História Até As Últimas Consequências - Capítulo 32


Escrita por: ~

Postado
Categorias Orgulho e Preconceito
Personagens Caroline Bingley, Charles Bingley, Elizabeth Bennet, Fitzwilliam Darcy, George Wickham, Georgiana Darcy, Jane Bennet, Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Drama, Revelaçao, Romance
Visualizações 60
Palavras 1.822
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeiramente gostaria de agradecer as mensagens deixadas. Também gostaria de pedir as leitoras fantasmas que deixem recado para a minha pessoa.

Espero que gostem do capítulo.

Capítulo 32 - Uma Atitude Vale Mais Que Mil Palavras


Fanfic / Fanfiction Até As Últimas Consequências - Capítulo 32 - Uma Atitude Vale Mais Que Mil Palavras

Passenger - Let her go

[RECAPITULANDO]

— Acho que você está com dor de cabeça.

Elizabeth apenas assentiu.

— Eu voltarei logo. Deixe-me pegar um comprimido para você.

Parecia que Fitz tinha um comprimido para tudo. Mas nenhum para curar esse pesadelo que estava vivendo.

*****

Enquanto Fitz saia de perto de si, Elizabeth desfez o coque, deixando os cabelos caírem em torno de si, tirou à toalha e se enfiou embaixo do edredom, abraçou suas pernas e encostou a cabeça nos joelhos.

E se ele fosse junto com ela… Não, isso não funcionaria. Fitz nunca teria coragem de abandonar tudo por ela. Sua cabeça ainda transbordando de possibilidades.

Fitz não demorou a voltar para o quarto, com os comprimidos e um copo de água nas mãos. A encontrou enrolada como se fosse um casulo, suspirando, ele se sentou ao lado dela e a chamou.

— Lizzie, aqui está o comprimido.

Elizabeth descobriu a cabeça, se apoiou no cotovelo e esperou ele lhe dar os comprimidos, depois bebeu o que ele lhe deu e os engoliu. Voltou a se deitar e ficou olhando-o.

Se alguma vez uma mulher precisava de um abraço, isto era agora. Ele deixou o copo na mesinha de cabeceira, deu a volta, se enfiou embaixo do edredom, se sentou e a puxou para si, enquanto a abraçava. Envolveu seus braços em volta dela e a segurou absurdamente apertada, sussurrando em seu ouvido.

Ela foi relutante à primeira vista. E alguns minutos se passaram antes que os braços lentamente rodearam em torno dele. Ela exalava uma respiração rápida após a outra, em seguida, seus braços apertaram em torno, esmagando-o contra ela. Ele mal podia respirar, mas isso não importava, não quando os ombros de Elizabeth estavam tremendo e as lágrimas eram abrasadoras em seu ombros.

— Me abrace, — Elizabeth pediu com voz rouca.

Ele a balançou para trás, segurando a cabeça contra seu pescoço, enquanto acariciava os cabelos, ombros e costas. Qualquer coisa que ele pudesse alcançar. Ela estava tão perdida em seu sofrimento silencioso que ele foi pego totalmente despreparado quando ela se afastou dele segurou a sua mão.  

— Por favor, meu amor me ajude passar essa dor, — Lizzie pediu sentindo novas lágrimas enchendo seus olhos.

Darcy estendeu a mão, secou as lágrimas. Não passou despercebido quando ela o chamou de meu amor. Mas agora não era hora de analisar aquilo.

― Quero beijar você, querida... ― disse ele, num sussurro ardente. Subitamente, interrompeu o contato entre ambos, a puxou para si e começou a beijar-lhe o pescoço, a mordiscar-lhe o lóbulo da orelha, e o misto de sensações que a percorria era avassalador.

Elizabeth se sentou em seu colo e voluntariamente abriu as pernas e se posicionou em cima dele.

Fitz passou a afagou-lhe os cabelos longos, entrelaçando os dedos por entre as mechas sedosas, e a fez erguer a cabeça até que seus lábios se encontrassem. Beijou-a demoradamente, a língua explorando-lhe a boca macia sem reservas, até deixá-la zonza e ofegante. Ao sentir as palmas quentes massageando seus mamilos, soltou um suspiro deliciado. Estava maravilhada com a intensidade do que partilhavam e movia-se freneticamente agora sobre ele, acompanhando-lhe o ritmo, enquanto Fitz continuava a beijá-la com possessividade e afagar-lhe os mamilos até que ficassem túmidos de desejo. Enfim, ele interrompeu o beijo e guiou um seio até os lábios, sugando-o. Não demorou até que Elizabeth estivesse suspirando de prazer e sussurrando seu nome.

