História Asylum UnderWorld - Interativa - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Interativa, Prisão, Sobrenatural, Sobrevivencia
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Palavras 1.416
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


HEROU genteee, bom, isso vai ser apenas uma breve introdução de tudo, pesso que por favor, leem o jornal nas notas finais para que entendam, a ficha e a explicação de tudo estará lá.

LEMBRANDO, a ficha será aceita apenas por JORNAL, não é que eu seja bravinha ou sei lá, mas realmente, se não for assim vira bagunça. As vagas estarão abertas até tempo indeterminado, dependendo do números de fichas que chegar a mim. Outra coisa, as fichas não serão por ordem de chegada mas sim por QUALIDADE, quero fichas excelentes, caprichem e aproveitem que não tem data limite, demorem quanto precisar, mas façam bem feito em nome de Poseidon.

Capítulo 1 - Introdução e ficha


 

Serei um sobrevivente?

-Acho que está fazendo perguntas demais, não acha, doutora Bianca?

Reclama Willian, um homem alto e magro porém com um físico esbelto e um olhar frio e cortante. Will vestia o uniforme azul marinho do internato que já se encontrava sujo, na sua frente pelo, contrário dele, estava uma mulher, de vinte e cinco anos, cabelos curtos e acima dos ombros cortados em um corte repicado de cor castanho e olhos brilhantes da mesma cor, Dra.Bianca usava um jaleco branco que estava preso um broche com os dizeres: Doutora Bianca. Psiquiatra.

Willian achava aquilo ridículo, afinal, ninguém precisaria de um broche para saber que Bianca havia feito seis anos de faculdade de medicina e mais três anos para se especializar na área psiquiátrica. Bastava ver em seu olhar calculado e atento a tudo, sua postura ereta e também bastava reparar em seu sorriso dócil para ter certeza que ela não era uma das internadas. Bianca se ajeita em sua poltrona reclinável de tom vinho escuro e se debruça sobre a mesa, entrelaçando os dedos das duas mãos e olhando Will profundamente.

-Estou apenas cumprindo meu trabalho, Senhor Clood. Você goste ou não.

Uma risada aguda e sem humor escapa da boca do homem que estava jogado na cadeira desconfortável e então ele responde, com a voz irradiando o puro sarcasmo.

-E eu respondo as perguntas que me forem convenientes, Senhora Semthuck. Você goste ou não.

Willian diz, fitando o rosto de sua psiquiatra para vez se ao menos conseguia desconcerta-la, mas ao notar o riso gentil e baixo que soou da boca da mulher ele logo fecha a cara, vendo que fracassara.

-Ora, ora... Tem razão Will, afinal, estamos na primeira seção de muitas ainda.

-Caso a sua intenção fosse me reconfortar, não conseguiu. Não precisa ser um gênio para saber que eu, mais do que ninguém, não preciso de uma psiquiatra.

Responde ele bufando e cruzando os braços na frente do peito largo, Dra. Bianca estreita os olhos e com delicadeza, como se estivesse desarmando uma bomba, ela estende o braço e pega uma ficha do histórico de seu paciente e abre, deixando que alguns papeis, com anotações e com uma foto 3X4 dele sejam mostrado.

-Aqui na sua descrição diz: Manipulador, se contradiz nas palavras, - Will fecha seus olhos, já sabendo o que vinha a seguir disso - demonstra diversas vezes um comportamento maníaco e com alguns distúrbios, assassino.

A voz de Bianca ecoa um pouco longe e incompreensível para ele, como se ela estivesse debaixo d'agua, pelo o que parece a mulher continua a falar, mas Willian não prestava mas atenção nisso. Sua mente viajava, no dia 16 de outubro do ano passado, era uma sexta-feira, Willian se lembrava muito bem que o sol estava brilhante como nunca em seu ponto mais alto no céu, podia ainda sentir o alívio ao sentir o gelado da Coca-Cola descer em sua garganta o refrescando no mesmo momento. Estava em um restaurante, aquele dia não estava indo muito bem em seu trabalho, seu anseio era chegar em casa e se deparar com Anne na cozinha, com seu avental azul bebê e seus cabelos presos em um coque mau feito e um sorriso no rosto ao recebe-lo na porta. Haviam se casado a pouco tempo, no começo Anne se demonstrou a melhor mulher do mundo, sempre sorridente, simpática e querendo se demonstrar prestativa, com o tempo o casamento mudou, aquelas palavras que todos dizem aos noivos "Devem se conquistar a cada dia" não pareciam mais fazer sentido na vida deles. Nessa tarde do dia 16 de outubro, Will viu o que não desejava ter visto, um sentimento horrível tomou seu coração, sentiu um estranho formigamento subir por sua barriga e seu rosto esquentar ao ver aquela cena de Anne dentro de um carro estacionado do outro lado da rua, aos beijos com um homem ruivo. Aquilo foi demais para ele, sempre teve um temperamento explosivo mas nunca tinha passado desse ponto, mas como dizem, quando você mata pela primeira vez se torna mais fácil matar pela segunda.

