História Até que a morte os separe - Capítulo 3


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Categorias Originais
Tags Cute, Emocionante, Fofo, Gay, Ghost, Morte, Yaoi
Visualizações 12
Palavras 1.341
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Orange, Sobrenatural, Terror e Horror, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Ola, peço desculpas pelas demoras, tive uma semaninha complicada, espero que gostem oh meus queridos dois favoritos!

Capítulo 3 - Garoto completamente e totalmente o Natan


_Devaneando amor?

A voz da minha mãe soava sempre tão doce, eu sempre invejei a maneira como ela conseguia manter a calma.

_Tenho uma janela, e tenho imaginação, do que mais eu preciso? – perguntei sorrindo de lado

_Está certo, mas vai ter que terminar seus sonhos na janela do avião, porque chegamos!

Voltei a olhar para a janela, e bem... a cidade não era assim tão incrível quanto eu pensei que seria, haviam edifícios, e restaurantes que muito provavelmente serviam comida podre, minha mãe fitava a paisagem fascinada, eu notei que no horizonte uma camada cinza de poeira pairava sobre os prédios, não era a cidade mais limpa, me remetia uma New York mais lotada.

_Prontinhos senhores, o aeroporto fica bem aqui. – O motorista falava de uma maneira carismática.

Como eu queria aproveitar cada segundo daquilo, mas eu não conseguia tirar minha cabeça do Natan, eu não conseguia tirar aquele peso de mim, por mais que eu tentasse.

_Olha amor! – Minha mãe estava parecendo uma criança com os olhos cintilando.

Um pátio gigante, e uma construção, tenho que concordar que o arquiteto era criativo, o aeroporto em si tinha formato de meia lua, era branco e tinha janelas gigantescas azuladas.

Desci do carro, tirei as malas e minha mãe acenava para o motorista, que devolveu o gesto e deu meia volta.

_Isso tudo é tão incrível, vamos morar em Toronto!

Sorri em resposta, e fomos andando até uma das portas de entrada mais próximas. Era realmente um corredor extenso, era muito difícil ver o fim dele, era... Majestoso (foi a palavra que me veio a cabeça) pelo menos tinha uma esteira, na qual eu subi sem hesitar.

Enquanto isso uma voz saía das caixas de som, dizia algo que eu não conseguia identificar de nenhuma maneira.

_Eu sempre quis fazer tudo isso, me desculpa se não estou respeitando seu momento. – minha mãe disse passando a mão no meu cabelo.

_Meu momento? – perguntei.

_Sim, eu sei que você não está bem, não faz nem um dia que você perdeu o Natan e...

_Está tudo bem mãe, se eu pedir pra você respeitar esse meu momento, você vai deixar de aproveitar o seu.

_Você foi sempre tão, compreensivo, eu só quero te ver bem e você sabe disso.

Sorri, e quando nos demos conta o imenso corredor majestoso tinha acabado, chegamos ao imenso salão, onde se espera e  onde todas as outras coisas que eu não conheço acontecem, sentei em uma cadeira qualquer, e minha mãe levou a bagagem, para “O lugar da bagagem que eu não sei qual é”.

 E bem, aquilo estava acontecendo mesmo, e ficar sozinho, foi a gota d’agua para eu perceber o como aquele dia tinha sido. Comecei sentir uma bomba de sentimentos crescendo dentro de mim, ódio, tristeza, e senti meu rosto arder, eu já ia começar a chorar até uma pessoa de costas chamar a minha atenção.

Era um garoto, os cabelos naturalmente tinham o tom de platina, pude ver suas mãos brancas com as pontas dos dedos rosados, usava um all-star vermelho, um moletom branco, e uma calça de sarja preta. Senti minha barriga gelar, não seria  possível eu estar tão paranoico, eu estaria apenas paranoico se o que aconteceu em seguida não tivesse acontecido, o garoto virou e sorriu para mim, era o Natan e não poderia ser outra pessoa, os olhos do Natan que sempre foram tão específicos, estavam ali e me fitavam.

Levantei-me sem pensar duas vezes e fui andando até ele, mas quando uma pessoa passou em minha frente por um segundo, ele desapareceu, eu não o podia ver mais, não era possível, além de paranoico eu estava ficando louco.

_Foi mas rápido do que imaginei, quero dizer, são 3:40 – minha mãe disse atrás de mim.

Virei-me rápido e ela notou um certo desconforto em meu rosto, mas preferi não comentar, vai que ela me internava...

_Não acha melhor sentarmos? – perguntou.

