História Até o fim. - Capítulo 24


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Categorias Fifth Harmony, One Direction
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Harry Styles, Lauren Jauregui, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Normani Hamilton, Zayn Malik
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Dinally, Fifth Harmony, Larry, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Norminah, One Direction
Exibições 115
Palavras 1.550
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 24 - Estranhas?


Fanfic / Fanfiction Até o fim. - Capítulo 24 - Estranhas?

LAUREN       POV 


Essa é a décima vez que releio a maldita carta que a cada letra aumenta meu arrependimento. E agora, que acredito saber de tudo através do meu informante anônimo que provavelmente quer minha desgraça, todas as vezes que leio cada parte dela me vem uma pergunta que passaria na cabeça de qualquer um que passasse por isso.  Não tenho mais dúvida de que ser chamada de humana é um fardo. 

Talvez tudo que estava escrito ali, por mais doloroso que seja acreditar, tinha sim uma ponta de verdade. Sua distração ao conversar comigo pela chamada foi um único e mais óbvio motivo de tanta desconfiança...

Flash on

— Ele me paquerou descaradamente.

— Ele não tem noção do perigo que corre.

— Qual o perigo que ele corre, Lauren Jauregui? 

— Todos os existentes. 

— Por que?

— Porque você é minha.

Ela rir e fica em silêncio.

Austin.

— Camila você disse Austin?

— Austin? Que Austin Lauren!

— Eu não estou ouvindo coisas.

— Óbvio que sim! 

Flash off

Deitada na cama com os olhos vidrados no teto, não há mais nada que posso pensar. Dinah veio tantas vezes que perdi a conta, o Chris... Ele não liga pra isso. Talvez seja uma coisa boa nele.

O MacBook estava a horas parado na minha frente com uma única foto da Camila, que estava no seu perfil (na capa do capítulo). E a cada detalhe pequeno eu me atolava mais ainda nisso, eu sambava na merda e tudo por ela. Por que porra eu me entreguei a isso?

— Lauren abre essa porra agora! — ela batia desesperada — Lauren você esqueceu que o Chris estuda nesse caralho? Se preocupa pelo menos com ele, merda.

Levanto um pouco exausta da sua insistência e com certeza fudida por me impor a mais uma preocupação. Abro a porta e passo pela Dinah sem olhá-la diretamente, o que faz ela bufar e me seguir. Pego a penca de chaves que estava na mesa e caminho até a porta.

— Espere, você vai assim?! — Dinah segura a porta e pela primeira vez a encaro.

— Pelo o que sei só vou levar ele no colégio e voltar, certo?! — meu tom irônico teve um pouco de provocação. Dinah estava realmente insistente.

— Lauren, você esqueceu que hoje é o primeiro dia de aula dele? E que você tem que se apresentar a direção? E o pior, você tem um trabalho.

— Qual o problema de levar o Chris no colégio vestida de pijama? E trabalhar de pijama?

Dinah coloca a mão na cabeça e Chris gargalha atrás dela com a cabeça baixa. Não entendo a graça disso.

— Entra e veste uma roupa descente agora! — ela me dá passagem apontando pra dentro e isso me faz rir breve.

— Não sou sua submissa. — exclamo seguindo pro quarto.

Visto uma saia justa preta, com uma blusa branca feminina social e um blazer escuro acompanhado por um salto preto. Arrumo meu cabelo e passo um batom leve.

— Uau.

— Não precisava disso, Lauren.

— Vocês realmente acham que estou tão produzida pra ir naquele colégio? — sorrio e entro no carro. Fazem o mesmo — Se esqueceram que tenho um trabalho social agora?!

— Então você ia trabalhar de pijama se eu não te forçasse a trocar de roupa? — pergunta Dinah travando o cinto. E percebo sua roupa social também.

— Talvez.

Aproveito que a empresa que minha querida e chata amiga trabalha fica perto e a deixo lá. Agora, no caminho pro mais novo colégio do Chris percebo seu comportamento tão contrário do que conheci a dias e claro, por minha presença.

— Se pensa em me enganar com essa cara de idiota está bem enganado. 

Ele vira rapidamente desentendido e dou um sorrisinho forçado travando o carro na frente do colégio.

— Ainda dá tempo de correr? 


(...)


— Enfim, Dr. Jauregui. Acredito que a senhorita tenha entendido todas as normas do colégio comparado ao histórico do seu irmão. Queremos ajudá-lo mas também precisamos que ele se ajude, certo?

Um diretor como o Sr. Obama nunca existiu na minha época do colegial. Talvez se estivesse no meu passado um "Caralho" ou "merda" teria escapado em meio das palavras comportadas.

— Entendi perfeitamente, Sr. Obama. Meu irmãozinho — olho o Chris brevemente com um sorriso que só ele poderia entender naquela sala — demonstrou um comportamento excelente desde que chegou aqui. Essa não seria uma boa hora de mudar, não é Christopher?

Ele diz que sim com a cabeça devolvendo o sorriso. Desgraçado.

— Então está tudo favorável. — Sr. Obama levanta-se da sua cadeira com um sorriso dócil estendendo a mão. Chris aperta. — Boa aula, Christopher. Comporte-se.

