História Ataque ao Trem - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 2
Palavras 2.650
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Suspense, Violência
Avisos: Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


É uma história curta, não tem muitos detalhes ou coisas do tipo. Ao meu ver ficou pequeno, mas é apenas um complemento para o Assassinato Fantasma. Bonne lecture!

Capítulo 1 - A Melhor forma de se livrar da dor, é mesmo a morte?


Rick se sentou no banco do trem ao lado de uma criança de cabelos negros e grandes como os de Hiro, ele usava um casaco marrom e uma camiseta preta. Rick pegou um livro da sua mochila e começou a ler. O silêncio rondava pelo trem se não fosse pelo garoto com uma boneca antiga careca, totalmente arrebentada e bizarra. O trem tremeu fortemente e alguns viajantes caíram. A criança ficou com medo e alguém gritou. Rick levantou e foi em direção ao grito, abrindo uma porta do trem e vendo um corpo. Rick pensou "Acabei de sair de um caso e já vou resolver outro?". Rick era confiante, ele pegou o celular para ligar pra Allen mas infelizmente, não poderia. Além disso, estava sem sinal.

"Senhores passageiros, houve uma interferência no destino do trem, e na vida de vocês. Apreciem a viagem."

Disse alguém no microfone. A criança levantou e andou até o fundo do vagão, aonde não tinha ninguém e por isso ele achou estranho. Ao chegar lá, estava um pouco escuro por causa que acabaram de entrar num túnel. Ele viu algo se mexendo e tentou pegar. Ele gritou. Rick se levantou e todos os passageiros, que eram apenas 3,  olharam para o garoto. Rick correu até ele e então saíram do túnel. Um corpo de um homem por volta dos 30 anos com um corte no pescoço e no máximo 10 facadas no estômago. O corpo jorrava sangue e ele estava tendo espasmos. A mão da criança estava suja de sangue enquanto ela tremia e suava. Rick pegou um pano e limpou a mão do garoto.

"Vai ficar tudo bem, onde estão seus pais?" -Rick perguntou.

"Pais...?"

Alguém entrou no vagão, era alguém que estava com o operador do trem, o Maquinista.

"O que houve?!" -Ele gritou até ver o corpo.

Todos estavam desesperados menos Rick.

"Senhor, peço para que se acalme. Sou um detetive, meu nome é Rick. Volte de onde você veio e eu cuidarei disso pessoalmente."

Rick olhou para todos os passageiros. Ele se abaixou e analisou mais a cena.

"10 facadas no estômago e um corte preciso no pescoço."

"O corpo estava ai antes de partimos, óbvio, mas não há uma explicação exata pelo qual não termos visto antes."

Rick olhou para trás e o garoto estava calmo analisando com ele.

"É porque todos já tinham visto o corpo."

"Menos nós dois." -Completou o garoto.

"Então..." -Rick se levantou e olhou novamente para os passageiros. "Todos vocês são suspeitos! Ninguém sai até o culpado se entregar!"

Todos se espantaram e o garoto deu um leve sorriso aprovando a ideia de Rick.

"Qual seu nome?" -Perguntou Rick ao garoto.

"Jon, Jon Adams."

"Você é muito esperto, Jon Adams."

"Eu morei com um detetive, aprendi com ele."

Rick o encarou e suspirou.

"Você pode ser de grande ajuda, me acompanhe."

Jon o seguiu e então Rick sentou-se em frente a um dos suspeitos. Uma mulher elegante de cabelo curto e pele branca. Ele a encarou seriamente.

"Sabe como isso funciona?" -Rick perguntou.

"Ah, claro. Meu nome é Rose Tyler, tenho 25 anos e sou escocesa."

"Rosa, qual seu objetivo vindo a esse trem?"

"Visitar a família, talvez."

"Não se faça de difícil. Você fala pouco, não é? Já sabe como funciona, já foi em uma delegacia ser interrogada. O que você fez?"

Uns segundos de silêncio. A mulher encarava Rick e vice-versa.

"Ah, já roubei algumas coisas de uma família rica. Nada demais."

"Você tem alguma relação com o homem morto?" -Perguntou Rick.

"Se quer a verdade, sim. O nome dele é Abraham Palmer, apenas um empresário. Eu trabalhei com ele, me fez de empregada sendo que era apenas a assistente."

Rick suspirou e começou a escrever em uma caderno em branco que acabara de tirar de sua bolsa.

"Pode ir, mas ainda continua na lista de suspeitos."

"Você não é tão ruim, detetive francês."

Rose se levantou e foi para seu assento. Jon se sentou no lugar dela e balançou as pernas segurando a boneca.

