História Atracción - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias A Feia Mais Bela
Tags A Feia Mais Bela, Ferlety, Fernando, Leticia
Exibições 155
Palavras 2.029
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá :)

Capítulo 1 - Ele chegara


Atracción 

 

 

Seria surreal se eu dissesse que estava me escondendo em minha própria casa? Meu chefe ligou-me preocupado, e eu ridiculamente inventei uma voz rouca e menti que estava com uma forte gripe. Ele preocupado deu-me alguns dias de folga, e bom,  eu já estou há dois dias sem sair de casa. Meu telefone tocava insistentemente, e não paravam de chegar mensagens. Não, eu não estou fugindo da policia, quem me dera se esse fosse o problema, eu provavelmente ficaria apenas um dia presa. O meu problema vai muito alem de uma ficha suja, ele vai alem de minhas forças, sentidos e vontades. Vontades essas, que não resistem a um homem de um metro e noventa e que só tinha, vinte e quatro anos.

Outra vez meu celular soou, e sem nenhum animo o atendi. Dessa vez era o meu irmão. Jorge tinha vinte e seis anos, e era meu irmão casula. Nós sempre tivemos uma ótima relação, mas desde que ele se casou e tivera filhos, nossas conversas passaram a ser mais curtas e objetivas.

– Letícia, você não pode se esconder para sempre!- ele disse rindo.

– Não ria, Jorge!- o repreendi.– Não é você que esta sendo perseguido por um maníaco!

– Vai me dizer que não esta dando conta?- seu riso fora mais audível, e o xinguei.– Ok, ok... desculpe! Mas, você devia dar uma chance a isso, Letícia.- suspirei.– Ele pode ser o homem da sua vida.

– Ah, muito obrigada por ligar e me iludir mais, era disso que eu estava precisando!- disse desanimada.– Jorge, Fernando é jovem...- engoli a seco.– Jovem demais para uma mulher como eu.

– Você só tem trinta anos...- ele murmurou.– São poucos anos de diferença!

– Não, não são poucos anos de diferença....são seis anos!- disse jogando-me em minha cama.– Eu preciso de alguém que, queira algo serio...- ouvi seu suspiro.– Eu ainda sonho em ter filhos, Jorge. Fernando jamais abriria mão da sua vida de festas, bebida e mulheres para ter um relacionamento serio.

– E o que você pretende fazer?!

– Dar um fim de vez nessa situação... Como você disse, eu não posso me esconder para sempre!- sorri fraco.– Eu apenas preciso pensar em algo.

– Lety não vá meter os pés pelas mãos. - disse preocupado.– Eu já a vi sofrer por relacionamentos antes, não quero que isso volte a acontecer.- sorri. – Você ainda irá encontra alguém.

– Bom, eu espero que isso aconteça antes da minha aposentadoria...- ele riu. De repente minha campainha  tocou.– Eu preciso ir, meu almoço chegara.

– Tudo bem, Clara e Manoel estão mando beijos!

– Obrigada!- meus olhos marejaram, e a ligação fora encerrada

 

Antes de morrer, mamãe deixou claro a mim e a Jorge, que seriam muito importante, sabermos pelo menos o mínimo sobre culinária. Eu me interessei e fiz alguns cursos, e me gabo muito por fazer pratos deliciosos, graças a mamãe eu descobri que amava cozinhar. Mas ultimamente eu havia abandonado essa minha distração, eu só conseguia pensar em Fernando, Fernando, Fernando...

 

A campainha fora tocada novamente. Deixei meus devaneios de lado, e procurei por meu cartão de créditos, abri lentamente a porta e o entregador estava cabisbaixo. Uma de suas mãos estava apoiada no portal da porta, e a outra segurava o pacote com meu almoço. Ele estava com um boné, e alguns fios de seu cabelo estavam saindo do mesmo. Olhei novamente para sua mão, e de repente ofeguei. Dei alguns passos para atrás ate que, finalmente ele me olhou, me olhou tão profundamente que quase tropecei. Tentei fechar a porta, mas ele a segurou, e adentrou meu apartamento. Ele tirou o boné deixando evidente a confusão dos seus cabelos, e fechou brutalmente a porta.

– Não foi daqui que pediram um almoço completo?- ele disse, deixando o embrulho em cima da mesinha de centro.

– Como você conseguiu entrar?- perguntei olhando em direção ao meu celular. Eu já não  conseguia controlar meu corpo, e minha voz estava evidentemente tremula.

