História Até que Aliens e Coelhos combinam - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jungkook, Suga, V
Tags Taekook, Vkook, Vmin
Exibições 516
Palavras 4.425
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oeee!
Que saudades!
Bom, o capítulo original acabou ficando imenso, então eu dividi ele em duas partes. Neste aqui há apenas uma leve introduçãozinha para o próximo ^^
Espero que gostem <3

Boa leitura!! *0*

Capítulo 19 - Aonde vamos mesmo?


Passei o dia inteiro na casa da minha avó, o que me rendeu muitas risadas e boas memórias. Devo ter trocado alguns trocentos olhares significativos com a senhora sorridente, até porque eu mal estava me aguentando quieto. Queria, muito, apresentar Jungkook pra ela.

Tenho certeza que ela se lembra do garotinho sorridente e de cabelos pretos que vinha toda semana aqui em casa, como eu também ia à dele, porém agora é diferente. Quero apresentá-lo formalmente, quero ver a reação dela como também a dele, quero esclarecer à minha vó quem é a pessoa que faz meu coração tremer com apenas uma lembrança ou voz. E tenho certeza que ela estava tão ansiosa quanto eu.

               

 

 

 

Despedi-me do casal de velhinhos parados na porta, ambos me abraçando com força e falando para eu não sumir como havia feito e para voltar o quanto antes. Estalo um beijo na bochecha de ambos e vou atrás da minha mãe, que já havia dado as costas e sumido faz tempo.

Vou até o sedã já ligado, esperando perto a portaria do prédio. Os faróis acesos iluminavam a rua mais à frente, agora que o sol se fora e a lua trouxe consigo um tapete negro de estrelas.

Enfiei-me dentro do carro, esfregando uma palma na outra para esquentá-las do frio lá fora e sorri amplamente para Sook.

Seus olhos colaram-se em mim por um único segundo, antes do carro acelerar e o apartamento dos meus avós se afastar aos poucos.

  – Omma, meu amor... – digo com um sorrisinho de canto.

– O que você quer? – ela solta numa lapada só e eu começo a rir.

– Pode me deixar na casa do Kook hoje?

Agora?! Tae, já é de noite, amanhã você tem aula e acabou de voltar da viagem...

– Eu sei, é que eu estou devendo uma coisa pra ele – digo simplesmente e apoio melhor as costas da cabeça no banco, suspirando ao sentir meu corpo derreter sobre o assento. Viro o rosto em sua direção e faço bico. – Posso?

Ela começa a rir enquanto minha adorável face moldava-se numa careta traumatizante. Sook deu um gritinho fino e afastou-me, enquanto eu ria da situação.

– Jesus! Sim, sim! – ela disse ainda rindo. – Mas eu só vou te buscar até as nove, se passar desse horário pode ir dormir lá mesmo. E não me venha chegar atrasado amanhã na aula, ouviu?

Estalo um beijo em sua bochecha e assinto. Logo começo a falar sobre a viagem e as coisas que fizemos lá... sem muitos detalhes, claro.

Depois de alguns minutos paramos de frente à um prédio familiar e abro um amplo sorriso.

– Tchau Omma – digo e saio do carro, acenando brevemente. – Até amanhã.

– Ah, vai dormir aqui mesmo?

Passo a língua no canto do lábio e assinto.

– Boa noite e, ah, cuidado com minha filha, por favor.

– Sua filha, vulgo espada? – ela ergue uma única sobrancelha e eu começo a franzir o cenho. – Pode ficar tranquilo que assim que eu chegar em casa eu a jogo no lixo.

Omma!

– Beijo, bebê! – ela diz rindo alto e acelerando o carro antes que eu consiguisse agarrar a porta.

Fico uns cinco segundos parado, encarando as lanternas traseiras tingirem o asfalto de vermelho enquanto o automóvel se afastava. Sook... não faria isso, certo? Não, é bem a cara dela fazer essas coisas...

Oremos.

Dou de ombro e caminho até a portaria do apartamento, claramente ansioso para rever meu biscoito. Não tinha muitos planos para hoje, porém sequer me despedi dele no aeroporto e me sentia um pouco mal por isso.

Principalmente quando um certo cavalo pode estar à espreita, certo?

Aperto os dígitos do apartamento e espero um curto momento até sua voz tilintar, eletrônica e chiada, através do interfone.

Sim?