— Mais forte, amor, por favor. Eu estou tão perto. — Elizabeth cravou as unhas em sua costa em reflexo.

Ele esfregou o rosto contra o espaço embaixo da sua orelha, em seguida, seguiu até o tendão entre o pescoço e ombro.

— Calma, querida, já vou dar o que você quer.

Com a vista já acostumada penumbra, atenuada pela luz do abajur, ele recostou a cabeça no encosto da cama, deslizando as mãos até a cintura esguia e encontrando os olhos castanhos que cintilavam de paixão. Observou-lhe o rosto belo e corado, os lábios entreabertos e tímidos de seus beijos, o corpo perfeito ondulando acima do seu, os seios firmes e perfeitos para onde tornou a guiar suas mãos ansiosas. Jamais mulher alguma lhe parecera tão desejável...

― Oh, querida... ― Não havia mais como conter o desejo arrebatador que os dominava, que suplicava por ser aplacado.

Em meio aos movimentos cadenciados e culminantes, o êxtase arrebatou-os. O mundo, que se estreitara a fim de excluir qualquer coisa para além das paredes do quarto, contraiu-se ainda mais, até que não existisse mais nada para Elizabeth exceto aquele homem e as sensações maravilhosas que lhe proporcionava.

— Oh céus. — Lizzie murmurou.

Antes que ela pudesse recuperar o fôlego, ele beijou-a sem pressa. Ficaram um bom tempo se beijando, até que desabou sobre o peito dele, enfim, ofegante e abraçou-o com força, sentindo um imenso contentamento. E, então, quando a respiração foi voltando gradativamente ao normal, Fitz deitou-a a seu lado e cobriu ambos com o edredom, mantendo um braço protetor a seu redor.

Seus batimentos cardíacos martelado como um tambor e seus pulmões contraindo furiosamente, tentando sugar sua necessidade de ar.

— Obrigado —, ela murmurou, enquanto passava a mão pelo rosto dele.

— O prazer é meu. — Quando ela procurou o seu rosto, percebeu que não estava apenas dizendo isso. Ela deu a ele imenso prazer.

Darcy a pegou pelos ombros e os puxou até que a cabeça descansasse em seu peito. Não tinha mais forças nem para ir ao banheiro pegar um pano para se limpar. A única coisa boa de tudo aquilo era que por enquanto a terrível dor havia passado.

— Agora procure descansar.

Ele o balançou para trás, segurando a cabeça contra seu pescoço, enquanto acariciava os cabelos, ombros e costas. Qualquer coisa que ele pudesse alcançar. Tinha sido um dia longo. Ambos estavam cansados. Aninhou-a mais junto a si, percebendo que ela agora dormia serenamente.

******

Georgiana estava sentada no topo das escadas e tentava não chorar como um bebê, como os adultos fizeram. Toda sua vida, o que mais quis foi uma irmã caçula. Alguém de quem pudesse tomar conta, com quem pudesse brincar, a quem pudesse ensinar. E desde que Lizzie chegara, começara a sentir como sé realmente tivesse uma. A pequena Jane, só poucos anos mais nova, doente e precisando de ajuda. É claro que ela estava além do seu alcance, mas, mesmo assim, Georgiana sentia-se próximo dela. Sentira-se como uma irmã mais velha ao ajudar Lizzie a encontrar um jeito de salvar a pequena Jane. E então esses adultos estúpidos tinham de vir e arruinar tudo isso com esse papo de "para o bem da humanidade".

Uma criança estava morrendo!

Haveria tempo suficiente para se pensar no bem da humanidade mais tarde. Mas neste momento… aquela garotinha de 1795 precisava de alguém. E agora parecia que Georgiana era a única pessoa que ela tinha.

Não. Não ficaria sentada deixando os adultos decidirem o que era melhor. Eles simplesmente… não entendiam.

