História Atitudes Inconsequentes - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Jeon Jungkook, Jungkook, Kim Taehyung, Kookv, Morte, Sad, Suícidio, Taehyung, Taekook, Vkook
Exibições 95
Palavras 4.921
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Terror e Horror, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu consegui sobreviver e estou postando um capítulo bônus (só para mostrar que estou viva mesmo u.u) o/

Eu não pretendia escrever um segundo capítulo, mas como os leitores queriam continuação com a reação dos meninos... O que eu não faço por vocês?

O capítulo ia sair ontem, mas alguém fez questão de estragar meu dia e eu não consegui escrever ._.

E eu me esforcei MUITO para escrever o capítulo hoje (é o que dá prometer prazos ;^;) porque eu não estava com ânimo nenhum para escrever...

Eu queria agradecer a todos os favoritos e às alminhas que comentaram o capítulo anterior <3 Queria dizer também que suas ameaças estão todas anotadas e vou escrever seus nomes no meu Death Note u-u
Por isso dedico o capítulo às pessoas maravilhosas que comentaram (se não fossem elas não tinha um segundo capítulo e eu podia estar dormindo agora akhskaksmlansj)

E, obviamente, quero agradecer à MINHA esposa, @bangtanhist , por ter divulgado a "one". Só fui descobrir a divulgação hoje e percebi o porquê das views terem subido do nada e-e' Caso alguém ainda não conheça a sua fanfic maravilhosa, pelo amor de Deus, vá ler Murder (irei deixar o link nas notas finais) porque se você leu a minha obra e gostou, você vai amar a fic dela porque é simplesmente perfeita (ela escreve super bem, é perfeita e tal mas é minha e eu não tenciono pedir o divórcio tão cedo, então não me obriguem a usar minhas facas guardadas -u-)

Eu achei que o capítulo ficou mais Vmin do que Vkook, mas gente, é um capítulo bônus para mostrar as reações dos meninos, além disso, com um Taehyung morto não dá pra fazer muita coisa né ~leva pedradas~

Eu acho que estou me esquecendo de algo (para variar né, Tsu), mas se eu me lembrar eu depois volto e edito ~

Boa Leitura <3

Capítulo 2 - Atitudes Inconsequentes - Segundo Capítulo


Atitudes Inconsequentes | Segundo Capítulo | Texto Na Terceira Pessoa

 

| Uma Tortura Chamada Consciência |

 

Abraçou o travesseiro com a força toda que possuía naquele momento - que não era muita, pois andava comendo mal e nem dormia por conta dos pesadelos e da insônia - e inspirou o ar impregnado no tecido até seus pulmões não suportarem mais. Era assim nos últimos dias; qualquer vestígio do cheiro de Taehyung era fortemente inspirado pelas narinas do jovem, como se o mesmo fosse viciado e a fragrância do ex-companheiro fosse sua droga. Fechou os olhos e abafou sua respiração com a almofada, tornando seus soluços quase inaudíveis e encharcando o pano com suas lágrimas. Odiava chorar, preferia usar a dança para soltar o que lhe angustiava, mas ultimamente não tinha vontade sequer de levantar da cama para ir no banheiro, por isso permitia-se chorar no quarto o mais baixo que conseguia. Chorava para tentar fazer desaparecer o sofrimento que sentia e a saudade do amigo, porém tudo o que conseguia era dores de cabeça e um estado ainda mais lamentável, se isso era possível.

 

– Não vai comer nada? – Ouviu a voz de Jin perto de si e sentiu o mais velho acariciar seu cabelo.

 

Era grato pelos companheiros de grupo se preocuparem com ele, mas, ao mesmo tempo, achava toda aquela preocupação desnecessária. Todos ali estavam sofrendo, isso era inegável, e todos ali mereciam expor seus sentimentos verdadeiros sem se preocuparem com os demais. Contudo, não era isso que acontecia e isso era indignante aos olhos do jovem. Jin era o que mais lhe revoltava, pois o mais velho sentia necessidade de exercer sua função de Hyung e consolar todo mundo, colocando sua dor em último lugar e, para não fazer a situação parecer pior do que é, não chorava nem desabafa à frente dos companheiros. Yoongi era outro que também não se autorizava a apresentar fraqueza à frente dos mais novos do grupo e tentava encarar o problema mantendo sua postura indiferente e insensível, como se não se preocupasse com o que estava acontencendo. Isso enfurecia o jovem, pelo simples motivo de não gostar de ver seus Hyungs sofrendo pelo ocorrido e ainda ter que sofrer em prol do resto do Bangtan, escondendo suas verdadeiras emoções.

