História Até esse verão - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Amizade, Amor, Aventura, Férias, Praia, Romance, Verão
Exibições 17
Palavras 1.406
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi! Sejam bem vindos a minha segunda Fanfic! Espero que gostem!

Capítulo 1 - Cheguei


“Denize, você vai e ponto final!”. Essa frase ecoava na minha cabeça a cada segundo que se passava, enquanto eu também relembrava a cena em que minha mãe chegou no meu quarto, disse que iríamos viajar, discutiu comigo por alguns minutos e depois, para término de conversa, disse isso.

 Bem, eu não tive escolha. Ou eu iria, ou eu iria, e pronto, acabou. Meu pai não serviu nem para me defender, como fazia todo ano em que eu insistia em querer ficar em casa com a Bete, ou ficar num acampamento de férias; ele só fez concordar com a minha mãe.

 Parecia que no carro, eu era a única que não estava empolgada. Minha amiga estava brincando com minha irmã, e meus pais conversando, empolgados, enquanto eu estava com a cabeça apoiada na janela, analisando a paisagem repetitiva, e quase chorando de raiva.

 Coloquei meu fone na esperança de tentar esquecer tudo que havia acontecido, e depois, consegui dormir.

 (...)

  Senti o carro estacionar, e logo depois ouvi o grito de Bia, provavelmente animada por estar ali. Mas é claro que ela estava feliz! Ela só tinha um ano! E que criança não gosta de praia? Além do mais, ela nem sabe o quanto à praia seria mais divertida se nosso avô estivesse conosco; na verdade, a vida dela seria mais feliz se, ela pelo menos, tivesse o conhecido, como eu conheci.

 Abri a porta do carro e desci, logo depois destravando a cadeirinha de segurança da minha irmã, e a pegando no colo. Natalia desceu pelo outro lado, rodeou o carro e veio falar comigo.

-Amiga de céu! Como é longe pra chegar aqui, hein!

-É. E a viagem fica bem cansativa!

-Sim! E eu tô mais quebrada que paçoquinha quando você não tira direito da embalagem.

 Ri da fala da Nati, aquela piada era minha, mas assim como todas as minha roupas, maquiagens e sapatos, ela roubou.

 Outro carro estacionou logo atrás, eram minha tia, minha madrinha, minha prima, e minha avó. Todo mundo comentando da viagem cansativa.

 Virei e dei de cara com a casa em que ficaríamos. Era a mesma de anos atrás. Tinha sofrido reformas, mas continuava com o mesmo modelo.

 Minha mãe procurava desesperadamente as chaves em sua bolsa, e eu já estava pensando na possibilidade de ela não encontrar e acabar tendo que voltar para busca-la. Seria a brecha perfeita para que eu saísse desse lugar e voltasse pro aconchego da minha cama, edredom e Netflix; mas minutos depois as benditas das chaves apareceram, acabando com a possibilidade de os meus desejos serem realizados.

-Bem, cada pessoa vai poder ter seu quarto tranquilamente, se quiserem dividir, fiquem à vontade.

  Eu e Natália nos olhamos, uma já entendo o que a outra queria dizer. A casa era de andar, embaixo fica a garagem e um quartinho onde meu pai decidiu colocar as coisas de praia, como guarda-sol, cadeiras e as boias de Bia. Todos os outros cômodos ficam em cima, e também, há uma varanda, com vista para o mar.

 Escolhemos o quarto próximo a um dos banheiros, colocamos nossas malas e... vale ressaltar que a Natália trouxe, praticamente, o guarda-roupas inteiro mas, enfim! Só aí que eu fui colocar Bia no quarto dos meus pais, onde minha mãe estava.

-Denize, eu sei que você não queria estar aqui. Mas por favor filha, tenta aproveitar, e tirar essa cara feia do rosto.

-Tá mãe. –Falei virando, indo em direção a porta, enquanto revirava os olhos. Ela me traz a força e ainda quer que eu fique feliz!

 Voltei para o quarto, onde Natália desarrumava a mala. Me joguei em uma das camas e peguei meu celular, rezando para ter o WIFI que meu pai havia prometido. Fui enganada.

-Miga! Ótima notícia pra você. Não tem internet. –falei olhando para ela

-Como é que vamos rastrear todos os passos do crush agora?

 Levantei, mexendo meu celular no ar, procurando um sinal da operadora.

-Achei! –gritei enquanto tentava me equilibrar na ponta da cama

-O que será que o Rick tá fazendo?

-Ah Nati! Não começa! Você sabe que esse menino não presta. No fundo, você sabe.

-Denize, eu já te falei mil e uma vezes que ele não é nada disso que você pensa! Ele é gentil, educado...