– Kook, sou eu.

O silêncio se fez por um segundo.

Eu quem? – ele solta indiferente, mas havia uma certa surpresa.

– Hm...Tae?

Taehyung?

– Não, Tae-pizzas mania. Posso anotar seu pedido?

Ah... Não, obrigado. 

Começo a rir e balanço a cabeça.

– Jungkookie, vai mesmo me deixar do lado de fora? Tá tão frio. Consigo sentir o cheiro de umidade no ar, talvez chova daqui a pouco – o silêncio continua, então aproximo-me mais, apoiando-me na parede e colocando a mão teatralmente na testa, mesmo que ele não pudesse ver. – Tão, tão frio... Eu acho que vou morrer! Vai mesmo me deixar morrer sem ver seu rosto de novo?

Desvio brevemente meu rosto para o lado, encontrando o olhar de ‘estou te julgando’ do porteiro e imediatamente me recomponho e ajeito a coluna.

Ouço um suspiro arrastado e teatral chiar no interfone e a portaria se abre num clique sutil.

Um amplo sorriso delineia meus lábios e subo correndo as escadas até o primeiro andar, já vendo no final do corredor a porta aberta e uma silhueta escorada no batente de madeira lustrosa.

– Hyung... – Jungkook estava visivelmente surpreso, apesar de tentar parecer indiferente.

– Feliz noite! – digo sorridente e Jungkook, mesmo tentando parecer sério, acaba rindo.

– O que está fazendo aqui?

– Não posso vir te ver? – pergunto fazendo bico e Jungkook apenas aperta os lábios, uma expressão entretida paira em seu olhar enquanto ele se divertia ao ver-me suplicar. – Aish Jungkookie, quando foi que ficou tão sádico?

Franzo o cenho e mordo o lábio inferior, dando uma boa olhada no garoto à minha frente. Desde os pés descalços, subindo pela calça de moletom e regata preta folgada, esta que mostrava perfeitamente os músculos dos seus braços. Minha atenção passeava pela curva deliciosa da sua clavícula e o desenho suave e branco do seu pescoço. Mantive minha atenção suspensa naquela boca vermelha por um tempo, antes de perder-me naqueles olhos escuros e inquisidores.

Suspirei arrastadamente e dei de ombros.

– Mas ok – faço uma careta. – Se não me quer, melhor eu ir embora então...

Antes que eu virasse meu corpo, sinto seu toque em meu braço, puxando-me para perto. Sorrio ao sentir a maciez da sua boca na minha e puxo sua nuca para perto. Eu, definitivamente, não consigo me acostumar com os toques desse garoto. Incendeiam meu corpo completamente, restando apenas esse lufar de asas na barriga. Fora um rápido e singelo beijo e, assim que Jungkook se afasta, me vejo passando a língua no lábio inferior, sedento por mais.

– Sentiu saudade? – ele perguntou e apoiou sua testa na minha.

– Muita – sussurro e esfrego minha testa na sua, até que a pele esquentasse e ele se afastasse rindo.

Subitamente recordo-me de onde estamos e encaro, hesitante e cauteloso, sua casa por sobre o ombro do Maknae.

Jungkook sorri ladino, sabendo exatamente o que eu estava pensando, e dá um tapa na minha bunda, indicando-me a entrar.

– Eles foram ao mercado – Kook diz, fechando a porta atrás de mim, que olhava rapidamente os arredores da sala de tons claros e cinza. – Saíram a algum tempo.

 – Hm – arrasto a monossílaba, ouvindo uma sutil trilha sonora de ação vindo no final do corredor. – Vídeo-game?

Ele sorri largamente, fazendo seus olhos escuros quase sumirem e seus dentes de coelho destacarem. Tão fofo...

Engulo em seco e desvio meu olhar para as fotos de família. Rezando mentalmente para que o olhar caloroso da Sra.Jeon me impedisse de jogar o filho dela no sofá neste exato momento.

Jungkook pesca na dispensa alguns salgadinhos e acena com a cabeça, indicando o corredor. Sigo-o e imediatamente minha mente se acende. As memórias refazem algo de dias atrás, quando saí correndo do quarto de Jungkook desesperado. Com os olhos arregalados, o coração a mil e a cabeça em pedaços.

Começo a rir e recebo um olhar curioso e entretido do menino na minha frente. Recordar-me daquele dia, no entanto, me deixa envergonhado, tímido até. 