 

– Tem que comer… – Jin avisou, parando de mexer nos cabelos do amigo e se ajoelhando. – Vamos, Jimin…

 

– Me deixe, Hyung. – Respondeu abafado, já que não afastou seu rosto do travesseiro.

 

– Está tentando morrer com falta de ar, é? – Hoseok apareceu no quarto e pegou no travesseiro, pousando ele na cama de cima do beliche. – Jimin, venha comer algo. Faz mais de vinte e quatro horas que não come nem bebe nada! Se continuar assim… Aish! Eu vou ter que te arrastar e te obrigar a comer!

 

– Hoseok, sua energia não é bem vinda. – Jimin cuspiu, se sentando na cama e encarando a parede à sua frente.

 

– O quarto também é meu, Jimin! E, sinceramente, há quantos dias não toma banho? Está fedendo! – O Jung não mediu as palavras nem tentou ser compreensivo.

 

– Hoseok, aqui. – Jin chamou com a mão e o mais novo se abaixou, permitindo que o Kim cheirasse seu hálito. – Você está bêbado.

 

– Não estou. Eu bebi, mas não o suficiente para ficar bêbado, Hyung! Eu… – Se defendeu, voltando à postura ereta.

 

– Não me interessa se está ou não, seu humor e sua energia estão me incomodando. – Jimin interrompeu, revirando os olhos e se levantando.

 

Hoseok abriu a boca para responder à ausência de educação do mais novo, mas desistiu ao perceber o olhar que Jin lhe lançara, olhar esse que pedia claramente para, dessa vez, deixar passar o desrespeito do colega. Ambos sabiam que Jimin era, sem dúvida alguma, o que mais estava sofrendo com a morte de Taehyung, por isso julgavam seus comportamentos e atitudes como… Compreensíveis até certo ponto. Obviamente isso não lhe dava o direito de ser rude com os restantes Hyungs, porém todos sabiam que quando Jimin superar irá se redimir e pedir desculpas pelas suas atitudes inconsequentes.

 

– Vai comer algo? – Jin questionou, esperançoso de obter uma resposta positiva.

 

– Vou beber um pouco de água. – O Park respondeu, sem sequer olhar na cara do Hyung.

 

– Sabe que não sobrevive só com água, né? Nem os peixes sobreviv… Ai, Hyung! – Hoseok se queixara quando seu braço fora beliscado pelo mais velho. – Já me calei. Não há liberdade de expressão no dormitório, cruzes.

 

– Hoseok, faça um favor para todos e vá tomar um banho gelado. – Jin empurrou o mais novo para dentro do banheiro e o trancou no cômodo.

 

Jimin suspirou ao assistir aquela cena que, aos olhos dele, era desnecessária e extremamente deprimente. Com a morte do companheiro, Jin ainda tinha que se preocupar em controlar Hoseok, visto que o mesmo não resistira à bebida? Entendia, porém não aceitava. Concordava que cada um devia libertar seu sofrimento da maneira que queria, seja ela gritando, quebrando os móveis ou chorando no quarto, mas discordava da ideia de ter que aguentar um Hoseok bêbado. Sua maneira de sofrer pela perda não interferia com a dos seus companheiros e, como tal, a de seus companheiros não tinha que interferir com a sua, simples.

 

Entrou na cozinha e procurou um copo, não percebendo a presença de Jungkook no cômodo - andava tão perdido nos seus pensamentos que não reparava em nada - lhe encarando de cima abaixo, provavelmente analisando seu estado lamentável. Não, Jimin não culpava Jungkook de nada do que acontecera. Não era idiota ao ponto de o fazer. Sabia que seu amigo não tinha causado o problema intencionalmente, o mesmo nem sabia da gravidade das consequências que a situação teria. Não tinha porque ficar incriminando ou procurando um culpado, pois isso não ia trazer Kim Taehyung de volta. Além disso, Jungkook era apenas uma criança… Não tinha que carregar o peso da morte de alguém nos ombros, mesmo que tenha contribuindo, sem saber, para tal.

 

– Hyung… – Jungkook chamou, fazendo Jimin perceber que não estava sozinho na cozinha. – Quer sair?

 

– Sair? – O Park repetiu, não entendendo onde o amigo queria chegar. – Para onde?

 

– Não sei, apenas sair. Preciso deixar o dormitório durante algumas horas. – Justificou, oferecendo a garrafa de água ao mais velho.

 

– Vá sozinho. – Jimin foi curto na sua resposta. Pegou o que Jungkook lhe estava oferecendo sem olhar na cara do mesmo.

 

– Está com raiva… De mim? – O Jeon indagou, tentando obter um olhar do Hyung, sem sucesso.

 

– Não, eu só não estou com vontade de sair.