Will novamente abre os olhos e Bianca o estudava com o olhar enquanto sua mão corria sobre o papel para conseguir anotar tudo que estava vendo. Um relógio de ponteiro em uma parede marcava exatas três horas, ao notar isso com um salto Will se põe de pé e encerra.

-Bom doutora, obrigado por nada, quero dizer que foi muito ruim relembrar do passado e não espero voltar.

Quando Will termina essas palavras ele já estava com uma de suas mão apoiada na maçaneta pronto para sair. Bianca ri e responde, bem humorada:

-Também gostei muito de você, Will.

O homem revira os olhos e sai da sala de consulta de sua mais nova psiquiatra. Qual era o problema dela? Será que não podia levar algo a sério e se irritar?

Ele caminha apressado e cabisbaixo pelo corredor com as duas mãos nos bolsos da calça, marchando na direção do refeitório onde tomaria o seu lanche da tarde, hoje era dia de terça-feira, e em dias de terças sempre davam bolo de baunilha com um suco amargo de laranja. Já no refeitório encontrou com dois de seus amigos, Thomas, estava ali por estupro e tráfico de mulheres, era um ninfomaníaco de carteirinha, já o outro se chamava Nicolas e estava lá por tráfico de armas, foi recentemente constatado alguns distúrbios psiquiátricos em Nicolas também.

Onde Will, Nicolas e Thomas estavam?

Ah sim, eles estavam em uma pequena ilha. Mais especificamente, em uma prisão de segurança máxima, sentados na mesa comprida e branca que também estavam sentadas nela homem bizarros e desconhecidos, todos com o semblante sério enquanto tomavam o amargo suco de laranja em suas canecas de cor vermelhas. Nicolas estava sentado a frente de Will, seus cabelos bagunçados e cor castanho claro caíam em frente aos olhos em uma franja grande demais, o deixando com uma aparência de um adolescente revoltado, era possível ver claramente as tatuagens em seu peito que se estendiam até seu pescoço.

-Como foi com o psiquiatra de vocês? - Pergunta o mesmo homem, sua voz era grave e grossa, entrando em contraste com a aparência de seu rosto.

-O meu é um homem - Responde Thomas, sentado ao lado de Will, seus cabelos pretos estavam cortados em um corte espetado e também era possível ver algumas tatuagens em seu braço. Ele continua, dizendo: - Negro, alto, parece ter por volta dos trinta anos. Ele fez muitas perguntas mas me pareceu ser simpático. E o seu? -Falando isso, ele leva o bolo de baunilha à boca e lhe dá uma bela mordida.

-O meu é um homem também de... Vinte e sete anos, Nicko, ele é asiático e fala um pouco embolado e com o sotaque carregado. Não fui com a cara dele. Ele é esperto, não se deixou enganar tão fácil. E o seu psiquiatra, Will?

Willian que até agora ouvia a conversa em silêncio resolve se pronunciar, limpa a boca com as costas de suas mãos e diz:

- A minha é uma mulher, vinte e cinco anos mais ou menos... - Mal pode terminar de falar quando Thomas o interrompeu, incrédulo.

-O que uma mulher faz nesse buraco de rato??

-Falando assim, nem parece que estuprava mulheres e as contrabandeava. - Implica Nicolas, com um sorriso travesso em seus lábios fazendo Thomas revirar dramaticamente os olhos.

-Falo o chefão do tráfico de armas. - Se intrometeu Will, tirando um sarro da cara do amigo, mas logo foi dedurado também.

-Falou o assassino "profissa". - Todos riem, era sempre assim, mas isso nunca levava a nada pois todos tínhamos feito algo, todos tinham seus pecados. Will se endireita no banco de continua:

-Então como eu ia falando, vinte e cinco anos, baixa e... nem parece ser daqui, também tem um sotaque carregado mas não sei de onde é. Fez perguntas demais, não gostei, aliás, acredita mesmo que eles estão aqui para nos ajudar?

Ambos, Thomas e Nicolas, se entreolham e ficam alguns segundos em pleno silêncio, ninguém ali tinha certeza de nada naquele momento crítico onde pacientes sumiam, Thomas passa uma das mãos pelo cabelo arrepiado e moreno e suspira, fitando os farelos do bolo que haviam caído na mesa.

-Espero que sim...

Uma longa e dolorosa pausa é feita. Eles estavam tensos, era evidente isso, aquele assunto que todos desconheciam era de arrepiar até o mais poderoso assassino, aliás, o que eles estariam enfrentando era apenas o desconhecido.
 


Notas Finais




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