História Até que Aliens e Coelhos combinam - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jungkook, Suga, V
Tags Taekook, Vkook, Vmin
Exibições 272
Palavras 2.258
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OEEEEE!!


Alguém ainda se lembra do que tá acontecendo? KKKKK


Obrigada gente e.... boa leitura ^^

Capítulo 22 - Como se nada houvesse acontecido


– É a palavra do seu melhor amigo contra a minha... em quem você iria acreditar? – sua voz, apesar de trêmula e macia, rasgava-me como navalha.

Estreito os olhos, sentindo a garganta arder ao segurar o choro que ameaçava emergir. A garota rapidamente se estica e agarra o meu pulso, sequer me dá tempo de pensar antes de implorar com olhos brilhantes e vermelhos pelas lágrimas.

– Tae eu... sempre estive com medo de contar isso para alguém – ela aperta os lábios com força e sua bochecha vermelha e inchada parece destacar-se. – Tanto, tanto medo. E, agora que você é testemunha, você viu, eu quero ir na delegacia. Por favor, me ajude.

Delegacia?! Do que ela está falando? Isso é brincadeira, certo?

Meus olhos varreram desesperadamente seu rosto, sem saber ao certo o que buscava, mas não encontrou. O frio consumia-me cada vez mais, rondando-me como um mau agouro e rasgando vinhas cruéis em meu interior.

Trinquei os dentes com força ao imaginar Jungkook sendo preso numa cela. O meu Jungkook. O mesmo garoto que me acordou no meio da noite porque queria viajar, que vivia imortalizando o que podia numa câmera fotográfica, que foi atrás de mim numa floresta desespero e preocupado.

Mas ele não foi quem eu vi hoje. Que sorriu e quase... sabe-se lá Deus o que ele pretendia fazer com a Sunny.

“ U-uma vez disse no meu ouvido que bastaria você se afastar que ele faria o que quisesse. ” – a voz de Sun Hee ecoava em minha mente, tal como seus soluços altos e trêmulos.

Mas isto é o certo, né?

Jeon Jungkook...

Recordei-me da viagem ao Japão, quando puxei-o pelo pulso e arrastei-o de volta para o quarto. Na hora eu estava furioso pelas suas atitudes, enquanto a razão para minha raiva estava radiante e leve, mais do que feliz com meu ciúme infantil – “Estou ouvindo – ele disse ternamente, segurando minhas mãos. – Continua, Taehyungie, estou ouvindo...”

Meu corpo teve um espasmo forte enquanto o sorriso adorável e amável de Jungkook queimava minha mente, e Sun Hee me segurou com mais força. O mundo voltou ao foco, deixando a lembrança afundar-se novamente na escuridão da memória.

– Tae? – Sunny chama baixo e tremulamente, mas eu não consigo responder, minha garganta parecia entalada com um bolo de cola. – Você vai me ajudar... né?

Minha turva visão focou-se em seu delicado e machucado rosto e, inconscientemente toquei sua bochecha. Como Jungkook pôde fazer algo assim? Ele n-...

“Que bastaria você d-desviar os olhos... que eu deveria tomar cuidado. ”

Apertei os lábios e Sun Hee abriu um mínimo sorriso ao sentir meu toque. Ela inclinou o corpo mais para perto, até que sua cabeça estivesse apoiada em meu ombro e seu pequeno nariz fizesse cócegas em meu pescoço. Seus estreitos e magros ombros tremiam mais suavemente dentro do meu blazer e ela inspirou tremulamente.

Sim, é o certo.

“ Ele sempre fez isso” – sua voz soprou uma última vez na minha caótica mente, antes de esvair-se e eu, enfim, ser imerso no silêncio doentio da enfermaria.

 – Obrigada, Taegu – ela diz e sinto sua mão em meu pescoço, subindo até o meu rosto.

Desço meu olhar enquanto ela ergue lentamente a cabeça, alinhando-nos a curta distância de um palmo. Sun Hee engole em seco e seu toque quente migra da minha bochecha aos meus lábios, acariciando suavemente com o polegar.

– Tae... você está tão frio – ela sussurra e limpa o resquício das minhas lágrimas com ternura. – E tão quieto... muito obrigada – ela diz e aproxima o rosto do meu. – Obrigada por me ajudar apesar de tudo.

Sinto seu hálito quente raspar em meus lábios e seguro a mão delicada que estava em meu rosto.

– Por que ficou na sala?

Sun Hee para e afasta-se um pouco, apenas para fitar-me nos olhos.

– Oi?

– Por que ficou na sala então? – pergunto e cravo meu olhar no seu. – Se Jungkook sempre fez tudo isso, por que não veio comigo?

O choro de Sun Hee termina, não há mais lágrimas e lentamente suas pupilas negras se dilatam, enquanto seu rosto se contorcia em choque.

– Você só foi buscar sua mochila, então por que se sentou e ficou?

Aquilo, uma pequena e vaga esperança ardeu em meu peito e Sun Hee arfou, incrédula.

– Inacreditável.