 

Não, Jimin não estava mentindo. Ele realmente não sentia raiva do dongsaeng, contudo ele era a última pessoa com quem Jimin queria passar tempo. Por quê? Simples, Jungkook era o que mais fazia lembrar Taehyung e era, até certo ponto, horrível ver a imagem do ex-melhor amigo cada vez que olhava para a cara do Maknae. Óbvio que Jungkook não tinha culpa disso, o mais novo não podia simplesmente trocar de rosto e personalidade, porém, até Jimin superar a perda de Taehyung, o melhor era se afastar do Jeon. No entanto, não queria gerar discórdia nem mal entendidos, por isso deixou bem claro como estava se sentindo.

 

– Eu só estou cansado e ainda não estou bem com tudo isso, entende? Mas eu não estou com raiva de você.

 

Olhou para o rosto do Maknae, mas não retribuiu o sorriso triste que o mesmo lhe lançara. Optou por apenas suspirar e voltar para o quarto, se enrolando nos lençóis da cama de Taehyung enquanto repousava a cabeça no travesseiro do ex-companheiro. Aquilo era tortura? Sim, era. Jimin descobrira que era masoquista, pois, apesar de estar sofrendo com a situação, ainda buscava o cheiro ou qualquer outra coisa que mantivesse a presença de Taehyung viva, como se ignorasse o fato que o amigo nunca mais voltaria para junto deles. Sabia que jamais voltaria a admirar o sorriso quadrado do amigo, porém, uma parte de si, se recusava a aceitar essa ideia. Se recusava a aceitar que Taehyung estava morto, mantendo inúteis esperanças de ainda ouvir a voz escandalosa do Kim.

 

“Quanto tempo vai demorar para voltar, Taehyung?”, pensou, fechando os olhos e se obrigando a adormecer.

 

[.....]

 

– Vamos Hyung! Eu sei que você também quer, então por que não aceita? – Jungkook percorria o dormitório todo seguindo o mais velho por todo o lado.

 

– Não, Jungkook! Eu tenho consciência que somos figuras públicas, imagina se acontece algo e denegrimos nossa imagem? Além disso, não damos as caras no twitter há mais de três dias, nossas fãs devem estar nos espiando e esperando a gente colocar o pé fora de casa para nos "atacarem". – Explicou, se sentando no chão e encostando as costas na parede gelada da sala.

 

– Fãs… – Hoseok repetiu com tom de ironia na voz. – Predadores, isso sim.

 

– Não fale mal dos Armys. – Namjoon repreendeu, lançando um olhar mortal para o companheiro.

 

– Não! – Hoseok abanou a cabeça para os lados, negando. – Eu não estou falando das Armys! Estou falando das garotas que me atacaram no mercado quando eu fui comprar cerveja! Só faltava rasgarem minha roupa!

 

– Tem cerveja? – Jungkook perguntou, já dando meia volta e se preparando para ir até à cozinha.

 

– Tinha. – O Jung exibiu um sorriso amarelo. – Mas, Jungkookie, se o líder não quer ir beber com você, eu estou disponível! É só me chamar!

 

– Ah não… – Namjoon revirou os olhos e estapeou a própria testa.

 

– Ótimo Hyung! Vamos? – Jungkook propôs, já estando perto da porta de saída.

 

– Não! Não, não, não! Não vou deixar você e o Hoseok se embebedarem sozinhos! Hoseok, você fica em casa, já bebeu demais hoje. Jungkook… – O Kim encarou o dongsaeng e suspirou, percebendo que o Jeon não ia desistir da ideia de beber para esquecer tão cedo. – Vamos.

 

Saíram do apartamento tentando manter a máxima discrição possível para não chamar a atenção de possíveis fãs sansaeng, como se fossem criminosos fugindo da polícia após cometer um assalto. Ainda ninguém sabia da morte de Taehyung, assim como ninguém sabia do namoro de Jungkook, pois o mesmo cancelou a coletiva de imprensa visto que não se encontrava em condições para aparecer publicamente, e os fãs estavam preocupados pois fazia três dias que nenhum deles se manifestava no twitter ou no fancafe. Eles não tinham culpa de não estarem recuperados para postar algo divertido ou de estarem perdidos e não conseguirem fingir que está tudo bem. Não queriam nem imaginar a reação do fandom quando descobrir que Bangtan já não é composto por sete membros, mas sim seis. A empresa aconselhou eles a não revelarem já a notícia e esperarem superar a perda de Taehyung para depois estarem em condições de dar apoio e suporte aos fãs. Só desejavam que ninguém descobrisse o segredo antes da BigHit comunicar oficialmente.

