História Astro Do Rock - Capítulo 16


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Comedia, Drama, Original, Romance, Sayuri
Exibições 34
Palavras 1.462
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Leiam as notas finais, por favor!

Capítulo 16 - "Você é Uma Graça".


Fanfic / Fanfiction Astro Do Rock - Capítulo 16 - "Você é Uma Graça".

1° de Junho.

Pense em um palavrão que comece com p. e outro que comece com m. Eu estava repetindo eles na mente desde que eu recebi uma ligação hoje de manhã. Que ligação? Meus tios. Eles disseram que viriam para cá. Eles viram amanhã, e eu não sei a reação do meu tio ao ver o meu piercing. Como eu fui burra! Não devia ter aceitado fazer aquela lista ridícula com Oliver. 

-Elisa eu preciso...- Falo entrando na cozinha.

Elisa estava com Eduarda e assim que eu cheguei, as duas pararam de falar.

-O que foi?- Pergunto.

-N-nada.- Eduarda diz e eu dou de ombros.- Do que você precisa?

-Tia Nina e tio Nei vão vir para cá.- Falo rápido mas mesmo assim as duas ouvem.

-Ah, tudo bem.- Elisa fala um pouco surpresa.- Você vai ir para o hotel com eles?

-Não sei...- Admito.- Provavelmente.

Elisa assente e sai da cozinha. Eduarda me olha.

-Precisa parar de tratar a gente assim Hanna.- Duda fala e eu franzo o cenho.

-Assim como?- Pergunto.

-Com indiferença, até parece que você não saiu dela! Mesmo você não querendo, ela é a sua mãe.- Eduarda diz e eu abaixo a cabeça com raiva.- Eu sei que você considera muito a tia, mas você tem que ter limites. Sabe o quanto machuca mamãe em você chamar ela de Elisa?

Eu a encaro com um sorriso cínico.- E você sabe o quando machuca em ver vocês duas tendo uma rotina de mãe e filha perfeitas? Você sabe o quando machuca em saber que minha família me acha estranha por causa da cor do meu cabelo?! Não você não sabe! Não sabe oque é não ter uma mãe no seu lado nos momentos mais importantes da minha vida! E quer saber? Foda-se se eu sai de dentro dela, a sua mãe foi só uma barriga de aluguel.

Saio da cozinha sem esperar respostas e corro para fora de casa.

.  .  .

Eu não sei por quanto tempo eu corri, mas só notei que estava muito longe de casa quando começou a escurecer. Não sei como, mas eu não derramei uma lágrima se quer enquanto eu corria. Chego em um ponto de taxi e abro a porta do mesmo, logo me sentando ao lado do taxista que aparentava uns cinquenta anos.

-Aonde senhorita?- O taxista pergunta me olhando.

-Bairro Vigueiro 3011.- Falo e o velhinho assente ligando o carro.

-O que uma jovem faz a essa hora na rua?

Eu rio fraco.- Problemas e mais problemas.

-Ora! Você é jovem! Assim vai ficar com rugas mais nova.- Ele brinca rindo.

Ele para em frente a mansão branca e eu suspiro. Olho para o aparelho que conta quanto o preço da 'viagem' e tiro a quantidade necessária do bolso e o entrego.

-Obrigada.- Agradeço saindo do carro.

Vou até a portão da casa e respiro fundo antes de apertar o botão da campainha. Logo Marina sai da casa e sorri em me ver.

-Hanna!- Ela abre o grande portão e eu entro a abraçando.- O que faz aqui?

Suspiro.- Oliver está?

Marina assente e me guia para dentro de casa. Flix - que estava lá dentro - salta em mim me fazendo perder o equilíbrio e cair. Rio sentindo as lambidas no meu rosto.

-Flix!- Uma voz masculina chama o cachorro.- Hanna?

Oliver me estende a mão para eu levantar e assim faço.- Oi.

-O que ta fazendo aqui?- Ele pergunta com uma expressão confusa.

-Ahn. Sei lá, só não queria ver Eduarda ou minha mã... Elisa.- Falo.

Oliver faz um sinal para eu o seguir e assim faço. Nós entramos no seu quarto e o mesmo estava do jeito que eu havia visto aquele dia. Oliver deita na cama e bate no seu lado, dando permissão para deitar também. Sento um tanto afastada dele e o mesmo revira os olhos deitado com a cabeça no meu colo. Será que, penso, eu devia fazer carinho nele?

-Me diz, o que ta rolando?- O loiro pergunto me encarando nos olhos.

-Meus tios vão vir para cá a amanhã.- Falo e Oliver arqueia a sobrancelha.

-Pensava que gostava deles e tal.

-Eu gosto. O problema é o piercing.- Digo.- Meu tio vai simplesmente te matar e me matar.

-Ei! Por que me matar? Não tenho nada haver com isso.- Ele diz pegando um cigarro e um isqueiro.