– Sunny, o que aconteceu naquela sala?

Sua mão livre estalou com força na minha bochecha, ardendo no mesmo instante.

– Você, Kim Taehyung, não passa de um covarde!

                              

 

               

 

No dia seguinte, meu humor estava péssimo. Conseguia sentir cada músculo do meu corpo latejar e gritar de exaustão pela noite em claro, mas fora impossível dormir. Não com a mente tão inquieta; não quando a mesma cena rodava num loop infinito na minha cabeça, tantas e tantas vezes que já estava enlouquecendo. Como se o fato deu ter ido até a casa de Jungkook e ter recebido um “ ele não quer falar com você, TaeTae, sinto muito ” não fosse ruim o suficiente.

As lágrimas sumiram durante a madrugada, e uma carranca de frustração e decepção impregnou-se em meu rosto. O mundo escorria demasiadamente rápido e sem cor e, de alguma forma, isso me dava ainda mais raiva. O fato deu amar aquele garoto ao ponto da minha vida virar de ponta cabeça me deixava puto.

Principalmente porque, no fim, ele mentiu.

Se Jungkook sempre teve Sun Hee como algum objetivo, dez anos de amizade e tudo o que as alianças representavam não significavam nada. Não foram nada pra ele.

Trinquei os dentes com força e reprimi o desejo de enterrar meu punho no armário ao meu lado. Esmurrar aquela mísera porta de metal até esta se dobrar e amassar. E depois de novo, e de novo, parando apenas quando o azul da tinta sumisse sob o sangue do machucado nos nós dos dedos.

Bufei com raiva.

“ Eu te amo, seu idiota”

Cala a boca.

 “ Ainda... parece um sonho. E temo acordar um dia.”    

Cala a boca, caralho!

Pisco os olhos com força e o corredor do colégio toma foco uma vez mais. Vou direto à sala de aula, mas Jungkook não está lá.

Fecho os olhos e ergo a cabeça para o céu, implorando um pouco de paciência para não atirar a carteira inteira pela janela e voltar até a casa daquele coelho imbecil!

Mas eu também sou imbecil.

Eu também fui covarde.

Eu também fugi.

Suspiro e caio pesadamente no meu lugar de sempre, fitando a entrada da sala de aula como se esta fosse um pote gordo de ouro. O anel em meu dedo parecia queimar, quase como se reconhecesse o inferno que tudo aquilo parecia ser. Perguntei-me se o de Jungkook também estava assim, se ele se sentia assim.

Mas eu sabia que não. Se ele de fato me usou, se tudo o que fizemos não passou de um teatrinho pra ele, com toda certeza ele deveria ter se desfeito do seu anel. 

Eu sou o único imbecil que mantenho-o.

Porque talvez eu seja o único entre nós sofrendo por amor.

... Mas isso não faz sentido, certo?.... Certo?!

Estalo a língua e passo brevemente o olhar pela sala, só então notando os cochichos baixos e os rostos contorcidos voltados na minha direção. Não presto atenção no assunto e o olhar reprovador que me lançam só me dá mais motivos para ignorar todos. Então simplesmente franzo o cenho e volto minha atenção à porta, mas Jungkook não vem. Não aparece em nenhuma das aulas e a sala inteira parece imersa em sombras e vozes guturais. Parte delas estavam na minha cabeça, eu sei disso, então mantive meu olhar na janela, no céu azul e limpo de nuvens lá fora.

“ Ficar sempre tão perto de você e fingir ser apenas um amigo... Hyung, você entende? ”

 

 

 

 

Estava prestes a ir embora, seguindo aquela multidão de adolescentes que partia para fora do portão, até que sinto alguém enlaçar meu pescoço e puxar-me para perto e, consequentemente, para longe do rebanho de alunos.

– Tae! – Jimin solta alegre e aninha-me um pouco mais. – Fiquei preocupado, aonde esteve o dia inteiro?

Dou de ombros e os olhos de Jimin se estreitam minimamente enquanto me guiava para um canto familiar ao lado do portão. Conseguia enxergar Yoongi e Hoseok conversando, mas eu realmente não estava na vibe daquilo. Quero ir logo pra casa. Mas antes disso, quero ir na casa de um determinado biscoito e vê-lo, esclarecer as coisas de uma vez, nem que eu tenha que arrombar a porra da porta.

– Minie – digo e congelo meus passos, parando a baleia por consequência. – Eu... sei lá, acho que tô com fome. Depois a gente se fala, pode ser?

– TaeTaehyungie! – ouço Hoseok gritar e sequer preciso vê-lo para saber que esboçava um de seus radiantes sorrisos.

Aperto os lábios e giro o rosto, mas Jimin já começa a empurrar-me de novo em direção ao grupo.

 – Park, eu-...

– Eu sei, eu sei! Dá pra ver essa sua cara de bunda, Tae – Jimin diz e me lança uma piscadela. – Não precisa sorrir ou conversar, apenas nos deixe tentar animar seu dia um pouco... tudo bem?