 

– Como? – Jungkook iniciou um diálogo, apressando os passos para ficar à frente do mais velho. – Como consegue lidar com a situação tão bem, Hyung?

 

– Eu sou o líder, eu tenho que me manter em pé mesmo quando todos os outros caem. – Namjoon sussurrou, colocando as mãos nos bolsos do casaco.

 

– Você não está com medo?

 

Namjoon engoliu em seco ao ouvir a pergunta. Sim, ele estava com medo, estava com muito medo. Tinha receio do que os fãs vão dizer, das notícias que vão espalhar por aí, da imagem que o grupo vai adquirir, das piadinhas que vão ter que ouvir, dos ataques de outros grupos que estão por vir… Tinha receio disso tudo, mas o seu maior medo era não ser capaz de proteger os membros do Bangtan. Não queria que eles sofressem mais do que já estão sofrendo e irá fazer de tudo para isso não acontecer, mas sabe que sozinho ele não será capaz disso. Ele não conseguirá, por mais queira, contornar a situação de modo a que a mesma não seja um choque para toda a Coreia.

 

– Não. – Mentiu, dando de ombros, e Jungkook parou de caminhar. – Que foi? Por que parou?

 

– Como você não tem medo? Ainda não percebeu a gravidade da situação, Hyung? Eu… Sou um assassino! – O Jeon levantou a voz, porém se certificou antes que ninguém estivesse ouvindo os dois.

 

– O quê? – O líder arregalou os olhos e deixou seu queixo cair.

 

Então Jungkook estava se referindo ao fato de ele ser o culpado - na cabeça dele - da morte de Taehyung? Ele estava perguntando se seu Hyung não tinha medo de si? Ele se via como um assassino e esperava que seus Hyungs se afastassem dele?

 

Namjoon soltou um longo suspiro e deixou que a expressão de surpresa abandonasse seu rosto, dando lugar a um sorriso amigável e compreensivo. Caminhou lentamente até onde seu dongsaeng estava e acariciou os cabelos do mais baixo, soltando um riso baixo como se o mesmo significasse que estava tudo bem. E, de repente, sentiu seu corpo ser puxado e Jungkook o abraçar com toda a força que possuía, como se o menor fosse uma criança que estava prestes a entrar na escola no seu primeiro dia de aulas e não quisesse isso. Apesar de surpreso, Namjoon correspondeu ao abraço quando ouviu os soluços do Maknae e sentiu o corpo do mesmo tremer.

 

– Calma, vai ficar tudo bem.

 

– Eu não queria que ele… Que ele… Eu não queria… – O Jeon não conseguia completar a frase por conta do nó na sua garganta.

 

– Eu sei, você não tem culpa de nada. – Namjoon bateu levemente nas costas do amigo.

 

– Por que ele não veio falar comigo? Eu preferia que ele tivesse me batido até eu não conseguir me reconhecer mais! – Jungkook exclamou, apertando o tecido do casaco do maior com força.

 

– Você não irá conseguir entender… Ele gostava muito de você, Jungkook.

 

– Eu sinto falta dele, Hyung! Eu quero que ele volte! Ele não podia ter feito isso comigo! Eu abdico de tudo, eu deixo a Suhowi, faço tudo para que ele volte! Eu só quero que… Eu só quero que ele volte…

 

| Um Labirinto Chamado Lembranças |

 

– Kim Taehyung! Não acredito que você roubou meu pudim! Eu estava guardando ele para comer hoje! – Jungkook gritou, abrindo a porta do quarto do Hyung e encontrando o mesmo deitado na cama, saboreando seu pudim.

 

– Ahn?

 

– Me dê! – O Jeon apontou para a sobremesa na mão do mais velho.

 

– Não! É meu! – Taehyung gritou de volta, recolhendo o pudim como se estivesse o protegendo.

 

– Não é! É meu! Eu tinha colocado ele atrás do leite para ninguém ver e comer! Mas… Você tinha que comer né? É sempre assim! Pare de comer minhas coisas! – Jungkook se aproximou da cama do Kim e o mesmo começou a chutar o ar. – Me dê!

 

– Não! Achado não é roubado! Além disso, eu não sabia que era seu! – O mais velho se defendeu, negando obedecer às ordens que lhe eram dadas.

 

– Eu fui o único que não comeu sobremesa ontem! Pare de inventar desculpas!

 

– Eu pensava que não tinha comido para não engordar mais! Eu te fiz um favor, assim você não fica obeso! – Taehyung chutou a barriga do amigo sem muita força.

 

– Como? Acabou de me chamar gordo, foi isso? – O Maknae perguntou, recebendo um aceno positivo. – Repita isso que eu vou te fazer comer até a colher.

