História Atração Infernal - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Demônio, Ficção, Gay, Romance
Exibições 21
Palavras 1.809
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi pessoal!
Fiquei bastante tempo sem atualizar, então hoje trouxe mais um capítulo pra vocês. Será o último desse ano. Ajudem compartilhando o link com os amigos, indicando a história, favoritando, comentando, enfim... Toda ajuda é bem vinda! Espero que gostem, e até breve!

Capítulo 17 - Êxtase


A presente situação fez com que eu me sentisse a pessoa mais egoísta do mundo. Eu estava feliz pelo fato de Dave agora poder caminhar sob a luz do sol, mas para ter essa habilidade, outra acabou sendo tirada dele. Mais uma vez eu não sabia o que dizer. Nem o que fazer. Mas Dave sabia, ele sempre sabia a melhor coisa para ser dita ou feita. Sua expressão de irritação logo se abrandou quando ao mesmo tempo ele me envolveu em seu abraço.

_ Não se preocupe, vamos ficar bem. Só preciso ter mais cuidado agora. Nós dois precisamos – Dave falou calmamente, quase num sussurro – Eu cuido de você. Minha promessa ainda está de pé. Sempre estará.

            Meu coração estava levemente acelerado; antes devido à preocupação em saber que seu poder da invisibilidade havia sumido, logo em seguida a preocupação se dissipou dando espaço à agitação comum de todas as vezes que nossos corpos se tocavam. Vestidos ou não.

            Já era noite. Dave não precisava comer, a não ser que quisesse. De qualquer forma, eu estava com fome depois de uma tarde inteira de preocupação e nervosismo. Eu já havia me acostumado a sempre trancar a porta da frente desde que Dave e eu estávamos oficialmente juntos. Naquela época não existia algo com a definição de “namoro”. As pessoas se casavam rapidamente com outras pessoas escolhidas por seus pais ou tutores. Tudo era basicamente interesse econômico. E por pouco, muito pouco eu também não entrei nessa estatística.

            Enquanto passava as trancas na porta, Dave tirava as botas. E em sequência tirava as partes do elegante terno. Paletó, gravata, colete, e a camisa. Era impossível não olhar, por mais que eu tentasse. Era como se uma força invisível forçasse minha visão sempre na direção dele, com o propósito de reparar cada movimento gracioso; e essa mesma força invisível sempre acabava me arrastando direto de encontro a ele.  Cada músculo de seus braços e peito se movimentando por baixo da pele impecável com aquela aparência bronzeada. Nesse momento, ele ergueu o rosto, para me flagrar observando-o. Apreciando cada segundo de um ato tão comum. Mas não era necessário ressaltar que ele não era comum.

            Dave se levantou, caminhando a passos leves e graciosos como os de um gato em minha direção. Nessa hora eu já sabia que meus planos de ir para cozinha estavam arruinados. Meu amante sombrio tinha outra ideia. Uma que eu não conseguiria recusar. Quando enfim ele estava diante de mim, eu já estava grudado ao chão sem conseguir dar um passo. Não havia para onde correr. Agora a única peça de roupa que ele usava era a calça, que em instantes iria para o chão juntamente com as outras peças tiradas. Enquanto sua mão acariciava meu rosto, nossos olhos se encaravam naquela conexão eletrizante que tínhamos. Então, subitamente ele me pegou em seus braços. Eu me assustei, mas logo voltei ao jogo. Ele caminhou até meu quarto – aliás, nosso quarto – onde me colocou na cama.

            Óbvio que naquele momento eu já estava ansioso para o que viria em seguida. Olhando diretamente para mim com aquela expressão maliciosa que me enlouquecia, sem nenhum pudor ele desabotoou a calça e veio pra cima de mim. Eu não conseguia manter minhas mãos sob controle enquanto ele me olhava nos olhos, nossas bocas próximas uma da outra, mas ainda sem se tocar. Era como se pra ele fosse um jogo. Ele era o predador, e eu, claramente a presa.

            Comecei a desabotoar minha própria camisa, mas Dave segurou minhas mãos, afastando as uma da outra e quando pensei que ele mesmo iria desabotoá-la; ele a rasgou. Rápido e certeiro. Eu enlouqueci. Puxei-o para junto de mim. Estávamos colados, e nunca era junto o bastante.

            Mais uma vez tomando a iniciativa, ele arrancou minha calça sem desabotoá-la antes. Em um único puxão, da mesma forma que a camisa. Senti em minha cintura o ardor dos arranhões que esse movimento me causou, e quer saber? Eu estava adorando tudo aquilo. Dave me beijava alternando suas mordidas entre meus lábios, meu pescoço e minhas orelhas. Então eu me virei invertendo nossas posições, desta vez eu quem estava por cima.

            Dave sorriu nesse momento, o que aumentava cada vez mais minha excitação. Eu o beijei, em seguida beijei seu pescoço. Sentindo sua barba curta raspando contra meu rosto, não me contive e desci para seu peito onde deixei várias marcas de unhas e dentes. Ele não resistiu, apenas deixou que eu fizesse o que quisesse. Me permitiu explorar todos os pontos daquela obra de arte que era seu corpo.

            Então ele entrou em ação. Ajoelhado sobre a cama, ele me ergueu da mesma maneira. Mais uma vez estávamos frente a frente. Olhos nos olhos. Com beijos ardentes, brutais e ás vezes insanos; então ele me virou de costas para si. Estávamos em êxtase. Eu sabia o que viria naquele momento, e amei cada minuto daquilo. Nossos movimentos faziam a madeira da cama ranger, mas isso não importava. Nada importava. Era como se o mundo fosse sugado para outro lugar, e só ficássemos nós dois. No vácuo. Em um paraíso escuro só nosso.

