História Atração Mortal - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Undertale
Personagens Alphys, Error Sans, Sans, Toriel, Undyne
Tags Assassinato, Contém Lemon, Deathfic, Drama, Heathers Au, Paperfresh, Paperjam X Fresh, Relacionamento Abusivo, Sanscest, Suícidio
Visualizações 86
Palavras 3.328
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Lemon, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então... olá, eu acho. Sejam bem-vindos à Atração Mortal!
Se vocês não sabem exatamente do que se trata essa fanfic (afinal, o que é aquele "Heathers AU" na sinopse?), essa aqui é uma adaptação do musical "Heathers", que, por sua vez, é uma adaptação do filme cult de mesmo nome (aqui no Brasil, é Atração Mortal; tem no YouTube pra assistir!). Ou seja, vocês verão todos os personagens cantando alegremente de vez em quando (talvez mais vezes quando eles estão bêbados).
A fanfic se passa em 1989, então não estranhem a falta de tecnologia; afinal, não existem celulares como os nossos nessa época, por exemplo. Também tem uns OOC aqui pra conseguir encaixar certinho a personalidade de alguns personagens nos seus lugares (vou tentar deixar no canon o máximo possível, mas é complicado. Principalmente o Fresh, que eu tenho certeza que vai ficar super OOC, infelizmente).
Obrigada, e boa leitura!

Capítulo 1 - Beautiful


“Primeiro de Setembro, 1989.

Não sou uma garotinha de dez anos para ficar dizendo “querido diário”, então não espere que eu diga isso. E nem mesmo um diário isso é. Tá mais pra livro irado de relatos. Aliás, vou chamar isso aqui de LIDR. Mais prático.

Enfim. LIDR: talvez você não saiba disso, mas eu acho que sou uma boa pessoa. Mais ou menos. Eu acho que tem algo de bom em todo mundo, sabe? Aprendi isso com um amigo. Talvez eu te conte dele depois.

Mas… aqui estamos nós. Westerburg Highschool, Senior Year. Eu estudei a vida inteira aqui, sabe? E eu olho em volta, e vejo essa galera que cresceu comigo, e me pergunto o que acontece-”

 

O devaneio de Fresh foi interrompido por um empurrão, e logo a caneta nanquim ficou trêmula, transformando a palavra “aconteceu” numa confusão embaraçada de tinta preta. Junto com o empurrão, ouviu risadas, e alguns xingamentos. “Esquisitão”, “idiota”, “saco de ossos”, entre outros.

Soltou um suspiro. Era exatamente por isso que não gostava de escrever em público, mas enfim. Se eles esbarraram nele “sem querer”, eram idiotas desequilibrados, já que Fresh estava apoiado na parede. Logo voltou a escrever, riscando e reescrevendo a palavra borrada.

 

Tipo… nós éramos tão pequenos, felizes e brilhantes, cara. Qualquer um que olhasse pra nós podia dizer que a gente era, tipo, umas bolinhas de raio de sol fofinhas e apertáveis. A gente ficava, sei lá, brincando de pega-pega o dia todo. A gente cantava, batia palmas, ria, dormia, fazia cookies, comia macarrão… todas essas coisas de criança, sabe?

Acho que, quando a gente cresceu, as coisas se tornaram gatilhos… sei lá, como quando os hunos invadiram Roma, eu acho. Não sei se livros irados de relatos sabem quem são os hunos. Ou o que é Roma. Não quero perder tempo explicando História pra você, sinceramente.

Enfim. Bem-vindo à minha escola, LIDR. Isso aqui não é uma escola normal, pra falar a verdade. É o Thunderdome. Sabe…? Ah, por que diabos eu tô tentando explicar referências nerds pra um livro irado de relatos? Eu acho que vou ficar louco antes do fim do ano.

É… bem, agora é conter a respiração e esperar. A nossa graduação tá perto de acontecer. Como eu sempre digo… a universidade vai ser um paraíso se eu não morrer até Junho! (Se bem que a minha frase é “o Senior Year vai ser maravilhoso se eu não morrer até Junho”, mas vamos relevar.)

Sei lá… eu sinto que, no fundo, isso pode ser lindo. E, mesmo não sendo religioso, eu rezo que as coisas tomem melhor rumo. Afinal… se tanta gente mudou lá atrás, nós podemos mudar de novo. A vida pode ser linda, entende?

Só… não hoje.

