História Até Nascer o Sol - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Casamento, Gravidez, Hospicio, Mutilação, Romance
Exibições 4
Palavras 1.159
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


:D

Boa Leitura!

Capítulo 3 - Diálogo


Chegando a recepção, Felipe encontrou Vicente, pai de Natasha e prefeito de Cabo Frio.

-Olá, senhor. -Disse Felipe estendendo a mão para o mais velho.

-Olá.... Eu sou Vicente. Deve ser o médico que trata de minha filha, correto? –Perguntou retribuindo ao aperto de mão de Felipe.

-Está certo.... Eu sou o Felipe. Venha a minha sala, por favor. –Pediu Felipe, se virando e Vicente o seguindo logo atrás.

Adentraram o consultório do mais novo.

-E então.... Minha filha está.... Louca? –Vicente perguntou puxando a cadeira e sentando-se logo em seguida.

-Não, senhor. Sua filha só está com uma taxa elevada de estresse. Um surto a essa altura do campeonato foi “normal”. –Explicou Felipe.

-Então ela não precisa ficar? –Perguntou Vicente, esperançoso.

-Eu peço que ela fique. Pelo menos por mais alguns dias. Faço questão de cuidar dela. –Disse Felipe, balançando a caneta que se encontrava em sua mesa.

-Tudo bem.... Eu acho. Isso não fará mal a ela, certo? –O mais velho perguntou preocupado.

-Não. Eu mesmo estou acompanhando tudo de perto. Talvez ela precise apenas de diálogo... E isso aqui ela está tendo comigo. –Disse o rapaz com um meio sorriso.

-Ela não está passando por nenhum tratamento daqueles “pesados”, não é? Ela só tem dezessete anos. –Disse Vicente, fitando suas mãos que estavam sobre a mesa.

-Nossa, ela nova assim?! –Felipe perguntou admirando, mas logo voltou à postura. –Eu jamais aprovaria uma ação dessas na Natasha. Não gosto de exercer “tortura”. –O rapaz fez aspas com as mãos.

-Excelente. Então, quando posso vir buscá-la? –Vicente perguntou se levantando.

-Volte na segunda.... Creio que dê tempo suficiente para Natasha descansar. –Felipe disse se levantando também.

-Eu gosto do carinho com que fala da minha filha. Tenho certeza de que vão ser bons amigos fora daqui. –Vicente disse estendendo a mão para Felipe com um sorriso largo no rosto.

-Assim espero. –O rapaz respondeu correspondendo ao aperto de mão.

-Até mais ver, Felipe. –Vicente disse fechando a porta.

O rapaz voltou a se sentar e levou a mão ao rosto. “Agora tenho dias contados com a Natasha. ” Pensou rodando a caneta em sua mesa.

“Preciso voltar e falar com ela. ” Pensou se levantando e abrindo a porta de sua sala.

Álvaro o encontrou no caminho.

-Agora você só cuida da loirinha do 35, tudo bem? –O mais velho disse repousando a mão sobre o ombro do mais novo.

-Sério?! Porque? –Felipe perguntou surpreso.

-Porque sabemos que gosta de cuidar dela... E além do mais, você ainda é estagiário.... Não deve cuidar de tantos. –Álvaro disse colocando a caneta que estava em sua mão em seu bolso.

-Se vocês preferem… Eu aceito. –Felipe disse andando pelo corredor.

“Agora minha atenção aqui na clínica está em Natasha. Isso é bom? ” O rapaz se perguntava enquanto seguia para o quarto 35.

Natasha se encontrava perdida em seus pensamentos quando Felipe abriu a porta.

-Moça? –Perguntou colocando o rosto sobre a abertura que fez.

-Felipe! –Ela disse com um sorriso triste. –Voltou rápido. –A loira se sentou na cama.

-E você parece melhor.... Bem melhor. –Felipe disse entrando no quarto.

-E eu acho que estou. -A loira disse encarando o moreno. –Eu não quero voltar para casa, Felipe. Nunca mais. –Felipe observava lágrimas brotarem dos olhos de Natasha.