Fito seus olhos intensos e acabo desejando afundar-me ali apenas um pouco. Suspiro e acabo abrindo um mínimo sorriso.

– Cara de bunda?

– Esse é o espírito! – ele ri e puxa-me para si, até eu estar sentado junto aos outros.

– Ué, cadê o Kook? – Yoongi pergunta inocentemente.

Minha boca amarga e dou de ombros, os dedos alcançando o metal no anelar inconscientemente.

– Há! Esse menino deve estar é dopado na cama, sobrevivendo a uma ressaca – Hoseok diz rindo. – Acreditam que me ligou no meio da noite e ficou enchendo o meu saco pra eu acompanha-lo numa festa? Não duvido nada que tenha ficado a noite inteira na gandaia.

Quase ouço meu maxilar estalar com a pressão que faço e preciso inspirar profunda e lentamente.

– Se bem que nem é surpreendente, né? Afinal estamos falando do nosso coelhinho da playboy, certo?

Jimin estica a perna e chuta o tênis de Hoseok enquanto uma risada seca e curta escapa pelos meus lábios, estes já machucados de tanto mordiscá-los.

Que contraste ein... eu choro a noite inteira, enquanto o outro vai numa festa.

– O que é? Só estou deixando nas entrelinhas que eu deveria ter ido também, ok? Eu estou necessitado de festas, Jiminie!

– Você tá necessitado de um tapa na cara, isso sim – Park responde e Yoongi pousa um braço em seu ombro.

– Ei, vamos com calma – ele diz com um sorrisinho, que cresceu ainda mais quando notou o olhar que Hoseok direcionou à dupla. – Agressividade só na cama, por favor.

Jimin engasgou e ergueu uma única sobrancelha, enquanto Hoseok apenas puxou Suga para si e apertou sua bochecha.

– Repete isso de novo e eu juro que corto sua língua fora.

Hyung! – ouço e o timbre familiar faz meu corpo responder de imediato

Congelo no mesmo instante. Meu músculo tenciona, minhas palmas suam e meu coração ruge no peito e nos tímpanos. Essa voz... Jungkook.

Calor arde e ferve meu corpo frio e sinto minha garganta se apertar e calar-me. Um turbilhão de emoções rasga meu interior e, apesar de toda a revolta e decepção, há saudade. Muita, muita saudade.

Giro rapidamente o rosto na direção do chamado. E lá estava ele, com o cabelo negro desgrenhado e o sorriso brilhante e descontraído. Sua mão toca brevemente algo sob a camisa, mas logo enterra-a na calça e passa reto, parando na frente de outro homem que sorria largamente para o mais novo.

O choque é tamanho que quase dá parar ouvir meu rosto trincar, mas limito-me a franzir o cenho e estudar a dupla, apesar da minha mente ter ficado branca.

Hyung? Ele só me chama de Hyung. Que merda é essa? Quem é esse cara?!

– Ah! Gukkie, teve um bom dia?

Meus olhos escorrem friamente pelo rosto sorridente do “Hyung” enquanto este conversava com o meu biscoito.

Nunca havia visto este homem. De onde essa porra surgiu? Desde quando Jungkook conhece esse cara? Ou melhor, como?

– Ué, pensei que ele estivesse chamando o Taehy por um momento – Yoongi comenta desnecessariamente. – O que houve entre os pombinhos? Brigaram? E ele nem deu um ‘oi’ pra gente, wow, estamos criando essa criança muito mal.

Trinquei os dentes com força, meus olhos não abandonavam a dupla no portão em momento algum. E Jungkook estava bem. Sorria como se nada houvesse acontecido e, entendam, ele não se abre com qualquer um. Como se o fato dele me ignorar completamente não fosse frustrante o suficiente, ele ainda esfrega na cara o meu novo substituto.

Mas então, eu até conseguiria – talvez – controlar minha raiva, se aquele homem não houvesse apertado a bunda do Jeon.

Fico de pé num impulso furioso e o único motivo deu não ter rasgado aquela pífia distância e esmurrado aquele merda foi a bendita mão de Jimin, que agarrou meu pulso com força e puxou-me para trás, mantendo-me parado.

– Tae –  o tom era claramente de aviso.

O inferno que ardia em meus olhos cegava-me e senti minha temperatura aumentar. Cerro as mãos em punhos e a presença de Jimin se esvai aos poucos, principalmente quando Jungkook se desvencilha do toque e sorrisos ainda mais largos escapam do homem ao seu lado.

Ah, mas eu vou matar esse cara.

Jeon revirou os olhos e empurrou a criatura para fora do colégio consigo e algo saltou aos meus olhos: seus dedos lisos. Ele... não usava mais a aliança.

Eu, de fato, estou sendo o único imbecil sofrendo por amor.

Tudo... não significou nada para ele.

Mas veja bem, Kookie, eu estou sem chão.


Notas Finais


DRAMA SIM, PORQUE ME GUSTA MUCHO!
Pois é gente... malz pelo cáp mais ou menos, minha mente não consegue escrever Vkook na sofrência HUE


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