 

— Ei, você ‘tá bem? — Fresh deixa o LIDR de lado e chega perto de um garoto, aparentemente ‘geek’, que tinha acabado de ser derrubado no chão. Não foi inesperada sua reação; quando o esqueleto se aproximou para tentar ajudar, foi empurrado e encarado com um olhar que, se fosse uma arma, seria uma metralhadora.

— Sai de perto de mim, nerd — falou com desprezo, quase cuspindo a última palavra, e saiu de perto de Fresh. Ele só deu de ombros e suspirou, pegando novamente o LIDR. Ainda não sabia por que se importava com aquele tipo de gente.

 

Retornando ao meu monólogo (diálogo, se você se considerar uma pessoa): pra ser sincero, isso tudo não importa. As coisas vão melhorar assim que eu receber minha carta de Harvard, Duke ou Brown, ou qualquer uma dessas universidades incríveis que têm por aí. Elas vão me acordar desse coma da Highschool, vão me dar meu diploma, e eu finalmente vou poder explodir essa cidade.

Não que eu vá fazer isso, né. Mas seria divertido, ver todo mundo virando poeirinha. Pena que as cafeterias daqui iriam explodir junto. Eu gosto dos cafés franceses daqui. Acho que eu tentaria salvar esses cafés.

 

Fresh suspira, ouvindo a grosseira voz do linebacker xingando uma garota que entrara na sua frente e havia derramado suco na sua camiseta. Red Sweeney, um dos “populares”; três anos como linebacker, oito anos como destruidor de sonhos (e, pelos rumores, hímenes) de garotinhas inocentes. Fresh tinha um sincero nojo pelo cara, principalmente porque ele iludia, e muito, seu melhor amigo.

Como ser um nojento, com Red — o esqueleto fala baixo e com sarcasmo. Por obra do destino, ou talvez pelo tom de voz ter sido mais alto do que deveria, viu o olhar fuzilante do Sweeney em sua direção, e logo sentiu-se ser levantado pelo colarinho.

— O que você falou, nerd? — sua respiração ficou falha quando viu os olhos avermelhados de Red fumegarem. Fresh dá um sorriso torto, levantando as mãos, como se não tivesse feito nada demais. Sua sorte é que seus óculos escuros cobriam a maior parte do rosto... ou ele teria sido zoado demais por parecer um fracote.

— Aaah, nada, nada! Eu falei “como ser maneiro, com Red”! — exclamou, a voz levemente esganiçada. — D-dá pra me soltar agora? Por favorzinho?

Red estreitou os olhos, ainda desconfiado, e logo solta Fresh. Encarou-o por alguns segundos, obviamente irritado e com vontade de quebrar o crânio daquele nerd colorido de bosta, enquanto o rapaz se encolhia, sentado no chão e trêmulo.

— Eu tô de olho em você, seu merda — resmungou antes de se dirigir ao banheiro pra limpar a mancha de suco de uva da camiseta.

Fresh respira fundo, pondo a mão sobre o peito. Sentia a alma pulsar forte, mandando energia pra todo seu corpo e o enchendo de adrenalina. Ficou ali, sentado e tentando se acalmar. Pelo menos, assim seria ignorado pelo resto das pessoas. Ou zoado. Não é como se ele ligasse, de qualquer forma. Já se acostumara com tudo aquilo.

Bem, pelo menos, ouviu uma voz familiar, e deu um sorriso quando viu uma mão, coberta por uma luva azul sem dedos, ser estendida em sua direção. Reconheceria Blueberry Dunnstock, seu melhor amigo desde a infância, em qualquer lugar.

— Você está bem? — o Dunnstock falou quando o outro se levantou com sua ajuda. — Aconteceu alguma coisa? Alguém te bateu de novo? Ou te zoaram? — a preocupação excessiva de Blue com seu melhor amigo era fofa e reconfortante. Assim, de certa forma, Fresh reconfortava-se em saber que alguém se preocupava com ele. Mesmo que fosse só uma pessoa.

— Relaxa, não foi nada — ele diz com uma risada fraca, se agachando para pegar a mochila e o LIDR, ambos caídos no chão. — Só acabei irritando o seu “pretendente”, e ele me tacou no chão. Não precisa se preocupar.

— Ah... — Blue solta um suspiro, mas logo sorri. — Enfim, bom dia! Preparado pro primeiro dia de aulas?

— Eh, não.                                                                                                                     

— Nem eu, mas fazer o quê? O inferno acabou de começar — ele solta uma risada leve, claramente de bom humor. Como sempre, aliás. Fresh dá um sorriso leve. O sorriso de Blue era contagioso. — Bem... o que você fez pra irritar o Red? Chamou ele de idiota de novo?