-Como não?! Eu botei por causa daquela lista estupida.- Falo e Oliver acende o cigarro me fazendo fazer careta.- E não é só isso. Eduarda inventou agora que vai me dar lição de moral e disse que sou ingrata com a mãe dela.

-Tecnicamente, ela é sua mãe também.- Oliver diz soltando a fumaça do cigarro.

Eu reviro os olhos e levanto com raiva. Vou até a porta.- Eu vim aqui para você me ajudar, não para piorar mais.

Quando eu iria sair, Oliver me puxa pelo braço colando nossos corpos. Ele tinha um sorriso de lado, ele não era malicioso ou algo do tipo, pelo ao contrario, ele era inocente

-Me desculpe.- O loiro murmura, eu me pergunto aonde estava o cigarro que agora pouco estava na sua boca. Em falar em boca... A dele estava mais avermelhada do que o normal...

Oliver acaba com o espaço entre nós selando nossos lábios em um beijo carinhoso e lento. Ele parecia explorar cada quando da minha boca enquanto apertava minha cintura me puxa mais para perto. Eu puxava de leve os cabelos loiros da sua nuca os desarrumando. Oliver me dá impulso para rodear as pernas na sua cintura, é assim faço. Oliver gira me fazendo rir entre o beijo, o ar nos falta nos fazendo se separar. Ele me encara parecendo procurar qualquer sentimento de raiva ou irritação, mas não encontra. Oliver sorriu de lado e me dá um selinho.

Oliver limpa a garganta fazendo um som estranho e me coloca novamente no chão e ponhe a mão na nuca, eu já notei que ele faz isso quando está sem graça ou envergonhado, oque é bem fofinho da parte dele. Se ele soubesse, penso, oque estou pensando, provavelmente, iria dizer que não é fofo. Rio com o meu pensamento e Oliver me olha curioso.

-O que foi?- Ele pergunta e eu nego com a cabeça, como se dissesse "deixa para lá".- Acho que vou ligar para os meninos, tudo bem?

-Tá.- Murmuro deitando na cama, Oliver pega o cigarro que estava quase apagando no sincero metálico na cômoda ao lado da cama de casal. Ele bota o cigarro no canto da boca e pega o telemóvel do seu bolso.

Eu parecia obcecada o encarando, mas eu não ligava. Comecei a prestar atenção no seu rosto pálido. Tentei ao máximo não focar na sua boca vermelha que se mexia enquanto falava com algum dos seus amigos, que, por um acaso, eram meus amigos também. Era tão estranho... tão estranho o quanto eu "mudei" de um tempo para cá. Oliver me mudou. Que diria? Á algumas semanas atrás eu estava em uma festa, e não era de nem um parente meu, na verdade, eu nem sequer sabia de quem era aquela festa. Eu botei um piercing! A Hanna insegura e tímida de quase um mês atrás nunca faria isso. Eu dormi na mesma cama que Oliver e eu havia conhecido ele à três dias! Era surreal uma menina que antes tinha medo até de falar com garotos que não conhecia direito, dormir com um completo estranho. Mas Oliver começou a se tornar mais do que um simples "cunhado da minha irmã", ele é um grande amigo agora. Bom, eu acho que é pelo menos... Tipo, eu nunca beijei nem um dos meus amigos, oque é estranho. Mas, como Oliver falaria, foda-se.

-Terra chamando careta.- Oliver chama minha atenção rindo.- Tem que parar de ficar no mundo da lua, daqui a pouco vão achar que eu to dando drogas para você.

Eu rio e, de repente, Josh, Johnny e Damon entram no quarto.- Drogas eu não sei, mas que você dá o cú eu sei.- Johnny fala fazendo todos rirem, menos Oliver.

-Nem sei por que eu ser amigos de você.- Oliver brinca rindo se deitando no meu colo.

Eu reviro os olhos e o emburro, só que o emburrão foi tão forte que Oliver caiu de cara no chão, Josh, Johnny e Damon gargalharam e Oliver me joga um olhar mortal.

-Você é uma careta morta.- Oliver diz e eu rio.

-Qual é desse apelido?- Johnny pergunta sentando do meu lado.

-É o adjetivo perfeito para ela.- O loiro dá de ombros fazendo todos rirem, menos eu.

-Nossa! Ele sabe oque é adjetivo.- Vijo surpresa e Oliver me manda o dedo do meio.

-Você é uma graça.- Provocou.

Eu reviro os olhos em resposta.


Notas Finais


Gente! Eu tenho dois avisos para vocês.

¹Alguma de você fazem ou sabem quem faz trailers para fanfic's? Se sabem, por favor me mandem uma mensagem privada.

²Se você lê minha outra fic - Bad Girl -, desculpe não estar postando, eu não estou com tanta criatividade para aquela fic, e vou ficar, provavelmente, um pouquinho de tempo sem postar nela.

Obrigado por lerem amores, beijocas!


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