 

– Isso significa que eu posso comer o pudim? – O Kim questionou, mostrando a frasco já quase vazio.

 

– Já o comeu quase todo!

 

– Aham… E estava delicioso! Sério, você devia ter comido antes de eu achar, nunca comi um pudim tão bom na minha vida, Jungkookie! – O mais velho provocou, comendo o resto do pudim de uma só vez.

 

– Hyung, vai ter troco! Eu vou me vingar! – Ameaçou, saindo do quarto consumido pela raiva.

 

– Fico à espera! – Soltou uma última provocação e deixou uma gargalhada escapar.

 

[.....]

 

– Jungkookie… – Taehyung choramingou, tentando colocar a cabeça no ombro do amigo.

 

– Que foi, Hyung? – O mais novo fingiu não saber o que estava acontecendo.

 

– Você sabe bem o que foi! Deixe de ser tão mau para seu Hyung! – Pediu ao sentir sua cabeça ser afastada.

 

– Só estou me vingando, Hyung. É isso que você quer? – Jungkook abanou a revista em frente aos olhos do Kim, que tentou pegar na mesma, falhando. – É uma pena…

 

– Jungkookie… Eu preciso saber o que o Ryuto vai fazer com a Techika-san!

 

– Ahn… Ele vai colocar chiclete na mochila dela e depois vai buscar um sapo para…

 

– NÃO CONTE!! – Gritou, tapando os ouvidos com as mãos e deixando seu corpo cair no chão.

 

– Mas não queria saber, Hyung? – O Maknae perguntou, exibindo um sorriso vitorioso.

 

– Eu quero ler… – Murmurou, agarrando seus joelhos e formando uma bolinha.

 

– Compre o mangá para você. Esse aqui é meu e eu não vou te emprestar.

 

– Por quê? Foi porque eu comi seu pudim? Desculpa, Jungkookie, eu vou comprar vinte para você! Não, cinquenta! Eu compro cinquenta para você! – Exclamou, se levantando e colocando as mãos nos ombros do mais alto. – Por favooooor.

 

– Hyung… – Jungkook sorriu e os olhos de Taehyung brilharam esperançosos. – Eu não vou deixar você ler!

 

– Mas por quê? Eu já pedi desculpa e já disse que ia compr…

 

– Me chamou de gordo! – Interrompeu, lançando um olhar mortal para o companheiro.

 

– Mas é verd… Mentira. Me desculpa, Jungkookie.

 

– Nunca. – O mais alto respondeu, voltando sua atenção para o mangá. – Ah, a Chiaru vai morrer.

 

– Por quê?!

 

– Compre o mangá e descubra. – Jungkook sorriu e continuou sua leitura.

 

– Que pessoa ruim, Jeon Jungkook. – Acusou, fazendo uma careta e fingindo chorar, mas recebeu o silêncio como resposta.

 

[.....]

 

– Sai de cima de mim, seu gordo! – Jimin reclamou, enquanto empurrava Taehyung para longe.

 

– Me ensina, Hyung! – Taehyung pedia, sacudindo os ombros do seu melhor amigo.

 

– Deixa de ser chato, Tae! – Jimin exclamou, sentindo seu almoço dançando em seu estômago. – O Jungkookie também sabe, vá pedir a ele para te ensinar.

 

– Mas eu quero que você me ensine, não ele!

 

– Ei, por que eu não posso ensinar? – Jungkook se intrometeu na conversa para se defender.

 

– Ninguém falou com você, criança! – Taehyung rebateu, voltando sua atenção para o mais baixo. – Jiminnie, me ensina!

 

– Ainda está com raiva por causa do mangá? – Jungkook perguntou, mas fora ignorado.

 

– Jimin, podia me ajudar com um passo? – Namjoon pediu e, rapidamente, Jimin saiu da beira do amigo para ir ajudar o líder.

 

– Traidor! – Taehyung acusou, cruzando os braços e se sentando numa cadeira.

 

– Não me vai pedir para te ensinar? – O Jeon questionou, sorrindo para o Kim.

 

– Não.

 

– Não quer aprender o passo?

 

– Não.

 

– Não vai falar comigo?

 

– Não.

 

– Mas está falando.

 

– Pare! Que insuportável! – Taehyung inspirou o ar com força e olhou para o companheiro com ódio.

 

– Você está com raiva?

 

– Sim!

 

– Por quê? – Jungkook perguntou, se divertindo ao ver o rosto do amigo ficar em diferentes tons de vermelho por causa da ira.

 

– Jungkook… – Sussurrou de forma ameaçadora.

 

– Meu nome. Quer que eu pare de falar com você, Hyung?