— Yeah, mas não era pra ele ter ouvido... tsc. Pelo menos, não quebrou meus óculos.

— Seria a quarta vez — Blue comenta, dando uma risadinha fraca. — Então, mudando de assunto: hoje é nossa noite de filmes lá em casa, certo?

— Exatamente! — Fresh logo fica empolgado. Adorava as noites de filmes com Blue. Era engraçado ver os mesmos filmes românticos e melosos, que o melhor amigo sempre alugava, enquanto discutiam sobre teorias, jogos e afins. E, é claro, a pipoca que a mãe de Blue fazia era sensacional. Era a melhor razão para amar as noites de filmes. — Alugou qual filme dessa vez? Lagoa Azul?

A Princesa Prometida — ele cora levemente, pendendo a cabeça pro lado. — E, antes que você fale, sim, eu já decorei esse filme... o que posso fazer se amo finais felizes e fofinhos?

— E melosos — Fresh acrescenta. — Cara, você tem sorte de ninguém saber que a gente vê esses filmes. Coisa de menininha...

— Nem um pouco sexista — Blue debocha, dando uma leve cotovelada em Fresh. — Me deixa ser gay e ver meus filmes “de menininha”, tá? Eu gosto de um fim bonitinho e romântico, não me julgue.

E, quando Fresh ia fazer uma piada sem-graça para zombar de Blue, é claro que tinha que ver o amigo ser ensopado por água do nada. E, então, risadas ecoando por todo o corredor, cobrindo o suspiro do Dunnstock, que estava tremendo por causa da água fria e com o rosto coberto pelo corar azul.

Fresh se virou, irritado, já preparado pra socar o babaca que tinha feito isso com Blue, e deparou-se com uma figura risonha, conhecida e muito irritante. Com uma mão na cintura e com um copo de plástico aos pés, o sorriso debochado de Lust Kelly estava coberto pela bem-cuidada mão direita. Aquele vagabundo era um quarterback, e o cara mais esperto do time de futebol americano de Westerburg.

O que, claro, não era muita coisa. Era como ser o mais alto dos anões. Mas que ele agia como uma vadiazinha típica de filmes de colegial, era verdade.

— Você não tem bolsinha pra rodar na esquina não, ô idiota? — provoca Fresh, fazendo os alunos presentes ficarem quietos quando Lust encara o baixinho de boné. Então, solta uma risada alta.

— Espera, você realmente falou comigo? — ele pergunta, aparentemente incrédulo, e põe as duas mãos na cintura. Aquele veado já estava começando a irritar Fresh.

— É, eu falei contigo, senhor purpurina — Fresh retruca com raiva. — Me diga, quem ou o que te dá o direito de ficar tacando água em todo mundo que você acha que é “inferior”?

— Aw, que fofo — Lust ri novamente. — Ser eu já me confere esse direito, amorzinho. E, pelo que eu sei, todo nerd que nem vocês dois são inferiores à mim. Então, é.

— Pelo menos, eu não vou ter que dar o cu pra ganhar dinheiro, seu babaca.

— Pelo menos, eu não sou um virjão que nem você.

Novamente, as risadas voltaram, e Lust faz uma cara de vitorioso. “Vagabundo”, pensa Fresh. O nerd solta um suspiro, sabendo que não tinha como argumentar contra aquilo. (Afinal, todo garoto da sua idade tinha uma coleção de revistas da Playboy, com as páginas meio grudentas, escondida debaixo da cama. Isso não era segredo pra ninguém.)

Aproveitando que Lust tinha deixado os dois em paz, Fresh leva Blueberry ao banheiro mais próximo.

— Ei, Blue, você tá bem, cara? Você tá tremendo... — pergunta, preocupado. O garoto se olha no espelho, e suspira, olhando para as vestes molhadas.

— Tudo bem... isso vai secar... a gente ainda tem tempo para as aulas começarem não é? — ele fala, positivo. Fresh pega alguns papéis-toalha, e ajuda Blue a se secar. — Eu... eu espero que a gente tenha tempo. Vai ser meio humilhante aparecer assim...

— Acho que o sinal não vai bater agora, cara. Relaxa — Fresh dá um sorriso, dando um tapinha leve nos ombros de Blue. — E é só falar que derrubaram água em você, poxa. A gente já é zoado, mas não tem muitos motivos pra rirem de nós. Por causa disso, no caso. Pelo menos, não foi suco de uva.

— Realmente... — Blue solta uma risada fraca. — Poderia ter sido bem pior.

— Bem, eu vou mijar. A gente se vê na sala, então?