E extremamente sedento.

Minhas bochechas ardem e, assim que atravesso a porta, Jungkook senta pesadamente numa pilha de travesseiros no chão, apoiados na cama.

– Hm! – ele solta de boca cheia, mastigando adoravelmente um salgadinho e aponta para algo atrás de mim. – Fecha a porta.

Faço o que ele diz e sento-me ao seu lado, furtando um dos pacotes em sua mão e me ajeitando nos travesseiros.

– O que vamos jogar? – digo, encarando a tela pausada do vídeo-game.

– Hm, só um minuto – Kook diz surpreso, como se recordasse de algo, e pega o celular que estava ao seu lado.

Koala como sou, inclino-me para perto. Mais preocupado em sentir seu calor junto a mim do que qualquer outra coisa. Inalo seu cheiro viciante e estaria completamente satisfeito se, enquanto passava meu nariz lentamente em seu pescoço, um nome rápido não houvesse cintilado na tela do smartphone.

– JIMIN?!

 – Ah, a gente tava conversando antes de você chegar.

A gente tava conversando antes de você chegar, meu ovo, Jeon Jungkook.

Porém tudo o que eu consigui fazer foi erguer uma única sobrancelha e afastar-me, com um bico de desagrado retorcendo meu lindo rosto.

Talvez fosse exagero da minha parte, afinal, convenhamos, era apenas o Jimin. Mas era frustrante ter pensado nesse coelhinho da playboy o dia inteiro e encontrá-lo fissurado em algo – na baleia e em jogos – que não fosse eu.

Talvez eu esteja mal acostumado.

Talvez Jungkook me deixara mal acostumado.

Bufo alto e jogo a cabeça para trás, sentindo a maciez do colchão e encarando o teto claro. Não é como se saber que estou sendo infantil resolvesse para aquietar minha alma.

– Hyung?

Minha careta piora e refaço minhas opções. A verdade é que, sem querer eu estava sendo sugado para o menino ao meu lado. Ele puxou-me para tudo isso. Fora ele. Com seus olhos brilhantes, sorriso adorável e... Aish, muito mais do que eu posso listar. Porém, estranhamente começo a me sentir inseguro.

Fito as orbes escuras de Jungkook, este que parece divertido com a situação toda até notar o furacão que ruge através das minhas pupilas.

As vezes... parece que ele vai começar a rir, como o bom troll que é, e dizer que foi tudo uma brincadeira. Ou talvez os anos que passamos sendo apenas amigos foram longos demais...

– Tae – ele diz e estava tão perdido em pensamentos que não notei a proximidade do outro. Kook agora estava com o cenho franzido, esquadrinhando meu rosto atentamente. – O que houve?

Sorrio de canto e dou de ombros.

– Fome.

Jungkook sorri e pega um salgadinho que eu segurava em mãos.

– Estava jogando uma demo, muito boa aliás, mas prefere terminar aquele que começamos mês passado?

– Ah! – ajeito-me imediatamente. – Você ainda não zerou?!

– Não ué – ele diz enquanto volta ao menu e ejeta o jogo. – Qual a graça terminar sozinho algo que começamos juntos?

Estreito os olhos e inspiro profundamente. O biscoitinho passa a mão rapidamente nos cabelos da nuca, procurando o jogo até inseri-lo dentro console. E eu não consigo parar de olhá-lo.

Já posso ganhar o prêmio de maníaco do ano.

– Hyung, prefere que eu faça um lámen pra você?

...

Quê?

Começo a rir e balanço a cabeça, recebendo apenas um olhar interrogativo do mais novo.

– Você? – solto entre risos altos – Cozinhando?

Jungkook molda uma cara de tédio perante a minha pala. Eu, claro, já chorava de tanto rir.

– Não sou bom na cozinha, mas pelo menos não causo nenhum desastre ambiental que nem você – ele diz, afastando-se da televisão e voltando ao seu posto, sentado ao meu lado. Kook parecia levemente aborrecido enquanto pegava a manete e mexia no menu inicial, mas logo parou os movimentos e suspirou. – Só estou preocupado, Hyung. Você tá bem calado, e costuma ser tão elétrico...

Abro um sorrisinho de canto, mas sinto algo se revirar no meu peito de uma maneira pouco saudável. Olha aí o que você faz comigo, menino coelho.