Chris revira os olhos e sai da sala dando um leve sorriso para Obama que retribui com uma piscadela provavelmente competitiva.

— Espero não te ver tão cedo, Lauren. — arqueio as sobrancelhas e o cumprimento — Não por problemas... — corrige com um riso.

— Digo o mesmo, Sr. Obama. — assinto com a cabeça e saio da sala obviamente aliviada dos seus questionamentos.

Caminho pelo corredor movimentado do colégio que claramente tinha mais vagabundos do que interessados. E sem querer esbarro em um menino que aparentava ser o... Bradley.

— Hey, Lauren. Como está elegante hoje. O que faz aqui?

— Obrigada, Bradley. Acho melhor perguntar isso ao Chris.

Continuo caminhando para fora do colégio e finalmente me sinto livre de tantos pirralhos. Destravo o carro e entro nele sem olhar pra trás. 

Claro que eu estava extremamente feliz por ter o emprego que tanto sonhei, mas ele caiu num dia tão ruim que se Dinah não me insistisse a trocar de roupa eu não iria de forma alguma. 

Entro na clínica que tinha algumas pessoas na fila de espera e a atendente me cumprimenta com a cabeça quando sigo pra minha sala. Pego meu jaleco que estava pendurado  no mancebo e deixo o blazer no seu lugar. Olho algumas fichas expostas na minha mesa e franzo os olhos ao reconhecer um nome.

— Dra. Jauregui, podemos iniciar a chamada? — A atendente pergunta com sua cabeça na porta.

— Com certeza, Alex. — sorrio e ela encosta a porta da sala.

Em poucos minutos ouço passos seguidos por um pequeno barulho da porta se fechando.

— Quem diria, Lauren Michelle vestida a um jaleco e me atendendo com a maior formalidade do mundo.

— Lucy Vives, que prazer em tê-la como minha cliente. Sente-se. — ela obedece sentando-se espojada na cadeira.

— Já leu minha ficha? — deixa sua bolsa encima da mesa.

— Antes de atender qualquer pessoa leio a ficha dela, Lúcia.

— Aí meu Deus, me desculpe. — estende os braços me fazendo rir.

— Você não precisa de muita coisa. Aliás, preciso de um raio x da sua boca imediatamente. Suspeito de um problema não tão grave. 

— Vale a pena gastar dólar pra ver seus olhos verdes todos os dias, Jauregui. Manda a ver.

Mesmo com sua paquerada visivelmente séria evito qualquer mole que ela possa se aproveitar. Levo-a até a cadeira onde faremos o procedimento e lamento por ter que olhar a Lucy diretamente com sua malícia.

— Pronto, Lucy. Na próxima tenta ser mais sexy. — levanto a luminária e ela sorrir.

— Vou praticar isso, doutora. Quando posso vir aqui de novo? 

— Aí tenho que ver na agenda. Fale com a Alex que ela te passa tudo. — falo voltando pra mesa.

— Certo, então isso é um até mais. — pega sua bolsa da mesa e antes de ir me encara.

— É um até logo, Vives. — mexo em algumas folhas expostas na mesa e levanto a cabeça rapidamente dando uma piscadela.

Depois da Lucy tive alguns clientes com problemas aparentemente pequenos e graças a Deus não tomou muito do meu milagroso tempo.  

Faltavam poucos minutos para cinco da tarde e todas as fichas de hoje tinham sido revisadas. Tranco a sala e me despeço da Alex que estava numa ligação, saio da clínica e estranho o fato da Ally não ter ido hoje. Isso fez adiar tantas consultas.

Mesmo tendo que encontrar a Camila em casa, resolvi ver o que houve com a Ally pra ela largar alguns procedimento importantes. Estaciono meu carro e sigo pra casa da Ally e infelizmente fuiestraa pela Camila.

— Oi.

— Boa tarde. Ally se encontra? 

— Sim, um momento.

É tão estranho ter que apenas olhar uma boca que já beijei. E ainda mais estranho tratar alguém que significa tanto como quem nunca vi.

— Oi, Lauren. Bem? — nos abraçamos.

— Oi, Ally. Estou sim. Por que faltou hoje?

— Ah, desculpe. Quer entrar? — ela  libera a passagem e antes de dizer qualquer coisa, percebo algumas malas na sala.

Me pergunto inúmeras vezes se Ally abusou da sua carinha angelical pra me alertar do que fiz.

— N-não, só vim ver se estava bem. — não desvio o olhar de dentro da casa.

— Não se preocupa. Já liguei pra Alex antes do expediente começar e cancelei todas as consultas. — Camila aparece segurando um unicórnio de pelúcia na mão e com uma bolsa nas costas. Ela me olha e sob impulso desvio — Lauren?

— Oh, é. Já estou indo até amanhã. 

A maneira como sai de lá não foi como a planejada. Não suportaria ver a Camila indo pra casa, não suportaria ter que perde-la por uma briga. Mas é o certo, se nos afastarmos isso pode passar. Talvez isso não passe de mais um erro do destino, e acabe tudo bem. Pra nós duas.

Só precisamos de tempo. O necessário.


Notas Finais


onde estão as teorias de quem é o anônimo?

Bjssss 😘


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