Fiz que sim com a cabeça, e ela segurou minha mão me puxando para uma fileira de bancos.

_Isso aqui me lembra seu pai – eu amava os assuntos aleatórios que ela conseguia para puxar assunto comigo. – Eu conheci ele no aeroporto do Rio, assim que cheguei aqui, ele foi tão gentil. – Sorri – é sério, tinha um café lá perto, e ele me levou lá, dizem que não existe amor a primeira vista, mas eu faço questão de desmentir.

_Vocês são fofos mãe, muito fofos – comentei.

_E você, você já é um quase um homem, nunca se apaixonou por alguém?

NATAN, NATAN, NATAN, NATAN, NATAN, NATAN, NATAN

_Não...

_Tem certeza?  – Acho que ela leu meus pensamentos.

_De quem você esta falando?

_Da mesmo pessoinha que está na sua cabeça, não tenta me enganar Mike.

_Natan?

_Bingo!

_Mãe eu... não, eu não estava apaixonado e...

_Me conta a verdade!

_Eu estava com medo de você não me aceitar, por isso eu não te contei.

_Como você é idiota – ela sorriu – Eu sei que não sou a melhor pessoa do mundo, mas ser tão lixo a ponto de não aceitar um filho por ser gay? Não é pra tanto! De qualquer jeito, vi que você estava diferente quando voltou da casa dele aquele dia, o que aconteceu?

Meu rosto começou arder, e o escondi com as mãos.

_Você fica tão fofo quando cora, vai logo, quero detalhes.

_MÃE!

_Já temos que esperar de qualquer jeito.

_Não aconteceu nada, só nos beijamos, só isso, ia acontecer alguma coisa, mas a mãe dele chegou e nós tivemos que nos esconder no armário, eu vesti as roupas dele, e pulei a janela, falando nisso, saudades do meu moletom, e o meu joelho tá todo fodi... Machucado.

Ela riu e me abraçou, ela era tão aconchegante, era quase impossível se sentir mal estando com ela, literalmente, considerando que eu estava falando da minha falecida paixonite colegial.

_Você acredita em fantasmas?

_Agora eu acredito... –Disse lembrando o “garoto que tinha o poder de desaparecer, e que era completamente e totalmente o Natan” – Mas por que a pergunta?

_Eu mexi na sua mala é claro, e agradeço pelas camisinhas que você colocou lá – Senti meu rosto fervendo novamente  –                  E encontrei aquele caderno do pacto de sangue, sua vó sempre dizia para não fazermos isso, que se uma das pessoas partisse na frente, ela ficaria presa até a outra ir.

_Presa? Presa a onde?

_Aqui na terra, mas acredito que sejam apenas boatos, por isso eu adoro velhinhos, sempre com suas histórias que não nos deixam dormir, mas não perderia as esperanças se fosse você.

_Isso é tão estranho, quando eu soube que ele estava doente, eu comecei me preparar pra o perder, eu estava me preparando pra sentir uma dor insuportável mas... não foi bem assim , por um momento pareceu que nada mudou.

“VOO AZUL 139 SAINDO EM MEIA HORA”

Minha mãe deu de ombros sorrindo de lado a lado, nos levantamos, e eu apenas a segui, corredores, portas, e finalmente chegamos a uma fila, crianças pulando empolgadas, e eu quase morrendo de medo, nós iriamos embarcar através de ponte que saía do aeroporto e ia até a porta, e que era cercada por uma espécie de canudo.

As pessoas se moviam tão devagar, e enquanto isso eu planejava uma maneira de entrar no avião sem demostrar meu medo.

Demoraram pouco mais de dez minutos para chegarmos a porta e em um pulo eu estava dentro do avião, minha mãe entrou logo em seguida e nos dirigimos até o nosso lugar que ficava perto da cabine de comando.

Seguimos todos os comandos da comissária, e então o avião avançou, senti meu corpo gelar enquanto minha mãe fitava a janela fascinada, por um momento senti algo segurar minha mão, mas ao olhar para o lado não era nada, tenho que dizer que fiquei com muito medo, e comecei ficar ofegante, era muita informação para mim. Eu não faço ideia do porque mas por um momento passou pela minha cabeça a ideia de ser o Natan, então abri a mão na espera de algo, mas logicamente eu não fui correspondido.


Notas Finais


Se preparem, pois provavelmente amanhã lanço o próximo capitulo com vários tiros pra vocês!
E sobre os 2.000 caracteres, peço desculpas pela mentirinha (Não me conte mentirinhas dói de maaaais, eu já sei que estou sozinho sem meu "amiguinho")


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