            Por momentos de pura excitação ele manteve o ritmo potente e selvagem, mas naquela noite ele ofereceu algo diferente. Algo que eu até então não havia nem ao menos imaginado fazer. Suor escorria em minha pele como gotas de chuva enquanto meu coração pulsava a mil. Dave não suava. Era algo que sempre reparava, certamente devido a sua condição não humana. Ele diminuiu o ritmo até parar, então trouxe novamente meu rosto de volta ao seu. Nos beijamos intensamente, tanto que os lábios chegavam a doer em certos momentos. E aí, o inesperado. Dave inverteu nossas posições.

            Naquele momento eu sabia o que fazer, só não sabia como fazer. Estava completamente entorpecido por ele, como se seu beijo me transmitisse um veneno que fazia com que eu perdesse a noção de tudo. Diante do novo desafio, não hesitei. Dessa vez eu estava atrás dele. Primeiro beijando cada ponto de seu pescoço, depois de suas costas fortes como concreto. E então aconteceu. Eu estava dentro dele. Uma nova onda súbita de calor me inundou. Por vários momentos apreciamos a nova experiência, eu mais do que ele certamente. Então como vulcões em erupção nós explodimos.

            Foi como se toda minha força tivesse sido arrancada de mim naquele momento. Tudo que consegui fazer foi me deitar ofegante, fitando o teto e repassando tudo o que acabara de acontecer em minha mente. Dave se deitou ao meu lado. Quando olhei para ele, ele também estava olhando pra mim com aquele sorriso que transformava meu coração em pó. Ele tinha vários sorrisos; um para quando estava sendo sarcástico, um para quando ria sem achar graça; um para quando estava preocupado, mas não queria demonstrar; tinha também aquele sorriso malicioso de canto de boca que era um convite à perdição, mas o que eu mais gostava era aquele que estava presenciando. Um sorriso terno, que me transmitia um tipo de luz, o que era irônico sendo Dave um demônio. Aquele sorriso poderia fazer qualquer um cometer loucuras sem pensar duas vezes. E o que eu mais gostava de pensar, é que eu era o dono daquele sorriso. Eu me sentia como se fosse dono de uma das estrelas do céu.

            Depois de vários minutos com o corpo inativo, apenas absorvendo e revivendo cada acontecimento daquela noite, eu voltei a mim. Olhei novamente para o lado para ter certeza de que tudo aquilo era real. Dave estava lá. Imóvel. Ergui a mão para tocar sua face novamente, eu estava completamente viciado na sensação de tocá-lo – ou ser tocado por ele – que causava uma confusão de emoções. Calor primeiramente, arrepios, ás vezes um frio na barriga como se eu fosse entrar em queda livre. Mas pensando bem, eu já estava em queda livre desde o momento em que o aceitei em minha vida. E eu amava isso tanto quando amava Dave. Eu sempre acreditei que o amor curasse as pessoas, e realmente curava. Mas no meu caso, ele me deixava insano.

            Levantei para tomar um banho. Estava cansado pelo dia de trabalho, estava faminto e coberto de suor; como se eu tivesse tomado um banho de chuva. Dei mais um beijo em Dave e saí do quarto. Nesse momento, percebi que estava tremendo, senti um tipo de “fraqueza” tomando conta do meu corpo. Parecia que meu peso havia dobrado. Me encostei na parede para tentar retomar meu equilíbrio, mas aquela sensação ruim de que a sala estava girando não passava. Minha visão ficou turva, e depois disso desmaiei.

            Acordei novamente em minha cama, o que deixou tudo ainda mais confuso, pois a última coisa que me lembrava era de estar saindo do quarto. Recobrando os sentidos pouco a pouco, percebi que eu estava limpo. Não só limpo como vestido também. O que estava acontecendo? Eu pensei. A sensação de tontura, a sala “girando”... Então Dave entrou no quarto. Agora ele vestia uma de minhas calças – que ficava um pouco justa nele, na verdade bastante justa – ele trazia consigo uma tigela nas mãos, com o que pelo cheiro, parecia sopa.

_ Peguei uma de suas calças, espero que não se importe. Quis saber a sensação de usar roupas que não sejam as que eu materializo – ele falou sentando-se ao lado da cama.

_ O que aconteceu? – Perguntei a ele, mas já sabendo a resposta.

_ Ouvi um barulho, e quando saí do quarto você estava caído no chão. Então, eu quem devo lhe perguntar. O que aconteceu? O que eu propus foi demais para você?

            Eu nunca soube se aquela pergunta havia sido com boas intenções, ou irônica. Não fiz questão de saber no momento, como também nunca soube o motivo daquele desmaio. Naquele dia, concluímos que havia sido o cansaço, aliado às várias horas que fiquei sem comer. Talvez tenha sido realmente isso.

            Mas o que sem dúvidas ficou gravado em minha memória foi Dave me dando a sopa, enquanto me contava que, ao me encontrar caído no chão, ele mesmo me deu aquele merecido banho, me vestiu e me colocou na cama. Não pude deixar de me lembrar de meu pai, que apesar de nossas diferenças, me criou como pode, sem a ajuda da minha mãe – que ele entregou para ser morta – o fato que realmente importava ali, era que Dave cada dia mais estava revelando uma parte dele que eu jamais esperaria que fosse existir. Ele não estava ali porque eu era o garoto desamparado que o invocou sem ao menos saber, também não estava ali só pelo sexo, pelo amor que ainda nem sabia como ele processava devido a sua natureza demoníaca; ele estava ali acima de tudo para cuidar de mim. Para me proteger. Nesse momento lembrei-me daquele sonho, onde minha mãe me dizia: “Confie nele”.



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