"Acha que foi ela?" -Jon perguntou.

"Difícil dizer, poucas provas e ainda mais em um lugar como esse... Chame o próximo suspeito."

"Próximo!" -Jon gritou.

Um homem de camisa azul e bermuda com cabelos encaracolados veio até Rick e Jon saiu do lugar, o permitindo sentar.

"O-Olha..." -Disse o homem suando.

"Nome?" -Perguntou Rick.

"A-Angelo..."

"Angelo, qual seu objetivo vindo a esse trem?"

"Eu... Vou para uma praia, nunca vi o mar, então..."

"Conhecia o homem morto?"

"Sim... Ele trabalha nessas empresas de viagem... trabalhava..."

"Ele te faz algo de ruim?"

"Na verdade, ele foi bem arrogante, quase não me olhava, me desprezava, praticamente."

"Ah. Me diga uma coisa, você o odeia por isso?"

"N-Não, não odeio ninguém, sou de paz."

"Próximo."

Jon sorriu enquanto Angelo saia nervoso. Uma senhora não-tão-velha se sentou. Ela tinha cabelos pretos e sua postura de dama. Colares pretos assim como sua roupa.

"Nome." -Disse Rick.

"Emma Panabaker. Sou vidente e tenho 42 anos."

"Vidente? Ah, eu pensei que tinha um limite de loucura por aqui."

"Respeito é bom, sabe?"

"Oh, é bom? Sinceridade também, então, diga logo, o que vê aqui? Se é vidente sabia do assassinato?"

"Claro, eu tambem posso ver... chamas, mortes, tudo em seu destin-" -Emma parou e arregalou os olhos.

"Emma?" -Rick perguntou.

Jon se desesperou e Rose correu até eles.

"O que ela tem?!" -Perguntou Rose.

"Eu não sei...?" -Respondeu Rick.

"Chamas! Morte! Sangue! É o que eu vejo! Ninguém sairá daqui vivo! O demônio está entre nós, ele veio do submundo!" -Emma se levantou e tentou bater em Jon que desviou com medo. "Me mate! Me mate! Me mate!" -Ela continuou repetindo enquanto os outros ficaram nervosos.

Rick chutou Emma que caiu no chão, em seguida, tirou uma faca de sua bolsa que estava no banco e começou a se esfaquear. Todos menos Rick gritaram. Horas se passaram, parecia que o trem nunca chegava ao seu destino. O engraçado era que havia agora apenas 4 pessoas viajando em um trem que devia ter muitas pessoas. Dois corpos, uma vidente acabara de se matar na frente de todos. Jon estava em posição fetal no canto com a boneca, dormindo. Rick se sentara lendo suas anotações ao lado de Rose.

"Vamos, Rick, vamos!" -Rick suava e batia na cabeça.

"Ei, se acalma." -Rose pegou na mão de Rick que o fez corar um pouco.

"Por que ela se mataria? Então, o empresário..."

"Se matou também. Não temos a arma do crime mas é como se fosse uma epidemia. Como se cada um aqui dentro fosse querer se matar enquanto enlouquece. Mas isso quebra minha teoria se analisarmos um pouco o corpo do empresário." -Jon levantou e apontou para o corpo. "Acima do corte no pescoço, há uma marca. Ele usava algum colar e fui usado para enforcar ele."

"É-É verdade, ele usava um colar..." -Disse Angelo.

"O que me leva a crer que..." -Jon apontou para Rose. "Ela tentou roubar ele, e o matou para se livrar de alguém que a humilhava."

"Você é uma criança! Não o roubei, você está louco."

"Hmm, que seja. Só não quero morrer vendo o seu rosto."

"Tsc."

Rose ia se levantar mas Rick a impediu.

"O trem deveria chegar 1 hora atrás, os operadores não vinheram nem verificar."

"O que quer dizer?"

Rick se levantou e abriu a porta do trem que levava a sala de controle. O corpo do operador estava sangrando no chão enquanto o homem que o acompanhava estava com a faca encravada no peito.

"É como uma epidemia..." -Disse Rose assustada.

"Não há explicação. Alguém passaria essa epidemia, há 4 aqui, vivos, no caso, um de nós é o culpado. Mon dieu..."

"Espere, como a Srta. Rose sabia que você era francês?" -Perguntou Jon.

"Garoto, para de tentar jogar a culpa em cima de mim."

"Me matem, por favor..." -Disse Angelo.

Rick se virou e viu Angelo chorando sangue.

"Que diabos..." -Disse Rose.

Angelo atacou Rose. Rick o derrubou,.o imobilizando, e pode ouvir o som de alguém caindo atrás dele.

