus pais. Foi nesse dia que fomos embora de Berk... – Ela lutou um pouco contra o garoto, mas mesmo ela não querendo admitir, ele se tornou mais forte que elas, porém isso não iria detê-la. Astrid só não queria puxar uma faca ou qualquer outra arma, não queria assusta-lo, mas ao mesmo tempo queria. – Eu sei que estava errado! Não devia ter duvidado da sua coragem... – Ele a fez olhar em seus olhos. – Astrid, você é a garota mais espetacular que eu já vi: corajosa, têm opinião própria, não se abala fácil, confiante e absurdamente linda. Os olhos azuis da garota brilhavam. Ela começou a se por limites. O que estava fazendo? O que Angélica diria daquilo? Um absurdo! Foi treinada Por ela para ser uma líder, não iria se deixar baixar a guarda por causa de um viking! Mesmo que seja Soluço... Ou qualquer um! – Astrid, nós já somos grandes, não somos aqueles adolescentes. Eu aprendi com os meus erros e sei o que não fazer. Te observei, te analisei, e estou tentando te conhecer novamente. Isso pode demorar, mas só depende de você. Ele fez uma pausa dramática, se aproximando dela aos poucos. O lado viking de Astrid a mandava ficar ali e deixar acontecer; o lado pirata a ameaçava “Vai, continua sua rata! Mal o conhece! Se não impuser limites agora vai colocar tudo pelo qual lutou nos últimos cinco anos nos ares. Vai deixar isso aconteça?”. E bom... Essa era uma hora bem difícil. – Astrid, quando eu era menor não tinha coragem de te pedir isso, mas depois de tudo o que passei... Tudo o que passamos... Eu não vou querer nem em um milhão de anos, a mínima chance de te perder de novo. – Ele respirou fundo, e quase acabando com a distância entre seus lábios, ele finalmente pronunciou. – Quer ficar comigo Astrid? Ser minha para sempre? Prometo que nunca te desprezarei e te subestimarei. Serei fiel e nunca te deixar de lado. Ele estava sendo egoísta demais! Acharia ele mesmo que ela abandonaria tudo por causa dele? Que havia se sentindo abandonada, perdido os pais, entrado em uma tripulação, treinado duramente, perdido a tutora, sido nomeada capitã, criado uma tripulação em meio à fugas e estava em meio de guerra por nada? Aquilo não era um terço do que se estava passando ou se havia passado, mas não iria tão longe para se render ao coração. Tudo aquilo para que com poucas palavras ele a conquistasse? Que tipo de pirata era ela? Mesmo seu lado viking não era tão fraco! Porém toda vez que se lembrava de Soluço, recordava-se do garoto de quinze anos que a levara para um voo em um Fúria da Noite apresentando um mundo totalmente novo para ela. Nunca havia superado aquele sentimento, mesmo negando até a morte porque pensava que ele havia a deixado ir, deixado ela, para sempre. – Você já me perdeu Soluço. Não por causa daquela noite, mas pelo fato de que, no momento, sou uma pirata. Uma Capitã. Não batalhei com o destino para acabar aqui. Sendo mais uma de vocês novamente. Perdi tanto nessa vida Soluço... – Pela primeira vez em cinco anos ele viu. Viu uma lágrima. Uma que quase descia dos olhos de Astrid. Ela não fazia uma cara de que iria cair no choro. Estava séria. Com uma lágrima ali. Ele se sentiu totalmente para baixo. Seus ombros, assim como seu olhar, caíram. Ele coçou a nuca parando para pensar. Onde estariam os pais dela? Como ela havia se tornado pirata do nada? Por que estaria os ajudando? Os horizontes se abriram na mente de Soluço. Era tão claro quanto música no ar. Ele sentiu pena da garota. Suas sobrancelhas estavam juntas enquanto olhava para ela. O que ela teria passado então? Astrid também sentiu pena dele. Ela percebeu que só agora ele havia entendido o porquê de ser assim. – Astrid... – Ele hesitou.Não sabia o que falar, mas sabia o que fazer. O olhando perceber algumas coisas, a garota percebeu que ele realmente sentia algo ali dentro, poderia ser o que for, mas envolvia-a naquele instante. Ela o abraçou. Soluço ficou surpreso. Apenas sentiu os braços de Astrid em volta de seu pescoço, ele olhou para baixo no mesmo instante, viu sua cascata de cabelos loiros e sorriu. Seus braços que antes estavam parados no ar devido a surpresa, agora a envolviam. Era a primeira vez que os dois demonstravam contato desde que se encontraram. Soluço deu um pequeno sorriso para o nada. Aquele braço acabou depois de pouco tempo, a Capitã se afastou e o fitou por alguns segundos para depois seguir seu destino. Mas não estava preparada para isso. 



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