– Não sei o que houve – ele para de mover-se e aperta os lábios. Parecia levemente receoso e seus olhos negros fitavam os pés descalços. Ele estava... com medo? – Foi algo que eu fiz?

Quê?

Comecei a rir e assenti, o que fez os olhos de Jungkook se abrirem mais.

– Talvez – digo e retorço a boca, logo erguendo a sobrancelha de maneira sugestiva. – Só estou tentando te entender.

Quase pude ver um ponto de interrogação sair das orelhas do Maknae, o que me fez sorrir e sentir-me um pouco besta por pensar tanto nisso.

– Me entender? – Kook sorri. – Você me conhece mais que minha própria mãe. Hyung, nos conhecemos desde pequenos, quer entender mais o quê?

– Não sei – digo e escoro melhor as costas no travesseiro. – Você me deixa...

Suspiro arrastado e frustrado por não conseguir completar a frase.

Você vira meu mundo de cabeça pra baixo e eu sequer entendo como, Baby J. (n/a BABY J? KAKAK)

 Abro um sorriso, visivelmente derrotado com o assunto que eu mesmo ergui.

Jungkook pareceu ler nas entrelinhas, porque deu um sorriso ladino e passou uma perna por sobre mim, sentando-se no meu colo e fitando-me intensamente. Seus olhos escuros estavam concentrados, sérios, pareciam flamejar e perfurar-me.

– Ficar sempre tão perto de você e fingir ser apenas um amigo... Hyung, você entende? – ele sussurrou e seus dedos encontraram suavemente minha bochecha, mal tocando-me.– A primeira vez que eu te toquei fiquei com tanto medo, mas uma corrente parecia ser eletrizado todo o meu corpo e eu não consegui parar. Depois de tanto tempo, tantos anos você finalmente estava ali, sendo completamente meu.

Meu rosto esquenta e consigo sentir o formigar dos seus dedos na minha bochecha. Kook aproximou-se ainda mais e sua respiração quente bateu suavemente em meu rosto, fazendo um arrepio rasgar-me enquanto suas palavras brincavam em meus tímpanos.

– Não tente entender, TaeTae – ele diz baixinho, com o rosto levemente corado, e seu olhar desce vez ou outra para os meus lábios. – Eu mesmo ainda não compreendo o quão fundo acabei despencando nisso tudo, em você – seu polegar passa suavemente pela minha boca, como se sentisse a maciez da mesma. – Ainda... parece um sonho. E temo acordar um dia.

Inclino-me apenas um pouco e Jungkook pousa seus lábios nos meus. O meu corpo inteiro se acende e o coração, que parecia prestes a sair do peito, acelera ainda mais. Os dedos do meu Jungkook escorrem do meu rosto à minha nuca, puxando-a de leve para mais perto, um pedido mudo para que aprofundássemos ainda mais. Pedido este que obedeci na mesma hora.

Entreabri os lábios e dei passagem à sua língua, que girava ao redor da minha lentamente. Os movimentos eram tão fluidos, suaves, que os arrepios continuavam vindo, subindo pelo meu corpo até encontrar o toque de Jungkook em meu pescoço, puxando de leve o cabelo da minha nuca.

Deslizei minhas mãos pelas suas pernas até chegar na base da calça de moletom, e meus dedos invadiram apenas um pouco a barra da blusa. Era apenas um simples toque, minha palma fria descansava nas laterais do torso quente de Jungkook, mas ele afastou-se brevemente e soltou um gemido baixo contra a minha boca.

Pousei doces beijos em seu maxilar e queixo antes de tomar seus lábios novamente. Seu quadril moveu-se suavemente por sobre o meu, deslizando e provocando-me de maneira quase cruel.

Seu toque quente escorreu do meu pescoço, as unhas traçando linhas deliciosas e prazerosas pelos meus braços até chegar a borda da minha blusa, erguendo-a.

Afastei-me com um sorriso sacana e tirei-a, deliciando-me com o olhar faminto de Jungkook sobre meu corpo.

– Gosta do que vê? – pergunto de brincadeira, mas meu sorriso gradualmente some quando meus olhos encontram as pupilas domadas de desejo do mais novo.

Enterro meu rosto em seu pescoço, inalando seu cheiro viciante antes de moldar sua pele com minha própria fragrância. Kook suspira alto e sinto sua mão em minhas costas, enquanto ele tombava a cabeça para trás e me dava amplo acesso àquela pele branca macia.

