História Até onde somos capaz de amar? - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capítulo 2


- Hey! - viro-me ao escutar uma voz meio lenta e rouca.

- Oi? - pergunto com medo de não ser pra mim, mais além de Paul não há mais ninguém ali.

- é que o Paul me falou que é fotógrafa.  - ele começa. - e que trabalha em uma galeria...

- É eu trabalho! - ele não pode tá achando que sou eu.

- Você poderia me dizer se alguém de onde você trabalha ou não sei, me mandaram umas fotos. -  Olho pro movimento de seus lábios finos com a formação perfeita, a cada gesto me pego sonhando com ele a cada olhar.

- A nossa Galeria só trabalha com frases de casamento! - seus olhos castanhos mel, não sei definir me fazem ir ao delírio.

- Frases? Não são fotos? - ele me olha com um olhar observador.

- sim são fotos a galeria trabalha com fotos de casamentos. - digo novamente.

- A obrigado, mais deixe-me ver as fotos, quem sabe eu não conheço quem as fez. - digo ele entra em seu local de trabalho, e sai com o envelope que eu dei a ele.

- São essas. - ele me entrega. - Queria agradecer a pessoa ou até pagar por elas já que ficaram incríveis.

- Ficaram lindas mesmo.  - Sorrio olhando pras fotos que tirei, mais  não vejo mine cartão que coloquei dentro. - A pessoa não deixou nenhum cartão ou nem um sinal de quem seja?

- Deixou um cartão está aqui em minha carteira, eu guardei pois achei lindo. - ele enfia a mão em seu uniforme horrendo e tira uma carteira cinza de dentro tirando o pequeno envelope azul. - Aqui está senhorita.

Sorrio ao ver a frase que eu escrevi e entrego o papel novamente.

- Não conheço a caligrafia. - Sorrio pro menino lindo.

- Okay! - ele sorri me fazendo quase me fazendo babar ali mesmo.

- Tenho que ir minhas amigas estão me esperando! - Me despeço do Paul e aceno para o menino do sorriso dos meus sonhos.

- Obrigado mesmo assim. - ele diz, meu coração acelera.

Não consigo entender o que acontece quando eu vejo ele, um olhar um sorriso me fizeram enlouquecer por esse homem que hoje pela primeira vez em dois anos que vejo ele todos os dias veio falar comigo, esse homem que sou apaixonada e não sei o que vou fazer, talvez tentar esquecê-lo já que é um amor proibido um amor que nunca vai ser correspondido eu tenho plena certeza disso é um dia vou superar e seguir em frente amar não é nem nunca foi para mim.

Respiro fundo ao subir aquela escada de cinquenta degraus, porque eu tenho sempre que gostar da pessoa errada porque a vida não é um conto de fadas?  Porque não sou uma princesa da Disney ou um conto de história feliz? Porque a vida não é mais fácil porque? A vida é uma pergunta na qual não saberemos  responder, ela vai vim com mil perguntas e uma resposta.

Sou uma pecadora de sonhos impossíveis!

- Nany? - Vicky chama.

- Oi.  - Olho pra ela e me afasto da porta.

- Nada você só passou uns cinco minutos encostada aí na porta. - ela sorri.

- Desculpa fui na padaria. - Deixo os pães em cima da mesa e os bolos. Ponho xícaras e café.

- O que tá acontecendo? - Vicky me olha, sei que por trás desse olhar misterioso há um turbilhão de verdades prontas para serem cuspida,  embora eu não esteja preparada pra críticas e sim pra manter isso em segredo pra mim.

28 De Março de 2016

Vejo as fotos e me pergunto como fui chegar nesse ponto, como me deixei levar tudo isso foi culpa de Paul tudo culpa dele.

Sorrio aos ver as fotos que tirei todas belíssimas...

Sou interrompida de meus pensamentos preguiçosos ao ouvir o toque de meu celular...

"Oi, Tudo bem?"

"Sim nany mas..."  - Escuto o forte suspiro pelo fone do meu celular, um suspiro forte e com bastante medo, meus batimentos cardíacos ficam forte com o silêncio automático por nós dois.

"Mas?" - tento o encorajar, mais não sei se quero encorajar ele, não sei se consigo ouvir o que ele tem pra me dizer ou se devo realmente deixar, sua voz amedrontada com o modo em que parou.