-Calma. –O rapaz disse apertando as mãos da moça. –Tudo vai ficar bem, Natasha. É só uma fase. Uma de tantas outras que você já superou... –Felipe se sentou na beira da cama.

-Eu quero morrer. Eu não quero viver mais aqui, não quero mais viver nesse mundo. –Natasha disse encostando a cabeça no travesseiro.

-Ei, você é tão bonita… Tão novinha.... Porque diz isso? –O rapaz pergunta encostando a cabeça de Natasha em seu peito.

-Você é incrível, sabia? –Ela disse fitando os olhos de Felipe.

-Não… Eu só sou seu médico. Você é que é incrível… Quer conversar? –Felipe passava a mão sobre os fios loiros de Natasha.

-Sobre o que? –A moça perguntou voltando sua cabeça ao travesseiro.

-Sei lá… -Felipe se levantou e puxou uma cadeira para o lado da cama. –Sobre o que você faz da vida.... Pode ser? –Ele perguntou segurando a mão do braço em que a moça tomava soro.

-Eu acabei de terminar o ensino médio.... Quero fazer jornalismo na faculdade. –Natasha começou. –E você, Felipe?

-Eu estou no segundo semestre de psicologia.... Amo o que eu faço. –Diz ele sorrindo para a moça.

-Você namora? –A loira perguntou observando a mão de Felipe se entrelaçando com a dela.

-Não.... Não namoro, Natasha. E você? Tem alguém que faz seu coração bater mais forte? –Felipe perguntou interessado.

-Tem. –Ela disse com certa timidez. –Eu namoro o Enrico de Almeida, conhece? –A moça encarou o rapaz.

-Você namora quem? –Felipe se mostrou surpreso.

-O Enrico.... Creio que o conhece. O estado inteiro o conhece. –A moça disse desviando o olhar.

-Então você é a tal namorada misteriosa daquele ator engomadinho? –Felipe perguntou com um ar de riso.

-Já faz três anos... –Natasha respondeu sem graça.

-Hum. –O rapaz fez a moça lhe encarar. –Mas você gosta dele? –Felipe colocou sua mão sobre a de Natasha mais uma vez.

-Eu.... Eu o amo. Sempre amei. Mas a algum tempo atrás ele tem ficado estranho, sei lá. Acho que ele não gosta mais de mim. –A loira disse lançando um olhar triste para Felipe.

-Não diga isso, Natasha. Ninguém seria louco de deixar de gostar de uma pessoa como você. –Felipe fala e depois se dá conta do peso das palavras que acabou de soltar.

-É o que você diz. –Natasha diz se virando para a parede.

-Qual é o lugar que você mais gosta na cidade? –O rapaz diz mudando de assunto rapidamente.

-O farol da enseada. –Ela diz ainda virada para a parede.

-Ei... –Natasha se vira para Felipe. –Eu posso te levar no meu lugar preferido? –O rapaz pergunta bagunçando os cabelos pretos.

-Mas eu não posso sair. Como pretende me levar? –A loira cruza os braços e encara o moreno a sua frente.

-E se eu disser que fica aqui mesmo na clínica e é um lugar lindo? –Ele pergunta com um sorriso maroto nos lábios.

-Você estaria brincando.... Não pode ter nada bonito além de você aqui. –Natasha cai na risada. Felipe a acompanha.

-Ual. –Ele diz ainda rindo. –Você é foda, moça! –O moreno continua com um sorriso nos lábios.

Natasha retribui o sorriso.

-Então... –Felipe finalmente para de rir. –Aqui na clínica de noite não fica quase nenhum médico. Talvez dois ou três em casos de emergência. Mas, todos ficam em uma sala no primeiro andar.... Eu preciso que a senhorita me acompanhe até a cobertura. –O rapaz explica.

-E? –Natasha espera por um complemento.

-Eu te mostro o melhor lugar que eu já vi... O meu lugar preferido no mundo. –Felipe fala e acaricia os cabelos de Natasha.

A loira fecha os olhos e apenas sente o toque.


Notas Finais


Beijos :*


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