Minhas mãos sobem lentamente pelo seu torso, sentindo os músculos bem delineados do seu abdômen, e arranco sua regata escura. Kook me abre um amplo sorriso e toma meus lábios nos seus, pressionando aquela bunda gostosa em cima do meu membro já desperto. Arfo de encontro a sua boca enquanto o amasso lento ficava mais e mais intenso.

“ A primeira vez que eu te toquei fiquei com tanto medo. ” –  eu também.

A língua de Jungkook explorava a minha boca e apertei com força sua bunda, ajudando-o com os movimentos provocativos e sensuais.

“ Mas uma corrente parecia ter eletrizado todo o meu corpo e não consegui parar. ” – eu também.

Jungkook sabia exatamente aonde me tocar, cada ponto fraco que inflamava-me da cabeça aos pés e anuviava minha mente com puro desejo.

“ Depois de tanto tempo, tantos anos você finalmente estava ali... ”

A mão de Jungkook escorreu pelo meu abdômen e encontrou o botão do jeans.

“ Sendo completamente meu. ”

Abriu-o rapidamente, mas desceu o zíper devagar, aproveitando-se para passar os dedos pelo V do meu quadril. Mordo o lábio para conter um gemido baixo e sinto seu nariz acariciar meu pescoço, enquanto depositava suaves selares pela minha pele.

Eu estava intoxicado.

Seu cheiro parecia estagnar-se ao meu redor, impregnando-se em mim, enterrando-me em si.

E eu estava adorando.

“ Ainda parece um sonho...” – sim.

Adorando sentir o calor do seu corpo junto ao meu. Adorando seus toques gentis e carentes. Adorando o olhar afetuoso e sedento. Adorando a maneira como tudo isto parecia certo. Adorando que este Jungkook era apenas meu.

Minhas mãos escorrem rapidamente para dentro da calça e cueca, apertando sua bunda com vontade e Jungkook agarrou minha cintura com força, quase como se tentasse conter as reações, apesar de deixar escapar um gemido rouco e alto.

– Hyung – ele sussurrou tremulamente e seus olhos escuros se emparelharam aos meus, e não pude evitar sorrir. – Ué, o quê?

– Nada – digo sorrindo ainda mais. – É que você parece prestes a dizer algo bem sério...

– E o que é que tem? – ele diz franzindo levemente o cenho.

– Bom... –  ergo uma única sobrancelha e passo as unhas de leve no local onde minhas mãos repousavam, raspando a pele macia e logo apertando-a novamente. Kook inspirou profundamente, prendendo a respiração por um segundo e tremendo sobre o meu colo. Tentei manter-me imparcial com o súbito aperto das suas coxas ao redor das minhas, então apenas deslizei minha língua no canto do lábio. – Só por isso. Realmente quer ter uma conversa séria agora?

Jungkook começou a rir e balançou a cabeça, como se eu estivesse louco.

– Hyung – ele chamou novamente e colou sua testa na minha, mordendo de leve o próprio lábio inferior. – Você... ainda não me respondeu.

Responder...

“ E temo acordar um dia ” – eu também.

Um sorriso doce curva meus lábios e pouso um suave beijo em sua testa, antes de voltar a posição inicial. Nossos olhos se emparelhavam e eu me sentia leve, satisfeito... e talvez um pouco ansioso.

Abro a boca para falar algo, até que três batidas na porta quase me dão um infarto.

Congelo no mesmo instante e afasto-me um pouco, apenas o suficiente para encarar a porta fechada do quarto. Jungkook fica tenso no meu colo e gira o rosto para ver também, até que a voz da Sra.Jeon chega até nós, abafada pelo portal fechado.

– Jungkookie! – ela diz docemente e aí eu tive certeza, que meu coração ia parar de bater. – Chegamos, vem jantar.

Minhas mãos saem de dentro da sua calça rapidamente e meus olhos crescem ainda mais.

– Ah, um minuto, mãe – Jungkook diz com a calma de um Buda.

Como, pelo amor de Deus?! Eu aqui, quase morrendo do coração e esse menino todo tranquilo e favorável. É isso mesmo, produção?

Jungkook desviou sua atenção para mim e riu ao ver minha reação.

– Calma, Hyung – ele disse baixinho. Riu e deu um leve selar na minha boca, antes de ficar de pé e pescar sua regata no chão.