– Ah, precisamos falar sobre isso...- ele riu de lado, e tirou sua camisa. Seu peito estava um pouco suado, mas isso fora o menos que prestei atenção. Eu podia ver perfeitamente cada músculo do seu corpo, desde do seu torso ate os músculos marcados em sua calça apertada.–  Proibiu minha entrada no seu prédio...

Ele lentamente caminhava em minha direção.

– Fernando...- apertei meus olhos, e respirei fundo.– Por favor,  vá embora! 

– Por acaso...- ele mordeu o lábio.– Eu fiz algo de mau?- oh, meu deus eu estava tão ferrada.

– Eu só quero que vá embora...- suspirei o sentindo na minha frente. Seu odor era tão embriagante, eu podia sentir sua respiração levemente ofegante.

– Por que?- ele tocou meu queixo e fez-me olhá-lo.– Convença-me, e eu irei embora. Diga o porque você não me quer em sua vida, Letícia, e então eu sairei por aquela porta e nunca mais irei aparecer em sua frente.- senti um forte frio na barriga. Eu o queria longe de mim, mas não que ele desaparecesse. Me afastei dele, andado em direção ao outro lado da sala, e olhei.

– Porque... Porque, nós não queremos as mesmas coisas...- ele suspirou e passou as mãos por seus cabelos, deixando-me totalmente de pernas bambas.– E, eu poderia ser sua...

– Minha o quê?- ele andou ate mim, e segurou as minhas mãos.– Responda-me!

– Sua irmã mais velha, ou tia... Ou...

– Minha mulher!- sussurrou em meu ouvido.

– Não, Fernando...- senti suas mãos adentrando minha blusa, e desprendendo meu sutiã. Seus beijos foram se espalhando por meu pescoço, ate ele finalmente me olhar com seus olhos cinzas de desejo. Um dos meus seios fora lentamente apertando, e contra minha vontade um grunhido de satisfação escapou entre meus lábios.  

– Pediremos algo para comer depois!- ele me ergueu, e levou-me para meu quarto, deitou-se sobre meu corpo e sorriu.– Não adianta fugir de mim, Letícia. Eu vou encontrá-la, e cada vez vou esta mais louco para tê-la, para tocá-la.- meus lábios foram tomados por um beijo feroz e urgente. Minha blusa fora jogada ao chão junto ao meu sutiã, deixando-me totalmente á mercê dele.

– Fernando...- murmurei, mas sua boca não deixou-me continua. Ele estava diferente, parecia esta com medo de algo.

– Sem falatórios...- ele puxou meu lábio.– Depois você pode chamar a policia, e me acusar de invasão!- sorriu. Sua mão rapidamente tomou um dos meus seios e o apertou, sua boca fora brincando com um mamilo e traçando um caminho por minha barriga, a deixando úmida e com marquinhas vermelhas.

– Fernando, não por favor!- ele me olhou, e segurou meu rosto entre suas mãos.

– Por que não?- indagou.– Você me deseja, eu a desejo... Qual é problema?

– Isso não vai nos levar a lugar nenhum..- engoli a seco vendo sua mandíbula se contrair. Desviei meus olhos dos seus e suspirei.– Eu acho melhor você ir!

– Não!- ele disse de imediato. Suas mãos se envolveram em meus cabelos e ele levemente os puxou, juntou nossos rosto em uma agonia sem fim.– Eu a adoro... Nós podemos... Ter algo futuro, Lety. Eu sei que podemos. Não é só sexo, eu sinto aqui em meu peito toda vez que a vejo.- eu sorri com lagrimas nos olhos, pobre garoto. Eu não estava acreditando que eu seria a sua primeira desilusão amorosa. – Você não sente o mesmo?    

– Não!- menti. Mas isso não o intimidou, ele saiu de cima de mim e livrou-se de sua calça. Sentei-me na cama sem acreditar no que estava acontecendo. Totalmente sem roupa e sem vergonha ele, voltou para cama, e para minha surpresa puxando-me loucamente para um meio da mesma.—Fernando você está  ficando louco...- suas pernas prenderam as minhas, e minhas mãos foram presas acima de minha cabeça. Apenas com uma mão livre, ele começara a acaricia novamente meu corpo, acendendo ainda mais o desejo que eu sentia.– Solte-me!

– Meu deus, eu amo o seu cheiro...- disse com a boca em meu pescoço. Ele abriu minhas pernas, e sua mão livre adentrou minha calça moletom, diretamente senti seus longos dedos me acariciando, com movimentos lentos e agonizantes. Me contorci sob seu corpo, e meus braços foram soltos, relaxei, o sentindo todo  por cima de mim; eu poderia ser facilmente esmagada por seu corpo. Fora questão de segundos,  e minha calça fora jogada ao chão junto as minhas outras roupas.– Diga que me deseja...