-Grosso, chato, mulherengo... –eu a interrompi –um verdadeiro cavalheiro, não é mesmo? –ironizei

-Ó, eu não vou discutir contigo, cara. –ela disse gesticulando o dedo indicador

  Deitei novamente na cama, me lembrando que eu não queria estar ali.

-Ô Deni.

-Oi –respondi deitando de bruços e virando pra ela, que estava deitada na outra cama, na mesma posição

-Cadê tua prima? Como é o nome dela mesmo?

-Aff –revirei os olhos –Érica deve tá por aí

-Porque a gente não chama ela pra dividir quarto com a gente? É só colocar outra cama aqui

-Não. Ahhhh não. –eu disse me levantando –Ela nunca foi com a minha cara. E ela não tem nada a ver com a gente.

-Ai Denize... ela vai ficar sozinha em um quarto!

-Tá, eu sei. Mas ela não gosta de mim Nati. É sério, eu não quero que ela fique no nosso quarto.

-Tá! Se você diz... –ela parecia conformada

 Segundos depois bateram à porta, era meu pai, avisando que minha madrinha estava me chamando na cozinha.

 Imaginei o que poderia ser para pedir alguma coisa. Afinal, minha madrinha era mãe de Érica.

-Denize, minha linda! Será que você pode emprestar um biquíni a sua prima?

   Que??? Denize, respira.

 Arqueei uma sobrancelha, incrédula daquilo.

-Ela esqueceu a segunda mala, onde haviam essas peças, em casa. Você pode emprestar?

 Respira, inspira, não pira.

-Claro, madrinha. –me esforcei para falar –Manda ela passar lá no quarto.

-Obrigada flor!

-Por nada. Por...nada!

 Saí devagar da cozinha, tentando engolir aquilo tudo.

 Entrei no meu quarto abrindo minha mala e procurando um biquíni para emprestar, a minha querida prima.

-Que cara é essa, amiga?

-Nati, você não vai acreditar! Vou ter que emprestar biquíni á Érica, porque ela não lembrou de trazer outra mala. Acredita?

 Tentei manter a calma, respirei fundo algumas vezes, e logo depois ela entrou no quarto, sem bater à porta.

-Dê! Como vai? –Só ela me chamava daquele jeito, com aquela voz irritante. Mas é claro, eu nunca a reclamei por isso, porque era bem capaz de ela me chamar assim só para provocar.

-Bem! E você? –respondi enquanto a entregava o biquíni

-Também, muito obrigada por emprestar. Diferente de todas as minhas peças, está meio fora de moda –Ela disse analisando o biquíni –Mas é melhor que nada.

-Toma banho de calcinha e sutiã então! Todas as suas peças não estão na moda? –Que menina mais irritante

-Você é toda engraçadinha! –Ela disse arrogante, tocando a ponta do meu nariz, e depois saiu

 No fundo eu estava emprestando mais pela minha madrinha do que por ela.

 (...)

 Por mim, eu ficaria vendo TV pelo resto da tarde. Mas minha amiga insistiu tanto, que eu acabei dando um pulinho na praia, de roupa normal mesmo.

-As pessoas vão achar que você é louca! Usando calça e blusa de manga na praia. –Foi basicamente o que ela falou pelos poucos metros que andamos até a praia.

-Ah, tanto faz!

 Ela ficou observando o mar, foi, molhou os pés, voltou, tirou selfie... enquanto eu fiquei sentada numa das cadeiras da mesa de uns dos vários quiosques que haviam lá.

 Tentei jogar meu mau humor pro lado e achar o lado bom de estar ali. Eu só consegui observar que haviam alguns sufistas, crianças brincando na areia, e... só.

 Como eu queria minha casa!! Lembrar que eu estava ali contra minha vontade, que ninguém respeitava meu querer, e saber que ninguém ligava pro que eu realmente estava sentindo estando na praia, me fazia sentir triste, de verdade. Uma raiva crescia em mim e dava vontade de chorar. Uma lágrima quente desceu no meu rosto e eu a enxuguei rapidamente, passando a mão. Olhei ao redor e vi que todos estavam se divertindo, e só eu não. Tentei esquecer, mas não conseguia.

 Olhei fixamente para um surfista em um grupinho que estava próximo, nem sei porque. Era uma daqueles olhares fixos em pontos distintos sabe? Acontece que, ele deve ter achado que eu estava o paquerando, e acabou jogando um beijo e uma piscada pra mim. Ridículo. Revirei os olhos e agradeci internamente por Nati vir em minha direção. Voltaríamos para a casa.


Notas Finais


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