"Preciso falar contigo pessoalmente, Tem um tempo livre no almoço?"

"Sim, vem almoçar comigo?"

"Sim vou, no restaurante aí o "Comidas tipicas""?

"Sim pode ser"

"Okay então."

"Te amo!" - Falo mais não vem um "eu também" somente um simples "Tchau."

Era 24 de Dezembro...

- Olá Paul, Feliz natal! - Desejo Paul e entrego uma cesta de coisas de natal. - Espero que goste.

- Uma boa Noite estaria bom vindo de você! - ele sorri com os olhos esverdeados brilhantes, o jeito deste homem é encantador, sua voz meiga, parece que uma mulher teria tido sorte em conhecer ele, se é que ele já foi casado alguma vez, eu vejo ele todos os dias desde o primeiro dia de trabalho na galeria, e todos os dias eu me sinto na obrigação de dar alguma coisa a esse homem conhecido pelo sorriso com todos os dentes limpos, seu jeito não é bem de um mendigo mais ele é limpo suas coisas seu coberto o porteiro guarda e o entrega a noite, acho que ele toma banho em algum canto já que a mesma roupa repetida não fica suja, algum dia tenho que trazer uma roupa pra ele, vou começar a pedir doações de roupa para o Paul.

- Feliz Natal Paul. - Uma voz masculina fala atrás de mim, respiro fundo sabendo que é do porteiro aquele porteiro que não abriu sementes portões mais a entrada secreta que eu escondia em meu peito, a entrada que eu coloquei vidros e cercas para que ninguém entrasse,  mais ele tirou tudo quando sorriu.

- Feliz natal. - Paul abraça o porteiro. - Vai passar a noite de Natal trabalhando?

- sim vou, é bem chato mais é isso que posso fazer. - ele fala.

- Isso é injusto. - Falo pensando que uma pessoa vai passar a noite de Natal trabalhando em vez de está com sua família degustando toda a ceia.

- Muito, mais o que posso fazer. - Seu sorriso pela primeira vez não é tão belo, é de cansaço e de dor.

- Boa Noite Senhores, Tenho que ir me arrumar! - Sorrio para os dois. - Feliz Natal.

- Feliz Natal pra você também! - ele sorri e o Paul olha pra mim e olha pro porteiro. O porteiro se retira e Paul pede pra mim esperar um minuto.

- Eu percebo a troca de olhares de vocês, e preste atenção no que eu vou dizer há muito tempo eu tinha um dom de ver o futuro das pessoas, e por um segundo olhando pra vocês me veio um mundo pela frente. - Paul fala sério.  Fico um pouco inquieta.

- Deixa de brincadeira Paul. - Prendo meu cabelo solto que pega em minha pele suada. - Mais mesmo assim me fale.

- Minha menina eu poderia brincar com qualquer um menos com você, Eu vi, vi amor, dor, tempos escuros...

- Para Paul por favor. - Digo.

- Mais num longo tempo curto, suas vidas foram traçadas como um infinito vocês ficaram juntos. - Não sei o que deu em mim mais eu acredito nele embora suas palavras não me trouxeram conforto nem emocional nem físico, eu não sei se me entrego pra sofrer ou se sofro pra me entregar.

- Num longo tempo curto?

- sim, pra você será uma eternidade, mais na verdade não vai ser.

- Eu vou sofrer?

- O amor e o sofrimento andam na mesma linha você segue firme em frente, mais nunca vai saber se a linha que tá por cima é a do amor ou do sofrimento. Por isso tem que prestar atenção em cada passo, em cada escolha amar é algo que somente o Deus lá de cima poderás explicar.

- Feliz natal Paul, tenho que ir. - Não sei o que eu faço sinto que tudo que ele falou é verdade mais também não sei se devo acreditar, suas palavras não mentem nem sua cara diz isso suas palavras soam verdadeira e minha agonia também assim como eu sei que dois e dois são vinte dois.

...

Me olho no espelho uma última vez retocando o Batom extremamente vermelho paixão, tiro algumas selfie e ligo minha câmera, tiro algumas fotos da mesa enquanto as meninas não chegam, vou até a janela e tiro fotos da bela cidade iluminada pelas luzes de natal, essa data é bela.