 

– Irritante! – Xingou, cruzando os braços e olhando para o teto.

 

– Não respondeu… Isso quer dizer que não?

 

[.....]

 

– Hyung! – Jungkook repreendeu, ao sentir uma respiração quente bater na sua nuca. – Sua cama fica no quarto ao lado!

 

– Mas o Hoseok ronca muito e eu não consigo dormir… – Taehyung justificou, não se afastando do pescoço do Maknae.

 

– Então coloca suas meias na boca dele! Minha cama é só minha!

 

– É uma boa ideia, sabe? Deixa de ser egoísta, até parece que não te ensinamos a partilhar! Além disso, o seu quarto é mais quente e sua cama é ótima! – Taehyung se acomodou melhor, dando a entender que não ia sair dali tão cedo.

 

– Hyung… Você já namorou? – Jungkook questionou, se virando para poder encarar a face do mais baixo.

 

– Hum… Sim, eu já contei para vocês sobre minha ex. – O Kim relembrou, arqueando uma sobrancelha.

 

– E depois dela, você não ficou com mais ninguém? Digo, depois de entrar no Bangtan.

 

– Isso é um pouco pessoal, Jungkookie… Eu tive alguns casos no início, mas nada sério. Sabe… Nossas vidas não nos permitem ter namoradas nem outros relacionamentos parecidos. Mas por quê o interesse?

 

– Nada… – O Maknae virou seu corpo, de maneira a que ficasse de barriga para cima, e encarou o teto.

 

– Seus hormônios, é isso? – O Kim indagou, observando o rosto do companheiro se enrubescer.

 

– Não.

 

– Me conta o motivo então!

 

– Não tem motivo! – Mentiu, virando as costas para o Hyung e fechando os olhos com força.

 

– Não minta! E não vire as costas para mim! – Taehyung tentou usar a força para virar Jungkook, mas não conseguiu. – Está mesmo gordo e pesado...

 

– Não estou mentindo! E eu não estou gordo! Você é que não tem força nenhuma!

 

– Está interessado em alguém? – Taehyung ignorou os ataques do mais novo e focou apenas na parte da conversa que lhe interessava.

 

– N-Não.

 

– Gaguejou! – Acusou, elevando a voz e se sentando na cama para poder encarar o mais novo.

 

– Mentira! E fala mais baixo ou Namjoon Hyung vai acordar, idiota!

 

– Gaguejou sim! Me conta quem é ela! – Taehyung ignorou por completo o pedido do companheiro e manteve o mesmo tom de voz.

 

– Não tem ninguém! Se o Hyung acordar ele vai te expulsar! – Avisou, se sentando na cama também.

 

– Jura que não está mentindo para mim e que realmente não há nenhuma garota envolvida!

 

– Hyung… – Sussurrou, mordendo o lábio e contorcendo os dedos dos pés.

 

– Eu sabia! – Gritou, recebendo um tapa na cabeça. – Aish!

 

– Eu já falei que não tem ning…

 

– Jungkookie está me trocando por uma garota… – Taehyung fingiu chorar, tapando o rosto com as mãos. – Por quê Jungkookie? Eu nunca te dei motivos para me troc.. Foi o pudim, não foi?! Você ainda está bravo por eu ter comido seu pudim?

 

– Ah, então você admite que o pudim era meu, Hyung?! – O Jeon questionou, sorrindo com a declaração de posse indireta.

 

– Quem? Eu? Nunca disse isso! – O mais velho olhou para os lados e recebeu um soco no ombro. – Por que me bateu?

 

– Não foi com força Hyung! – O Maknae se defendeu e revirou os olhos.

 

– Está querendo me ver irritado, Jeon Jungkook?

 

– O que vai fazer Hyung? Eu não tenho me.. Ahahah, pare Hyung! N-Namjoon… Ahahah… Ele vai… Ahahaha… Hyung! – Jungkook tentava conter as gargalhadas altas para não acordar os restantes companheiros, mas era quase impossível. – P-Pare....

 

– Quem é? – Taehyung questionou, continuando com sua tortura.

 

– D-Do que… Ahaha… Está fala… Ahahahaha… Falando?

 

– A pessoa em quem está interessado e me trocou.

 

– Eu não te troquei! – Exclamou e Taehyung parou com de fazer cócegas. – Eu já disse que não tem ninguém, pode confiar em mim?

 

– Mas…

 

– Acha que estou mentindo, Hyung? Confie em mim, por favor! – O mais novo pediu, olhando profundamente para o jovem à sua frente.

 

– Tudo bem… Eu confio em você. – Pronunciou calmamente, vendo a expressão no rosto do dongsaeng se suavizar e o mesmo voltar a deitar. – Posso dormir aqui?