Quando percebeu que seu pai e Lizzie estavam subindo a escada, correu e se escondeu em seu quarto e se enfiou na cama. Sabia que o pai viria dar um beijo de boa noite, mesmo que estivesse bravo com ela, nunca deixava de cumprir aquele ritual. Mas tinha uma missão a cumprir e tinha que fingir que dormia quando o pai aparecesse no quarto.

Dito e feito, pouco tempo depois, ouviu a batida na porta e o pai entrou.

Sentiu quando o colchão afundou ao seu lado, mesmo assim continuou fingindo.

— Mocinha o que é que eu faço com você? — Ouviu o pai sussurrando, enquanto passava a mão pelo seu cabelo. — E o que é que eu vou fazer?

A pergunta dele ficou sem resposta. Mas ela não soube dizer o que ele se referia.

— Só espero fazer a coisa certa. — O ouviu suspirar e dar um beijo em sua testa.

Não ousou se mexer até sentir o pai saindo do seu lado e ouvir a porta se fechar. Aguardou um tempo até que decidiu que era seguro.

Ela levantou-se e cuidadosamente abriu a porta de seu quarto. Vendo que a barra estava limpa, Georgiana foi para o quarto que era de Lizzie, deu uma espiada para ver se tinha alguém lá e como o quarto estava vazio, ela continuava no quarto do pai. Para não ter voltado ainda, ele deveria estar consolando ela.

Entrou e foi até a mesinha de trabalho de Lizzie. Sabia que o aparelho estava na gaveta, e de fato estava mesmo. Apanhando-o saiu dali fechando a porta ao passar.

Desceu as escadas, em silêncio. Sorrateiramente, se aproximou da mesa de centro, e esticou-se, mantendo os olhos grudados na escada. Seu pai tinha ouvido de lince, qualquer barulho que ouvisse, viria verificar a origem. Pois viu que tinha luz por baixo da porta do quarto do pai. Sabia que eles deveriam estar acordados. Rapidamente achou o que estava procurando, as mãos de Georgiana fecharam-se em volta do pote de plástico. Estava voltando em direção ao seu quarto quando ouviu que alguém vinha em sua direção. Rapidamente se escondeu atrás do sofá com o coração na boca e ficou espiando para ver quem era.

Viu o pai usando uma toalha amarrada indo em direção à cozinha. Estranhou em vê-lo somente de toalha, pois nunca o tinha visto desfilando pela casa naqueles trajes. Mas aquela não era hora de se preocupar com o tipo de roupa, ou no caso a falta dela. O importante mesmo era não se deixar ser pega.

Felizmente seu pai não demorou a retornar para o quarto e novamente esperou até que sentiu que era seguro sair dali.

 Subiu as escadas nas pontas dos pés. Controlando a respiração, chegou ao andar de cima, e estava indo para o seu quarto, quando levou um susto ao ouviu barulhos muito abafados vindo do quarto do pai. Quase não dava para ouvir. Cheia de curiosidade, foi pé ante pé colocou o ouvido na porta, e tentou escutar através da madeira muito grossa. Parecia que alguém estava sofrendo uma dor terrível. Só não sabia dizer se era o pai ou Lizzie. Por um momento não soube o que fazer, até que novamente ouviu um barulho, e pode ouvir a voz de Lizzie abafada:

— Mais forte, amor, por favor. Eu estou tão perto.

Por um momento, Georgiana pensou abrir a porta e ver o que estava acontecendo, tentou até olhar pelo buraco da fechadura, mas era impossível, até que ouviu a voz do pai:

— Calma, querida, já vou dar o que você quer.

Pensando que ele estivesse falando com ela, Georgiana, voltou rapidinho para o quarto. Só então soltou um suspiro de alívio quando a porta fechou. Não sabia o que estava acontecendo lá dentro, mas assim que tivesse a oportunidade, iria perguntar ao pai. Agora tinha coisa mais importante para fazer.

Uh! Essa foi à parte mais difícil. O resto seria mole feito pudim. Enfiou o frasco no bolso e pegou o aparelho de Lizzie. Muito simples. Dois botões.

Virou um deles.


Notas Finais


Link do Capítulo:

Passenger - Let her go: https://www.youtube.com/watch?v=Uplc58P1VhI

E ai, o que acharam da atitude de Georgiana??


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