— É, acho que sim. Vou indo para lá... não quero perder o horário. — ele fala suavemente. — Até daqui a pouco!

— Falous.

Dito e feito. Blue saiu do banheiro, e logo Fresh foi em uma das cabines se aliviar (no bom sentido), com algumas coisas na cabeça. Começou a cantarolar uma melodia aleatória, apenas para tentar se distrair.

But I know, I know, I know, life can be beautiful... I pray, I pray, I pray, for a better way — murmurou, dando descarga na privada. — If we changed back then, we can change again… we can be beautiful--

E, é claro, ele imediatamente para de cantar e fica paralisado quando ouve a porta de uma das cabines se abrir com um estrondo... acompanhado de sons de alguém vomitando. E passos.

— Ai meu Deus... cresce logo, Dust. Bulimia é tããão ’87.

Fresh sente que estava suando frio, e suas mãos tremiam levemente. Aquela voz... aquela voz pertencia à Nightmare Chandler, o cara mais popular da escola. “A vadia mítica”, como Fresh costumava dizer. E, se ele estava ali... seus dois “capangas” também estavam.

— Acho que já tá na hora de você ir procurar um médico, Dust — a voz doce do “capanga” de amarelo ressoa pelo banheiro, confirmando as suspeitas de Fresh, que fechou a tampa da privada e sentou em cima, sem fazer quase nenhum barulho. Killer McNamara era o líder das líderes de torcida de Westerburg (ele dançava e animava a torcida melhor do que todas elas juntas, isso Fresh tinha que admitir; seu cargo era merecido), e vinha de uma família rica de ourives (que estava endividada, pelo o que diziam os rumores).

— É, talvez eu deva procurar um mesmo... — mais sons de vômito. O bulímico ali era Dust Duke. Não tem muito a se falar sobre ele; sua personalidade não era muito discernível. Um garoto popular genérico... ah, é, ele é um linebacker também. — Merda.

E, é claro, o sinal da escola é tocado. Eles já deveriam estar na sala... e Fresh também, mas estava preso ali. Não ia sair da cabine até Nightmare e seus comparsas saírem dali, ou seria humilhado até a morte. Eh, droga. Fresh daria de tudo pra ser do grupinho deles, se isso significasse não ser zoado e hostilizado... bem, teria que arranjar uma desculpa pra estar atrasado agora.

— É só parar de ser um fresco e não vomitar, porra — o Chandler fala, sentando-se no balcão com as pias. — Você tá mais magro que um esqueleto humano, devia parar de achar seus ossos largos.

— Mas eles estão largos! Olha pra mim! — exclama o Duke, se referindo ao fato dos ossos de um monstro-esqueleto aumentarem quando este ganha peso. — Daqui a pouco, é capaz de eu ficar maior do que o Dumptruck...

— Ah, cala a boca, Dust — Nightmare desiste de argumentar. — Só se limpa aí e vamos logo pra sala, antes que surja algum monitor por aqui.

Não era à toa que diziam que Nightmare tinha uma “boca santa”. Foi só falar em um monitor que, é claro, a voz autoritária e tranquila da Sra. Toriel é ouvida por todos. É claro que Fresh começa a suar frio novamente, e logo pega uma folha em branco de papel e uma caneta. Sabia que tinha que se livrar daquilo.

— Ora, ora, ora. Nightmare e Killer...                                     

Mais sons de vômitos.

— ... e Dust. Talvez vocês não tenham ouvido o sinal tocar por cima de todo o vomitaço. Vocês estão atrasados pra suas aulas.

— Isso não é muito delicado de se dizer, madame Toriel — Nightmare fala com classe, se levantando e botando as mãos na cintura. Seus tentáculos, feitos de uma matéria negra e gosmenta, puseram-se em uma posição ameaçadora. — Eu e Killer estamos ajudando Dust a se recompor. Não seja insensível.

— Isso é muito louvável, Nightmare, mas sem um passe de corredor, não posso fazer milagres — Toriel dá de ombros, dando um olhar rígido para Nightmare. Fresh sai da cabine do banheiro discretamente, aproveitando a distração dos quatro. — Detenção semanal pra vocês três.

— Ah, Sra. Toriel, nós-- nós temos um passe de corredor sim! Comitê do Yearbook, sabe? — Fresh exclama rapidamente, fazendo todos os olhares do banheiro virarem-se para si. Ele corre até a professora/monitora, e entrega um pedaço de papel. Uma falsificação de um passe de corredor, não menos do que isso.

— ... vocês têm sorte, garotos. Tentem ser rápidos, então — Toriel encara aquele papel, e devolve o papel para Fresh. Parecia estar convencida que o passe de corredor era real.