 Olho ao redor do quarto por um segundo e logo começo a rir. Rio tanto que jogo minha cabeça para trás e sequer vejo quando Kook abre a porta do quarto e sua mãe coloca a cabeça para dentro.

– Ah, TaeTae, querido – ela diz surpresa e sorrindo, o mesmo sorriso do filho. – Não sabia que estava aqui. Já jantou?

Seco as lágrimas, ainda sorrindo largamente e fico de pé, enquanto vestia minha blusa rapidamente e ia ao seu encontro.

– Boa noite, HeJin – digo, cumprimentando-a com a cabeça. – Já jantei sim, obrigado.

Geralmente eu iria abraça-la forte, porém havia um leve problema duro entre as pernas, que graças a Deus o blusão largo escondia.

– O quê? – seu queixo cai e ela dá uma rápida olhada para Jungkook, que sorria. – Ele tá brincando, certo? Vai jantar de novo. Vamos, os dois.

Começo a rir enquanto a pequena mulher abria um largo sorriso e indicava para a seguirmos pelo corredor.

Jungkook sai do quarto, mas logo olha pra trás e pára quando me vê congelado na porta.

– Algum problema? – ele pergunta e dou uma olhada rápida para suas partes baixas, disfarçadas pela calça de moletom já larga.

– Sim – digo e faço uma careta. – Preciso fazer algo no banheiro primeiro.

Jungkook começa a rir na mesma hora, tanto que seus olhos somem e linhas se formam nas laterais. Entorto a boca, tentando conter o embaraço, mas tava complicado.

 – Acabou, Jéssica? – solto e reviro os olhos, enquanto ele continuava gargalhado alto o suficiente até pra Deus ouvir.

Estava prestes a passar por ele, mirando a porta aberta do banheiro claro, mas Jeon me empurra de volta para o quarto e me dá um demorado selar nos lábios.

– Desculpe Hyung – ele sussurra sorrindo. – Prometo ajeitar isso mais tarde.

Ergo uma única sobrancelha para ele, que me encarava com aquelas gemas negras brilhantes.

Mais tarde. --'

...

– Húnf, ótimo – digo e dou de ombros. – Mas enquanto o mais tarde não chega, eu vou ali no banheiro aliviar meu menino.

Jungkook volta a rir e deixo-o no quarto, ouvindo aquela risada gostosa atrás de mim.

 

 

 

 

Pouco mais de três horas haviam se passado quando o divertido e caótico jantar em família terminou. Caótico e divertido porque, convenhamos, é da família do biscoito que estamos falando, ou você realmente pensava que ele era o único com parafusos a menos?

Ajudei Kook a arrumar a cozinha, mas logo a Sra.Jeon despachou nós dois para a cama, dizendo que estávamos cansados pela viagem e precisaríamos acordar cedo amanhã. 

Estralei minhas costas enquanto caminhava pelo corredor e me enfiava dentro do quarto de Jungkook novamente, sorrindo para a pelúcia de leão sobre sua cama.

– Kookie! – chamei enquanto abria seu guarda-roupa e estudava-o, buscando minhas roupas estrategicamente permanentes naquele território, já que estadias surpresas na casa um do outro já viraram rotina desde os nossos doze anos. – Preciso de uma toalha.

Ele buscou na última gaveta e atirou-a em mim.

– Não demora, Hyung – ele disse e caiu pesadamente na cama, suspirando alto e abrindo os braços. – Não sei quanto tempo ainda consigo ficar acordado.

– Quer me esperar pra dormir? – pirraço, mas ele continua na posição "mãe, no céu tem pão?".

Reviro os olhos e vou ao banheiro com tudo o que precisava. Poucos minutos mais tarde regresso com os cabelos molhados, um blusão claro e uma calça larga preta. Kook já dormia, deitado sobre a imensa coberta enquanto o vento frio do final do inverso soprava pela janela aberta.

 Abro um breve sorriso e dou um tapa na sua bunda – só porque posso – fazendo-o remexer-se apenas o suficiente para eu conseguir tirar seu corpo de cima da coberta e ajustá-la sobre nós dois.

 – Boa noite – sussurro e beijo ternamente sua bochecha, logo abraçando seu pescoço e apoiando minha cabeça na sua.