– Não...- senti a ponta de sua ereção entre minha pernas e contrair meu corpo.

– Teimosa...- sussurrou, e mordeu-me levemente atrás da orelha.– Eu não vou fazer nada, ate que diga que me deseja...- nos olhamos, e mordi meu lábio. Senti novamente sua mão entre minha pernas, dessa vez ele penetrou-me dois dedos deixando-me totalmente sem coerência...– Apenas diga que me quer, eu morro por ouvir isso..

– Sim...- fraquejei, fechando os olhos.

– Sim, sim o que?- indagou retirando seus dedos de mim, e  sorriu.

– Eu o quero, droga!- disse sem paciência.

– Muito bem, minha Lety.

Minha Lety

 

Abri os olhos para olhá-lo, mas fui fortemente invadida por ele. Nossos corpos se uniram em um choque, ele me apertou contra o colchão esmagando meus seios em seu peito. Nós parecíamos desesperados um pelo outro, em uma investida mais forte eu finalmente gemi seu nome.

– Isso, deixe-me escutá-la!- ele sussurrou.                     

   Eu me rendi, e invadir seus cabelos com minhas mãos. Eu sentia cada centímetro seu dentro de mim, um misto de prazer e confusão nos fazia suar, e desejar mais um ao outro. Quando nos olhávamos, a energia aumentava em uma proporção absurda, era como se soubéssemos que jamais poderíamos viver normalmente depois daquilo. Minhas pernas se entrelaçaram em seus quadris, deixando o mais dentro possível de mim. Seus lábios estavam inchados e avermelhados, eu podia sentir os músculos  de suas coxas se contraindo, no mesmo ritmo que seu corpo se fundia com o meu.

– Goze...- ouvi sua suplica e estremeci. Olhei rapidamente para baixo, e me dei conta que ele não usava nenhuma proteção.– Por deus, Letícia. Goze ou eu vou...- ele rosnou.

Mas não fora preciso pedir duas vezes, eu me entreguei em gemido rouco e desesperado contorcendo-me debaixo do seu corpo quente e suado. Ele saiu de mim, e derramou-se sobre minhas coxas, totalmente sem controle e cansado. Nos olhamos, e ele voltou a deitar-se por cima de mim, beijou-me sugando meus lábios e tocando meus seios. Naquele momento, eu soube que estava totalmente encrencada.

 

...

 

Dois meses antes.

 

– Então, a que horas Fernando ira chegar?- Dona Terezinha perguntou pela milésima vez.    

– Mamãe eu já disse que em alguns minutos.

Márcia virou os olhos impaciente. Elas não viam Fernando há mais de três anos, e eu sequer o conhecia. Talvez  tivesse o visto ainda pequeno, mas não lembrava o suficiente. Eu e Márcia éramos amigas desde a faculdade, sabíamos tudo uma da outra e passávamos por tudo juntas. Bom, nós tínhamos a mesma idade, e éramos consideradas as "solteironas".

A porta se abriu, e as duas correram em direção a mesma. Um homem alto, e de touca adentrou a sala carregando em mãos dois buquês de flores. Ele abraçou  Márcia, e a entregou um, e logo depois sua mãe recebeu um abraço e o outro buquê.

– Fernando, aquela é Letícia... – ele olhou para mim e sorriu. Ele tirou uma rosa do buquê de Márcia e me entregou.– Não ligue, Lety. Ele é totalmente sem vergonha.

Era impossível não ligar. O seu sorriso era encantador, o seu perfume dos deuses e sua pele macia como pêssego.

– Nós já nos vimos antes?- ele perguntou para mim.

– Não...- respondi, e ele sorriu.

Interessante.- ao dizer isso, ele virou-se, e novamente abraçou sua mãe.– Eu estava com muita saudade das minhas mulheres!

– Ei, me respeite  garoto!- Terezinha disse.–Vamos, tenho uma surpresa para você.- eles saíram e Márcia se juntou a mim.

– Bom, desde já tenho um pouco de pena das meninas desse bairro.

– Por que?- indaguei olhando para minha rosa.

– Fernando ira destroçar o coração de cada uma...- ela sorriu.– Ele nunca cumpre o que promete, e todas se iludem.- suspirou.– Um perfeito cafajeste. Ele costuma dizer que é novo demais para um relacionamento.

– Ah...- fora a única coisa que eu disse.

– Já nós, estamos ficando velhas demais para não ter um...- ela tocou meu ombro, e sorriu.– Vamos, eu acho que o chá já fora servido!

  

 

...                  

                                                    

   


Notas Finais


espero que tenham gostado <3!
bjss
-bru


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