História Até breve. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Elsword
Personagens Personagens Originais
Tags Luciel, Luxciel
Exibições 41
Palavras 1.605
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico)
Avisos: Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu tava pensando aqui comigo, em vez de postar um cap, pq n postar uma one-shot? E foi isso que eu fiz, esperu ki gostem minna >u<

Boa leitura ~!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Andei com cuidado, cada passo eu calculava para não atingir nenhuma pétala caída no chão vinda de minha querida cerejeira, não quero machuca-la. O vento batia em meu corpo com delicadeza, um pouco de meu cabelo voava junto dele numa dança calma pelo ar.

Deixei meus lábios entreabertos e soltei o ar de meus pulmões num calmo suspiro, em frente a ela, levantei o rosto e meus olhos se fixaram nela, minha linda cerejeira que agora está cheia de flores rosadas que com o vento deixam cair suas pétalas devagar.

Coloquei as mãos em minha saia para a mesma não subir e com cuidado e postura me ajoelhei no chão tomando cuidado para não atingir nenhuma pétala ou flor caída, assim que sentada e confortável, levei minha mão direita ao encontro do tronco grosso, toquei com gentileza e senti as batidas de seu coração pelo ar, meus lábios se curvaram em um pequeno e simples sorriso.

Assim que um arrepio em meus pelos da nuca se foi presente, decidi falar. – Oi Ciel... Como você está hoje? – Indaguei calma em tom baixo observando a árvore com expectativa de que alguma reação viesse da mesma ou de outro local, porém apenas ouvi o som do vento em resposta enquanto ele fazia as pétalas dançarem pelo ar antes de pousarem no chão.

Novamente, eu soltei um suspiro singelo. – Pelo visto hoje não quer conversar... Tudo bem, então te verei amanhã, tenho trabalho a fazer em casa... Sem você... Tudo é mais complicado... – Minha fala saiu como um sussurro triste e com melancolia, levantei-me devagar do chão, dei uma última olhada para a árvore e me virei dando o primeiro passo para ir embora.

Dói sem você.

Me lembro como se fosse ontem, você em frente ao fogão de nossa simples casa cozinhando onigiris enquanto eu, estava deitada de barriga para cima no chão observando pela janela as pétalas das flores de nossa cerejeira ainda pequena voar.

Deixei escapar um suspiro de meus lábios, meus olhos rodaram até fitarem sua silhueta de costas. – Ciel... Estou com fome... – Falei em meu tom manhoso de quando estou com fome, ouvi seu suspiro.

– Espere mais um pouco Lu, ainda estou fazendo o arroz a recém. – Respondeu-me em seu tom calmo de sempre, minha resposta a sua fala foi formar um bico de birra com os lábios, bruscamente em um movimento rápido me sentei no chão de pernas aberta e as mãos no meio delas, meu cabelo albino caiu sobre meus ombros e costas.

Escutei meu estômago roncar baixinho, coloquei as mãos nele e choraminguei. – Cieeeel, estou com fomeee! – Não recebi resposta, abaixei a cabeça e bufei fraco, senti uma mão no topo de minha cabeça e logo a mesma fazendo cafuné no local.

– Calma fominha, eu não sou tão rápido assim cozinhando, a perfeição leva tempo! – Exclamou, levantei a cabeça e meus olhos o fitaram de baixo para cima estreitados, eu estava com a cara emburrada afinal sempre fico assim com fome.

Ele sorriu brincalhão para mim em resposta. – Não me olhe assim, sabe que se quer onigiris perfeitos terá que esperar! – Assim que ele falou isso, se virou e voltou a atenção ao fogão, cai para trás ficando deitada de novo com o cabelo espelhado pelo chão e os braços junto das pernas abertos.

Fitei o teto como se ele fosse a coisa mais interessante no momento, nesse meio tempo minha barriga roncou novamente porém dessa vez mais alto, resmunguei baixo e ouvi Ciel rir.

Era tão bom estar com você.

Quando o barulho da porta batendo contra a parede se fez presente eu sai de meus devaneios, olhei adentro de minha casa, vendo o completo silêncio e solidão, deixei-me suspirar como sempre e entrei, fechei a porta devagar e fiquei parada por um instante esperando para ouvir algo como “bem vinda de volta”... Mas não veio.

Em reação a aquilo, a aquela falsa esperança, mordi o lábio inferior com força e virei começando a andar pelo local com calma, esse silêncio é desconfortável, é insuportável, eu quero ouvir sua voz novamente.

Quando me dei por conta, já estava de joelhos no chão derramando lágrimas pelo meu rosto deixando-o molhado e encharcando minha roupa, coloquei as mãos no rosto... E me deixei soluçar sozinha ali.

Mas agora, eu só sinto dor.

Sem aviso prévio, abri a porta de seu quarto com um sorriso largo no rosto faceira. – Ciel! Vamos caçar borbole-... – Minha fala foi interrompida por mim mesma assim que te observei ajoelhado no chão, com a mão suja de sangue e a boca também, assim que lhe foi percebida minha presença, me encaraste com as pupilas arregaladas e o rosto pálido.