Assim que Toriel saiu do banheiro masculino (sinceramente, o que ela estava fazendo ali?), Fresh engole em seco ao sentir os três esqueletos o rodeando, desconfiados. Ele dá um sorriso fraco quando Nightmare arranca o passe de corredor de sua mão.

— Isso... isso é uma excelente forja. Quem é você? — ele pergunta, encarando Fresh com seu único olho visível.

— Fresh Sawyer, senhor! — ele prontamente responde, a voz levemente esganiçada e assustada. Ele logo arruma a sua postura.

— “Senhor”? — Nightmare solta uma risada alta, sentando-se novamente no balcão de mármore. — Não sabia que nerds como você se assustavam tanto com minha presença. Pode me chamar de Nightmare mesmo — o Chandler põe um dedo debaixo do queixo de Fresh, e levanta seu rosto para o inspecionar. — O que mais você sabe forjar, garoto?

— Boletins, notas de ausência e permissões!

— Você sabe forjar prescrições? — o Duke pergunta, logo sendo fuzilado com o olhar de Nightmare. Novamente, os tentáculos do Chandler tomam uma forma levemente ameaçadora.

— Cala a boca, Dust.     

— Desculpa, Nightmare.

— Hm... até que, pra um nerd ensebado aleatório, você tem um corpo bonito — Nightmare volta sua atenção para Fresh, fazendo-o engolir em seco novamente. “Nerd ensebado”? Quem aquele polvo pensava que era? (O cara mais popular da escola, talvez.)

— E tem um rosto simétrico — Killer se pronuncia, dando um sorriso leve e tocando levemente no nariz de Fresh. — Se eu pegasse um cutelo e cortasse seu crânio pela metade, eu teria duas metades iguais. Isso é muito importante.

— Deixe os cutelos pro Horror — Dust resmunga. — Mas, claro, você podia perder um pouco de peso, né? — Fresh já estava se irritando com o Duke. Toda hora aquele história de peso... não sabia calar a boca não, porra?

And you know, you know, you know, this could be beautiful — Nightmare cantarola, dando um leve sorriso. — Gym, maybe some new clothes and we’re on our way…

— E lá vai ele começar a cantar de novo — Dust solta uma risada, ajeitando o uniforme e limpando a boca.

— Cala a boca, Dust — Nightmare repete, com um tom raivoso na voz. — Raise this man’s reputation, and Killer, I need your information. Let’s make him beautiful!

X

Dois de Setembro, 1989. Hora do intervalo.

Sempre que o grupinho de Nightmare, Killer e Dust chegava no refeitório, era quase como se a “plebe” visse o Satã e seus demônios favoritos chegando na Terra. Olhares fulminantes, olhos arregalados, cochichos intermináveis, cantadas jogadas ao vento... o “Bad Squad”, como eram chamados, eram tão amados quanto eram temidos.

Mas, naquele dia, havia algo estranho. Ou melhor, algo novo no Bad Squad.

Uma figura vestida de azul, cujos olhos não estavam cobertos pelos costumeiros óculos escuros, conversava e andava com os três populares como se fossem amigos desde sempre. Os cochichos aumentaram, discutindo quem era aquele suposto novo integrante do Bad Squad.

Somente Blueberry Dunnstock sabia a resposta.

— Fresh? — perguntou-se, e as pessoas próximas à ele começam a falar. “Fresh”, “Fresh”, “Fresh”, “Fresh”. Logo, o nome do rapaz de azul já estava na boca de todos, e os olhares já se estabeleciam em cima de sua aparência, melhorada por Killer.

E, bem, é verdade. A vida realmente pode ser linda. Você espera, você sonha, você reza, e você acerta o caminho. É a lei da vida. E, se quer saber a opinião de Fresh, quando alguém te torna lindo (ou quando você é lindo), você muda. Se torna uma pessoa... mais positiva, talvez? Isso não importa. Afinal... dois de Setembro é um dia lindo.

É a porra d’um dia lindo.


Notas Finais


A música utilizada para basear esse episódio foi Beautiful: https://www.youtube.com/watch?v=zAmmc7VFiZY (embora não tenha sido totalmente fiel).
Espero que tenham curtido a fanfic! Foi bem divertido escrever esse capítulo, e, sinceramente, tô orgulhosa dele~
Até o próximo capítulo!

(mais informações sobre os personagens, designs e etc: https://www.facebook.com/pg/aquarelladrawings/photos/?tab=album&album_id=1968572153419330)


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