Jungkook parecia sentir minha proximidade, pois logo suspira e aninha-se ainda mais de encontro ao meu corpo.

Era estranho a maneira familiar que sempre fizemos isso, porém agora o sentimento era outro. Dormir sentindo seu cheiro próximo ao meu, fez com que um sorriso besta permanecesse tatuado na minha cara.

 

 

 

 

– Hyu...

Franzo suavemente o cenho e giro um pouco mais na superfície macia. Estava imerso na escuridão, porém um timbre grave ecoava de leve em minha mente.

– Acor...

– Hm – resmungo.

Acorda – a pessoa sussurra um pouco mais alto e a palavra vem com clareza em minha mente, iluminando a escuridão de uma única só vez.

Abro um único olho, sonolento e vendo tudo meio embaçado.

– Hm...?

– Hyung – a pessoa insiste e sinto meus ombros sendo chacoalhados. – Anda, vamos.

– Jung...kook?

Forço meus olhos a se abrirem uma vez mais e miro-os em direção ao relógio sobre a mesa de cabeceira. Arregalo-os no mesmo instante ao ver o horário “ 2:00 a.m ” no visor digital.

– Levanta, Hyung, anda.

– Levantar?! – esse menino ficou louco? Olha a minha cara de quem vai levantar duas horas da madrugada! Ah, eu mereço mesmo.

Bufo e afundo-me mais na cama, enterrando meu rosto no travesseiro e arrancando um riso baixo e contido do Maknae.

Logo sinto seu toque quente na parte detrás da minha panturrilha, escorrendo lentamente para cima e pelo interior da perna, eletrizando-me. Subindo e subindo, chegando na minha coxa e...

– Yah – digo e encaro-o pelo canto do olho. – Isso é abuso. Me sinto violado.

Kook sorri e só agora noto que ele usava uma touca vermelha, juntamente com jeans escuros rasgados, blusa negra e um casaco quadriculado vermelho e preto. Uma pequena mala estava no pé da cama.

– Que isso? – digo e fico sentado lentamente, endireitando minhas costas e procurando livrar-me do sono, claramente não tendo muito sucesso. – Vai fugir?

Nós vamos.

– Que absurdo – digo e coço os olhos, com sono. – Desde quando você ficou tão rebelde?

Kook começa a rir e cobre a boca para abafar o som.

– É sua puberdade chegando? – ironizo e recebo um soco leve no braço.

– Anda – ele diz e me puxa da cama. – Vá se vestir, eu tenho uma surpresa.

Dou mais uma olhada para o relógio e suspiro.

– Precisa... mesmo ser duas da manhã? – tento uma última vez. – Não podemos fazer em outro horário? Que tal no sábado? O meu-

Shh! – Jungkook diz e cobre minha boca com sua mão. – Quer acordar a casa inteira? Anda, Hyung.

Ele me puxa para fora da cama e suspiro. Vou direto no seu guarda-roupa, pegando a calça que usei ontem e uma blusa de mangas compridas minha que ficava lá.

Arranquei a roupa ali mesmo, atirando as peças no chão e vestindo as outras com preguiça.

– Aonde vamos? – pergunto enquanto passava minha cabeça pela blusa azul e furto um casaco do maknae, enfiando meus braços dentro da jaqueta.

– Segredo – Kook diz depois de ter apreciado todo o meu strip-tease sonolento.

Esse menino era todo sorrisos, enquanto eu batia minha testa em todos os cantos, ainda zombizando.

– Segredo... – repito baixinho enquanto saímos da casa, fechando a porta do quarto dele antes de nos enfiarmos dentro das ruas frias e desertas de Seul.

Meu Deus...  


Notas Finais


okay, o que eu vou dizer agora não tem nada haver com a fic, é mais um desabafo pessoal mesmo.
Por ser lerdinha e detestar o twitter, eu fiquei sabendo só antes de ontem sobre o RIDÍCULO do "break wings project". E... me deixou bem triste, porque não é preciso ser uma Army pra saber o quanto o BTS - de uma pequena indústria - ralou muito pra chegar aonde está e kpop não deveria ser essa briguinha ridícula entre fandoms. Só queria mesmo dizer que esse ódio todo é sem motivos e completamente infantil... e que precisamos dar forças aos nossos OPPAS! <3
Agora mais do que nunca ^^
beijãao no core gente e, ah, descupa pelo capítulo paradinho :3


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