 

– Faça como quiser. – Jungkook não conteve um longo suspiro, suspiro esse que se repetiu quando sentiu o colchão se afundar ainda mais.

 

– Boa noite, Jungkookie. Durma bem e sonhe com um mundo cheio de pudins!

 

| Uma Solução Chamada Permissão |

 

– Tem a certeza que está preparado para entrar aí, Jimin? – Yoongi questionou, colocando uma mão no ombro do amigo e recebendo um aceno positivo. – Nós podemos voltar outro dia.

 

– Eu estou bem, Yoongi Hyung, não se preocupe comigo. – O mais baixo respondeu, forçando um sorriso e desviando o olhar. – Jungkookie?

 

– Eu também estou bem, Hyung. Vamos? – O Maknae encarou todos, esperando uma resposta positiva.

 

– E se algum morto sair do caixão e…

 

– Cala a boca, Hoseok. Cada vez que fala só sai merda. – Yoongi interrompeu a frase do companheiro, não deixando o mesmo completar a sua ideia absurda.

 

– Por que todos vocês brigam comigo?! – Hoseok questionou, mas fora ignorado pelos demais.

 

Os seis caminhavam calmamente, hesitando dar alguns passos à medida que se aproximavam do lugar onde o se encontrava o corpo de Taehyung. Namjoon foi o primeiro a encontrar o túmulo e a cumprimentar o amigo, sendo seguido do restante Bangtan. Todos se entreolharam entre si, esperando algum deles tomar a iniciativa e realizar o motivo pelo qual se encontravam ali.

 

– Então… – Hoseok começou, vendo que ninguém estava disposto a ser o primeiro. – Mesmo não estando mais com a gente, Taehyung, continua dando trabalho, sabia? Sei que não fez por mal, mas quem vai ter que solucionar seus problemas agora somos nós! Além disso, eu me lembro que eu te emprestei dinheiro e não me devolveu!

 

– Hoseok! – Jimin repreendeu e o mais velho suspirou.

 

– Mas está tudo bem, nós sempre fomos uma família e vamos continuar sendo. Seus problemas são os nossos problemas, eu acho que te disse isso uma vez. Só tente nos ajudar, mesmo não estando presente fisicamente, ok? Vamos enfrentar uma grande tempestade agora, não nos abandone. – O Jung beijou a gérbera vermelha que carregava nas mãos e depositou em cima da campa.

 

– Eu preciso discursar? – Yoongi perguntou, recebendo olhares mortais e, temendo pela próxima pessoa a vir parar no cemitério ser ele, pigarreou. – Você era uma criança muito irritante, mas eu tenho que admitir… Sinto falta de perder a paciência e gritar com você Taehyung.

 

– O melhor discurso que já ouvi na minha vida. – Hoseok ironizou, observando o companheiro colocar uma magnólia perto da pedra com o nome do amigo gravado.

 

– Taehyung, quero que saiba desde já que o grupo não vai ser o mesmo sem você e que todos sentimos a sua falta. Apesar de todos os erros que cometeu, continuamos amando você da mesma maneira e não guardamos rancor de nada. É evidente que queríamos poder trazer nosso companheiro de volta, mas, infelizmente, isso não é possível. Ah, eu estou escrevendo a música que tanto me pedia para compor, lembra? Quando terminar, eu prometo, será a primeira pessoa a ouvi-la. Sabe… Parece que consigo ouvir sua risada dentro da minha cabeça. Às vezes meus cabelos doem e eu penso que é você quem os está puxando… Se for isso, pare, eu não quero ficar careca agora. E por último, eu peço desculpa por ter errado com você. Não sei se irá me perdoar, mas eu realmente lamento não ter te ajudado de uma outra forma… Se o fizesse… Talvez tudo teria sido diferente… Me desculpe, Taehyung. – Namjoon beijou a coreopsis antes de pousá-la junto das restantes flores.

 

– Eu podia estar feliz porque agora já não tenho que cozinhar toda a comida em duplicado, ou porque não tenho que arrumar seu quarto e suas roupas. – Jin começou, se ajoelhando e fitando fixamente a fotografia de Taehyung. – Eu gostava de cuidar de você, apesar de ser um garoto que dá trabalho e esgota minha paciência. Vou sentir falta de gritar com você para não fazer besteira… De te aconselhar a fazer as escolhas certas… E, também, de ouvir suas piadinhas sobre minha dança maravilhosa. Aliás, eu prometo que vou aprender a dançar melhor e, inclusive, vou ser melhor dançarino que você! – Quando Jin terminou de proferir sua promessa, todos os presentes soltaram gargalhadas escandalosas. – Parem de rir! Eu estou falando sério!