"Rick..." -Gemeu Rose.

Rick se virou e viu Jon com uma faca na mão toda ensanguentada. O garoto sorria segurando a boneca e a faca.  Ele jogou a arma do lado de Angelo, que a enfiou na própria cabeça. Rick encarou Jon enquanto ele sorria.

"Sabe, Detetive, me segurei tanto pra não rir de seu desespero... A vidente, nao acredita em magia? Oh, que pena. Isso tudo não passa de um truque de mágica no meu circo. Adivinha? Ela falo toda a verdade sobre o futuro. O sangue, o demônio do submundo e as chamas."

"Você é um membro da Corte."

"Deixe-me apresentar novamente. Meu nome é Klaus. Sou um membro da organização Corte do Submundo."

Klaus puxou a manga larga de seu casaco, mostrando uma cicatriz em forma de C com seu redor roxo.

"Isso... se encontra em uma das veias ligadas ao coração, certo?" -Rick perguntou.

"Aham. Poucas pessoas lá tem, se me cortar aqui irá me matar na hora, então, tente."

"Não sou um assassino. Como você fez aa pessoas enlouquecerem?"

"Um mágico nunca revela seus segredos. Agora, se não se importar muito..."

O trem tremeu e Rick se segurou.

"Sabe, você esqueceu algo que nossa amiga Emma falou."

Rick ficou em silêncio e pensando enquanto Klaus ria com a boneca na mão.

"Chamas..."

"Exato." -Disse Klaus

O trem tremeu novamente, começando a ir mais rápido. Rose ainda se mexia um pouco. Rick ficou feliz em saber que ela estava viva. Ele correu para ajuda-la a se levantar.

"Co...rra, me deixe aqui, idiota." -Disse Rose gemendo.

"Poucos segundos, Rick. Esse trem ira colidir e explodirei todas as bombas. Foi um plano perfeito, não? Ninguém nunca suspeitaria da pobre criança órfão com uma boneca em um trem. Todos enlouqueceram e cometeram suicídio, fim da investigação."

"Você... É apenas uma criança, como pôde fazer isso?"

"Eu só quero me divertir."

O trem tremeu e a porta dos passageiros se quebrou. Estavamos perto de uma estação de trem, Rick teria a chance de escapar. Rose se apoiou em Rick. Ele foi até a porta, encarou Klaus que sorria e esperou pela estação. Quando finalmente estavam lá, Rick pulou, mas algo foi tirado dele. Rick caiu e rolou na estação, quando olhou para o trem, Klau havia puxado Rose e agora a cabeça dele estava nas rodas do trem. Rick arregalou os olhos e encarou Klaus com ódio. O trem começou a ficar mais lento e Klaus jogou o corpo dela nos trilhos, onde era esmagado e jorrava muito sangue.

"Foi um prazer conhecer você, Rick. Diga ao meu irmão que eu vou cortar o pescoço e arrancar a cabeça dele."

"Irmão...?"

"Tchau tchau, Rick."

O trem foi rápido novamente e dessa vez, pode se ouvir o barulho da batida. Rick correu para subir as escadas e tudo explodiu. Rick cambaleou, ouvindo apenas um som desagradável e desmaiou. Quando acordou, estava deitado sendo levado para ambulância. Rick levantou e cambaleou novamente, se apoiando no carro.

"Senhor, deite-se. Precisamos te levar ao hospital." -Disse quem o levava.

"Où nous sommes?”-Rick perguntou.

"Como?"

"Onde estamos?"

"Hã... Manhattan."

"O trem fez círculos? Não faz sentido, então, no que ele bateu?"

"Senhor... Pelo que eu soube, dois trem se colidiram. Estavam na trilha errada.”

Rick percebeu que havia polícias bloqueando o local.

"Sobreviventes?" -Rick perguntou.

"Apenas você. Foi encontrado um corpo de uma mulher sem a cabeça."

"..."

Rick lamentou um pouco. Ele procurou o celular, que felizmente estava no bolso dele. O único pertence que não havia ido pro fogo. Ele rapidamente ligou e se afastou.

"Senhor...!"

Rick ignorou o homem da ambulância e esperou ser atendido.

"Atende, droga."

"Alô." -Disse Hiro no celular. "Calma, Rick. Já está com tanta saudade? Oh meu Deus, quero dizer, Mon Dieu."

"Hiro." -Disse Rick em um tom serio. "Eu acabei de escapar de uma explosão causada por seu irmão, Klaus."

Hiro ficou em silêncio por alguns segundos.

"Rick, precisamos nos falar pessoalmente." -Disse Hiro.