Quando consegui sair de meu choque, abri a boca devagar sem tirar os olhos de você. – Ci-... el? – Te chamei, mas minha resposta...

Foi seu corpo ir ao chão sem consciência, arregalei meus olhos e corri até você. – CIEL! – Gritei com lágrimas já se formando em meus olhos, com as pernas já estando bambas de nervosismo eu corri em sua direção.

E já ajoelhada no chão perto de si, tentei lhe acordar, te balancei, te chamei, tentei tudo, mas nada... Você apenas não acordava não importava o que era feito.

E pela primeira vez eu tive medo de perder uma pessoa, o meu amado servo.

Sem saber o que fazer, segurei sua mão esquerda com as minhas duas e tentei arrasta-lo até a cama, mas seu corpo é tão pesado, e eu sou tão fraca... Não consigo sequer puxa-lo direito, poucos centímetros antes de conseguir deixa-lo na cama eu cansei e soltei sua mão, me ajoelhei no chão de forma brusca sem ligar se me machucaria ou não e abracei os joelhos forte me encolhendo ao seu lado, as lágrimas de meus olhos caíram e deixei-me chorar baixo.

O medo me corroía de dentro pra fora, meu corpo tremia e minha cabeça estava um branco total, eu tinha o desespero a mostra e ninguém iria me ajudar nessa situação, estava só eu e ele ali, sozinhos.

– L-... L- Lu... – Ouvi sua voz baixa e fraca, no mesmo instante eu levantei minha cabeça que antes estava escondida entre meus joelhos e o olhei deixando cair uma última lágrima de meu olho esquerdo, ele me olhava com os olhos entreabertos com a boca do mesmo jeito, em seus lábios se formou um sorriso fraco que fez meu coração pular uma batida.

– Até... Breve... – Sussurrou e vi o brilho em seus olhos sumir aos poucos, fiquei sem reação o encarando paralisada, meu coração parecia ter parado naquele instante.

Quando havia me apaixonado tanto pelo meu simples servo a ponto de sofrer tanto assim por ele ter morrido? Eu... Eu seria motivo de piada no submundo com toda a certeza... Mas, eu não ligo.

Porque, a dor não seria pior que a que estou sentindo agora, só quero entender por que agora, ele estava tão bem, então qual o motivo, eu fiz algo errado? Ele se matou sozinho por minha culpa? Por que? POR QUÊ?! QUERO UMA EXPLICAÇÃO!!!

O resto desse dia, eu fiquei segurando a mão fria de seu corpo sem vida o olhando esperando alguma reação, um sorriso, um abrir de olhos, uma fala como “te peguei” ou algo do gênero, mas não aconteceu nada.

Eu só me iludi.

E a cada dia ela fica maior.

Fiquei olhando para o lago a minha frente enquanto as lágrimas incessantes escorriam pela minha face úmida, eu não sei se farei o certo, se matar é a melhor escolha? Isso não seria egoísmo de minha parte? Mas não é como se eu me importasse.

Afinal a única coisa que me importava se foi, então, se matar agora para parar essa dor é o melhor a se fazer... Certo?

Balancei minha cabeça leve tirando essas contradições de minha mente e soltei um suspiro cansado de meus lábios, me afastei do lago cada vez mais sem parar de fita-lo, o vento se intensificou de forma brutal fazendo as pétalas que rodeavam o chão do local voarem junto do ar fazendo uma dança.

Assim que dei o primeiro passo para frente corri com todas as minhas forças em direção a água, as memórias, lembranças felizes se passaram como flashs na frente de meus olhos, na beira do lago dei um pulo e meu cabelo junto de minha roupa voaram pelo vento em câmera lenta, meu corpo antes no ar entrou em contato com a água, fechei os olhos e tudo voltou a sua velocidade normal.

Quando abri novamente meus olhos vi-me totalmente debaixo d’água, um arrepio percorreu todo meu corpo por conta da água estar gelada, olhei para cima vendo tudo que estava fora da água torto e embaçado, já sentia meu ar indo embora, me encolhi na água esperando a morte chegar.

Até que senti braços me rodearem e abraçarem, senti um calor familiar me tomar e arregalei os olhos, quando olhei para trás... Eu o vi, ali, sorrindo para mim sinceramente, mesmo estando debaixo d’água senti as lágrimas continuarem a sair de meus olhos, me virei para si e o abracei com toda a minha força sorrindo me sentindo em paz novamente.

– Eu não te disse, que era um até breve? – Sussurrou em meu ouvido baixinho e muito nitidamente com uma calma inexplicável, concordei com minha cabeça devagar e o olhei colocando as mãos em seu rosto já sentindo minha vista escurecer.

“– Eu te amo, Ciel. – Devolvi o tom de sussurro com sinceridade em minhas palavras, ele sorriu para mim e tocou nossos lábios, assim que fechei os olhos eu finalmente voltei ao seu lado.

Nunca, é um adeus, é só... Um até breve.”



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