 

– Certo, Hyung, agora é minha vez. – Jimin anunciou, esperando o mais velho depositar a urze branca em cima do granito. – Queria saber como está meu melhor amigo, Tae. Aí no inferno nossa música faz sucesso? – Soltou um riso anasalado e respirou fundo. – Finalmente eu não vou ter que aguentar suas piadas sem graça sobre minha altura e minha dança, que, aliás, é perfeita e não sei porque reclama dela, só pode ser inveja. Ah, eu também quero te bater muito. Eu fiquei dois dias sem comer a comida maravilhosa do Jin Hyung, sabia? Tudo por sua causa! Também tenho que confessar algo… Agora que já não está aqui não me pode bater… Eu roubei naquele jogo de futebol, no videogame que você comprou no Natal, roubei também seu pacote de batatas fritas com o código vencedor do sorteio de mangás, seu casaco vermelho com o símbolo do Gangwon Fc, sua capinha de celular…

 

– Até a capa de celular? O que você não roubou? – Hoseok indagou e recebera um beliscão de Jungkook. – Sério, qual é o vosso problema comigo?!

 

– Mas… Eu ainda estou me habituando à ideia que meu melhor amigo já não está mais comigo… Eu sinto sua falta, Taehyung… E eu preciso de você aqui comigo… Eu sei que é um desejo egoísta e, infelizmente, incapaz de se realizar, mas… Eu só queria poder ver seu sorriso quadrado uma última vez, ouvir sua voz irritante e… Taehyung, eu... Eu queria... Desculpem, eu não consigo continuar. – Jimin virou costas e se ajoelhou, sendo logo abraçado por Jin sussurrando que estava tudo bem.

 

– Gente, acho melhor eu levá-lo para outro lugar… Yoongi, vem comigo? – Jin convidou, recebendo uma resposta positiva de imediato.

 

– Eu vou também gente! Eu odeio cemitérios e estou com medo que… Já me calei. – Hoseok se interrompeu ao receber olhares nada amigáveis.

 

Jimin se levantou e depositou a camélia branca no túmulo, deixando algumas lágrimas caírem durante o gesto. Fungou e encarou os Hyungs, engolindo o nó que estava se formando na sua garganta e abandonando o cemitério junto deles. Quando Namjoon se preparava para fazer o mesmo, foi interrompido por Jungkook lhe pedindo um último favor, favor esse simples. O Maknae só perguntou se o líder podia entregar uma carta à namorada, Suhowi, e pedir desculpas por ele. Obviamente Namjoon achou um pedido estranho, mas apenas assentiu e pegou o pedaço de papel dobrado, resistindo à curiosidade de perguntar o porquê daquilo, e caminhando para fora do cemitério.

 

– Taehyung… – Jungkook se aproximou da pedra com o nome e fotografia do amigo gravados e colocou o jacinto púrpura em frente à data da morte do Hyung. Se aproximou da fotografia e depositou um beijo sobre a mesma. – Te encontro em breve.


Notas Finais


Eu espero que todos tenham entendido o que o Jungkook quis dizer com aquela última frase kahsksmk
E gente, sério, eu ia matar ele no capítulo, mas acho que já chega de sofrimento. Ele vai morrer? Vai. Como? Como vocês quiserem u-u

As flores têm significados, ok? Não coloquei aquelas flores porque são as únicas que conheço ou assim (até porque eu não conhecia algumas,desculpem minha burrice -u-)

E agora sim, acabou a "one"! Não peçam as reações das Armys gente, por amor a Bangtan e à autora TuT

Hora das divulgações! Se ignorar Jungkook e Taehyung vão puxar seu pé durante a noite! (prevejo gente ignorando só para receberem visitinha deles ç-ç)

Se tem alguém aqui que não foi enviado pela minha marida/esposa, fique com o link de Murder, essa fanfic maravilhosa: https://spiritfanfics.com/historia/murder-6654087

A fanfic (começa com Vkook, não sei como acaba porque eu não tenho vergonha de divulgar fic que ainda não acabei 'u') da minha soulmate que, aliás, é perfeita <3 (não disse se era a história ou a @gabidream7, interpretem como quiserem u-u): https://spiritfanfics.com/historia/malditos-hormonios-5282082

E só porque eu quero, fiquem com a minha recomendação dessa one divina: https://spiritfanfics.com/historia/quer-assistir-um-filme-6418096

Obrigada a quem leu, sinta-se à vontade para deixar um comentário ou ameaça (meu Death Note precisa de mais nomes -u-) e um grande obrigada por terem acompanhado o projeto!

Bye~~


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