Mais tarde, Hiro mandou mensagens para Rick em um local para eles se encontrarem.

“Pois é, acabo de sair de um caso e entro em outro.” –Disse Rick ao ver Hiro.

Ele estava com Elise em uma indústria abandonada.

“O que Klaus disse?” –Hiro disse seriamente.

“Eu iria ter matar ou algo do tipo.”

“Como... quem é Klaus?” –Elise perguntou.

“O meu irmão.” –Respondeu Hiro. “Meus pais nos abandonaram mas o Klaus ficou com alguém que eles confiavam. Felizmente, os dois estão mortos. Klaus é esperto, ele pode enlouquecer pessoas, as dando dores insuportáveis que as fazem querer cometer suicídio.”

“Mas como...?” –Rick perguntou.

“Eu. Não. Sei.” –Hiro respondeu rapidamente.

“Ele tinha uma marca no braço... um...”

“C. Corte, isso ai, como eu te disse antes. A Cicatriz é feita a partir de um corte grave que pode lhe matar caso você se mexer. Usam uma técnica para deixar seu sangue preso. Se você tentar tirar, morre.”

“A Pressão pode estourar alguma veia?” –Perguntou Elise.

“Sim, apenas porque utilizam medicamentos para enfraquecer certa veia.”

Hiro puxou a manga longa de seu jaleco marrom, havia a mesma marca que Klaus tinha no braço.

“Você...” –Elise não conseguiu completar a frase.

“Apenas membros importantes da Corte tem isso. Klaus é usado em casos extremos, mas ele não queria te matar.”

“Essa questão de enlouquecer... já aconteceu com alguém que você conhecia?” –Rick perguntou.

Hiro riu alto. Fazendo Elise se assustar um pouco. Hiro tirou uma arma de dentro do jaleco e apontou na cabeça de Rick. Elise se espantou mas Rick manteve sua postura séria.

“Me mate, por favor. Me mate.”

“E o que você fez?” –Rick perguntou.

“Matei.”

Elise não entendeu mas percebeu da gravidade da conversa. Hiro abaixou a arma e a guardou novamente.

“Por que entrou nessa?” –Rick perguntou.

“Eu precisava encontrar um lugar, um motivo de vida, um momento para me vingar do Klaus.”

“Encontrou?”

“Perda de tempo. Mas não significa que não irei esfaquear e pisar no corpo daquela criança.”

“Do que adianta você querer isso? Não trará a quem perdeu de volta.”

“Eu tenho vontade de ver ele morto, apenas.” –Hiro olhou para o teto do local.

“Espera, ele está vivo? Os trens colidiram.” –Perguntou Elise.

“Você ainda não sabe metade do que esse tipo de pessoa pode fazer.” –Hiro olhou para Elise.

“Elise, se afaste.” –Disse Rick.

Rick puxou Elise para o lado dele enquanto Hiro voltara a olhar para o teto.

“O que está acontecendo?” –Elise perguntou.

Klaus ria indo em direção a Hiro.

“Brilhante, irmão.” –Klaus dizia enquanto Hiro o olhava. “O Grande Detetive ainda está vivo, pena que é fora da corte. Sinto sua fal-”

Hiro chutou Klaus que caiu, tentando levantar, começou a tossir. Hiro sacou a arma e apontou para a cabeça de Klaus que começara a rir novamente.

“Eu não me arrependo de ter feito seu amigo morrer... ah, foi mal, lembrei que você matou ele.”

Hiro começou a puxar o gatilho. Rick o empurrou, mas Hiro se segurou e golpeou ele na cabeça.

“Hiro! Você é um idiota. As pessoas já suspeitam de você, não complique as coisas.”

Hiro levantou a arma e atirou em alguns lugares do teto. Klaus sorriu e pedaços caíram em cima dele. Hiro jogou a arma longe e saiu andando. Rick levantou e rapidamente o seguiu, Elise fez o mesmo.

“Hiro!” –Rick gritou.

“Rick, fuja agora! Vá para a França, resolva seus assuntos! Estão atrás de mim, e não vão parar. Saia, agora. Klaus é o começo, ainda há mais pessoas que virão atrás de mim.”

O Celular de Hiro tocou, e ele atendeu. Uma voz masculina, não tão grossa, não tão fina, falou dele.

“Olá, Hiro. Há quanto tempo não nos vemos, não é, velho amigo?”

“Quem é?” –Hiro perguntou.

“Sou eu, seu maior inimigo, Edgar!”

“Hã... quem?”

“Você não se lembra de mim...?”

“Não?”

“Você é tão ruim, Hiro.” –Edgar choramingou.



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