O carro da Sara entra no prédio, creio que as meninas estão com elas.
Puxo meu vestido preto pra baixo e calço meus salto.

A campainha toca...

- Vi seu carro chegar. - Falo.

- Feliz natal Nany. - Roke me abraça.

- Feliz natal pra todas nós. - Falo e nos abraçamos juntas. - Que essa data venha milhares de vezes com nós juntas.

Cada uma trouxe três presentes, colocamos na árvore.

- tem vodka? - Sara pergunta.

- Claro. - Aponto para adega. - E muito mas, vou beber Vinho!

- Okay! - Roke fala.

- Mais uma condição... - Vicky olha pra nós. - Já são 23:50, então só vamos por álcool na boca depois da horaçao e da ceia, Okay?

- Okay! - Sáh bufa.

- Muito bem Vicky,  a ceia é sagrado. - Falo. - Vou só Ligar o Forno pra esquentar a lasanha e o Peru e o arroz.

- Só? - Sara se desespera. - preciso beber.

- Se acalme senhorita, as comidas vão ser servidas e logo após as bebidas. - Vicky fala pra ela.

- Okay, Okay!  - ela bufa sigo pra cozinha pra esquentar a comida, em quinze minutos esquento a comida e levo pra mesa as travessas, sinto que fiz muita comida mais tudo bem!

- Nany, eu acabei esquecendo de avisar as sopas estão no carro de Sara. - Roke fala ao entrar na sala de jantar acompanhado pela Vicky.

- Vocês prepararam quantas?

- cem de 300ml. - Vicky fala.

- Todas do mesmo sabor?

- não, cinquenta de carne e cinquenta de frango. - Roke diz.

- Sara! - chamo ela que vem rápido.

Fazemos uma oração antes da ceia.

- É triste nossa família longe da gente. - Falo. - Mais já mandei uma mensagem pra minha rainha.

- Eu também. - Vicky sorri pegando em seu colar de coração.

- Vamos comer logo. - Sara fala pegando um prato e se servindo, fazemos o mesmo.

O porteiro está sozinho, será que alguém levou algo pra ele? Será que ele vai comer algo, ou até mesmo lembrar que é hora da ceia? Como a comida engolindo a força, a comida está entrando em meu estômago com um peso enorme, isso é uma injustiça ele lá sozinho hora dessa enquanto todos estão com suas familias menos Paul eu sei, mais a tristeza me domina com força!

- Nany você fez sobremesa?  - Sáh pergunta.

- Tem pudim e torta gelada na geladeira. - Informo.

Não quero mais comer, me admiro ao ver as meninas comerem com tanto sabor e vontade, como falei sobrou muita comida.

Sara põe na mesa as sobremesas e se serve logo após é as meninas, depois que comemos elas deixam os pratos na mesa mesmo tem amanhã pra por em ordem.

- Agora vamos beber? - Sáh grita.

- Não!  - Vicky fala.

- o que? Porque? - Sara se desespera.

- Porque? esqueceu o que fazemos todos os natal? - Pergunto.

- Não vamos logo. - ela chama. Pego o pacote de colheres descartáveis e Os refrigerantes em latas.

Descemos nos organizamos no carro eu e a Sara na frente e as meninas atrás.

Passamos em frente ao prédio e ele está lá sentado triste tenho certeza, aquele sorriso que amo não se encontra em seu belo rosto. Vamos a parte da cidade onde tem mais moradores de rua.

- Boa Noite Senhores.  - Entregamos os refrigerantes e a sopa.

- Deus lhe pague senhoras. - Uma mulher fala, seu filho tá deitado em um papelão.

- Deus já nos paga com a possibilidade de oferecer esse pequeno gesto. - Roke sorri pra moça.

Andamos em mais algumas ruas entregando aos senhores as sopas, e o refrigerante esse simples gesto muda meu dia. Vejo que cinquenta reais ou até mais não muda no seu orçamento no seu planejamento pra pagar as contas.

Um gesto de amor não pode mudar o mundo em que habitamos,  mais poderá mudar o mundo que há dentro de nós.


Notas Finais


Me digam o que tão achando, gostaria de saber o que vocês sentem e imaginam, eu amo escrever e saber que tão lendo é algo que me faz sorri.


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